Snow geese

Jane Nash: Poem ‘Snow geese’

Jane Nash
Jane Nash
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The snow geese scratch on the iced pond
Specks amongst the brown reeds
The white landscape reminiscent
Snowmen on the lawn
Carrots for noses
Shiny dirty obsidian for eyes
Who has coal anymore?

This adult scene of geese, of ice, of snow
Has replaced childish games
Without the young there is no impetus
But barren wombs can still take comfort
In barren landscapes
The birds bringing hope
From their overseas adventures

As the earth greens so do the snow geese fly
Spectacular in their wing span
Connected in flight
It takes only a little imagination
To see them go
Waiting for their return
When fingers hide in wool and fur.

Jane Nash

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Absorção (1)

Ismaél Wandalika: Poema ‘Absorção’ (1)

Soldado Wandalika
Soldado Wandalika
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Calar no inverno quando a alma sente o adorno do frio penetrante nos ossos da caneta
Fugir do asilo da lembrança que atravessam década
Olhar firme nos olhos do medo que a vida consome
Seguir além da glória com fome da morte
Passos dados no deserto
Aguas secam no começo do trajeto
Traçado destinado, andar na linha do tempo vermelho
Inventar sorriso na órbita da malamba do controverso…

A carruagem avança o fôlego indaga o calendário

Não há rios que atravessam a ilusão das lições percorridas na forja
vozes alimentam o silêncio no pátio da lembrança
A dança encanta a manada no brilho há vida
Na vida há malfeitores
Que na trilha causam dores

Não há
Vida sem dor
Sucesso sem labor
Amor sem dessabor
Noite sem criança
Idade sem lembrança
Cicatrize sem ferida

Sim há
Morte além da vida

Absorção (1)

Soldado Wandalika

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Espelho

Sergio Diniz da Costa: Poema ‘Espelho’

Sergio Diniz
Sergio Diniz
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Quando o tempo tatuar meu corpo
Com as rugas da idade
E o espelho refletir minha imagem
Tão estranha aos ares da mocidade
O que verão meus olhos cansados?
Uma vítrea personagem sem alma
Dublando um resto de vida?
Uma alma esculpida em bronze
Afrontando, sobranceira,
O inevitável Mistério?

As linhas tão profundas
Sulcando minha matéria frágil
Aumentarão a luz
De minha candeia íntima
Transformando minh’alma
Prenhe de liberdade
Num candeeiro sem fim?

Ó Tempo, eterno coletor de débitos!
Que me cobrará teu aguçado desígnio?

Quando o Tempo tatuar meu corpo
Com as rugas da idade
E minha imagem diluída no espelho
Perder o alento de quem se mira
Indagarei aos anos idos:
Que espectro me reveste o presente:
Anjo ou demônio?

Quando o Tempo tatuar meu corpo
Com as rugas da idade
E no espelho não houver imagem
Que me cobrará a Vida?
Com que peso ou leveza
A Pena da Eternidade
Lavrará minha sentença?

Sergio Diniz da Costa

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Muerte en Valparaiso

Mario Antonio Rosa: ‘Muerte en Valparaiso’

Mario Antonio Rosa
Mario Antonio Rosa
Mural de Ruiz Belvis

(Epístola a Segundo Ruiz Belvis)

¡Bajad la voz, que está
con su rigor, que es grande, sin saber
qué hacer, y está en su mano
la calavera hablando y habla y habla,
la calavera, aquélla de la trenza;
la calavera, aquélla de la vida!

César Vallejo
España, aparta de mí este cáliz

Estás con tus manos contra el agua
y el rostro te habla con agua contraria, la tarde avisa
con una vocal al oído, la ciudad templada
en su rodilla de salitre, murmurando. naves de frío,
y la habitación cerrándote los ojos.

Siguen pasando años imaginado por tu muerte
con sabor de sombra, en esa soledad escrita por esclavos
donde fuiste libre al vendaval del corazón;
en esa campana que el aire escribe con la luz
y luego en los labios, se va con alas susurrando.
De modo que, en esa soledad de todas las vidas,
los nombres que se rasgan, ya hacen sueño para la patria,
la esclava mayor, de todas nuestras lágrimas.

¿Qué pasó en la vuelta de media luna?
No sé, te perdí los pasos, la frente mojada con el tiempo,
en la calle, las luchas iguales se extinguieron,
recogía esos abrazos contra el silencio y la sangre
los fusiles desvelados que te llamaban en aquel 1873
en un mes de marzo dominado de cerezos, lluvia vieja,
pero la firma gritaba como un surco en el relámpago,
y nuestra primera libertad tenía olor de fiebre

y los niños se bautizaban con saliva de noche estrellada,
la molienda quedaba sorda bajo calaveras, ¡era el grito!

Tu sol, rociando a los mortales.

