Maria Beatriz Muñoz Ruizhttps://gemini.google.com/app/9bf9d031cd5225d7?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
Hay un recuerdo que tengo grabado a fuego de aquellos meses grises de la pandemia, cuando el mundo se volvió pequeño y nos quedamos encerrados entre cuatro paredes. Recuerdo, sobre todo, los días de lluvia.
Me asomaba a la ventana y el olor me subía desde la calle: ese aroma a tierra húmeda, a tierra mojada, a vida despertando. En ese momento, sentía una necesidad imperiosa, casi dolorosa, de salir, de tocarla, de pasear descalza.
Echaba de menos la casa de mis padres, sentir la hierba fresca bajo mis pies al desayunar, el rocío de la mañana, ese frescor que te reconcilia con el mundo. Estar encerrada me hizo entender que ese olor y esa sensación no eran un lujo; eran una necesidad vital.
Por eso, ver hoy cómo se levantan esas columnas de humo denso y gris en los montes de Granada y en tantas otras sierras del mundo me provoca un pellizco en el corazón que me devuelve a esa sensación de asfixia.
Siento una tristeza enorme al pensar en todo lo que el fuego se lleva en cuestión de minutos. No se queman solo troncos y ramas; se quema ese olor a tierra mojada que tanto añoramos cuando nos falta. Se quema el hogar de miles de seres vivos que no tienen voz para pedir ayuda: aves que pierden a sus crías en los nidos, animales que corren despavoridos sin saber adónde ir, atrapados entre las llamas.
Ellos no están ahí para decorar el paisaje; forman una red invisible que mantiene vivo el ecosistema, limpia el aire que llega a nuestras ciudades y nos regala cada gota de oxígeno que respiramos. Si destruimos su hogar, nos estamos quedando sin el nuestro. A veces miramos las noticias con frialdad, como si el monte fuera algo ajeno o lejano.
Y me duele aún más saber que, en la mayoría de los casos, detrás de esta tragedia hay un descuido, una colilla mal apagada, una imprudencia que se podría haber evitado.
Imaginad que el bosque es vuestro hogar, porque al igual que los animales, muchas personas han perdido sus hogares y su mundo se ha detenido. Cuando estás al otro lado del televisor dices “Por lo menos han sobrevivido, lo demás son cosas materiales. El seguro del hogar les cubrirá”.
Es cierto que la vida vale más que las pertenencias, pero entre esas pertenencias la mayoría de las veces hay recuerdos irremplazables que un seguro de hogar no puede valorar. Entonces se me viene a la cabeza un simple sobre con veinte euros que mi abuelo llevaba en el bolsillo para darme antes de ser ingresado y morir.
A veces, cuando lo echo de menos saco esos veinte euros del sobre que conserva su olor a tabaco, ese olor tan característico y único que necesito oler, entonces absorbo ese aroma a él, y recuerdo su sonrisa, sus abrazos y su forma de ser. Si pudiera salvar tan solo una cosa material sería ese sobre.
Ahora imaginad a un pequeño cervatillo que siempre ha vivido en ese bosque, en un segundo mira atrás y ve solo fuego, un huracán de llamas que se traga todo en cuestión de segundos. Si sobrevive y es llevado a otro sitio, nada será igual, tendrá que adaptarse, pero nada será igual.
Todos sufrimos, los bosques forman parte de nuestro planeta, son los hogares de miles de animales, nuestro oxígeno y la base que sustenta el mundo. Si no cuidamos el planeta nos estamos matando a nosotros mismos. ¿Queréis vivir o morir?
Cuidarlos es cuidar la memoria de ese frescor bajo los pies, la vida de los animales que los habitan y el único futuro posible para los que vendrán después, para que ellos también puedan oler la tierra mojada y apreciarla.
Sergio Diniz“São animais que têm por espaço uma garagem (algumas com dois carros) ou um pequeno terreno ou quintal e por horizonte uma nesga de paisagem, vista pelas frestas de portões.” – Foto por Sergio Diniz da Costa
Diariamente, passeio com meu cão (Tobby) pelas ruas do meu bairro e bairros adjacentes.
Esses passeios me levaram a constatar que em muitas residências e até mesmo em pequenas empresas têm cães, em alguns casos até dois ou três.
Num primeiro momento, a impressão é que, a cada dia, aumenta o número de pessoas que parecem gostar de cães. Essa impressão, entretanto, em muitos casos, é enganosa.
