Os mistérios da mulher
Dorilda de Almeida: ‘Os mistérios da mulher’


às 13:25 PM
Vida,
Mistérios e segredos a desvendar
A depender do tempo
Da idade, dos estágios
E dos ciclos
Da nossa vida
O tempo segue, ou não!
Os ritmos da criatividade
Da solidão, do descanso
Da brincadeira, da sexualidade
Conduzem os poderes Instintiva
Que alimentam às forças
Dentro de nós, Mulheres!
Separar pensamentos
De sentimentos
Dar frutos
Familiarizar-se com os mistérios
Com o estranho e a alteridade
Amadurecer
E ressurgir,
Assim somos nós, Mulheres,
Mulher
Espontânea e segura
Em qualquer hora
E qualquer lugar.
Os mistérios da mulher
Estarão sempre
A revolucionar.
Dorilda de Almeida
Mar germinal
Ella Dominici: Poema ‘Mar germinal’


Imagem criada pela IA do Bing
Se contar o ‘Mar’ a todos
o que dirão as ondas do desvendar segredos?
Se escrever o Sal marinho perderão escamas insossas?
O oceano é a majestade das profundidades, onde se acham mistérios das águas, das essências existentes, flora fauna desconhecidas, pérolas em reciprocidades uterinas.
Mares não são medíocres, são sim indecifráveis .
Somente uma alma poética pode instigar a intensidade dos mistérios, fúria que ama, amor que enfurece e vibra o fundo do oceano tingindo-o de púrpura vermelho escura na paixão de viver.
Natureza humana e divina do Ser vencendo falésias, alcantilando mediante ameaças de um oceano vivo e violento, mas dominado pelo Criador.
O poema expõe o Ser às profundezas, quebra vagas, adentra águas, busca o grão atemporal e o faz germinar no sal da vida.
deseja-se que se possa alcançar mudanças e transcender o grão comum.
Em Mar Germinal
Ella Dominici
Contatos com a autora
Penedo ou espuma?
Sergio Diniz da Costa: ‘Penedo ou espuma?


Penedo ou espuma?
Vaporosa formação granítica
Rocha para correntes espumantes
Espuma ao contato das tempestades.
Quem és na essência
Se flutuas como tênues flocos
Se envergas trajes de matéria densa?
Na noite de teus mistérios
Ao esvoaçar de asas
Ensombrece o penhasco
Em enigmático mutismo.
Nos escaninhos de teu ser
Procuro espuma
Encontro penedo
Esculpo rochas
Desfaço espumas.
Que porta se abrirá
Ao chamado da dúvida?
Penedo e espuma
Dois estados do mesmo elemento
Encontro a ambos
No mesmo cenário:
Penedo é coragem
Espuma é indecisão.
Sergio Diniz da Costa
Contatos com o autor
Lendas amazônicas em contos de terror
Annieli Valério Rufino lança ‘Assim me contou Maria’, uma obra de suspense e mistério com histórias verdadeiras contadas por mulheres

A premiada escritora paraense Annieli Valério Rufino fará o lançamento de mais um livro, desta vez através da Lei Paulo Gustavo do Edital de Chamamento Público da Secretaria de Cultura e do Governo do Estado do Pará.
Oficial da Força Aérea e atuando como professora no Colégio Tenente Rêgo Barros, lançará até em maio do corrente o livro Assim me contou Maria, uma obra de suspense e mistério, com histórias verdadeiras contadas por mulheres. Em ambientação no cenário amazônico os contos de terror se desenvolvem e nos remetem à oralidade de mães, tias, madrinhas e avós que se reuniam à noite para contar histórias antes de dormir.
Voltado para o público juvenil, será o décimo livro da escritora, que se debruça sobre a escrita de poesias, contos e dramaturgia. O lançamento será em Belém do Pará, em data a ser anunciada.
Para quem se interessar conhecer as outras obras da escritora pode acessar o endereço eletrônico: https://author.amazon.com.br/books
SOBRE A AUTORA

Annieli Valério Rufino é Tenente da Força Aérea Brasileira, professora, escritora, compositora, atriz, cantora e produtora cultural.
Autora premiada e publicada de nove obras solos, cinco antologias e três e-book.
Doutora Honoris Causa em Patrimônio Histórico, artístico e cultural e Doutora Honoris Causa em Literatura.
Acadêmica Fundadora da Academia de Letras e das Artes de Oriximiná – cidade natal da autora.
Acadêmica das seguintes entidades: Federação Brasileira dos Acadêmicos Ciências, Letras e Artes; Academia Internacional de Literatura Brasileira e Academia de Letras e das Artes Luso-Suiça.
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Nuvens Negras
Clayton Alexandre Zocarato:
Poema ‘Nuvens negras’


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Pelo sinistro da noite
Demônios caminham
Em meio à infidelidade da fé
Vampiros procuram novos pescoços
Encarecendo-se sua vaidade de poder
Querendo e requerendo
Um grimório fantasmagórico,
Suculento de mistérios
Eldrazi reinventa suas cores
Em meio a dores
Que luares com melodias licantrópicas
Exasperam a dor humana mais profunda
Procurando em meio a sua metamorfose
Uma gnose
De desejos e barulhos
Que por entre cemitérios fedorentos
Geram rebentos
Carentes de algum acalanto
Que para um espanto horripilante
Faz o feitiço da bruxa
Caminhar por entre doçuras
De fadas, exasperando desejo.
E vontade
Os amantes são dolorosos no seu terror
O amor é vagaroso no seu esplendor
No fim
Tudo é sinistro
E quisto
Com nuvens pecadoras
Norteando novas
Docilidades corporais
Contaminando alegremente
Novos crepúsculos espirituais
Clayton A. Zocarato
Contatos com o autor
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A hora do pôr do sol
Ceiça Rocha Cruz: Poema ‘A hora do pôr do sol’


A tarde fenece.
O céu descreve órbitas,
acende nos olhos crepusculares
os mistérios
da tarde.
Na infecunda solitude do tempo,
palavras de adeus,
acenos,
brancos lenços,
despedidas.
Na sombra taciturna
da rua deserta e silenciosa
olhos saudosos desenhados de lágrimas,
saudade incontida,
solidão,
lágrimas.
Na penumbra do ocaso,
e, numa sombra muito fugaz
a tua partida.
Sonhos perdem-se
no vento do teu voo
e em versos descrevem
nas laudas da poesia do tempo.
A vida passa breve, breve…
E, como tudo no fim da tarde
se retrata,
viajo na doce voz do pensamento,
no limiar do pôr do sol.
Ceiça Rocha Cruz
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