E se no amanhã…

Ismaél Wandalika: Poema ‘E se no amanhã…’

Soldado Wandalika
Soldado Wandalika
Imagem pelo autor, recriada pela IA do  ChatGPT
Imagem pelo autor, recriada pela IA do ChatGPT

‎E se no amanhã
a gente não se vê
‎me lembrei de você
‎se os dias forem tensos e corroerem os meus medos
‎serei seu  entardecer…

‎E se no amanhã
‎O seu mundo desabar
‎quantas pessoas poderás abraçar?!
‎o amanhã é incerto, o futuro tem seu dedilhado
‎o amor, às vezes, é confundido com apego

‎Flores compram brigas no atual contexto, versos elucidam os tempos
‎no interior de mim mesmo habita meu peso
‎a vida me segue pela esquina do caminho
‎meu amanhã vem com tédios
‎o amor tornou-se lembrança antiga
‎fadiga para o coração que nele respira
‎lares sobrevivem da matéria que os consome a cada fila…

‎E se no amanhã
‎percebermos que ninguém está certo
‎no tocar trombeta formos todos para o inferno!…
‎não encontrarmos lugar na galeria do triunfo!
‎E se no amanhã a gente procrastinar o amanhã para viver um novo amanhã?!

‎E se no amanhã
‎o mundo acordar
‎o dia nascer
‎A vida lá fora acontecer
‎Mas a gente continuar no leito sonhando
‎Os animais irracionais tomarem conta de tudo…!

‎E se no amanhã
‎A gente Desconhecer o bem e o mal…
‎A gente despertar irracional
‎Esquecidos de todos os movimentos que envolvem o quotidiano…

‎E se no amanhã
‎o ar deixar de sorrir
‎o sol perder a graça
‎a gente deixar de existir
‎e a vida ser a mais justa…

‎E se no amanhã
‎Os poetas transformaram-se Poemas nas folhas
‎E a poesia tornar-se alma vivente e escreverem os Poetas…
‎A música voltar a sua frequência como no início da sua história
‎E a vida regressar para o preto e o branco, época mais bela

‎E se no amanhã
‎O livro não mais abrir-se com as pessoas ao redor do mundo…
‎A caneta não mais partilhar seus segredos e degredo com o Poeta…
‎A Vida não mais ser
‎A gente deixar de ser tudo aquilo que é…!

‎Despir-se das sombras
‎Rugir para alimentar a alma
‎viver além das fronteiras

‎E se no amanhã…

Soldado Wandalika

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Poema para os anjos

Verônica Moreira: ‘Poema para os anjos’

Verônica Moreira
Verônica Moreira
Imagem gerada por IA do Bing - 5 de dezembro de 2024
 às 1:41 PM
Imagem gerada por IA do Bing – 5 de dezembro de 2024
às 1:41 PM

Tarde demais
Ou cedo demais?
Já é 1h56 da manhã.
Eu vejo a felicidade no silêncio do meu quarto.

Antes, não via.
Por mais que as luzes estivessem acesas,
Não importavam os volts a mais daquela lâmpada.
Infelizmente, ela não era mágica,
E não havia nenhum gênio escondido ali, naquele clarão artificial.

Agora é 1h59.
Falta apenas um minuto para as duas da manhã…
Faltava, mas agora já são 2h00.

Não importam os segundos, eles passam num piscar de olhos.
Não quero mais contar as horas, elas voam.

Permaneço acordada.
Imagino como teria sido,
Agradeço porque não foi,
E planejo o amanhã,
Embora eu saiba que ele é incerto.

Há silêncio no quarto.
O anjo está do meu lado:
Um anjo recém-nascido
E um anjo que dorme.
E eu nem sabia que anjos dormiam.

Despeço-me do anjo,
Aquele que supre minhas vontades,
Aquele a quem devo respeito e carinho

Anjos estão por toda parte;
nos meus sonhos
Nas minhas manhãs
Em minhas noites de silêncios gritantes.

Ainda assim
Eu escrevo, para amenizar minha solidão
Escrevo poemas para os anjos, não para mim.

Verônica Moreira

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