O amor não terminou no adeus

Em versos profundamente comoventes, o poeta Guilherme Machado canta a saudade, a herança dos gestos e o amor eterno que transcende a partida de um pai

Guilherme Cesar Machado de Araújo
Guilherme Machado
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O tempo é cruel
Deus é soberano
Me perdoe, pai
Por nunca ter dito eu o amo

Eu queria que você tivesse visto
O homem que me tornei.
Talvez eu nunca possa saber,
Mas acho que você teria orgulho de mim.

Eu queria ter jogado futebol com você.
Já adulto, vi tantos pais jogando com seus filhos
E, em silêncio, imaginava que éramos nós dois,
Enquanto escondia a emoção para ninguém perceber.

Hoje entendo que nunca foi sobre o jogo.
Era apenas um filho, mesmo depois de adulto,
Desejando ter vivido com o pai
Um momento que nunca aconteceu.

Eu evitava lhe contar meus problemas,
Talvez para não lhe dar mais um para carregar.
Mas bastava deixar alguma coisa nas entrelinhas
E você percebia o que eu tentava esconder.

Às vezes, meses depois, o telefone tocava.
Você ainda estava pensando naquilo que eu havia deixado escapar.
Sempre aparecia com alguma solução.
É um traço seu que hoje reconheço em mim.
Talvez essa fosse a sua maneira de dizer que me amava.

Nas sextas-feiras, muitas vezes falei de você.
Contei aos meus alunos sobre os seus erros,
Não para que pensassem menos de você,
Mas para que não precisassem cometer os mesmos erros.

Falei de um homem bom, de coração bom,
Que algumas vezes tomou decisões ruins.
E cada vez que sua história ensinou alguém,
Eu tive a certeza de que honrei a sua memória.

Demorei muitos anos para entender
Que algumas coisas não precisam ser ditas para serem verdade.
Talvez tenha faltado um “eu o amo” entre nós,
Mas nunca faltou amor.

Hoje encontro você em algumas partes de mim,
Em gestos que repito sem perceber,
Na vontade de cuidar de quem está ao meu lado,
Nos exageros que também herdei de você,
E até nessa mania de querer encontrar uma solução para tudo.

Mas se o tempo foi cruel,
O amor não terminou no adeus
O que eu não pude dizer em vida,
Hoje entrego nas mãos de Deus.

E se existe um lugar
Onde o amor alcança quem partiu,
Que você saiba, pai
Seu filho sempre o amou.

Uma homenagem a Clovis Cesar Machado de Araujo Sobrinho.

Guilherme Machado

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Pai: saudade infinita!

Dorilda Almeida: ‘Pai: saudade infinita!’

Dorilda Almeida
Dorilda Almeida
Imagem criada por IA do Bing – 09 de agosto de 2025, às 22:39 PM

Ah! Como é bom
Ter um pai
Os pulmões enchem de ar
O peito quer se arrebentar
Só de pensar em meu pai.
Meu coração enche de paz!
Meu pai
Não deu brinquedos do mundo
Mas deu colo e amor profundo
Liberdade me ensinou a conquistar
Amoroso ele era
Feliz com a vida e com a família
Amor era o que mais sentia
Por isso tudo fazia na vida
Era só alegria

Como é bom ter um pai
Para ensinar a andar
A falar e a amar!

Dorilda Almeida

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A marombeira do conhecimento

Letícia Mariana: Crônica ‘A marombeira do conhecimento’

Foto por Letícia Mariana
Foto por Letícia Mariana

O consumismo me consumiu! Meu Deus! Isso é uma redundância seríssima!

Virei uma traça humana à procura de mais e mais papéis amontoados, livros injustiçados, livros recheados de Whey Library! Quem poderá me salvar, oh, deus do parágrafo?

Quero pegar esse peso do saber. Ele é meio triste e meio feliz. Me faz pensar além do que os sociais insetos pensam. Isso é bom? É ruim? É desumilde? É sábio? Não sei mais, meu senhor dos senhores!

Por favor, imploro! Quero beber desta vitamina terrível! É dura como as pedras nas quais pisei, mas é deliciosa! Me dê, me dê! Me dê!

