A paz de amar

Denise Canova: Poema ‘A paz de amar’

Denise Canova
Denise Canova
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Amar traz paz

A paz de te amar

Tão boa essa paz, que eu quero viver

Ao teu lado, todos os dias.

Dama da Poesia

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Paradoxos

SAÚDE INTEGRAL

Joelson Mora

‘Paradoxos: o encontro entre opostos que nos cura’

Joelson Mora
Joelson Mora
Imagem criada por IA do Bing em27 de outubro de 2025, às 7:30 PM
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Vivemos cercados de paradoxos, e neles, muitas vezes, está o segredo do equilíbrio.

Queremos paz, mas resistimos ao silêncio. Buscamos força, mas fugimos da vulnerabilidade. Desejamos amor, mas tememos nos despir das armaduras. A vida, em sua essência, é uma dança entre contradições que se completam.

Na saúde integral, compreender o paradoxo é fundamental.

Não há corpo forte sem pausa, nem mente tranquila sem desafio. É no contraste entre o esforço e o descanso, o fazer e o ser, que o bem-estar floresce.

Assim como o coração precisa contrair e relaxar para manter a vida pulsando, nós também precisamos aprender a alternar entre o movimento e a entrega.

O paradoxo do cuidar

Para cuidar do outro, primeiro é preciso cuidar de si.

Muitos profissionais, pais e líderes se doam até o esgotamento, acreditando que amor é sinônimo de renúncia. Mas o autocuidado não é egoísmo, é base.

Quem se respeita, se alimenta bem, respira, dorme, movimenta o corpo e silencia a mente, cria um ambiente interno fértil, capaz de irradiar saúde para o meio familiar e o ambiente de trabalho.

O paradoxo do controle

Controlar tudo é perder o controle.

Na busca por segurança, muitas vezes nos tornamos rígidos, fechados ao imprevisto, e a vida é feita justamente de incertezas.

Na saúde integral, aprender a fluir é tão importante quanto ter disciplina. Há dias em que o treino é pesado, e há dias em que o corpo pede leveza.

Saber ouvir esses sinais é sabedoria em movimento.

O paradoxo da presença

Estar presente exige desacelerar.

Vivemos conectados ao que virá ou ao que já foi, e esquecemos que o agora é o único tempo real onde a vida acontece.

Um simples café, um abraço, um pôr do sol, são terapias silenciosas quando vividas com atenção plena.

Desacelerar não é parar: é respirar para continuar com consciência.

Faça pausas conscientes no trabalho: um minuto de respiração muda o ritmo mental.

Escolha uma refeição do dia para ser vivida com calma, sem celular.

Caminhe observando o entorno, e não apenas o destino.

Exercite o corpo com gratidão, não como punição.

Antes de dormir, agradeça pelo que foi possível, e aceite o que não foi.

Essas práticas simples revelam o poder dos paradoxos:

descansar para produzir melhor, soltar para ganhar força, calar para escutar, e cuidar de si para cuidar do mundo.

A saúde integral é o caminho do meio, o ponto onde os opostos deixam de lutar e começam a cooperar.

No equilíbrio entre corpo, mente e espírito, descobrimos que o verdadeiro bem-estar não é ausência de conflito, mas harmonia entre contradições.

“A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.”

(2 Coríntios 12:9)

E é nesse aparente paradoxo divino que aprendemos: a força da vida se manifesta justamente quando aceitamos nossa humanidade.

Joelson Mora

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Chama do amor

Nilton da Rocha: Poema ‘Chama do amor’

Nilton da Rocha
Nilton da Rocha
Imagem criada pela IA do Grok
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Amor é chama oculta em madrugada,
um sopro que queima e não se vê,
é dor serena, doce e disfarçada,
ferida aberta que insiste em viver.

É ter no peito a paz e a tempestade,
querer distância e, ainda assim, buscar,
é carregar o peso da saudade
e nela, em silêncio, se encontrar.

É se render à força de um desejo,
mesmo sabendo o risco da ilusão,
é dar a vida inteira num só beijo,
e receber do nada a perdição.

Mas se é tormento e graça em uma só cor,
que mistério rege, em nós, tal favor,
se o próprio coração chama de dor
o que os lábios pronunciam como amor?

Nilton da Costa

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Luz e trevas

SAÚDE INTEGRAL

Joelson Mora: Artigo ‘Luz e trevas’

Joelson Mora
Joelson Mora
Imagem criada por IA do Bing
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 “Para ti, a escuridão não é escura, e a noite é tão clara como o dia; para ti,
a escuridão e a luz são a mesma coisa.” (Salmo 139:12 – NTLH)

Desde o princípio, o ser humano aprendeu a separar — bem e mal, certo e errado, luz e trevas. Mas, à medida que a consciência se expande, compreendemos que o Criador nunca viu o mundo por metades.

Para Deus, segundo o salmista, a luz e as trevas são a mesma coisa. Ambas pertencem à mesma origem, à mesma energia, à mesma sabedoria.

Hermes Trismegisto, no Caibalion, já ensinava:

“Os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau.”

A luz e a sombra são expressões de um mesmo princípio. Assim como o quente e o frio são variações de uma única substância — o calor —, a luz e as trevas são gradações de uma mesma realidade espiritual.

No livro de Isaías 45:7, encontramos:

“Eu crio a luz e também a escuridão; trago a paz e também as desgraças. Eu, o Senhor, faço todas essas coisas.”

Há uma sabedoria divina em tudo o que existe, inclusive naquilo que não compreendemos. As trevas não são o oposto da luz, mas o campo fértil onde a luz nasce e cresce.

