Perdi-me nessa versão

Ismaél Wandalika: Poema ‘Perdi-me nessa versão’

Soldado Wandalika
Soldado Wandalika
“Em mim nasce vidas que respiram o ar engolido pelos ventos”
Imagem criada por IA no Bing. 25 de março de 2025,
às 13:04 PM.

Estou exausto da vida pesando em ombros
Vou dormir sem tédio, afogar-me nos copos
As coisas que reparei
Para longe dessa ilusão levarei
Fui feito trevas na luz dos ingénuos, quando tentei
Cobri o rosto com terço no peito, olhei
Rogo as águas que me lavem os pensamentos
Corro observando a retórica dos pássaros
Vou pelas ruas ameaçados pelos tempos
Em mim nasce vidas que respiram o ar engolido pelos ventos.

Fui herói nesta história
Minha glória está na boca de quem meu braço salvou
Às vezes brinco com o destino
Desafio os videntes deste ninho
Contra afirmo ao sacramento
Não busco paixões que se perdem no deserto
Resisto às tempestades sem medo.

Perdi-me nessa versão

Soldado Wandalika

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Ainda penso em você

Paulo Siuves: Poema ‘Ainda penso em você’

Paulo Siuves
Paulo Siuves
Imagem criada por IA no Bing – 10 de março de 2025,
às 10:09 PM

Não há um só dia que eu esqueça,
seu nome ecoa nos meus pensamentos,
por todo lado, eu vejo você,
no brilho dos desejos, nas sombras do vento.

Sinto saudades…
nas festas de família,
nas músicas que canto,
nas entrelinhas do tempo,
no silêncio do meu travesseiro.
E eu sigo sem um sinal seu.

Por todo lado, eu vejo você,
nas melodias que cantam sozinhas,
no vento que insiste em trazer
o perfume dos nossos momentos.

Sinto saudades…
um vazio que só você preenche,
sua doce voz chamando por mim…
Mas o tempo passa sem você aqui,
como se ele também parasse sem você.
E eu sigo sem um sinal seu.

Paulo Siuves

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A dor

Ismaél Wandalika: Poema ‘A dor’

Soldado Wandalika
Soldado Wandalika
Imagem gerada por IA do Bing - 5 de dezembro de 2024
 às 7:06 PM
Imagem gerada por IA do Bing – 5 de dezembro de 2024
às 7:06 PM

A dor escava os sentimentos
Fura alma divide os pensamentos
Abate corpos e desperta cérebros

Há dor no sorriso
Que oculta as lágrimas do peito
Os olhos traduzem as palavras de cada momento

Na dor o vazio é patente
O coração rasga e sente
Caminhamos descontentes

Alma abraçada ao nada
Vive os últimos episódios na tela
A gente inventa alegria
Corrida renhida no âmago da vida

E lá se vão os dias
Aqui passam os anos
O amor nasce nos instantes
Não há como fugir da dor

A dor alcança todos
Leva todos e deixa todos

A dor de perder um grande amor
A dor das perdas dos ente queridos
A dor dos sorrisos tristonhos
A dor de ver um familiar se perdendo
A dor das eternas lembranças
A dor de acreditar nas esperanças!

A Dor

Soldado Wandalika

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Falsa esperança

Eliana Hoenhe Pereira: Poema ‘Falsa esperança’

Eliana Hoenhe Pereira
Eliana Hoenhe Pereira
"Juntava folhas secas espalhadas pelo vento, aprisionando os pensamentos..." Imagem gerada com IA do Bing
∙ 27 de setembro de 2024 às 2:42 PM
“Juntava folhas secas espalhadas pelo vento, aprisionando os pensamentos…” Imagem gerada com IA do Bing
∙ 27 de setembro de 2024 às 2:42 PM

Juntava folhas secas espalhadas
pelo vento,
aprisionando os pensamentos.
Vestida de poesias e fantasias
Nutria uma paixão em vão.
Tal como nos contos de fadas,
onde a princesa esperava seu príncipe encantado.
Abriu-se para uma falsa esperança ,
repleta de distâncias.
Nem toda planta cresce
Nem toda flor floresce
A ausência da reciprocidade
despertou-a para a realidade,
em tempo de voltar a sua essência
e aprender com a experiência.