Conto uma, duas, três… Quero mais! O que fazer para voltar ao tempo e ao espaço de mim mesma? Coma mais, coma mais!

“Sua louca, devorou tudo!”, eles disseram. Mas não dei mais ouvidos.

Ah, mas alguma coisa muda dentro de mim. Eu não quero mais aprender mais do mesmo. Redação, jornalismo, números, histórias fictícias, jogos educativos e filmes cut… isso é normal demais. É piegas. É bege, sabe? Aquele bege chato que precisa de uma corzinha para combinar. E eu achei a cor. Ela brilha! Luminosa, faiscosa. Faísca, sabe? Faiscosa!

Quero a sabedoria dos antigos. Da bênça pai, bênça mãe. Do errar e pedir perdão, procurar melhorar novamente. De limpar o que se sujou, ler livros que nem sequer foram escritos e tentar editá-los. Olhar as estrelas no céu e contar histórias ao redor de ancestrais. De não jogar comida fora.

Minha intelectualidade solitária perdeu o sentido. Tá chata, vazia. Quero abraçar meus familiares e perdoá-los. Quero me perdoar e procurar sentido nisso, sem remoer, sem sofrer por antecipação. Que caminho difícil! Esse peso? Eu quase não aguento, bicho! O peso da bondade. A arma mais bela, mais procurada, menos conquistada. E faz um estrago… bom! Um boom de boondade!

Letícia Mariana

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O papel do pai na construção de valores e desafios

COLUNA SAÚDE INTEGRAL

Joelson Mora:

‘O papel do pai na construção de valores e desafios’

Joelson Mora
Joelson Mora
“Pai: um guia, um exemplo, um mentor”
Imagem criada pela IA do Bing

A saúde integral é uma abordagem holística que considera o bem-estar físico, emocional, mental, social e espiritual de um indivíduo. Dentro dessa perspectiva, a saúde familiar é um dos pilares fundamentais, pois a família é a base para o desenvolvimento de valores, hábitos e comportamentos saudáveis. Neste contexto, o papel do homem/pai é crucial, não apenas como provedor, mas como figura central na formação e no crescimento dos filhos, refletindo valores que moldam a próxima geração.

O Que é Ser Pai?

Ser pai vai além de prover sustento material; é ser um guia, um exemplo, um mentor. O pai tem o papel de ensinar, proteger e apoiar os filhos em sua jornada de vida. Ele participa ativamente na educação, nas brincadeiras, nos momentos difíceis e nas celebrações, oferecendo uma presença constante que é vital para o desenvolvimento emocional e social das crianças. Ser pai é também aprender a escutar, a ser paciente e a mostrar amor de maneira incondicional.

Valores Transmitidos pelo Pai

O pai é muitas vezes o primeiro modelo de autoridade e de comportamento que uma criança observa. Os valores que ele transmite — como honestidade, responsabilidade, respeito, e ética — têm um impacto profundo e duradouro. A forma como o pai lida com os desafios da vida, como demonstra resiliência, empatia, e como expressa suas emoções, serve de guia para os filhos desenvolverem suas próprias capacidades e comportamentos.

Além disso, a interação do pai com a mãe e outros membros da família ensina lições valiosas sobre cooperação, resolução de conflitos e amor. Esse ambiente familiar saudável contribui para a construção de uma autoestima positiva e para o desenvolvimento de relacionamentos interpessoais saudáveis.

Os Desafios de Ser Pai

O papel do pai na sociedade moderna vem carregado de desafios. A necessidade de equilibrar o tempo entre o trabalho e a família, de lidar com as expectativas sociais e de oferecer suporte emocional, exige uma constante adaptação e aprendizado. Ser pai também significa enfrentar os próprios medos e inseguranças, ao mesmo tempo em que se esforça para ser um exemplo positivo.

Outro desafio é a necessidade de desconstruir estereótipos de masculinidade que muitas vezes limitam a expressão emocional dos homens. Ser um pai presente e afetivo é essencial, e envolve romper com a ideia de que a figura paterna deve ser rígida e distante. Demonstrar vulnerabilidade e afeto fortalece o vínculo com os filhos e cria um ambiente de confiança mútua.

