Traços mnêmicos
Marcus Hemerly: Poema ‘Traços Mnêmicos’


source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
Nos alvéolos alquímicos de meus pulmões,
Inspirava névoa invisível, fria ou incandescente,
Digladiava-se inata ao despertar pubescente,
Que assoma em “porquês” e contradições.
As lembranças registram a passagem da trilha,
Aferrolhadas a meus segredos intracromossomiais,
Trespassam a una história em veias abissais,
De rubro sangue que na Rosa dos Ventos estribilha.
Queria me lembrar de tudo, um pouco, em tom fiel,
Mas embotam a mente saudades e frustração,
De como seria se ao pretérito, ferrenho, tivesse dito não.
Irrompe percepção do vivido engodo em lúcido revel,
Caminhando a estrada do Eros em passiva imprudência,
Criando, nostálgico e parcial, minha ideada reminiscência…