A sign in a dark sky

Jane Nash: Micro-Story ‘A sign in a dark sky’

Jane Nash
Jane Nash
Imagem criada pela IA da Meta - https://meta.ai/create/1069616216240091
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At the beginnings of our time, we watched shooting stars over the blackened palm trees beneath the dark blue velvet, wrapped around the moon.

Stars upon stars upon shooting stars. We hid our wishes from each other lest they be jinxed and not eventuate.

It’s strange to place a wish, a hope upon a termination, the last vestige of a dying star. When did it come to represent positive thinking instead of portents of doom? Is hope a waste of time, a lie or simply an admission of emptiness.

Never-the-less we wished. I did anyway. I assume he did. If not, shame on him for wasting an opportunity to convert a lie into creative projection, whatever that’s worth.

There was no sand in the cuffs of my jeans, no water upon my feet. The cool, hard coral sliced its way into my open palm as I placed my hand down to push me up. My tongue tasted the rusted, steel edge fresh blood conveys.

The moon dripped light from its fabric hammock. He kissed the smudge upon my lips. 

What else was there to see; cosmic tails flaring across our tropical sky or earthly paint of life’s reminder to breathe?

Jane Nash

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Carta de Natal a Deus

Sandra Albuquerque: ‘Carta de Natal a Deus’

Sandra Albuquerque
Sandra Albuquerque
Imagem gerada por IA do Bing -  5 de dezembro de 2024  às 6:29 PM
Imagem gerada por IA do Bing –  5 de dezembro de 2024 às 6:29 PM

Ei, Deus, você aí em cima, sou uma criança e, apenas, um sobrevivente, mas mesmo assim resolvi lhe escrever.

Há três anos sem casa, pais, família, amiguinhos…

Crianças também sofrem, e como sofrem, e ninguém as ouve!

Vivo de lixo em lixo, disputando uma sobra de qualquer coisa, pois até um pão adormecido ou sobras de quentinhas viram um banquete.

Perdi meus pais para a violência, minha casa foi queimada e, enfim, perdi tudo e fui obrigada a viver nas ruas da cidade grande, perambulando, onde é um campo sem lei e, com isto, aprendi a me virar sozinha, pintei o rosto de carvão e vesti-me como um menino para me livrar dos abusos sexuais da galera que toma conta do espaço. Até aqui tem o famoso Manda-Chuva.

Ah, este meu bloco, achei no lixo e deve ter sido dos filhos dos poderosos que descartam seus materiais escolares a cada final de ano. Desculpa eu estar escrevendo a lápis, mas foi o que eu encontrei.

Eu só queria que você soubesse que o que eu mais gostaria neste Natal é que surgisse alguém com um gesto solidário e me levasse para a sua casa, me deixasse tomar um banho, porque aqui, banho só quando o chafariz funciona em épocas de festa na cidade ou visita de algum chefe de estado; me desse uma roupa limpa, um tênis, mesmo velho, de um de seus filhos, uma sopa quente e uma caminha pra dormir aquecida decentemente.

Seria o melhor Natal de minha vida. E o maior presente dado pelo Senhor.

Feliz Natal pra você, Deus!

Ainda é cedo e tudo pode acontecer, e, quem sabe, Você me surpreende.

Comendadora Poetisa Sandra Albuquerque

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