Marilza SantosImagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/477fc12d4f137761?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
Se Deus é o Criador, fonte de toda luz, As mães, cocriadoras, seguem a cruz. ‘Mãe’ é palavra de poder e decisão: Pode gerar vida ou quebrantar o coração.
Mãe Jasmim, de pureza e espiritualidade, Com leveza e beleza, em sua totalidade. Violetas, humildes, modestas, suaves, Guardam a alma com gestos amáveis.
Mães Orquídeas azuis, raras, elegantes, Simbolizam respeito em gestos constantes. Mães Lótus, do Oriente, resilientes, Superam o mundo, serenas e crentes.
Mães Lavandas que acalmam, harmonizam, curam, Em momentos diários, as dores depuram. Girassóis, com lealdade e admiração, Mesmo em erro, ilumina o coração.
Rosas vermelhas, amarelas, azuis ou lilás, Botões ou abertas toda mãe é paz. Morena, negra, branca ou amarelas, Despetalando ou colorindo como aquarela,
Todas são mães, reflexo do criador. De um Deus apaixonado, se doando por amor Cocriadoras com amor que conduz. Colecionando alegrias e tristezas, carregando a cruz.
Mãe Amor-perfeito, ao entardecer, memórias de você Entre todas as flores que admirei. Foste tu mãezinha, flor sem igual, Na glória repousa, com a Mãe celestial.
Nine years old this year If you were a dog that would be bad But tis 9 years since the stem cell transplant 9 years since being told you’re at the end of the road 9 years since sitting in that restaurant The three of us Getting to grips with the fact it might just all be over The chemotherapy The sickness The losing of hair Which is more devastating that one can imagine The terrible wig The hat I knitted you to keep your head warm The first thing I had ever knitted For the last months of your life
Nine years old this year When all the markers were against you AML it sounds like a football club abbreviation Acute – there’s nothing cute about Myeloid – it belonged to all of us Leukemia – there are no good recovery stats I watched you shrink, Washed you Fed you Watched you hoping all the time That this was no Black Star I wanted in the small hours A Lazarus effect But to watch your tiny bones Your shrinking body Your little face My soul began to take bites out of itself
Nine years old this year Nine glorious accounts of rebellion With each new birthday I have become A little cheekier with fate When I feel that my life is at a standstill I look at your face, your fuller face Your stronger bones Your proud to be ageing body I am reminded that miracles Come in the form of packages It takes a team of us, of them and Your absolute resolve to survive To happen I never mind hearing your voice Even if I’m tired and falling asleep When you call across the time zones I relish the sound of you The recall of your daily adventures
No matter how ordinary Because life can never be mundane
Augusto DamasImagem criada pélo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/6a00ee3d-c374-83e9-a94c-616018f30801
O amor é muitas vezes descrito Por flores e lindas canções, Por inesperados presentes, Por gestos de carinho e devoção. É visto nos cuidados singelos, No apoio silencioso das horas difíceis, Na companhia afável que consola a alma, No abraço sincero que afasta os abismos. Há amores que cabem em palavras, Em versos, livros e declarações, Mas existe um sentimento tão profundo Que transcende todas as explicações. Um beijo de amizade verdadeira, Um olhar que acolhe sem julgar, Um sentimento que não precisa de voz, Pois apenas o coração consegue escutar. É um poema apenas sentido, Jamais plenamente escrito ou traduzido, Porque certas formas de amor Pertencem ao eterno e ao divino. Um amor que vive acima das dores, Das distâncias e das imperfeições humanas, Um amor que somente abaixo de Deus Habita a grandeza da alma humana. O amor de mãe.
Diamantino BártoloImagem criada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69fe78f7-2174-83e9-a677-0bd4550b0f70
Quem não se sente honrado, protegido, feliz e abençoado por ter a Mãe presente, sempre do seu lado, nas alegrias e nas tristezas, nos sucessos e nos fracassos, na saúde e na doença?
Quantas pessoas, em geral, e quantos filhos, em particular, suspiram pela sua Mãe, ou porque ela faleceu, ou porque teve de abandonar o lar, por razões que nem sempre serão da sua exclusiva responsabilidade? A Mãe, em toda a sua plenitude, é indispensável.
