Marc T.

Entre a filosofia, as incertezas e as histórias para as netas

Marc T.
Marc T.

Engenheiro, filósofo e escritor, Marcio Takimoto encontrou na literatura uma maneira de expressar suas inquietações, questionar preconceitos e compartilhar o amor pelos livros com as novas gerações.

Marcio Takimoto, ou simplesmente Marc T., tem 60 anos, é engenheiro eletrônico, PhD em Filosofia, orientador de mestrado e mergulhador.

Brasileiro de nascimento e norte-americano por naturalização, tem uma trajetória e tanto.

Mas, quando fala de si, deixa claro que ser avô já seria uma ótima apresentação.

E foi justamente a vontade de se expressar que o levou à escrita.

Marc conta que nunca teve muita facilidade com a oratória.

Como sentia necessidade de falar sobre determinados assuntos, encontrou na caneta sua melhor maneira de fazer isso.

Começou escrevendo sobre suas inquietações, passou pelas reflexões filosóficas e também criou histórias infantis para as netas.

E, pelo jeito, gostou da experiência: hoje admite, entre risos, que está tomando gosto pela escrita.

Diario Das Minhas Incertezas: Fragmentos de Uma conversa que ainda nao terminou

SINOPSE

Em Diário das Minhas Incertezas, Marc T. percorre cidades, aeroportos, estações, cafés e lugares marcados pela memória enquanto observa aquilo que talvez seja mais difícil de compreender: nós mesmos.

Ao lado da esposa, encontros aparentemente cotidianos tornam-se pretexto para perguntas sobre tempo, pertencimento, fé, intolerância, amor, memória, conhecimento e nossas pequenas certezas.

Espinosa, Sócrates, Kant, Marco Aurélio e outros pensadores aparecem pelo caminho, não para oferecer respostas definitivas, mas para ampliar as perguntas.

Este não é um livro sobre como pensar.

É um convite para continuar pensando.

Porque talvez amadurecer não seja acumular certezas, mas aprender a desconfiar, inclusive das nossas.

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Diário das Minhas Incertezas: quando as certezas afastam as pessoas

O primeiro livro não acadêmico de Marc T., Diário das Minhas Incertezas, nasceu de uma experiência que muitos leitores provavelmente reconhecerão.

O escritor percebeu que estava perdendo amigos.

Não necessariamente por falta de carinho ou de afinidade, mas porque algumas conversas haviam se tornado praticamente impossíveis.

As certezas absolutas de cada um pareciam não deixar espaço para perguntas, dúvidas ou opiniões diferentes.

Essa inquietação deu origem ao livro, no qual o autor se volta para a importância de questionar aquilo que acreditamos saber.

Afinal, quantas relações acabam desgastadas porque ninguém está disposto a ouvir?

Quantas discussões deixam de ser oportunidades de aprendizado e se transformam em disputas nas quais cada pessoa deseja apenas provar que está certa?

Ao colocar suas próprias incertezas no centro da escrita, Marc chama atenção para algo que costuma ser visto como fraqueza, mas que também pode representar maturidade: reconhecer que não sabemos tudo.

A dúvida, nesse contexto, abre espaço para o diálogo.

E dialogar exige admitir que o outro talvez

A repercussão da obra acabou estimulando o autor a continuar escrevendo e abriu caminho para seu trabalho seguinte. tenha algo a nos ensinar.

O Direito ao Sagrado do Outro: Intolerancia, Liberdade Religiosa e Pluralismo a Luz de Espinosa

SINOPSE

Até onde vai o direito de acreditar e onde começa o direito do outro de acreditar de maneira diferente?

Em O Direito ao Sagrado do Outro, Marc T parte do pensamento de Baruch de Espinosa para enfrentar uma questão antiga e ainda profundamente atual: como conviver com uma fé que não é a nossa sem transformá-la em ameaça, erro ou inimigo?

O ensaio percorre a história do Candomblé e da Umbanda no Brasil, suas raízes africanas, a diáspora, a perseguição religiosa e a construção histórica do preconceito.

Nesse caminho, vozes como Mãe Stella de Oxóssi, Beatriz Nascimento, Muniz Sodré, Vivaldo da Costa Lima e Nei Lopes entram em diálogo com Espinosa, Montaigne e John Stuart Mill.

O resultado não é uma defesa de que todas as religiões sejam iguais, porque não são, nem uma tentativa de decidir qual delas possui a verdade.