Eliana Hoenhe Pereira

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Preso ao vazio

José Antonio Torres:

‘Estou preso ao vazio de mim mesmo’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Estou preso ao vazio de mim mesmo
Estou preso ao vazio de mim mesmo
Imagem criada pela IA do Bing

Me sinto prostrado,
Incapaz de reagir a esse sentimento que teima em me torturar.
Minha mente foge para bem longe,
Mas meu coração se recusa a desistir e grita teu nome.
Loucos pensamentos e deliciosas sensações habitam meu ser
E convulsionam ao rumaram para ti.
Não pensei que fosse possível existir algo tão forte, intenso e conflitante.
As amarras desse amor que me prendem e oprimem,
São elos inquebrantáveis…
Quanto mais resisto e tento me afastar,
Mais preso me sinto.
O que me faz sofrer,
É a certeza de que esses elos não me prendem a ti.
Estou preso ao vazio de mim mesmo.

José Antonio Torres

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A palavra da era da imagem

Francisco Evandro de Oliveira: ‘A palavra na era da imagem’

Francisco Evandro Farick
Francisco Evandro Farick
A palavra na era da imagem
A palavra na era da imagem
Microsoft Bing. Imagem criada pelo Designer

Desde os tempos mais remotos, a palavra é, sem sombra de dúvida, a maior e melhor forma de os povos se comunicarem; entretanto, nos dias atuais, em face da imensa facilidade de riqueza tecnológica existente, a palavra, bem como as diferentes formas de imagens, caminham lado a lado como forma de expressar pensamentos fatos e ações.

As imagens dizem tudo e substituem qualquer palavra e elas servem de comprovação para elucidar qualquer espécie de crime e podem ser utilizadas nos tribunais como defesa ou como acusação em qualquer processo.

 No entanto, quem tem o dom da retórica ou simplesmente oratória, pode reunir milhões a sua volta e fazê-los caminhar pelas ações dos seus pensamentos, como por exemplo, o nazismo e o fascismo, que só obtiveram sucesso devido ao grande poder de persuasão que os seus líderes tinham. Eles faziam de suas falas a principal arma que cativaram e arrastaram milhões de pessoas para a derrocada e destruição.

 Embora as imagens sejam quase sempre fortes, fracas, belas, enigmáticas, encantadoras e, às vezes, cruciais, no entanto, a palavra sempre cativa, faz a pessoa pensar ou refletir sobre o que se ver ou o que podemos ouvir sem nos prejudicar.

 Imagens e palavras são formas poderosas de o ser humano expressar o pensamento e, no momento atual, a globalização faz cada dia as pessoas criarem novas invenções que levam as civilizações a se aprofundarem em busca de novas tecnologias, ela faz aproximar os comércios e indústrias internacionais, e logicamente reduziu as distâncias entre as nações, através de possantes aeronaves ou a utilização de meios de comunicações, que cujas mensagens atravessam o mundo em frações de segundos e com utilização da tecnologia que proporcionou o surgimento da internet fez o mundo estar on-line.

E o homem, ser mais inteligente do planeta Terra, busca sempre uma forma de caminhar em largos passos e escala ao encontro de novos ideais que tornará sua fonte de felicidade. Isso faz abrilhantar um caminho que a tríade anda e cresce paralelamente.

O homem, as imagens e as palavras. O homem racional cresce no sentido de se aperfeiçoar, estando evoluindo a cada dia buscando inúmeras formas de ser feliz e, por causa disso, novas palavras surgem face às guerras que eclodem no cotidiano das civilizações e as sinergias existentes entre vencedores e vencidos fazem surgir novas palavras as quais são incorporadas aos respectivos dicionários dos países em estado beligerante, como por exemplo, as palavras de uso corriqueiro da internet, (deletar, print e outras centenas delas) são palavras que já se encorparam ao linguajar de nosso povo.

 Ao mesmo tempo, as imagens também têm seu espaço em constante mutação e, no momento atual, é uma riqueza inigualável! Porque elas estão em todas as partes e em todos os lugares: nos livros, nos cinemas, nos teatros e, principalmente, nas televisões diariamente e são as imagens expostas que nos alegram ou nos agridem de acordo com as ações que elas exprimem. Elas têm praticamente o mesmo peso e fazem o mesmo efeito. Como por exemplo, uma simples foto colocada em primeira página de um jornal de grande circulação pode causar um efeito muito forte na população.

As imagens que são expostas como propaganda à beira das principais estradas ou nas paredes dos bares e restaurantes, ou simplesmente em qualquer lugar. Sabemos que algumas delas são estilos de propagandas subliminares e que fazem as pessoas ficarem com elas em seus pensamentos e, como consequência, compram o produto, mesmo sem estarem deles necessitado.