Ser Pai de Coração

Além dos pais biológicos, existe o conceito de ‘pai de coração’, que se refere àqueles que assumem a responsabilidade de cuidar e educar uma criança, independentemente de laços sanguíneos. Esses pais desempenham um papel igualmente significativo na vida das crianças, oferecendo amor, segurança e orientação. A decisão de ser um pai de coração é um ato de amor e generosidade que tem um impacto profundo na vida da criança e na sociedade como um todo.

O pilar da saúde familiar dentro da saúde integral não pode ser subestimado, e o papel do pai é central nesse contexto. Os desafios são muitos, mas os valores transmitidos e a presença paterna são fundamentais para o desenvolvimento de crianças saudáveis e felizes. Seja pai biológico ou de coração, o amor, a dedicação e o compromisso com o bem-estar dos filhos são os maiores legados que um pai pode deixar.

A construção de uma família saudável e equilibrada começa com pais que estão dispostos a enfrentar desafios, a crescer com seus filhos e a ser um exemplo de vida. A saúde integral, portanto, encontra na figura do pai um dos seus mais importantes sustentáculos.

Joelson Mora

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Pai

Amanda Quintão: Poema ‘Pai’

Amanda Quintão
Amanda Quintão
Imagem criada pela IA do Bing
Imagem criada pela IA do Bing

Tem pai que também amigo,
Divide a porção do amor,
Faz do seu lar um abrigo,
É tão grande o seu valor.

Tem pai que é criança crescida,
Que vive aprendendo com os filhos,
Erram e apanham da vida,
Mas nunca entram nos trilhos.

Tem pai que é Herói de verdade,
Dos filhos, é o orgulho,
Espelho de responsabilidade,
Esperança de um futuro.

Alguns são pais e vivem distante
Mas carregam seus filhos no peito
Com uma saudade gigante,
Mas a vida escolheu desse jeito!

Alguns são pais por dar vida,
Outros por darem cuidado,
Avós que dão guarida,
Que são pais apreciados.

Pai é presente da vida,
Que Deus põe em nosso caminho,
Para guiar os filhos na lida,
Oferecendo colo e carinho.

Amanda Quintão

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Meu pai: o grande Juquita!

Sergio Diniz da Costa: ‘Meu pai: o grande Juquita!

Sergio Diniz
Sergio Diniz
José Diniz da Costa - Juquita
José Diniz da Costa – Juquita

José era o seu nome
Tal o pai de Jesus
José, não o Zé,
mas Juquita

Nascido em
Porto Feliz
Jovem, foi músico
Flautim sem igual
Também foi químico
Na usina
Açucareira

Em Sorocaba
chegou, casou
Quatro filhos gerou

Meu pai, querido pai
Quanta luta na labuta
A casa, com o irmão
Levantou

Aos quatro filhos
deu estudo
Caminho reto

Meu pai, meu guia
Hoje eu cresci
Mas sou pequeno
O senhor é grande!

De onde está
Um abraço
Como nunca dei
Não posso dar
Somente
Uma lágrima
De saudade!

(Poema escrito em honra e homenagem ao meu pai, José Diniz da Costa – Juquita!)

Sergio Diniz da Costa

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Pai: saudade infinita!

Dorilda Almeida: Poema ‘Pai: saudade infinita!’

Dorilda Almeida
Dorilda Almeida
Pai, uma figura amorosa e protetora
Imagem criada pela IA do Bing - 02 de agosto de 2024, às 13:48 P
Pai, uma figura amorosa e protetora
Imagem criada pela IA do Bing – 02 de agosto de 2024, às 13:48 PM

Ah! Como é bom
Ter um pai!
Os pulmões enchem de ar
O peito quer se arrebentar
Só de pensar em meu pai.
Meu coração enche de paz!
Meu pai
Não deu brinquedos do mundo
Mas deu colo e amor profundo
Liberdade me ensinou a conquistar
Amoroso ele era
Feliz com a vida e com a família
Amor era o que mais sentia
Por isso tudo fazia na vida
Era só alegria

Como é bom ter um pai
Para ensinar a andar
A falar e a amar!

Dorilda Almeida

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