A proposta é mais difícil: defender o direito do outro ao sagrado mesmo quando não reconhecemos aquele sagrado como nosso.

Por que Exu foi tantas vezes identificado com o Diabo cristão?

O que o medo produz quando encontra aquilo que não compreende?

Tolerar é suficiente ou existe uma diferença fundamental entre tolerância e respeito?

E pode alguém defender profundamente sua própria fé sem desejar governar a consciência alheia?

Entre filosofia, história e religião, O Direito ao Sagrado do Outro propõe uma reflexão sobre liberdade de consciência, intolerância religiosa e pluralismo, sem exigir do leitor fé, descrença ou concordância.

Porque talvez o verdadeiro teste da liberdade religiosa não aconteça diante do altar onde gostaríamos de ajoelhar.

Acontece diante daquele onde jamais nos ajoelharíamos.

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O Direito ao Sagrado do Outro: compreender antes de julgar

Em O Direito ao Sagrado do Outro, Marc T. aprofunda suas reflexões sobre a convivência entre pessoas que pensam de maneiras diferentes.

Desta vez, o tema é a liberdade religiosa, especialmente o preconceito dirigido às religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda.

O ensaio aproxima a filosofia de Baruch de Espinosa da história dessas tradições religiosas no Brasil, discutindo liberdade de consciência, intolerância e respeito.

O livro também nasceu do trabalho acadêmico do autor.

Parte de sua tese de doutorado foi reescrita em linguagem mais acessível, permitindo que essas discussões alcançassem leitores fora do ambiente universitário.

Mas há uma motivação pessoal por trás da obra.

Marc reconhece que o livro representa uma espécie de acerto de contas com sua própria falta de conhecimento sobre as religiões africanas.

Em vez de ignorar essa lacuna, decidiu estudar, compreender e escrever sobre o assunto.

Essa postura dá ao ensaio uma característica importante: o autor não se apresenta como alguém que possui todas as respostas.

Ao contrário, procura mostrar como o desconhecimento pode alimentar julgamentos injustos.

Um dos exemplos abordados é a associação equivocada de Exu à figura do diabo, feita a partir de interpretações externas às tradições religiosas nas quais essa entidade possui significado próprio.

O escritor também percorre aspectos históricos do Candomblé e da Umbanda, lembrando que essas religiões possuem trajetórias, práticas e referências que não podem ser reduzidas a estereótipos.

Sua reflexão alcança uma questão fundamental para a convivência humana: ninguém precisa compartilhar a religião de outra pessoa para respeitar seu direito de praticá-la.

Frequentar um terreiro não determina o caráter de alguém, assim como pertencer a qualquer outra religião não garante boas atitudes.

O respeito, portanto, não depende de concordância.

Depende do reconhecimento de que outras pessoas possuem a mesma liberdade de consciência que desejamos para nós.

É interessante perceber como os dois livros se aproximam.

Em Diário das Minhas Incertezas, Marc questiona as convicções que impedem o diálogo entre amigos.

Em O Direito ao Sagrado do Outro, amplia essa preocupação para o campo religioso, no qual as certezas absolutas podem produzir preconceito, exclusão e perseguição.

São assuntos diferentes, mas unidos por uma mesma inquietação: nossa dificuldade de conviver com aquilo que não corresponde à nossa maneira de pensar.

Clarinha e as histórias que nasceram do amor de avô

Se a filosofia ocupa um lugar importante na vida de Marc T., são as netas que despertam nele uma inspiração especialmente afetuosa.

O escritor conta que fica fascinado quando as meninas pegam livros e começam a brincar de ler, mesmo sem ainda dominar as palavras.

Elas folheiam, observam, inventam e, com a segurança de quem tem um livro nas mãos, acabam ensinando alguma coisa ao próprio avô.

É uma experiência que ele considera gratificante.

Desse encantamento nasceu uma pequena série de livros infantis protagonizada por Clarinha, escrita em português e inglês.

As histórias foram criadas para as netas, aproximando o universo da imaginação daquele homem acostumado a lidar com a engenharia, a filosofia e as questões acadêmicas.

E existe algo especialmente bonito nessa passagem de um gênero para outro.

O escritor que se preocupa com a dificuldade dos adultos de ouvir opiniões diferentes também encontra inspiração em crianças que ainda estão descobrindo o mundo.

