Peguei um punhado de amor

Jakob Kapingala: Poema ‘Peguei um punhado de amor’

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Imagem criada por IA da Meta - 14 de dezembro de 2025, às 9:14 PA
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às 9:14 PA

Peguei em cada gota das lágrimas que abraçavam meu rosto,
E pintei-as com as cores do arco-íris com muito gosto.
Transformei a ansiedade que cobria meu peito,
Numa paciência bonita e coberta de muito respeito.

Persegui sem tréguas o coração que me tinha abandonado,
Tocando levemente o pouco da alma que me tinha sobrado.
Corri atrás dos sorrisos que há muito se perderam,
Abraçando o vento melancólico dos tempos que já se foram.

Parei num tempo sem tempo observando a lua,
Com o coração ansioso em trilhar suavemente a rua,
Que dava passagem a um mundo só de alegria,
Enquanto fugia do meu ser mergulhado na fantasia.

Peguei um punhado de amor que encontrei por aí,
Coloquei-o na mochila da positividade e saí,
Correndo livremente igual a um pássaro,
Que traz nos lábios um sorriso raro.

Jakob Kapingala

Jakob Kapingala
Jakob Kapingala

Jacob Kapingala, 28, é natural da província de Huambo (Angola) e reside em Luanda. Estudou Pedagogia na Escola Missionária do Verbo Divino (Santa Madalena) e atualmente exerce a função de professor do ensino primário.

É escritor e poeta, com participação em algumas antologias e revistas literárias do Brasil e de Portugal.

Teve o desejo de colocar em um papel aquilo que pensava somente em 2018, ano em que escreveu seus primeiros poemas. Porém, foi somente em 2019 que passou a se dedicar de corpo e alma à poesia.

É académico da CILA – Confraria Internacional de Literatura e Arte, da ABMLP – Academia Biblioteca Mundial de Letras y Poesía e da Academia Virtual dos Poetas da Língua Portuguesa.




Fases e face

Marilza Santos: ‘Fases e face’

Marilza Santos
Marilza Santos
Imagem criada por IA do Grok

Tal como um pássaro, pequena nasceu,
Indefesa e ingênua,
Nos braços dos seus,
Envolta em proteção tênue.

Com carinho e ternura
Cercada de cuidados a mais,
Protegida das sombras,
sob a vigilância dos pais.

Na infância assemelhava-se
Ao sabiá das laranjeiras,
Que com seu canto lúdico encantava
Os amigos nas brincadeiras.

Na adolescência, assemelhava-se
Ao curió dos mangues do Sul,
Assum-preto que inspirou no Sertão,
Luiz Gonzaga o Rei do Baião

Como patinho feio,
Insatisfeita com aparência,
Queria ser diferente,
Para cantar e encantar a toda gente,
Entendeu que a beleza
Era mera vaidade,
Da cabeça de adolescente.

Na juventude era igual Canário da Terra,
Fixo no chão, sem muita motivação,
Apenas cantava
Para alegrar seu próprio coração…

A vida lhe fez uma imposição,
Alçar voos nas planícies desconhecidas,
Não havia outra opção,
Senão desbravar a vida com paixão.

Na maturidade, era igual uma águia,
Com coragem e intrepidez de desbravador,
Não temia mais o desconhecido,
Nem sofria por amor,
Pois seu coração estava seguro,
Nas mãos do seu criador.

Antes era um patinho feio,
Desajeitado que nadava sem direção,
Hoje nada com elegância e suavidade,
Voa alto com projeção da maturidade
Com seu par ideal, se tornou um Cisne,
Em constante evolução.

Poema publicado na Antologia Poética ‘O Tempo não Para’ – Mosaico de Memórias – Antologias Brasil – 2025. Organização Comendador Fabricio Santos

Marilza Santos

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AFLAS divulga classificados do I Concurso de Poesias

O I Concurso de Poesia da Academia Feminina de Letras e Artes de Sergipe foi lançado em homenagem à professora ADA AUGUSTA CELESTINO BEZERRA, ícone da educação no Estado de Sergipe

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AFLAS – Academia Feminina de Letras e Artes de Sergipe lançou o I Concurso de Poesia em homenagem à Profª. Dra. ADA AUGUSTA CELESTINO BEZERRA, ícone da educação no Estado de Sergipe.

As avaliações dos poemas foram feitas às cegas, ou seja, seus avaliadores receberam os poemas, sem saberem os nomes dos autores para que a integridade do concurso fosse mantida, sendo eles: a Prof.ª Dr.ª Marleide Cunha; Prof.ª Dra. Advanuzia Santos; a Prof.ª Ma. Geovana de Oliveira Lima, e os acadêmicos da ASL – Academia Sergipana de Letras, Dr. Domingos Pascoal de Melo e Dr. Paulo Amado Oliveira.

