A minha pele
Denise Canova: Poema ‘A minha pele’


A minha pele
Que absorve a poesia
Absorve lentamente
Vai entrando em mim
A minha essência
Conheça a minha pele
Que é poética.


A minha pele
Que absorve a poesia
Absorve lentamente
Vai entrando em mim
A minha essência
Conheça a minha pele
Que é poética.


As flores do campo
essas, as nossas, jamais voltarão.
As flores do campo não são as mesmas de ontem…
onde a tua pele com a minha se amaram uma vez.
¡Essas flores do campo, as minhas,
jamais voltarão!
Uma chuva de lembranças chega à minha mente:
os seus aromas, as suas cores, até os seus sabores;
mas elas já não estão, ¡igual a ti!
Suave fragilidade onde eu dormia…
Elas amaram-me, e tu?
Os meus lábios provaram o seu néctar,
as pétalas abrigaram a minha pele.
¡As minhas flores já não estão!
Elas morreram… e vos?
Seguirás no presente de uma lembrança passada.
Momento nostálgico:
o meu belo campo, flores amadas,
horizonte longínquo, viagem sem retorno…
Lágrimas de cristal, sem direito a voltar.
¡As flores do campo não são as mesmas de ontem!


Ela não escreve apenas com palavras. Escreve com a alma, com a pele, com o olhar que
atravessa as certezas e vê o mundo em camadas. A mulher que mantém o espírito
vivificado não se contenta com verdades prontas. Ela busca, questiona, relê a existência em
cada amanhecer.
Ama a literatura porque sabe que nela pulsa a essência humana — frágil, contraditória, mas
sempre em busca de sentido. Para ela, o conhecimento não é um fardo, mas um farol. Não
é um luxo, mas uma necessidade. Na sua escrita, a poesia não é enfeite, mas força, um
gesto de resistência contra o cinismo e o dogmatismo.
Ela não invalida o saber acadêmico nem se curva à frieza dos fatos. Pelo contrário, sua
inteligência é ponte, sua sensibilidade é bússola. Quer iluminar caminhos, tocar os céticos
com a beleza do verbo, suavizar a rigidez dos pragmáticos com a sutileza da metáfora.
Sabe que o autoritarismo teme a poesia porque a poesia ensina a pensar. E quem pensa,
liberta-se.
No íntimo, carrega um rio divino, uma força que transborda em gestos, em palavras, em
atos de humanidade. Tem amor-próprio sem ser vaidosa, coragem sem ser impositiva. Sabe
que a verdadeira revolução não se faz no grito, mas na palavra que cala fundo e transforma.
Ela é visionária não porque prevê o futuro, mas porque o constrói. Sua missão é conciliar,
sem abrir mão do essencial. Inspirar, sem perder a firmeza. Tocar o coração do mundo sem
deixar de lado a razão. Escrever, porque sabe que a palavra é semente e, um dia, floresce.
Ela Dominici


Tua arte me inspira,
mas desejo mais que a contemplação.
Quero a troca pela arte,
pela arte da troca.
um ato de entrega,
um sim sussurrado
soprado na pele
que desperta à carícia.
Não busco mármore imutável,
mas um corpo que responde,
que dança ao toque,
vibra ao desejo,
sem pressa e sem medo,
num compasso permitido aos dois.
Sua *arte não é apenas bela,
é convite à descoberta,
à escultura, ao conjunto,
onde mãos, olhares e almas
se esculpem em diálogo.
Que seja sim sensual,
mas sempre consensual,
feito de risos partilhados,
silêncios entendidos,
vinhos derramados
e o respeito que nos faz inteiros.
Quero a obra da troca,
onde a criação e o sentir
se unem em harmonia,
num acordo sublime,
de corpos,
de almas,
de poemas e verdades.
Paulo Siuves


Quase nada
Mudou de tom.
Além das melodias suaves
Que, reverberando pelo vento,
Oferecem seu encanto.
As cordas não esqueceram
O toque leve dos dedos
Que deslizavam em harmonia,
Buscando a perfeição de cada nota.
Assim como o toque em minha pele
Ainda me faz estremecer quando lembro.
Ah! O som da velha canção
E a vibração das cordas dançando.
Ficaram gravadas na memória
Ressoando no meu peito.
Lembranças que ecoam
Como um acorde, num compasso…
Nossas almas consonantes
Pareciam tão bem afinadas.
Notas unidas pela harmonia
Presas num refrão clichê.
Felicidade que vibra,
Marcada pelo compasso
De um insistente metrônomo
Que não consigo ignorar.
Como o som daquele dia…
Lembranças que ficam ecoando,
Indefinidamente
Paulo Siuves


Eu fico em frente a tela
Com lápis 6 B
Pra te desenhar
Procuro um rosto, um sorriso
Um corpo e uma pele
Pra o decifrar
Você é vivo em meus sonhos
E busco um meio
De eternizar.
Ai, como é difícil delinear alguém
Que só vejo
Em meu pensar.
Mas em meio
A tudo isto
Surge a inspiração
Eu crio
O modelo perfeito
E sorrio em meu peito
Imaginando você.
E quando termino
Para minha surpresa
Lá do outro lado da rua
Ao abrir as janelas
E as cortinas
O que vejo?
Você
Tal como desenhei.
Comendadora Poetisa Sandra Albuquerque
Rio de Janeiro, 01/08/2024.


No sussurro do vento, o amor se revela,
Arrepiando a pele, trazendo a candura mais bela,
Sabores, desejos, beijos apaixonados,
No toque dos lábios, momentos tão esperados.
Na loucura da paixão, no silêncio do amor,
Versos se entrelaçam, trazendo calor,
Em cada estrofe, o sentimento profundo,
Palavras que traduzem um amor fecundo.
Nos caminhos da esperança, sementes são semeadas,
Onde o amor floresce em promessas renovadas,
No doce amar, na liberdade de voar,
Sentindo-te em cada verso, a te amar.
No nascer do Sol, no pôr da Lua,
Emerge a paixão que em versos flutua.
Sou tua, eternamente ligado a ti,
Num amor livre, onde me perco, desde que te conheci.
Irene Rocha