Quantas vezes, ao longo da vida, recorremos à nossa Mãe: para nos ajudar, material e/ou espiritualmente? Quantas vezes ela nos negou a sua ajuda? Quantas vezes nós nos interrogamos, profundamente ansiosos: Mãe, onde estás? Ajuda-me! Não me abandones, Mãe!
É muito difícil refletir-se e escrever-se sobre a Mãe, em geral; e sobre a nossa Mãe, em particular, sem que os sentimentos de amor, de saudade ou até de arrependimento, pelo que de errado tenhamos feito, contra a nossa Mãe, nos chamem à razão, nos alertem para a riqueza que temos, ou perdemos, ou ainda que maltratamos.
De facto, ter Mãe é a maior riqueza que se pode obter neste mundo, e quando a nossa Mãe se nos revela com todo o seu amor, sem limites, nem julgamentos e condenações prévios, nem exigências de nenhuma natureza e que, simultaneamente, nos defende, nos elogia, nos projeta para a vida e para a sociedade, então consideremo-nos as pessoas mais felizes e mais ricas do mundo, porque é impossível uma felicidade maior do que termos a nossa Mãe.
Reconhecendo-se como insubstituível as funções de Mãe, numa sociedade civilizada, defensora e praticante dos mais elementares valores do amor, da dignidade e da felicidade, é tempo de se engrandecer a Mulher, nesta sua dimensão ímpar, concedendo-lhe as condições necessárias para que ela tenha um papel mais ativo, e decisivo na formação das mulheres e dos homens que, num futuro próximo, nos vão governar, porque cada vez mais se faz sentir a necessidade de uma sociedade mais humana, mas justa e fraterna.
As Mães de todo o mundo transportam nos seus ventres e lançam para a luz do dia crianças que carecem, não só enquanto tais, mas durante toda a vida, dos valores e sentimentos que suas mães lhes podem e, certamente, transmitem. Nota-se muito bem uma criança que está sob a proteção e amor de sua mãe, daquela que não tem ou nunca teve essa bênção divina.
Venade/Caminha – Portugal, MAIO DE 2026
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal
Marli FreitasA autora e a mãe ‘do coração’, dona Marli Fernandes Grossi
Hoje, como em tantos outros dias, me pego pensando: ‘Deus é bom, eu sou grata’. Basta abrir a primeira janela do nosso tempo, Marli mãe e Marli filha. Foi um encontro inesperado. Como meu pai dizia, “Menina você tem asas nos pés”, pois corria, não andava. A mente era mais rápida do que meus pezinhos delicados de menina miúda e, assim, vivia de joelhos e cotovelos ralados.
Bem, foi assim, ventando na rua Osvaldo Cruz, rumo à quadra de esportes que você, minha segunda mãe – também Marli, surgiu à minha frente. Com jeito de menina poesia, paralisei no espanto e me perguntei, ‘o que aquela mulher tão linda e elegante poderia querer comigo?’. Silenciei e ouvi aquelas doces palavras:
– Como você se chama?
Eu respondi, quase gaguejando, que também me chamava Marli.
E ela continuou:
– Você está indo aos jogos, então, diga a eles, que estamos abrindo uma loja de artigos para vestuário em geral e se chama Bazar Rilyane.
Meu coração vibrou me dizendo, que aquela linda mulher precisava de mim e dei seguimento à missão de propagar a boa nova.
Este seria um encontro casual, mas já estava escrito no coração de Deus, que ela seria a minha segunda mãe.
O segundo encontro que me levou a ela, também parecia um acaso, mas uniu nossas vidas para sempre. Já havia passado como ajudante de doméstica em alguns lares e experimentado a casa dos padrinhos, mas, num domingo, tive a inspiração de pedir à madrinha para ir à missa. Vesti uma jardineira branca, presente da minha mãezinha de sangue (in memoriam) e a memória afetiva me levou de volta à casa materna, que era vizinha da minha mãe do coração.