Todos os participantes terão seus poemas publicados nesta coluna do Jornal Cultural ROL, que há 30 anos leva cultura para todo o mundo, e fará conhecer os talentos literários do pequeno grande Estado de Sergipe.

3º Lugar

Claudia de Medeiros Lima

Claudia de Medeiros Lima
Claudia de Medeiros Lima

O voo

Pelo vidro ela observa o pássaro que todos os dias visita suas flores.

Beija uma, pousa na outra,

as asas parecem acariciar as pétalas.

Despercebidamente vagueia por entre elas,

serpenteia belas curvas em movimentos.

Em nítido sorriso, inocentemente, abre o bico.

Para e se percebe visto,

sacode levemente as penas, ensaiando um aceno.

Ela arrisca se aproximar,

teme a fuga do curioso visitante.

Ele insiste em fitá-la.

Há alguns anos não ousa abrir a janela.

Pairando sobre o peitoril a ave insiste,

por um momento parece ter esquecido as flores.

Enrubescida chega mais perto,

tenta lembrar de quando fora notada assim.

Diante do persistente e atento espectador estica o canto da boca.

Uma fresta se abre,

as asas para sempre livres.

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Desculpas

Evani Rocha: Poema ‘Desculpas’

Evani Rocha
Evani Rocha
Imagem criada pela IA do Canvas
Imagem criada pela IA do Canvas

Desculpe pelas horas ausentes vasculhando o meu ser…

As perguntas que não respondi,

Pois talvez não tinha a resposta nem mesmo para mim.

Desculpe as palavras mil vezes repetidas,

Pois eu precisava da certeza que me fazia entender.

Das vezes que gritei, e poderia, quem sabe, ter sussurrado.

Desculpo, as desculpas descabidas,

Tentando explicar o inexplicável.

Desculpe pelos dias ensimesmada, buscando por respostas.

As portas fechadas, quando batias, e eu não estava lá.

Pelas palavras soltas, sem sentido.

Desculpe a carência de atenção,

Quando estavas atento ao seu próprio interior!

A dor arrastada estrada afora,

Deixando um rastro de lamento.

Desculpe o tempo perdido plantando

Sementes que não germinaram.

As flores que não colhi, para decorar tua mesa.

Desculpe as lágrimas de saudade

Todas as vezes que partias,

E o aconchego necessário quando retornavas.

Desculpo as palavras sem jeito,

Distraído e a falta de sorriso. O tempo curto para tantos sonhos!

Desculpe as despedidas e os reencontros

Desavisados.

A displicência em perceber a solidão, desculpo.

Desculpe a vida cigana, que me tomas, pois sou meio gente e meio pássaro,

Quero sempre voar mais alto.

Desculpo as críticas, mas agradeço o quanto me ensinaste…

Desculpe se não soube entender-te, talvez da forma como és.

Desculpo os dias de ausência e o escasso diálogo.

Porém, o tempo já se encarregou de aparar as arestas.

Não há mais nada a ser desculpado…

Sentar na varanda e apreciar a grandeza de um pôr do sol

É o que nos resta.

Evani Rocha

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Lavandário, amor em flor

Ella Dominici: Poema ‘Lavandário, amor em flor’

Ella Dominici
Ella Dominici
"Minha alma feminina, perfumada em eterna lavanda"
“Minha alma feminina, perfumada em eterna lavanda”
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Voo em céu lavanda

voo-me

nas penas do pássaro

lilás-arroxeado que sinto

voando com asas aniladas

teus grãos sensíveis

perfumados de feminino

relicário em lavandário

onde lacrimejo

perfumo o incontrolável

no involuntário

querer de me fazer

silêncio para ouvir

os dizeres deste ser afável

canto-te

versejo contos lampejos

na alma do lavandário

solo, quero teus poemas

voar ao céu onde és

lavanda…, amor em flor

antes de encontrar-te

em sonhos

para assim atingir minha utopia

lavei-me toda todo tudo em lavanda

mãos impregnadas

pela essência

teceram um jardim na pele

e em todos os escondidos

cantos floriu e riu

Violácea flor

cor de tanto amor campanil

se espreguiçou com voz

em falsete perfumando

a evolução dos sentidos

tranquila? paixão que aniquila!

todos sentidos coloridos de erva-anil

minha alma será eterna perfumada

será muda fala esperantista

ao despertar de mais utopias

esta ciranda inocente quase infantil

sangra, lava-me e leva-me a amar-te

LAVANDA…

Ella Dominici

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