Constato, com uma imensa tristeza, que é significativo o número de cães que vivem confinados em suas casas ou em estabelecimentos comerciais. São animais que têm por espaço uma garagem (algumas com dois carros) ou um pequeno terreno ou quintal e por horizonte uma nesga de paisagem, vista pelas frestas de portões. Em alguns casos, os cães ficam presos por correntes o dia inteiro.
Esse enclausuramento, com o tempo, torna os cachorros doentes, física e/ou emocionalmente. Alguns se tornam violentos e, se conseguem escapar da casa, podem atacar pessoas; outros chegam a se automutilar.
A Lei nº 9.605/98, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências, prevê em seu art. 32, caput: “Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”.
O citado artigo não esclarece e, muito menos, enumera o que se configura como ato de abuso ou maus-tratos. A prática, contudo, aponta os atos mais comuns: abandono, manter animal preso por muito tempo sem comida e contato com seus donos/responsáveis, deixar animal em lugar impróprio e anti-higiênico, envenenamento, agressão física, covarde e exagerada, mutilação e utilizar animal em shows, apresentações ou trabalho que possa lhe causar pânico e sofrimento.
Manter cães diariamente confinados se configura, indiscutivelmente, como um ato de maus-tratos, pois, com isso, “os impede de desenvolver atividade física, independentemente da raça. E essa energia não gasta vai se acumulando cada vez mais até o cão encontrar um jeito de eliminá-la, sendo as maneiras mais comuns dessa energia ser dissipada roer ou destruir algo, latir, mostrar comportamentos compulsivos e às vezes até agressividade”.*
Outro aspecto do dano causado pelo confinamento reiterado se encontra no fato de que “os cães são animais gregários, ou seja, eles naturalmente vivem em grupos e precisam de interação social com os membros de sua própria espécie. Um cão que passa por essa privação social pode sofrer distúrbios emocionais e psicológicos graves, demonstrando timidez, medo excessivo ou agressividade com outros cães”.*
Presenciar diariamente esse atentado contra a saúde física e emocional de um animal historicamente alçado como paradigma da lealdade aos seres humanos leva-me a refletir que, ao contrário de seres humanos criminosos, os quais uma vez apreendidos pelos agentes policiais são posteriormente julgados, observando-se os trâmites e defesas legais e, somente depois, se condenados, encarcerados, os cães ‘de guarda’ de certas residências e empresas não têm o mesmo direito.
Até porque, o único ‘crime’ que cometeram foi o de confiar em seres humanos!
Professor Carlos Cavalheiro participa de Encontro sobre a Região Metropolitana de Sorocaba
Encontro sobre a Região Metropolitana de Sorocaba – Imagem enviada por Carlos Carvalho Cavalheiro
O professor Carlos Carvalho Cavalheiro participou no último dia 23 de abril, quarta-feira, do 1º Encontro de Pesquisadores do Observatório da Região Metropolitana de Sorocaba.
Participaram desse Encontro vinte pesquisadores das áreas de Educação; Comunicação e Cultura; Ciências Farmacêuticas; e Processos Tecnológicos e Ambientais. Todos os participantes são Bolsistas do CNPq e participam de programas de Pós-Graduação na Universidade de Sorocaba (Uniso), onde ocorreu o encontro.
A pesquisa do professor Carlos tem como atenção os pescadores de área urbana do rio Sorocaba. Doutorando em Comunicação e Cultura, Carlos Cavalheiro explanou sobre a sua pesquisa intitulada “Um rio de possibilidades: a comunicação rebelde dos pescadores da área urbana do rio Sorocaba”.
O conceito de comunicação rebelde foi cunhado pelo professor Carlos Carvalho Cavalheiro e tem recebido reforço teórico de seu orientador, o professor Dr. Paulo Celso da Silva, Coordenador da Pós-Graduação em Comunicação e Cultura.
Comunicação rebelde é a ação de se contrapor ao status quo, ou seja, em desafio à lógica predominante. Assim, as práticas de pesca na referida área urbana de Sorocaba se configuram como um modo de interagir criticamente com a cidade, uma vez que os pescadores, em sua relação com o rio, percebem-no de maneira diferente das pessoas que estão desvinculadas com esse recurso natural, especialmente o Poder Público que, muitas vezes, não cuida dele como deveria.
É, portanto, uma comunicação que se rebela, resiste e insiste em seus valores e critérios. Contudo, a comunicação que rebela, resiste e insiste não está livre das pressões, sejam elas editoriais, simbólicas, financeiras, políticas para ter poder de transformação social e não ser cooptada, absorvida ou ficar inserida em sistemas de poder e narrativas dominantes, as quais pretendia confrontar e sendo neutralizada em seus valores e critérios.