Novamente a menina que tinha asas nos pés, fez ventar o beco estreito, que dava acesso à rua e, quando me dei conta, estava nos braços de ‘Maria’, uma mulher que nasceu para ser anjo. Foram poucas palavras e no mesmo dia me tornei babá da minha irmã caçula do coração. Fato que me aproximou da mulher mais linda, forte e perfeita, que pude ver na vida.
O seu olhar me acolheu e, dentro de um mês, eu não era mais babá, mas a sua filha do coração. Nos encontramos no coração uma da outra e muitas memórias afetuosas foram criadas, porém, sei que só o amor é capaz de explicar os encontros, a vontade de cuidar, de se entregar ao espanto, à paciência e às exigências de querer bem a outra pessoa.
O que posso dizer é que estava escrito que seria assim. Muitos arriscam em dizer que me pareço mais com você do que com os meus progenitores, mas eu sei que sou abençoada com duas mães e as amo por completo.
Letícia Mariana: Crônica ‘A marombeira do conhecimento’
Foto por Letícia Mariana
O consumismo me consumiu! Meu Deus! Isso é uma redundância seríssima!
Virei uma traça humana à procura de mais e mais papéis amontoados, livros injustiçados, livros recheados de Whey Library! Quem poderá me salvar, oh, deus do parágrafo?
Quero pegar esse peso do saber. Ele é meio triste e meio feliz. Me faz pensar além do que os sociais insetos pensam. Isso é bom? É ruim? É desumilde? É sábio? Não sei mais, meu senhor dos senhores!
Por favor, imploro! Quero beber desta vitamina terrível! É dura como as pedras nas quais pisei, mas é deliciosa! Me dê, me dê! Me dê!
Conto uma, duas, três… Quero mais! O que fazer para voltar ao tempo e ao espaço de mim mesma? Coma mais, coma mais!
“Sua louca, devorou tudo!”, eles disseram. Mas não dei mais ouvidos.
Ah, mas alguma coisa muda dentro de mim. Eu não quero mais aprender mais do mesmo. Redação, jornalismo, números, histórias fictícias, jogos educativos e filmes cut… isso é normal demais. É piegas. É bege, sabe? Aquele bege chato que precisa de uma corzinha para combinar. E eu achei a cor. Ela brilha! Luminosa, faiscosa. Faísca, sabe? Faiscosa!
Quero a sabedoria dos antigos. Da bênça pai, bênça mãe. Do errar e pedir perdão, procurar melhorar novamente. De limpar o que se sujou, ler livros que nem sequer foram escritos e tentar editá-los. Olhar as estrelas no céu e contar histórias ao redor de ancestrais. De não jogar comida fora.
Minha intelectualidade solitária perdeu o sentido. Tá chata, vazia. Quero abraçar meus familiares e perdoá-los. Quero me perdoar e procurar sentido nisso, sem remoer, sem sofrer por antecipação. Que caminho difícil! Esse peso? Eu quase não aguento, bicho! O peso da bondade. A arma mais bela, mais procurada, menos conquistada. E faz um estrago… bom! Um boom de boondade!
Fátima Sá Sarmento“Mãe, sábia como a brisa da manhã” Microsoft Bing. Imagem criada pelo Designer
Mãe, sábia como a brisa da manhã, Traz consigo a luz que desfaz toda sombra, E no olhar, a ternura que acalma e embala, É amor que em cada gesto se assombra.
Mãe, força que se ergue em meio ao sertão, Como o rio que persiste e nunca se cansa, Em seu peito bate um coração valente, por seus filhos atravessa qualquer distância.
Mãe, flor do mais puro e raro jardim, Em suas mãos, pétalas que curam e afagam, No silêncio de seu abraço, o mundo se aquieta, E na voz que acalenta, a esperança se alaga.
Mãe, estrela-guia no céu do meu viver, Seu sorriso é farol que me guia pela vida, E mesmo quando a noite em mim descer, Será sua luz que a escuridão intimida.
MÃE, AMOR QUE NÃO SE MEDE, INFINITO. Que nos ensina a ser forte e a perdoar, No livro da vida, é você o mais bonito verso, E em cada palavra, um motivo para celebrar. Fátima Sá Paraíba- flor de mandacaru