Tarde azul de primavera

Evani Rocha: Poema ‘Tarde azul de primavera’

Evani Rocha
Evani Rocha
Imagem criada pelo ChatGPT - https://chatgpt.com/c/6a26b159-a64c-83e9-91a2-5206f95e15bc
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Conto os dias e as horas para te ver.
Já reguei o meu jardim,
Em breve as primeiras flores vão aparecer
E chamar as borboletas.
É primavera outra vez…
Eu sei que vais chegar em uma destas tardes
De brisa mansa e sombra na varanda,
Enlaçar meu corpo feito gavinhas…
Conto também as pedras do caminho,
E as centelhas que desprendem de meus olhos
Ao encontro dos teus…
São as luzes que te guiam até mim!
Conto mentalmente as curvas de teu corpo,
E o palpitar ligeiro dentro do meu peito.
Há pouco para entardecer,
O sol já se deita sobre as calçadas de pedra,
Os terreiros de terra, sobre os verdes prados…
Conto as horas enlouquecidas, que escorrem entre meus dedos,
Leves, sedentos… sobre a pele encrespada.
E assim, o sol vai escondendo-se no horizonte alaranjado.
Mais uma vez, rego o meu jardim,
E a mesma água que verte de meus olhos ansiosos,
Encharca a terra, renova as folhas das hortênsias
E abre uma rosa carmim…
Apenas uma rosa, de pétalas sedosas e perfumadas,
No fim desta tarde azul…
Conto o tempo em minutos e segundos,
Tropeço nos números,
Colho os últimos raios de sol,
Que logo se esvaem de minhas mãos,
Para repousar atrás dos montes!
Eu ainda te espero,
Mesmo que seja para os únicos sussurros deste final de tarde,
Ou para a infinitude de teus braços, numa noite enluarada!

Evani Rocha

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Ei! Menino!

Evani Rocha: Poema ‘Ei! Menino!

Evani Rocha
Evani Rocha
Imagem criada pelo ChatGPT – 18 de maio de 2026,
às 8h50

Ei! Menino!

O que tem no fundo dos teus olhos?

Será o teu destino, ou será o sol?

Menino…

Consegue contar as pedras do caminho,

Ou as folhas secas caídas nas veredas?

Menino, trazes nas costas a mochila do colegial,

E assovia feito passarinho…

Cadê as bolas de gude, menino?

Cadê o carrinho de madeira?

Por certo, está esquecido no terreiro

Ou jogado fora, tão somente!

Ei! Menino!

O que trazes entre as mãos?

Será o teu futuro desenhado à grafite,

Ou a aquarela do arco-íris?

Menino, de pés no chão,

De cabelos ao vento…

Abra teus braços, rasgue o véu,

Deguste o mel de tua boca…

Quebre esse silêncio,

Grite aos quatro cantos do mundo, menino!

Saiba que és capaz de contar as estrelas,

E se quiseres, és capaz de abraçar o céu!

Evani Rocha

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