Para elas, um livro pode ser uma aventura, uma brincadeira, uma oportunidade de experimentar palavras e imaginar situações que ainda não conhecem.

Marc encontrou nessa relação familiar um motivo para escrever de outra maneira, com outra linguagem e para um público muito especial.

Assim, sua produção literária não fica restrita aos ensaios filosóficos.

Ela também alcança a infância, o afeto e a alegria de compartilhar histórias.

Um escritor que ainda está descobrindo a própria escrita

Há uma espontaneidade interessante na maneira como Marcio Takimoto fala sobre sua trajetória literária.

Ele não se apresenta como alguém que sempre sonhou em ser escritor.

A escrita surgiu porque havia pensamentos que precisavam encontrar uma forma de expressão.

Primeiro vieram as inquietações sobre as relações humanas e as certezas que dificultam o diálogo.

Depois, a necessidade de compreender melhor as diferenças religiosas.

Paralelamente, o carinho pelas netas encontrou espaço nas histórias de Clarinha.

O resultado é uma produção que reúne assuntos bastante distintos, mas que revela um autor atento às relações humanas.

E, embora ainda se considere um escritor amador, Marc admite, com bom humor, que está tomando gosto pela atividade.

Talvez seja justamente essa disposição para continuar aprendendo que torne sua trajetória tão interessante.

O filósofo reconhece o que desconhece. O escritor transforma dúvidas em livros.

O avô aprende com as netas que ainda estão descobrindo as primeiras palavras.

E o leitor encontra, nessas diferentes facetas, um homem que escolheu a escrita para continuar conversando com o mundo.

Marcio Takimoto pode até dizer que não nasceu com o dom da oratória.

Mas, ao que tudo indica, encontrou na literatura uma maneira muito própria de fazer sua voz chegar às pessoas.

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Diário das minhas incertezas
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Da tecnologia à literatura infantil

Autora sorocabana lança livro inspirado em memórias na Austrália

Um dia em Tallangatta
Um dia em Tallangatta

Após mais de duas décadas no setor corporativo, Fernanda Melchior estreia no universo literário com uma história afetiva sobre infância, natureza e o valor das coisas simples.

SOROCABA – O hábito de ler chegou à vida de Fernanda de Almeida Marques Melchior já na vida adulta, mas o desejo de transformar essa paixão em incentivo para as novas gerações nasceu de uma virada de chave.

Após 21 anos trabalhando, a sorocabana de 51 anos decidiu trilhar novos caminhos.

Apenas um ano e meio após deixar o mundo corporativo, a inspiração bateu à porta e deu origem ao seu primeiro livro infantil.

Fernanda Melchior
Fernanda Melchior

A obra nasce de uma experiência vivida pela própria autora em Tallangatta, uma acolhedora cidade no interior da Austrália.

É nesse cenário que os leitores conhecem Léo, um garoto de 8 anos que vive momentos inesquecíveis ao lado de seus avós.

Mais do que uma simples narrativa infantil, o livro é um convite para desacelerar.

Na trama, o pequeno protagonista aprende com o avô a beleza contida no cotidiano e nas coisas simples: o aroma das flores e das folhas, o calor do sol na pele, os passeios de bicicleta, o café da manhã em família e os jantares à beira da fogueira ao som de música e sob o céu estrelado.

Experiências que tocam o coração de Léo tão profundamente que o levam a um genuíno sentimento de gratidão.


“O livro surgiu a partir de uma memória e de uma experiência muito especial que vivi na Austrália.

Quis expressar meu amor pela natureza e por esses momentos simples que nos marcam para sempre, especialmente quando são compartilhados com quem amamos”

Fernanda Melchior


Incentivo à Leitura e Paixão pelas Artes

Apreciadora de esportes, com destaque para a natação, seu momento de refúgio e relaxamento, Fernanda carrega uma relação íntima com a arte em suas mais diversas formas, de fotografias e esculturas a quadros e poesias.

Leitora assídua de nomes como Carlos Ruiz Zafón e Fernando Pessoa, ela cultiva uma pequena biblioteca em casa e hoje coloca como missão pessoal o estímulo à leitura na infância.

“Toda criança que eu puder incentivar a ler, eu farei”, afirma Fernanda, que já prepara o lançamento de seu segundo livro infantil para breve.

A obra de estreia de Fernanda Melchior é um sopro de sensibilidade para pais e filhos, lembrando que as memórias mais valiosas da vida são construídas no afeto, na presença e no olhar atento ao mundo ao nosso redor.