Carlos Carvalho Cavalheiro é professor de História da rede pública municipal de Porto Feliz. É Mestre em Educação pela UFSCar e atualmente está cursando o Doutorado em Comunicação e Cultura pela UNISO.
Sandra Albuquerque: Crônica ‘É o dito pelo não dito’
Sandra AlbuquerqueImagem criada por IA no Bing – 14 de março de 2025, às 09:16 PM
Está tudo esquisito. Onde será que este mundo vai parar? O errado é o certo e para o certo não tem explicação.
O amor se envolveu em traição. Valores humanos se perderam e o respeito ao próximo descarrilou.
Nação impiedosa que os animais maltratam, mas sempre há mãos bondosas que os acariciam e os tratam, dando-lhes dignidade.
A natureza se esvai em fogo pelo desrespeito para com o meio ambiente.
Ainda há a violência, a discriminação e a pobreza que assobiam em nossos ouvidos e, ainda, são bem visíveis, enquanto os mais abastados aplaudem o tapete vermelho e dizem que vai tudo bem.
Onde está, oh! Meu Deus, a dignidade que tu deste ao homem?
Se está tudo esquisito e é o dito pelo não dito: ninguém sabe, ninguém viu e não fui eu.
Ah, se eu pudesse mudar o mundo… Pintaria um quadro e colocaria cada um no seu quadrado em seu devido lugar, nem que fosse por um instante só para ter paz, e ainda passava verniz para fixar bem.
Lembranças boas deste mundo nem em peças de museu, pois virou um gigante profundo em suas opiniões.
Porém, apesar dos pesares, a esperança nunca morre. E se cada um fizer a sua parte, este mundo pode mudar e se tornar um mundo bem melhor.
‘Green60 Mobile Film Festival’ recebe filmes de até 60 segundos sobre meio ambiente, diversidade e sustentabilidade
‘Green60 Mobile Film Festival
Em sua quarta edição, evento conta com obras produzidas por realizadores utilizando aparelhos móveis
São Paulo sediará mais uma edição do ’Green60 – Mobile Film Festival’, festival de cinema que promove a exibição de obras audiovisuais sobre temáticas sociais, culturais e ambientais inspiradas na Agenda 2030 da ONU. O evento será realizado nos dias 5, 6 e 7 de junho de 2024 no Parque Ceret, no bairro do Anália Franco, em São Paulo.
Em sua 4ª edição, o ’Green60 – Mobile Film Festival’ visa estimular o acesso à produção audiovisual, permitindo que pessoas de diversas origens e habilidades compartilhem suas histórias, ideias e talentos com um público global a fim de gerar impacto na forma como a mídia é consumida e como as histórias são contadas na sociedade contemporânea.
Os filmes selecionados para o festival serão exibidos ao ar livre em parque público da cidade de São Paulo
Os filmes selecionados para o festival serão exibidos ao ar livre em parque público da cidade de São Paulo com previsão para o mês de junho. Além da exibição dos filmes em competição, haverá uma mostra de filmes não competitivos definidos pela curadoria.
A iniciativa é uma realização do Instituto São Paulo de Arte e Cultura e da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Governo do Estado de São Paulo.
O festival irá premiar as melhores obras com duração de até 60 segundos produzidos por aparelhos móveis, como celulares e tablets, em duas categorias:
Mostra Competitiva I:
Filmes de até 60 segundos realizados com aparelhos móveis (celular ou tablet); (realizadores com 21 anos ou mais).
Mostra Competitiva II: Filmes de até 60 segundos realizados com aparelhos móveis (celular ou tablet); (realizadores com até 20 anos).
Os filmes vencedores serão definidos por meio de votação popular no dia de sua exibição e, além de receber um certificado, as melhores obras serão premiadas em dinheiro, por categoria, no valor total de R$ 10 mil ao final do evento com o objetivo de estimular a produção audiovisual de novos realizadores.
Para se inscrever e conhecer o regulamento, o interessado deve acessar o site www.green60.com.br. As inscrições são gratuitas e foram prorrogadas até o dia 28 de maio.
Francisco Evandro FarickO cuidado com o meio ambiente Microsoft Bing. Imagem criada pelo Designer
Desde os tempos mais remotos que o ser humano se preocupa com sua existência, como por exemplo, a inquietação máxima do povo egípcio, era com a vida além da morte. Eles partiam do pressuposto, segundo sua crença religiosa, que havia outra morada após a partida da Terra.
