Escuto tua voz no eco do silêncio aprisionado para respirardes tudo.
Abri uma janela no céu que se debruça sobre o teto do teu coração. Batemos os sinos do campanário em uma cidade antiga que ninguém mais conhece.
Fico à espera, com cerejas nos lábios e morangos no pescoço. É longo o rio da tua chegada, e a distância se torna insuportável para a luxuriosa rosa ardente enquanto se afoga no oceano das palavras imersas no mel de acácia.
A língua engole a última gota melosa e se cala porque todo o amor já está escrito. Ressoa no silêncio a voz costurada de segredo que rola no abismo onde havia terminado e é resgatada com o coração nas mãos.
Pergunta-me onde me achava morrendo, como um navio incendiado em alto-mar, deixando tombar o ouro que se fundia em plena lava, incandescente, derretendo aos poucos, a formar arte deslumbrante.
Sem ar nos pulmões das águas frias, pergunta-me as palavras que te dissera. Foram de audácia as correntes que te prenderam, algema líquida que te segurou bem firme. Deixara-te deslizar como peixe que escorrega das mãos.
Redime-te. Lembra-te e salta em águas conhecidas. Reconhece teu habitat, peixe que passa por minhas pedras limosas, de cheiro do mar.
Marulho te canta aos ouvidos, salgado, salino ao teu paladar. Brinda — e não esqueças do açúcar molhado na borda da taça.
Folga-te das bolhas que se formam na boca que beijas. Palavras poéticas feitas de um nada se agitam e dizem o tudo de uma só vez.
Brigas comigo que o tudo é teu, é meu, é demais e de mais ninguém.
Nademos sem rumo, de mãos enamoradas. Se me afundas, te sossego; se te afundo, nadas de braçadas e boias de prazer comigo.
Olha-me, molha-me debaixo d’água. Meu corpo se dilui e a visão é ilusão. O movimento é nosso, no insustentável, até que morras, até que acordes de tuas águas que me quiseram e me amaram.
Pergunta-me onde me achava, morrendo como um navio incendiado em alto-mar.
Elisa MasciaImagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/48949b4036b4be76?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
Sei sceso dal tuo imperioso cavallo bianco purosangue orientale; braccio galante offerto dopo l’inchino d’un cavaliere d’altri tempi. Ora qui! Non c’è scalpitio degli zoccoli galoppanti, né fretta di guardare i riflessi nello specchio profondo dell’ anima. Tutto fatto con flemmatica lentezza di note nell’ adagio suono di un ritmo danzante. S’elevano farfalle dallo stomaco affamato, persino qualche mollica di pane appena sfornato, fragranza dalla madia di tua mamma che si rallegrava del nostro incontro. Sazia la fame mentre disseta il gocciolare di un ruscello che hai attraversato dopo la siccità dell’ autunno passato nel vuoto del cuore della stanza. Lenzuola stropicciate non conoscono più i fili di seta pregiati che li hanno intessute con pazienza. Aspettavano anch’esse il tuo ritorno. Mi hai portato in dono la coperta di stelle distesa sul pavimento, in silenzio i nostri sguardi si posano sulle ombre voraci che s’inseguono tra le pieghe dove sta nascendo amore più forte del precedente. Tra le lenzuola equilibrio di una passione mai silenziata.
O mundo mudou inteiramente nesses vinte anos, como certamente mudou a vida de todos nós, inclusive a minha própria. Quando escrevi meu primeiro livro, ainda vivia muitas avaliações e questões internas e externas da época , em busca de alguma coisa interessante para publicar pela Editora, desde que fosse na linha do crescimento pessoal e desapego, não apenas para minha própria salvação , mas a salvação da humanidade, sobre perspectivas da vida e novos olhares . Eu queria contar um pouco de mim, de minhas experiencias e de como viver uma história mais leve de vida sem buscar opiniões dos outros para viver o que os outros acham que você deveria viver.
Na escrita minha intensidade cega os perigos e me salvo dos medos assim.
Mergulhar por inteiro, mostrar as feridas, permitir que te arranquem as cascas, só depende de você , e não é absolutamente recomendável.
Mas a escrita é uma arte habilidosa e despertar a curiosidade para leitura e prazer espiritual .Esse deve ser seu objetivo alto.
Não consigo parar, não quero parar. Meu corpo não se importa de jeito nenhum com o que meu cérebro pensa. Sinto seu beijo em toda parte, nas costas e entre meus seios, por trás dos joelhos ativando todos os poros das minhas pernas. Mas não consigo me fartar. Sua mão aperta minha cintura e viaja até meu peito. Minhas mãos não conseguem parar.
Esta é uma declaração apaixonada de amor, mas nenhuma declaração apaixonada é dirigida com gestão, ou trabalhada pelo pensamento consciente, e sim dinamizada pelo encantamento, sem orientação das línguas.
Escrever é como um momento na delegacia, de repente entra um crioulo de quase dois metros , cabelos revoltos, nariz esbelto, nem sempre bem interpretado, mas dialético. A finalidade da escrita não é propriamente formar autores premiados nacionais e internacionais , mas procurar um aperfeiçoamento mental , criar uma atração sadia com os programas e o hábito da leitura desde os parques infantis aos jardins sossegados da vida.
O mundo mudou sim, no início , apenas éramos pobres escravos, na vida duríssima do trabalho, com a influência dos negros nas canções, nas festas humildes. Lembranças alegres e tristes, mas sempre saudosas como pôr do sol.
Como bela é a vida na estrada de PERNAMBUCO, com amigos, amantes, desconhecidos, que por lá passavam com suas carroças e carros conduzidas por gente humilde e amiga e param no acostamento para comprar a melhor pamonha do Brasil.
Eliana Hoenhe PereiraImagem criada por IA do Grok – 02 de fevereiro de 2026, às 10:02 PM – https://grok.com/imagine/post/f65b3207-47e3-4c1e-8ad8-61c93a948db8