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UM DIA EM TALLANGATTA

SINOPSE

A história se passa em Tallangatta, uma cidadezinha no interior do estado de Vitória, na Austrália.

Leo tem 8 anos e aprende com o seu avô a admirar as coisas simples da vida.

O livro estimula a imaginação e desperta a curiosidade, especialmente sobre animais e plantas.

Aborda a beleza da natureza e os momentos felizes que passamos ao lado dos nossos avós.

Um convite perfeito para os pequenos leitores expandirem a criatividade por meio do conhecimento.

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OBRA DA AUTORA

Um dia em Tallangatta
Um dia em Tallaggata

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A Dama de Negro do Chiado

Mônica Henriques encanta com a escrita acolhedora de “A Dama de Negro do Chiado e Outros Contos”

Capa do livro "A dama de negro do Chiado e outros contos" de Mônica Henriques. A imagem ilustra uma cena de rua noturna em Lisboa, com a silhueta de uma mulher em um longo vestido preto e uma criança à frente, caminhando em direção a uma igreja histórica.
Capa do livro A dama de negro do Chiado. de Mônica Henriques

Sabe aqueles livros que parecem nos convidar para sentar com uma boa xícara de café e passar horas a fio ouvindo histórias fascinantes de um amigo?

É exatamente esta a deliciosa sensação ao folhear as páginas de “A dama de negro do Chiado e outros contos”, o mais recente lançamento da talentosa escritora e advogada carioca Mônica Henriques, publicado pela Editora Patuá.

Com uma trajetória literária já consolidada, que inclui um thriller sobrenatural “O Julgamento” (Caravana, 2022) e diversas premiações em contos e crônicas, Mônica nos presenteia agora com uma coletânea vibrante, fruto de gestação afetiva e muita observação do cotidiano.

Escrever estes contos, segundo a própria autora, foi um refúgio, um remédio e uma opção de sanidade durante dias incertos da pandemia, além do resultado de suas imersões em cursos de escrita e inspirações que surgiram no piscar de olhos do dia a dia.

Uma jornada eclética por mundos, tempos e emoções

O grande charme de Mônica Henriques está na sua capacidade de brincar com o tempo.

Em “A dama de negro do Chiado”, passado, presente e futuro se entrelaçam com maestria em dez contos que transitam com elegância pela ficção científica, pelo suspense, pelo realismo mágico, pela fantasia e pela ficção histórica.

A inspiração da autora nasce dos detalhes mais poéticos da vida real: a ideia para o conto “O Senhor do Tempo”, por exemplo, surgiu quando seu marido lhe mostrou uma fotografia com o número do fotógrafo carimbado no verso.

Em um estalo criativo, a autora transformou o achado doméstico em literatura pura, antes que a ideia se evaporasse e se juntasse às nuvens no céu.

O ecletismo do livro reflete a alma da própria autora, que ama ler e escrever sobre de tudo um pouco.

Misterioso e instigante: Em “Assassinato no sarau” (finalista do V Prêmio ABERST), viajamos a 1914 para desvendar um crime, enquanto o conto que dá título ao livro nos envolve numa atmosfera enigmática e inesquecível.

Humano e reflexivo: Contos como “O manuscrito”, “O legislador” e “Rebeca – A nova geração” abordam questões humanísticas profundas e atuais, incluindo discussões sobre inteligência artificial.

Imersivo e lírico: Em “A Livraria Mágica da Rua do Ouvidor”, somos transportados para outras culturas, enquanto “O morcego da biblioteca de Coimbra” nos apresenta um morcego erudito em busca de seu descanso eterno.

Rico em pesquisa histórica: O denso e emocionante “Últimos dias de Tomás no Brasil”, nos leva ao cárcere da Ilha das Cobras em 1789. Para construir uma narrativa verossímil sobre a Inconfidência Mineira, a autora mergulhou na leitura do Autos da devassa e documentos de época.

Um convite irrecusável à arte e à imaginação

Como leitora, foi impossível não me apaixonar pela escrita envolvente, fluida e profundamente acolhedora de Mônica.

Suas histórias nos levam como em um redemoinho em espiral, provocando nostalgia, inquietação e encanto a cada virada de página.

Mais do que uma simples coletânea de contos, a obra é um lembrete poético de que, ao abrirmos a mente e o coração para o imponderável e permitirmos a arte em nossas vidas, conseguimos resistir como humanos através do tempo.

