Emenda

Entre adagas arremessadas e raras flores de bondade: a sabedoria poética de ignorar os atormentadores para alcançar a paz profunda na obra de Surendra Nagaraju

Surendra Nagaraju - Elanaaga
Surendra Nagaraju – Elanaaga
Esta ilustração em estilo de desenho animado, no estilo de um livro ilustrado, retrata uma cena alegórica de um homem em pé no meio, em um caminho que se bifurca. À sua esquerda, uma multidão de homens enfurecidos lança pedras e punhais contra ele, que está ligeiramente curvado e com a cabeça baixa, parecendo abatido. À sua direita, outro grupo de pessoas está em pé pacificamente, segurando e oferecendo-lhe flores e outras plantas. O lado da multidão enfurecida é escuro e nublado, enquanto o lado das pessoas amigáveis é claro e ensolarado. A ilustração sugere a escolha entre focar na negatividade e no conflito ou na positividade e na bondade.
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Não há escassez de sujeitos
lançando adagas contra nós –
aqueles que nos oferecem flores
de bonomia, porém, são raros.

Preste atenção apenas nos raros,
para que você possua uma profunda felicidade.
Somente quando ignoramos os atormentadores
é que a vida nos inunda de paz.

Elanaaga

Amendment

There is no dearth of blokes

flinging daggers at us –

those presenting blooms

of bonhomie to us are scarce though.

Pay attention only to the rare ones,

so that you own profound happiness.

Only when we ignore the tormentors

does life shower peace on us.

The same is true when

thankless people abound around:

dwell more upon the words

of those who are thankful.

Elanaaga

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Parte do todo

José Antonio Torres:
Uma reflexão sobre nossa jornada de consciência rumo à fraternidade universal

José Antonio Torres
José Antonio Torres
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Intuir o Universo é apenas – embora não lembremos disso na fase existencial em que nos encontramos – um sinal de que fazemos parte dele.
Somos constituídos, essencialmente, de energia. Fazemos parte do todo.

A cada período de tempo, vamos tomando uma consciência maior de quem somos e do que somos. Muito ainda precisamos lapidar em nós mesmos para atingirmos a plena consciência. Há muito ainda por conhecer interna e externamente. Esse processo é longo e contínuo. Milênios e mais milênios transcorrerão nesse processo.

0 que para nós parece uma eternidade, não passa de um simples suspiro do Universo. Muitos irmãos, das mais diversas formas e constituições, estão espalhados pelo infinito. Uns mais adiantados do que nós, moral, espiritual e cientificamente. Outros se encontram no mesmo nível que nós, e outros mais, em condições evolutivas inferiores, e pelas quais também já passamos.

Mas como já citei, a caminhada e o aprendizado são constantes. Tanto mais evoluiremos, quanto mais nos lapidarmos das nossas impurezas éticas, morais e espirituais.

A fraternidade universal, no sentido mais amplo, é o nosso destino. Ainda estamos muito distantes, mas iremos alcançá-la Trabalhemos para isso com determinação.

José Antonio Torres

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Eu e o rio

José Antonio Torres: entre as águas do rio e o caminho da fé, uma reflexão poética sobre a vida, a perseverança e o encontro com Deus

José Antonio Torres
José Antonio Torres
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Como as águas do rio,
Sigo silencioso o meu caminho.
Originei-me de uma pequena nascente
E fui crescendo ao longo do meu trajeto.

Passei por vários lugares…
Muita coisa eu vi.
Alegrias e sofrimentos, festas e dor.
Uns cuidam de mim e outros me ignoram.
Não me importo com esses e sigo meu caminho,
Sendo útil em minha jornada.

Mesmo aos que comigo não se importam, Ajudo como posso.
Meu valor não se mede pela minha extensão,
Mas pelos benefícios que posso proporcionar
Sem nada pedir em troca.

E vou seguindo…
Contornando alguns obstáculos e superando outros.
Tenho plena consciência do meu destino final.
Se o rio caminha rumo à imensidão do mar,
Eu rumo para a luz maior que me acolherá.

Certamente o trajeto é longo e difícil.
Muitos obstáculos ainda terei pela frente.
Mas, assim como o rio, ao final do seu percurso,
Repousa no abraço do mar,
Eu me acalentarei na glória do amor de Deus!

José Antonio Torres

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Ato de equilíbrio

Surendra Nagaraju: Poema ‘Ato de equilíbrio’

Surendra Nagaraju - Elanaaga
Surendra Nagaraju – Elanaaga
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No início, Ele assusta o navio da minha vida,

Com marés monstruosas.

Mas logo, Ele concede segurança com misericórdia.

Suprimindo a brutalidade das ondas,

Ele enche meu coração de calma e paz.

Ele pode parecer um pouco indelicado à primeira vista,

Mas meu senhor não tem preconceito.

Isso não me deixa sofrer sozinho o tempo todo;

De vez em quando, Ele me cobre de sorrisos em excesso.

Elanaaga

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Não sei do que falo

Loide Afonso: Poema ‘Não sei do que falo’

Loid Portugal
Loid Portugal
Imagem criada por Ia da Meta – 15 de setembro de 2025,
às 14:29 PM

Olhar pra a outra
Pessoa
Com calma
Sem
Querer debater

Sentir paz interior
Leveza
No abraço
Segurança

Os que já amaram
Dizem que
Isto
Também é amor

Eu que vos falo
Nem sei
Do aprender a ouvir

que escrevo

Aprendi a ouvir
E ver
Talvez por isso
Acho que sei

Por exemplo
Ontem sonhei
Que nos teus olhos
Brilhei

Te abracei
Quando conforto
Senti
E decidi que
Por ti
Lutarei

Comigo, contigo
Ou com o que sinto?

Esqueçam, não sei do
Que falo.

Loid Portugal

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