Yo regreso a la ventana que se quedó abierta
frente al Cerro Concepción, donde dormía tu cuerpo
o quizás cambio mi sombra en los puertos que te apagan
porque la trenza del océano se hace a tu costilla
a tu farol de voces, en esa mesa tendida con Betances.
Yo puedo volver a morir con una estatua única
repetida por tus palabras en cada lucha y estampida
sintiendo el sueño y la pérdida, la raya de las hojas,
por esa manumisión que nos llevó a la vida, por ti,
cantando en tu descanso, volviendo a repetirte
porque seguimos esclavos, duele la ceguera, es tempestad,
los días se devuelen entre vidrios amargos, y no somos Puerto Rico.

Quiero ver esos ojos que se cerraron
esa calma de aquel Valparaíso de las sales
con la tierra roja, y el invierno en los metales
nudos de olas en los flacos puertos ahogados en los siglos

quiero saber, de tu otra vida

de cualquier infinito, sin embargo.

Mario Antonio Rosa

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Onomástico

Marcus Hemerly: Poema ‘Onomástico’

Marcus Hemerly
Marcus Hemerly
“No curso da vida, um momento perdeu-se em meio  às linhas”
Criador de Imagens no Bing – 4 de novembro de 2024 às 1:44 PM

No curso da vida,

um momento perdeu-se em meio  às linhas.

Outro,  mudo, calou à passagem do tempo,

fingindo-se de cego às páginas em aberto.

Um amor que não brotou,

O ódio, aos poucos ancorou.

Meu próprio epíteto virou um rosto,

o próprio Eu, consciente,

desgostou.

Do índice, restam espaços em branco,

Sem prólogo ou epílogo.

Resta, ao final, 

nomes perdidos ao vento,

em fria referência bibliográfica.

Marcus Hemerly

CONTATOS COM O AUTOR

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Sônyah Moreira: 'Árvores do tempo!'

Sônyah Moreira: ‘Árvores do tempo!’

 

Venha comigo, meu caro leitor, nesta viagem maluca chamada “Árvores do Tempo”.

Volte aos dias de infância e imagine um bosque repleto de árvores, só que em forma de relógio. Vamos chamá-la de Floresta do Tempo. Imaginou?

Neste utópico lugar vemos relógios moles feitos gelatina escorregando pelos galhos, outros enferrujados, alguns com ponteiros malucos, todo tipo de maluquice; isso só pode ser imaginado por uma mente maluca, fora da realidade, ou fora da curva ou da casinha etc.

Depois destas palavras desconexas, vamos prosseguir neste assunto assustador que é o tempo. De alguns anos pra cá temos a sensação que o tempo está passando rápido demais, não é mesmo?

Dizem que a tecnologia foi criada para que o ser humano tivesse mais tempo para os prazeres da vida. Opa! Parece-me uma incoerência da vida moderna.

O tempo que se gasta com as novas ferramentas tecnológicas delimita o mais sublime e necessário recurso dos seres humanos: a convivência com outros semelhantes. E o que é pior: com quem amamos!

E só começamos a perceber que o tempo de fato está passando mais rápido à medida que envelhecemos! Existem pesquisas sobre este assunto que discutem a teoria. E, segundo os teóricos, a sensação difere da realidade, ou seja, somos nostálgicos.

Voltemos para nossa floresta de relógios. Em nosso lugar imaginário encontramos relógios com ponteiros desalinhados, alguns até sem ponteiros, totalmente inúteis: é assim o tempo de vida de muitas pessoas, sem objetivos, sem comprometimento com nada e com ninguém, apenas à espera do último ‘TIC! TAC’!

O tempo passa e o que fizemos ou deixamos de fazer jamais poderemos mudar. Desperdiçamos tempo precioso em reclamações e comparações, costumamos comparar nossas vidas com as daqueles que possuem mais que nós. E se experimentássemos comparar com aqueles que possuem menos? Isso faria uma grande diferença!

E o tempo passa… Passamos pela vida e não vivemos, só sobrevivemos; é da natureza humana apenas viver, e, de repente, olhamos para nossa floresta maluca e imaginária de relógios e percebemos que alguns TIC! TAC! silenciaram.

Então nos perguntamos: E agora?

Agora, hoje, ainda é tempo de reconstruir alguma coisa, de dar o abraço amigo, de dizer uma palavra carinhosa, de agradecer pelo que temos.

Nunca se é velho demais ou jovem demais para amar, dizer uma palavra ou fazer um gesto gentil, um elogio.

Uma coisa é certa: o Dono do relógio está a nos observa! E não nos informa até que horas estaremos funcionando!

Essa ignorância em relação ao nosso futuro será benção ou maldição?

Não olhemos para trás, pois seguir em frente é a solução. E com a certeza da incerteza do amanhã.

 

Sônyah Moreira – sonyah.moreira@gmail.com