Na jornada interior, chamamos de sombra aquilo que ainda não foi iluminado dentro de nós — memórias, dores, traumas, culpas e medos. Mas é nesse território sombrio que o autoconhecimento se torna cura.

Como ensinou Jung, “não se torna iluminado imaginando figuras de luz, mas tornando consciente a escuridão”.

A saúde integral, nesse sentido, não é ausência de trevas, mas a integração delas.

Jesus disse em João 1:5:

“A luz brilha na escuridão, e a escuridão não conseguiu apagá-la.”

A luz espiritual é a consciência desperta, aquela que permanece mesmo em meio às tempestades da vida.

E quando essa luz se acende dentro de nós, ela revela não apenas o que é belo, mas também o que precisa ser restaurado.

O apóstolo Paulo reforça essa visão em 2 Coríntios 4:6:

“O Deus que disse: ‘Que a luz brilhe no meio da escuridão’ foi quem fez a sua luz brilhar no nosso coração…”

Essa luz interior é a força da cura, o ponto de equilíbrio entre o físico, o mental e o espiritual — o verdadeiro sentido da Saúde Integral.

No corpo, esse equilíbrio se manifesta nos ciclos naturais: sono e vigília, inspiração e expiração, movimento e repouso.

Na alma, traduz-se em aceitação e perdão.

E no espírito, em reconciliação com o todo — com a unidade de onde viemos.

Em Efésios 5:8-9, lemos:

“Antigamente vocês viviam na escuridão; mas agora que pertencem ao Senhor, vocês vivem na luz. Por isso, ajam como pessoas que vivem na luz.”

Viver na luz é viver com consciência, sem negar a sombra — é acolher o que dói e permitir que a dor se transforme em sabedoria.

Na criação, está escrito em Gênesis 1:3-4:

“Então Deus disse: ‘Que haja luz!’ — e a luz começou a existir. Deus viu que a luz era boa e a separou da escuridão.”

A separação não é exclusão, mas harmonia. O dia precisa da noite. O descanso dá sentido ao trabalho. O silêncio sustenta o som.

Assim também é em nós: a verdadeira luz não destrói as trevas — ela as acolhe e as transforma.

Quando compreendemos isso, entramos em um estado de unidade, onde corpo, mente e espírito se alinham à frequência da vida.

A Saúde Integral começa quando deixamos de lutar contra o que somos e passamos a integrar tudo o que somos — luz, sombra, dor e amor.

Nesse ponto de encontro entre Hermes e o Salmista, entre o humano e o divino, está o segredo do equilíbrio, da cura e da paz.

“A verdadeira luz não teme a escuridão, porque ela sabe que é de lá que veio.”

Joelson Mora

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Adeus à dor

Loide Afonso: Poema ‘Adeus à dor’

Loid Portugal
Loid Portugal
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Eu tinha a certeza que estive lá
Nas horas que
Precisei

E mesmo assim
Não foi
Pelos vistos
A certeza não é certa

Meu anel está
A apertar o anelar
Eu queria tirar
Cortar
Pra me livrar

Queria limpar isto, mais como se descolar, me lavar?

Sim
Quero me lavar
Despir isto
Descalçar

Não sei, se ainda
Tem alguém pra me amar, beijar e sentar

Descansa em paz, minha alma negra pura
E nua.

Loid Portugal

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De volta ao meu jardim

Verônica Moreira: ‘De volta ao meu jardim’

Verônica Moreira
Verônica Moreira
Imagem criada pela IA do Grok

Estou voltando pra mim
Estive fora por um tempo,
fora das reais prioridades,
encontrei meras vaidades.

Hoje, retorno ao caminho,
àquilo que me é princípio,
início, raiz, compromisso,
o que me faz pulsar e viver.

Volto ao primeiro amor,
retorno às primícias,
aquelas que deixei para trás,
as que me traziam paz.

Voltei para dentro de mim,
encontrei poesias solitárias,
libertei-nas nesta manhã,
quando abri meu jardim.

O jardim das amoreiras,
aquele que outrora cultivei.
Encontrei espinhos e cardos,
e amoras caídas ao chão.

Quanto tempo não sinto
nem doce nem amargo,
o azedo da fruta verde
ou o doce da fruta madura.

Há muito não sinto o cheiro,
nem perfume de flores.
Quanta poesia sufocada,
inúmeros versos perdidos.

Mas hoje, simplesmente,
voltei ao meu jardim,
destranquei sua porta
e degustei suas delícias.

Abracei o passado,
perdoei os animais,
até beijei as lembranças,
as marcas nem vejo mais.

Eu disse em voz alta
aos invasores de outrora:
— Saiam… eu os liberto agora.
Meu jardim voltará a florir.

Eu posso sentir os versos,
eles dançam ao meu redor.
A poesia me abraça forte,
já posso ser dela outra vez.

Verônica Moreira

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Salve o mundo

Nilton da Rocha: Poema ‘Salve o mundo’

Nilton da Rocha
Nilton da Rocha
Imagem criada por IA do Bing – 06 de agosto de 2025,
às 15:55 PM

Há um lugar em que o amor nos chama,
Onde a paz encontra o coração,
É lá que, juntos, mãos se entrelaçam,
Na esperança de uma nova estação.

Se cada gesto for sincero,
Se cada olhar for de compaixão,
O amanhã será mais belo,
Livre da dor e da solidão.

Salve o mundo com sua bondade,
Abrace o que é puro, o que é real,
Pois somos parte desta humanidade,
Que busca o caminho do ideal.

E se acreditarmos no poder do bem,
O mundo brilhará com nova luz,
Um futuro de paz será refém,
Do amor que a todos nos conduz.

Nilton da Rocha

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