Um livro plural, fascinante, feito com carinho que transborda em cada linha. Super recomendo!

Venha você também se encantar com o universo único de Mônica Henriques.

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A DAMA DE NEGRO DO CHIADO

RESENHA

Esse livro irá nos levar, como em um redemoinho em espiral infinita e reversa, através dos tempos, em contos que vão da fantasia à ficção científica, passando pela ficção histórica e o realismo mágico.

Nos deixará inquietos ao tratar questões humanísticas em “O manuscrito”, “O legislador” e “Rebeca – a nova geração”.

Nos envolverá em nostalgia em “O Senhor do Tempo” e “O Orbe Encantado”.

Seremos convidados a uma experiência imersiva em outros mundos e culturas ao adentrarmos “A livraria mágica da Rua do Ouvidor”.

Nos levará a desvendar um crime cometido em 1914, em “Assassinato no sarau”, e nos deixará intrigados com o mistério que move “A dama de negro do Chiado”.

Conheceremos um morcego erudito que anseia pelo descanso eterno no conto “O morcego da biblioteca de Coimbra”.

Depois, espiaremos um cárcere na Ilha das Cobras, em 1789, onde versos parnasianos foram escritos em suas paredes, e sofreremos junto ao condenado no decorrer de “Os últimos dias de Tomás no Brasil”. 

 A autora, nessa dinâmica que instiga passado, presente e futuro, nos convida a abrir a mente e o coração para o imponderável, fazendo-nos perceber que, ao permitirmos a arte em nossas vidas, resistiremos como humanos através do tempo.

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O julgamento
O julgamento

A dama de negro do Chiado
A dama de negro do Chiado

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A mente brilhante por trás do multiverso

B.W. Paladino e a Ciência dos Sonhos

Brenda Wyni Paladino
Brenda Wyni Paladino

O cenário da literatura fantástica nacional ganha um brilho especial com a força e a autenticidade de Brenda Wyni Paladino, ou simplesmente B.W. Paladino.

Aos 31 anos, a escritora paulistana, que traz na bagagem a vivência de quem já morou em Minas Gerais e a doçura de ter sido adotada e criada por sua avó paterna desde os três meses de idade, transforma suas paixões de infância em uma das jornadas mais eletrizantes da ficção científica atual.

A conexão de Brenda com as letras começou cedo, aos 10 anos.

Naquela época, cadernos escolares já ganhavam vida com roteiros de teatro e histórias de vampiros.

Como acontece em muitas trajetórias humanas, os desafios da vida adulta silenciaram sua escrita por um tempo.

No entanto, o nascimento de sua filha, batizada carinhosamente de Safira, em homenagem à icônica dragão fêmea da obra Eragon, trouxe de volta a chama da criação.

Decidida a realizar o sonho de menina e a viver do que ama, Brenda finalmente arriscou e colocou seu talento no papel.

O grande diferencial de sua escrita está na matéria-prima de sua inspiração: os sonhos lúcidos.

Todas as noites, a autora vivencia aventuras extraordinárias em sua mente e, ao acordar, transporta essa vivência visceral para a ficção.

É essa entrega sem filtros que confere tanta verdade e conexão às suas obras.

Apaixonada por cultura pop, que envolve desde jogos e quadrinhos até os universos Marvel e DC, Brenda costura essas referências de forma sutil em uma estrutura narrativa grandiosa.

Seus livros, “O 11º Plano – Fragmentos do Caos” e a eletrizante continuação “O 11º Plano – A Anomalia”, são verdadeiros fenômenos de ritmo.

São obras incríveis, transbordando ação, humor e uma dose cavalar de emoção que não deixa o leitor largar a página até o ponto final.

Como legítima defensora da ficção científica nacional, a autora usa a literatura para desafiar a mente.

A trama da trilogia mergulha fundo em duas das teses mais complexas da física contemporânea: a Teoria dos Muitos Mundos (o multiverso) e a Teoria das Supercordas.

Com pitadas de física quântica e uma imaginação transbordante, Brenda desmistifica esses conceitos científicos que fazem os físicos quebrarem a cabeça, tornando-os orgânicos e fascinantes para o público.

Para coroar esse universo rico, a escritora faz questão de fincar os pés em suas raízes: suas histórias celebram a cultura brasileira, retratando o nosso país com toda a sua diversidade, beleza e nuances reais.

