Loid PortugalImagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69f2d82e-2a10-83e9-98ca-62b8b94e6839
Um misto de passado Presente e futuro Eu sou Me chamam de berço, Eu sou fim e começo Sou feita de savana e deserto, sou cura, Também sou aquela sombra da Mulemba Que dá voz aos pássaros e cor ao sol, Paz aos pecadores e ouro às ourivesarias, nunca mais me confunda ou diga que sou sortuda, Eu sou metamorfose com clorofila Sou força e coragem que meu povo carrega No sangue e na etnia Sou a rainha, A grande.
Já agi como galinha. É sério! Prostrada, andava olhando para baixo, ciscando o chão, comendo migalhas. Eu tinha asas, é verdade. Mas não sabia ao certo a sua utilidade; apenas me adornavam.
Minha visão limitada não permitia que eu almejasse outros horizontes. Eu não tinha sonhos, metas. Era aquela vidinha medíocre: ciscar, andar pelos arredores do meu ‘galinheiro’, cercada.
Certo dia eu tomei consciência de quem eu era, e das minhas asas.
No fundo, eu tinha medo de voar. Como seria? Eu temia as quedas, temia ousar. Eu tinha medo de ser quem eu realmente era: uma ave.
Eu tentei. Muitas vezes falhei. No início, voava baixo a fim de sentir-me segura. Caí muitas vezes; me feri. Vieram as cicatrizes, os calos, mas eu não desistia, até que adquiri confiança em mim.
Saí do ‘galinheiro’. Eu almejava conhecer outros lugares além do meu reduto. Me senti livre, a fim de escolher para onde ir. Levantei meus olhos, olhei para cima.
Eu não me interessava mais por migalhas ou ciscar pelas beiradas. Provei outros alimentos. Eu não quis mais voltar.
Transformei-me em águia, mulher de opinião, de escolhas, de visão. Passei a decidir onde pousar e quando sair. Acostumei a viver assim, sem amarras, e deixei de aceitar qualquer coisa.