  As imagens, assim como as palavras nos fazem chorar, sorrir, nos entristecer e nos alegrar; como por exemplo, um filme de tragédia pode deixar uma plateia a ter depressão, haja vista ‘Titanic’ e outros do mesmo estilo que fizeram milhões de telespectadores ficarem com lágrimas nos olhos devido as fortes imagens retratadas do sinistro.

  A era da imagem é forte e tende a sobrepujar as palavras. contudo, devemos refletir que as palavras são pontos principais de comunicação do ser humano e ele aprende desde a tenra infância e sendo ela seu instrumento principal de comunicação é um fato notório que por mais que as imagens tenham poder, jamais irão torna-se ou suplantar as palavras, porque, estando o ser humano em constante estado de evolução, haverá o momento que outras formas de comunicação superarão as imagens.

 No entanto, nós humanos, que somos os seres mais inteligentes, estaremos sempre a utilizar as palavras como nossa principal fonte de comunicação em qualquer época de nossa existência.

  As palavras, a bem da verdade, são códigos que previamente explicitados aos seus significados e quando reunidos formam palavras, frases e orações e no momento atual podemos perceber a avalanche de livros que formam escritos nos nossos presídios, os quais muitos críticos consideram como sendo os maiores autores de nossa literatura atual e os conteúdos neles escritos que são verdadeiras denúncias, porém em termos de códigos, não são mais que palavras e aí temos novamente o poder da palavra escrita como forma de denunciar uma situação existencial e a lógica narrativa dos manuscritos são as vivências próximas à escrita, algo que quase não se verifica no mundo fora das grades.

  No atual momento que a violência é uma das maiores preocupações de nossa sociedade, as denúncias através das palavras, sejam elas escritas, faladas ou televisada tornam cada vez maior o poder de seu uso, seja para fins benéficos ou maléficos para sociedade.

  As imagens arrastam multidões, porque seu efeito é imediato motivado pelo bombardeio das retinas que influenciam o cérebro.

  Se considerarmos que bom senso é um fator de bonança e que deve ser partilhado para o bem comum, então devemos usar tanto as palavras quanto as imagens equitativamente, a fim de que não haja o predomínio de um, em prol da outra.

  Palavras e imagens têm o seu devido e forte valor e somente nós saberemos o momento certo de utilizá-las na melhor forma possível e devemos também tirar.

Francisco Evandro de Oliveira

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Os girassóis do trem

Evani Rocha: Poema ‘Os girassóis do trem’

Evani Rocha
Evani Rocha
Os girassóis do trem
Os girassóis do trem
Imagem criada pela IA – Gencraft

Ficaste a olhar o trem

Passar lento, preguiçoso:

Vagão por vagão.

Vi teus olhos passearem por entre as poltronas e corredores,

Talvez procuravas por mim.

Não sabias que eu estava absorta

Em meus próprios pensamentos.

Viajei por horas cá dentro, a examinar minhas escolhas.

Vi os girassóis se movimentarem nos canteiros ao lado dos trilhos.

Agora vejo em teus olhos o brilho do Sol!

Tens a alegria do reencontro

E todas as flores sobre as mãos.

O trem vai parando lentamente,

Vagão por vagão.

Eu hesito em sair do lugar.

Gostaria de ficar pra sempre.

Vejo mãos balançando lencinhos brancos.

Abraços e beijos de chegada ou partida…

Pessoas que chegam e partem da estação.

Ainda tenho os girassóis no pensamento,

E a paisagem que me absorveu por inteiro!

Recolho meu casaco e a bolsa de mão.

Não tenho bagagem.

Só tenho a mim e minha própria solidão.

Observo-te a andar de um ponto a outro.

Deveras, trouxeste lindas flores!

Caminho languidamente em direção ao próximo trem.

Há muita gente nos corredores. Não quero olhar para trás,

O passado não me interessa.

Atravesso o salão principal.

Do alto da escadaria vejo uma multidão a transitar pra lá e pra cá.

No meio delas, estás, imóvel…

Agora tens uma mão no bolso, outra, caída.

Ainda segura o buquê.

Teus olhos dantes era sol, agora parecem breus.

Nos lábios cerrados, a inquietude da espera.

Entro no vagão e procuro um assento no canto.

O trem anda devagar…vejo as pessoas se apequenarem pela distância.

Sinto somente os solavancos do vagão no trilho.

Não te vejo mais, nem as flores,

Nem lenços brancos.

Saio de mim e mergulho novamente na paisagem.

Só quero apreciar a brandura e o amarelo ouro dos girassóis!

Evani Rocha

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