Brenda Wyni Paladino não constrói apenas tramas sobre portais e dimensões; ela coloca sua própria essência em cada linha.

O resultado é uma literatura de entretenimento inteligente, poderosa e com o DNA do Brasil.

Uma autora que merece todo o nosso respeito e que, com certeza, veio para marcar a história da nossa ficção científica.

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O 11º Plano – Fragmentos do Caos

SINOPSE

O que você seria capaz de fazer pelas pessoas que ama?

Emma nunca se sentiu comum com todos os sonhos fantásticos de suas noites agitadas, mas jamais imaginou que isso poderia ter ligação com duas teorias ainda não comprovadas: A Teoria das Super cordas e a Interpretação de muitos mundos.

Toda sua vida é questionada ao ser atropelada na agitada capital São Paulo e em um simples piscar de olhos sua mente fica entrelaçada entre realidades.

O problema é que uma dessas histórias parece ser o fim de tudo.

À medida que as realidades se fundem, a consciência de Emanuelli é esticada até o limite, e o Décimo Primeiro Plano exige um sacrifício final.

Em um rastro de energia roxa e destruição, a linha entre o sonho e a vigília desaparece.

O mundo que ela conhece está prestes a ser apagado por uma versão de si mesma que cansou de sofrer.

Se o universo é apenas uma sinfonia de cordas, Emanuelli está prestes a tocar a nota final.

E, desta vez, pode não haver despertar.

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O 11º PLANO – A ANAOMALIA

SINOPSE

O destino não perdoa quem tenta controlar tudo.

Enquanto Anit tenta se fortalecer contra a ameaça iminente, Emma tem que lidar com sua própria realidade.

Tudo e todos estão contra o orfanato e agora a ameaça se torna externa e interna.

Não há mais para onde fugir.

Duas realidades distintas, unidas por um único elo: o desespero de proteger aqueles que amam.

Forçada pelas circunstâncias a confiar em uma aliança interdimensional perigosa, Anit toma uma decisão que mudará o rumo de sua história.

Ela só não contava que o medo da morte pode corromper a alma mais pura, e que a verdadeira ameaça pode não estar vestida de metal, mas sim escondida atrás de um olhar desesperado.

Em um jogo de sobrevivência onde cada escolha reverbera pelo multiverso, o portal se abrirá mais uma vez.

Mas, do outro lado, o preço da salvação será pago com sangue, traição e uma perda devastadora.

Até onde você iria para salvar os seus?

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O 11º Plano- Fragmentos do Caos
O 11º Plano- Fragmentos do Caos

O 11º Plano- A Anomalia
O 11º- A Anomalia

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Palavras que curam ou adoecem

A Estreia Literária de Edelweiss Assis

Palavras que curam ou adoecem
Palavras que curam ou adoecem

O panorama literário nacional ganha um capítulo luminoso com a chegada da escritora Edelweiss Nascimento Assis Ribeiro de Souza.

Em sua estreia no universo dos livros, a autora traz uma bagagem que une a sensibilidade das memórias de infância à profundidade de uma sólida trajetória acadêmica.

Edelweiss Assis
Edelweiss Assis

Nascida no Rio de Janeiro, Edelweiss construiu seu amor pelas palavras nos almoços de domingo na casa dos avós maternos, o comendador Denizard’Leon e Magnólia.

Ali, entre música e conversas sobre ciência e o invisível, ela descobriu que a palavra é afeto e presença.

Na outra ponta de suas raízes, na fazenda mineira dos avós paternos, Vicente e Judith, ela aprendeu o valor do silêncio e o encanto dos causos ao pé do fogão.

Essa união entre a mente curiosa e a sabedoria da terra moldou uma profissional plural: formada em Comunicação Social, especialista em Arteterapia, Naturopatia e Psicanálise, mestre em Hipnose pela Espanha e doutoranda em Psicologia na Argentina.

Toda essa dedicação busca responder a uma pergunta que a acompanha desde menina: “Para onde vão as palavras?”.

Hoje, a autora compreende que o destino final de cada letra é o corpo, o nosso e o do outro.

Após anos dedicados à escrita acadêmica, Edelweiss faz sua transição para a literatura trazendo uma escrita acolhedora, humana e profundamente profissional.

Seu fazer literário é, como ela mesma define, um modo delicado de continuar tocando o piano invisível que ressoava nos domingos de sua infância, transformando palavras em pontes vivas de cura e conexão.