Séculos depois, o povo oriental, de um modo geral, cultuava uma forma de vida cuja parte espiritual estivesse sempre equilibrada com a material, ou seja, o famoso Yin e Yang.
O mundo grego, principalmente no período helenístico, a preocupação com o esporte como uma forma de viver saudavelmente se tornou a máxima da civilização de então.
Os romanos tinham como inquietação principal as festas para o povo. Pão e circo, faziam o povo delirar no coliseu romano, enquanto os gladiadores se dilaceravam pela vida.
Outros povos ao longo dos séculos também tiveram diversos estilos de preocupação, mas o ponto comum entre a maioria deles é, com exceção dos gregos, com seu famoso lema: – “Mente sã, corpo são”, ninguém mais vislumbrou cuidar da vida em si, mas como viver a vida.
No nosso mundo atual a vida se tornou o bem máximo e mais precioso que temos e, para que possamos viver em harmonia com o nosso mundo, necessitamos cuidar de nosso corpo e da natureza que nos permeia.
O ponto de partida para termos uma vida saudável é, sem sombra de dúvida, estarmos em harmonia com o meio ambiente e com o ecossistema que nos permeia.
As civilizações, oriental e ocidental, já perceberam os efeitos nefastos causados pelas queimadas e poluições dos gases, e, com isso, ocasionou o surgimento de uma série de fenômenos destrutivos causados pelos famosos furacões El Nino e La Nina; como uma das consequências, podemos citar o degelo das geleiras do Polo Norte e Polo Sul. Tal efeito já está causando problemas com a cadeia alimentar dos ursos polares e de outros animais que vivem nos Polos
A matança generalizada de baleias por caçadores de baleias em navios pesqueiros japoneses e dos leões marinhos e focas por pescadores canadenses e dinamarqueses, fazem ocorrer uma desarmonia na cadeia alimentar na vida marinha.
As experiências atômicas realizadas pela Coréia do Norte explodindo bombas nas profundezas do solo, seus efeitos causados pela propagação das ondas são sentidos o mais longe possível e tais ondas são prenúncios de terremotos que geram as nefastas ondas tsunamis que são avassaladoras, matando e destruindo tudo por onde alcança.
Sabemos que o bem máximo da vida é vivê-la saudavelmente e com a natureza como nossa aliada, tal fato nos pouparia das famosas enxurradas que destroem e ceifam centenas de pessoas nas chuvas de verão, todavia, como podemos evitar?
É importante que começamos em nosso lar, ao separarmos o lixo, para que ele siga e possa ser reciclado convenientemente e não jogado nos leitos dos rios, como ocorre em muitos locais.
Os nossos rios, nós devemos cuidar e evitar que se tornem poluídos, para que possamos novamente ver os peixes em seus leitos, e devemos cuidar das florestas e matas ciliares que os serpenteiam; com isso, se evitaria as famosas quedas de barreira.
Outro fator que é de suma importância para que possamos ter uma vida melhor é, sem sombra de dúvida, um combate exacerbado, a fim de que seja eliminado o mal do século: as drogas, de um modo geral. É de conhecimento de toda a sociedade que o uso constante de drogas produz um contingente de pessoas doentes e que desperdiçam suas vidas ao longo de suas existências.
O nosso mundo globalizado e o crescimento tecnológico causaram a competição acirrada pelo trabalho; tal evento gerou e gera continuadamente uma população de pessoas com estresse, o qual, se não tratado, tende a gerar depressão e uma série de doenças. Uma forma de amenizar tal situação é a necessidade de uma desaceleração dessa competição nefasta à saúde, para que possamos ter uma qualidade de vida bem melhor.
A vida, desde o mais simples micro-organismo vivente ao ser humano, necessita ser cuidada convenientemente para que haja prazer na vida.
A vida é um dom supremo do ser humano e temos que viver de maneira saudável, praticando esportes e sendo feliz.
Aquele que não cuida de seu corpo e de seu micro ecossistema, tende a ter sérios problemas em seu viver.
Então, somos de opinião que a principal preocupação do ser humano para que haja uma forma de viver melhor é viver em harmonia consigo, cuidando da melhor maneira possível de seu corpo e estando atento às transformações que ocorrem com seu ambiente, para que a vida lhe seja favorável; se isso acontecer, é quase certo que será uma pessoa feliz ao longo de sua vida.