Verônica MoreiraImagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69d3ca83-a51c-83e9-a6b1-f68d0ed91f65
Beijamos as flores E, nos lábios, sentimos O doce néctar, De aroma inconfundível. Tua boca — segredo, Portal aceso do meu desejo. Nossos corações: Terremoto e aflição. Nossos sentidos, Teoria viva — visão de Platão, Romance eterno de Shakespeare, Entre paixão e sedução. Um déjà vu… Bentinho e Capitu. Amor em três pedaços, Sutil — talhado por Machado de Assis. Traição que adoece, Sopro de vida em desilusão. Vida severina, Que fez do amor uma triste sina. O amor moderno é tédio. O clássico — fascinante. Ambos cortam como navalha, Mas há quem escolha sangrar.
Julián Alberto Guillén López: Poema ‘Desenterrar o poético’
Julián Alberto Gillén LópezImagem criada por IA no Bing – 17 de março de 2025, às 12:38 PM
Desenterrar o poético das minhas entranhas, sentir que conflui pela estrada das minhas veias, que se faça para mim todos os dias semelhante ao néctar que me injeta da juventude, parir feitiços palavras sagradas, explosões de eternidade que me aproximam tateando para o real. Um encontro que me prevê estar chegando ao significado primário das palavras. Desenterrar o poético das minhas entranhas, adicionar um pouco levedura para a massa. Compreender o significado de uma rosa, não como se o etéreo tivesse apenas uma forma. Mas como uma metáfora palpável que bate e muda de corpos. Encontrar-se diante do tipo maior prazer e agarrar-se a ele para achar sentido a uma vida que é cruenta quando se despe com os olhos humanos. A poesia é um passo além do divino. Aproximando-se do sangue, aquilo que nos mantém vivos. Desenterrar o poético e encontrar o remanso onde você pode descansar a alma sentindo-se viva, enxugar suas lágrimas e erguer-se de pé contra toda tempestade. Desenterrar o poético, ser vidente e ter consciência que apenas abrimos os olhos diante da maioria de intuições, encontrar-lhe fio ao estame em que estamos envolvidos. Resolver através do silêncio do tempo o enigma que chamamos de ser cheio, se isso fosse suficiente para nos entendermos. Desenterrar o poético, ficar de frente no limiar dos mistérios e exalar: “Vida, nada me deves”. Sair com roupas novas da lavanderia de mortes. Cândido e vitorioso. Abrindo as asas como um pintassilgo. Escrever um poema que cure a doença da terra.
AFLAS divulga classificados do I Concurso de Poesias
O I Concurso de Poesia da Academia Feminina de Letras e Artes de Sergipe foi lançado em homenagem à professora ADA AUGUSTA CELESTINO BEZERRA, ícone da educação no Estado de Sergipe
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AFLAS – Academia Feminina de Letras e Artes de Sergipe lançou o I Concurso de Poesia em homenagem à Profª. Dra. ADA AUGUSTA CELESTINO BEZERRA, ícone da educação no Estado de Sergipe.
As avaliações dos poemas foram feitas às cegas, ou seja, seus avaliadores receberam os poemas, sem saberem os nomes dos autores para que a integridade do concurso fosse mantida, sendo eles: a Prof.ª Dr.ª Marleide Cunha; Prof.ª Dra. Advanuzia Santos; a Prof.ª Ma. Geovana de Oliveira Lima, e os acadêmicos da ASL – Academia Sergipana de Letras, Dr. Domingos Pascoal de Melo e Dr. Paulo Amado Oliveira.
Todos os participantes terão seus poemas publicados nesta coluna do Jornal Cultural ROL, que há 30 anos leva cultura para todo o mundo, e fará conhecer os talentos literários do pequeno grande Estado de Sergipe.