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PALAVRAS QUE CURAM OU ADOECEM

SINOPSE

Mais do que sons ou traços no papel, as palavras são sementes.

Algumas florescem como acolhimento, pertencimento e cuidado; outras, silenciosas e invisíveis, conseguem se fixar como dores emocionais persistentes, influenciando pensamentos, sentimentos, vínculos e a forma como cada pessoa se relaciona consigo e com o mundo.

A partir de uma trajetória que integra comunicação, psicanálise, arteterapia, naturopatia, hipnose e psicologia, a autora tece reflexões sobre o poder construtivo ou feridor da linguagem que habita cada sujeito.

Revela como falas aparentemente inofensivas acabam porcristalizar crenças limitantes e favorecer sofrimentos emocionais, ao mesmo tempo em que a ressignificação das palavras permite converter dor emocional em potência, silêncio em escuta e ruptura em reconexão.

Este livro é um convite delicado e corajoso para revisitar as palavras recebidas, repetidas e internalizadas ao longo da vida e para reconhecer que, muitas vezes, o cuidado emocional começa no verbo.

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Palavras que curam ou adoecem
Palavras que curam ou adoecem

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Além do espelho: Como Deus nos vê!

A jornada de fé e escuta que deu origem ao novo livro do pastor e psicanalista Cleiton Santos

Além do espelho: Como Deus nos vê. 
Cleiton Santos
Além do Espelho: Como Deus nos vê!

Unindo teologia, psicanálise e uma experiência pessoal marcante em sala de aula, o autor lança obra focada na cura interior e na transformação de relacionamentos.

Olhar-se no espelho e não gostar do que vê é uma experiência humana universal.

Muitas vezes, esse reflexo insatisfatório não está no vidro, mas no interior, uma coleção de falhas, erros e cobranças que carregamos ao longo da vida.

Cleiton Santos
Cleiton Santos

É justamente nesse ponto sensível que o pastor, psicanalista e escritor Cleiton Santos, de 55 anos, ancora sua nova obra literária: “Além do espelho: Como Deus nos vê”.

Casado, pai de dois filhos e servidor público aposentado, Cleiton construiu uma trajetória inteiramente dedicada ao cuidado com o próximo.

Unindo sua formação teológica à escuta sensível da psicanálise, ele atua há anos no aconselhamento de indivíduos e casais, ajudando-os a restaurar vínculos e a encontrar equilíbrio emocional e espiritual.

Agora, essa rica bagagem prática ganha as páginas de um livreto que promete ser um bálsamo para os dias atuais.

O choro em sala de aula e o nascimento de um propósito

A história por trás da obra, no entanto, não começou agora.

Ela teve início há mais de duas décadas, em 2002, durante uma manhã de sábado que o autor lembra com precisão.

Na época, cursando o segundo ano de Teologia, Cleiton viveu um momento de profunda crise pessoal.

“Eu me desmanchava em choro sobre a minha mesa dizendo para mim mesmo que iria ‘desistir’”, relembra o autor

Foi naquele instante de extrema vulnerabilidade que ele relata ter recebido uma direção espiritual que mudaria seu destino.

O tema do livro nasceu ali, como uma resposta imediata à sua dor.

“Comecei a escrever algumas palavras e, quando me dei conta, já tinha várias linhas e páginas escritas. Este livreto nasceu primeiro no coração de Deus para hoje abençoar outras vidas”, pontua.

Um convite para enxergar a essência, não o erro

Em um mundo hiper conectado, ditado por padrões estéticos e cobranças implacáveis de redes sociais, “Além do espelho: Como Deus nos vê!” surge como um contraponto necessário.

Segundo o autor, a sociedade contemporânea nos treina para acreditar que Deus nos enxerga com a mesma distância e decepção com que muitas vezes olhamos para nós mesmos.

O livro desconstrói essa visão.

Com uma linguagem simples, acolhedora e livre de julgamentos ou termos técnicos complexos, Cleiton propõe um diálogo direto com o leitor.

A obra não ignora as falhas humanas, mas convida a entender que o olhar divino não começa no erro, mas sim na essência de cada indivíduo.

Para o autor, o impacto dessa mudança de perspectiva é prático e profundo: “A forma como você acredita que Deus te vê muda completamente a forma como você vive”.

