Ella DominiciImagem criada por IA do Bing – 06 de fevereiro de 2025, às 16:51
Óperas elevam-se em catedrais de vento, erguem-se em palcos de mares e montes. São harpas de espumas e cantos contidos em cúpulas de ouro que flutuam nos ares. As vozes, agora, são estandartes, são sopros de sopranos errantes, falando aos homens em notas de fogo, na dança da chama que nunca se apaga.
Falam de amores, de dores, de tempos. Falam de pactos, de prantos, de hinos. Nos becos sombrios onde os reis se calam, nos salões ardentes onde as sombras dançam, elas ecoam. São paradoxos que dobram os sinos, são gritos sublimes em pedra esculpidos, cortinas que se abrem e nunca se fecham, pois nelas ressoam os ais infinitos.
Óperas góticas, neblinas lunares, janelas do mundo que entoam mistérios. Seja em ternura ou em caos absoluto, são vozes eternas cantando destinos.
Sandra AlbuquerqueImagem criada pela IA do Bing – 02 de agosto de 2024, às 10:50 AM
Brasil! Nação brasileira Com seus encantos Das belas praias, rios Cachoeiras e mares Que desaguam Em peles bronzeadas Morenas Mulatas Pretas Sim! Pretas e por que não? Sabemos que está terra é mestiça Digna de aplausos e rimas E ainda há néscios Querendo contestar. O lugar de alguém Com a pele preta Não merece um tronco Com chibata e rancor Mas sim, um pódio Nos lugares mais altos Que a sociedade já viu E quem discorda Não conhece a história Do nosso Brasil. É da baiana formosa Do Nordestino que luta Do Rio de Janeiro A Terra da Preta Empoderada Merece destaque Em todas as partes Em qualquer escalão. O menosprezo é ódio E quem sabe inveja Da beleza da pele Que eu aplaudo de pé. Que o racismo acabe Não me perdoe os insensíveis Porque falo a verdade Porque conheço a História. E em toda a beleza Que a natureza expõe Se os senhores de engenho Aqui voltassem Talvez, jamais seriam patrões. Porque aqui A África existe Bem dentro de nós Pois somos mergulhados nela. Somos guerreiros E precisamos aceitar Que a pele preta é um tesouro. Não adianta menosprezar.
Comendadora Poetisa Sandra Albuquerque (Rio de Janeiro, 01/08 /2024)
Ella Dominici“Em mares nórdicos navega homem e busca encontrar próprio destino” Microsoft Bing. Imagem criada pelo Designer
em mares nórdicos navega homem e busca encontrar próprio destino fada-lhe o espírito dói-lhe vida tão tosca tenta achar seu solstício nas peladas águas frias barco branco em liso ventre desliza fecha os olhos, mentaliza curvas de um corpo entre glória e euforia
escorrega o mastro em fogo na virilha deixa n’água rastro no oceano avista o pórtico entre fiordes cristalinos geleiras diamantes poéticos coroa transparente do destino enxerga altos bicos nus que brilham a vela move, a veia sorve, suor escorre na testa gelam pingos de lua
os bicos seios são só miragem o alcance do eros-desejo bobagem da lua de verão cheia e nua se frustra a alma apaixonada o tudo ou nada segue viagem atravessa polos de madrugada pórtico penetra como em virgem sumo milagre da alta atmosfera se funde às partículas solares no vento qu’as trouxe em plenos mares
voltarei com a êxtase que me dera o brilho que observo em céu noturno no âmbito do norte magnético desfaz quem desmedrava taciturno no pórtico nasce ser sinérgico espírito uno completo homem mulher unidos são fenômeno perfeito da existência partículas imantadas fluorescência reflexivas no real milagre da óptica glacial magnífica aurora aurora boreal… finalmente nós dois norte e final
Meu país, tão lindo, dourado pelo Sol, banhado pelos mares, rios, cachoeiras a rolar, povo hospitaleiro, alegre, diversas raças ao redor, de Norte a Sul, uma gigante nação a brilhar.
Mas há sombras em meio à luz deste lugar, algo que eu não conhecia, que veio a me chocar. Preconceito, discriminação, dor a nos cercar. Sou branca, meu marido preto, destino a nos testar.
Em passeios ou a trabalho, pelas estradas a rodar, onde estados se separam, precisamos viajar, muitas e muitas vezes, pela polícia a nos parar… Coincidência? Não sei, mas dói, difícil de aceitar.
Nas batidas feitas por policiais, a rotina a se formar, somos sempre parados, o coração a apertar. Coincidência? Não creio, a dor a nos devastar, o preconceito a nos seguir, a nos maltratar.
Mas o pior, aí a tristeza chorou: Viajamos por vários países, e a aleatória dos aeroportos, o que seria normal, nunca nos alcançou, mas no meu país, minha mãe gentil, mais de cinco vezes nos machucou.
Coincidência? Tristeza a nos corroer, a injustiça a nos atingir, difícil de esquecer, meu país, tão lindo, dourado pelo Sol! Mas há sombras que precisam dissipar, para o amor prevalecer.