Em versos sensíveis sobre a passagem do tempo e as marcas da ausência, Adriana Rodríguez canta as dores e as belezas de um amor que atravessou as estações
Janeiro, com seu frio amargo, anuncia despedidas sem arrependimentos Fevereiro inunda você e a mim de sensações Março, reparando os estragos deixados pelos ciclones Abril, enviarei mais histórias, boas histórias Maio, o velho cão completa 13 anos, mais um ano juntos Junho, meus amigos chegam do sul para me alimentar Julho, um retiro frugal de uma artista, em antecipação a Agosto, um reencontro tão doce, tão profundo Setembro, na esperança de publicação Outubro, escapamos para festivais e canções Novembro, o velho cão ainda late Dezembro, diferente do ano passado, passaremos juntos
2026 — PARTE 2
Quando me perguntaram o que eu esperava, ocorreu-me que as cacatuas-negras estavam diminuindo em número. Embora desfolhem as árvores, estão desaparecendo. Espero uma aquarela de sua magnificência, de sua natureza e de seu porte.
Quando me perguntaram o que eu esperava, percebi que a blue heeler completará treze anos, aposentada de seu trabalho de assistência, com a visão enfraquecendo. Será que ela ainda conseguirá me ver?
Quando me perguntaram o que eu esperava, notei o quanto as crianças haviam crescido rapidamente. Os aniversários voltam a chegar. A música mudou do meu tempo para este tempo. Olho-me no espelho e vejo mais linhas surgindo.
Quando me perguntaram o que eu esperava, a esperança saltou à vista. O câncer foi mantido afastado, o sucesso floresceu, os entes queridos jamais serão esquecidos, e eu e você, ainda juntos.
Jane NashImagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/8215fbeac1f86aa8?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
The snow geese scratch on the iced pond Specks amongst the brown reeds The white landscape reminiscent Snowmen on the lawn Carrots for noses Shiny dirty obsidian for eyes Who has coal anymore?
This adult scene of geese, of ice, of snow Has replaced childish games Without the young there is no impetus But barren wombs can still take comfort In barren landscapes The birds bringing hope From their overseas adventures
As the earth greens so do the snow geese fly Spectacular in their wing span Connected in flight It takes only a little imagination To see them go Waiting for their return When fingers hide in wool and fur.
Soldado Wandalika Imagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/76e5113e04bab4ec?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
Calar no inverno quando a alma sente o adorno do frio penetrante nos ossos da caneta Fugir do asilo da lembrança que atravessam década Olhar firme nos olhos do medo que a vida consome Seguir além da glória com fome da morte Passos dados no deserto Aguas secam no começo do trajeto Traçado destinado, andar na linha do tempo vermelho Inventar sorriso na órbita da malamba do controverso…
A carruagem avança o fôlego indaga o calendário
Não há rios que atravessam a ilusão das lições percorridas na forja vozes alimentam o silêncio no pátio da lembrança A dança encanta a manada no brilho há vida Na vida há malfeitores Que na trilha causam dores
Não há Vida sem dor Sucesso sem labor Amor sem dessabor Noite sem criança Idade sem lembrança Cicatrize sem ferida
Sergio DinizImagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/56a790448c55896b?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
Quando o tempo tatuar meu corpo Com as rugas da idade E o espelho refletir minha imagem Tão estranha aos ares da mocidade O que verão meus olhos cansados? Uma vítrea personagem sem alma Dublando um resto de vida? Uma alma esculpida em bronze Afrontando, sobranceira, O inevitável Mistério?
As linhas tão profundas Sulcando minha matéria frágil Aumentarão a luz De minha candeia íntima Transformando minh’alma Prenhe de liberdade Num candeeiro sem fim?
Ó Tempo, eterno coletor de débitos! Que me cobrará teu aguçado desígnio?
Quando o Tempo tatuar meu corpo Com as rugas da idade E minha imagem diluída no espelho Perder o alento de quem se mira Indagarei aos anos idos: Que espectro me reveste o presente: Anjo ou demônio?
Quando o Tempo tatuar meu corpo Com as rugas da idade E no espelho não houver imagem Que me cobrará a Vida? Com que peso ou leveza A Pena da Eternidade Lavrará minha sentença?
¡Bajad la voz, que está con su rigor, que es grande, sin saber qué hacer, y está en su mano la calavera hablando y habla y habla, la calavera, aquélla de la trenza; la calavera, aquélla de la vida!
César Vallejo España, aparta de mí este cáliz
Estás con tus manos contra el agua y el rostro te habla con agua contraria, la tarde avisa con una vocal al oído, la ciudad templada en su rodilla de salitre, murmurando. naves de frío, y la habitación cerrándote los ojos.
Siguen pasando años imaginado por tu muerte con sabor de sombra, en esa soledad escrita por esclavos donde fuiste libre al vendaval del corazón; en esa campana que el aire escribe con la luz y luego en los labios, se va con alas susurrando. De modo que, en esa soledad de todas las vidas, los nombres que se rasgan, ya hacen sueño para la patria, la esclava mayor, de todas nuestras lágrimas.
¿Qué pasó en la vuelta de media luna? No sé, te perdí los pasos, la frente mojada con el tiempo, en la calle, las luchas iguales se extinguieron, recogía esos abrazos contra el silencio y la sangre los fusiles desvelados que te llamaban en aquel 1873 en un mes de marzo dominado de cerezos, lluvia vieja, pero la firma gritaba como un surco en el relámpago, y nuestra primera libertad tenía olor de fiebre
y los niños se bautizaban con saliva de noche estrellada, la molienda quedaba sorda bajo calaveras, ¡era el grito!
Tu sol, rociando a los mortales.
Yo regreso a la ventana que se quedó abierta frente al Cerro Concepción, donde dormía tu cuerpo o quizás cambio mi sombra en los puertos que te apagan porque la trenza del océano se hace a tu costilla a tu farol de voces, en esa mesa tendida con Betances. Yo puedo volver a morir con una estatua única repetida por tus palabras en cada lucha y estampida sintiendo el sueño y la pérdida, la raya de las hojas, por esa manumisión que nos llevó a la vida, por ti, cantando en tu descanso, volviendo a repetirte porque seguimos esclavos, duele la ceguera, es tempestad, los días se devuelen entre vidrios amargos, y no somos Puerto Rico.
Quiero ver esos ojos que se cerraron esa calma de aquel Valparaíso de las sales con la tierra roja, y el invierno en los metales nudos de olas en los flacos puertos ahogados en los siglos