Mais do que uma leitura rápida, “Além do espelho: Como Deus nos vê” se apresenta como um convite delicado para o leitor silenciar as próprias acusações e se reconciliar com a própria identidade.

Uma leitura essencial para quem busca cura interior, crescimento emocional e um reencontro com a fé.

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ALÉM DO ESPELHO: COMO DEUS NOS VÊ!

SINOPSE

Além do Espelho: Como Deus nos vê

Em um mundo onde somos constantemente pressionados a corresponder a padrões externos, Além do Espelho: Como Deus nos vê, de Cleiton Santos, surge como um convite profundo à reflexão e à cura interior.

O livreto conduz o leitor por uma jornada de autoconhecimento à luz da fé, confrontando as distorções que muitas vezes carregamos sobre nossa própria identidade.

Através de uma linguagem simples, direta e sensível, o autor revela uma verdade poderosa: não somos definidos pelas nossas falhas, traumas ou pela forma como nos vemos no espelho, mas sim pela maneira como Deus nos enxerga.

Com base em princípios bíblicos, a obra traz conforto, restauração e esperança, ajudando o leitor a compreender seu verdadeiro valor e propósito.

Cada página é um lembrete de que há graça, amor e uma nova perspectiva disponível para aqueles que estão dispostos a olhar além das aparências.

Mais do que uma leitura, este livreto é uma experiência espiritual, um chamado para abandonar velhas crenças e abraçar uma identidade firmada no olhar de Deus.

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OBRA DO AUTOR

Além do espelho- Como Deus nos vê!
Além do esoelho: Como Deus nos vê!!

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Cidadania do amor

Conheça Elias Farias, o escritor que transformou seu amor em um livro

Cidadania do Amor
Cidadania do Amor

Quem disse que o romance saiu de moda?

O escritor e poeta Elias Farias está aí para provar o contrário.

Paranaense de nascimento, mas morador de Limeira, no interior de São Paulo, ele transformou o seu próprio casamento em inspiração literária.

Elias Farias
Elias Farias

Tudo começou de um jeito muito bonito e simples: Elias escrevia poesias românticas para a sua esposa, dona Maria das Dores Farias.

Ele colocava no papel aquele ditado que todo mundo conhece, mas invertido: escrevia exatamente “o que os olhos não veem, mas o coração sente”.

Com o tempo, essas declarações de amor guardadas em casa foram crescendo, e foi aí que surgiu a ideia de juntar tudo e publicar o seu primeiro livro, o emocionante “Cidadania do Amor”.

Sempre escrevendo com o coração e falando sobre os sentimentos mais sinceros, o autor não planeja parar tão cedo.

Para a alegria dos leitores, Elias Farias já avisou que vem muita novidade por aí: em breve, ele vai lançar um livro de romance novinho e, além disso, já está preparando uma história infantil.

Vale a pena acompanhar de perto os próximos passos desse escritor que usa a literatura para espalhar o amor verdadeiro pelo mundo!

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CIDADANIA DO AMOR

SINOPSE

Cidadania do Amor nasceu para gritar o que a cidade esconde.
Mostrar que o amor é maior que todas as coisas.
Maior que o prédio que arranha o céu.
Maior que o hospital que não cura o coração.
Maior que a delegacia que não prende a saudade.
Maior que o supermercado que não mata a fome da alma.
Maior que a joalheria vendendo joias que não brilham mais que o corpo da mulher amada.
Mistura conto e poesia para cumprir a missão: te ensinar o amor verdadeiro.
A lei que não está no papel. Está no DNA. Código do coração.
A única que te liberta desta prisão com trancas abertas
E transforma, como um ipê se despindo das folhas para ser flor.
Que prova que quem vive de amor nunca morre.
Porque no fim tudo se acaba.
Mas quem ama permanece para sempre.
Porque o amor suporta todas as coisas e ultrapassa o infinito.
Se você já entendeu que ter a cidade toda não vale nada sem ter a si mesmo, sua cidadania está pronta.
O amor é maior. E te espera na página 1.
Neste livro você vai aprender:

  1. A sair da cela com trancas abertas onde ego ferido e coração partido te prendem.
  2. A lei do DNA: o amor verdadeiro que não está no código penal, mas cura o que a cidade adoece.
  3. Como virar ipê: perder todas as folhas da dor e florescer em amor que nunca morre

Assista a resenha do canal @oqueli no YouTube

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Cidadania do Amor
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Resenhas da colunista Lee Oliveira