Uma estrada sem pernas
Jacob Kapingala: Poema ‘Uma estrada sem pernas’


Futuros impossíveis,
Passados retornáveis,
Presentes inaceitáveis,
Corações inatingíveis.
Mergulhei no tempo com o coração partido,
Quebrado, dobrado, sangrando de tão ferido.
Senti no peito o que nunca havia sentido.
Ganhei asas e me perdi num paraíso perdido.
O tempo tão veloz deixou-me pra trás.
Abandonou-me num passado sem paz,
Uma estrada sem pernas e incapaz,
De me mostrar os caminhos de um futuro sagaz.
O mundo que habita no meu coração,
Há muito tornou-se numa confusão.
Vivo em ruínas procurando uma solução,
Num presente carente de estruturação.