O meu caminho

Ismaél Wandalika: Poema ‘O meu caminho’

Soldado Wandalika
Soldado Wandalika
Imagem criada por IA do Bing - 13 de maio de 2025, às 08:34 PM
Imagem criada por IA do Bing – 13 de maio de 2025,
às 08:34 PM

Oh! O meu caminho
É marcado por solidão que invadem a vulva de fémures penetrantes
Perdas que se eternizam na fauna dos gritos abundantes
Nessa estrada pinto meus ritos com lágrimas cinzentas decorrentes

Ohhhhh!
Abrigo dos meus negros pensamentos
Dor que os sorrisos homenagearam nos olhos
Verdade que ultrapassa a compreensão dos magistrados
Dias tensos na garganta do poeta que come seus versos à mesa com os filhos…

Oh! No meu caminho
Uns entram outros saem
Fecho a porta para esvaziar a passagem
Noites longas iludem o guerreiro na carruagem.
Oh o meu caminho contém os vinhos que acolhem a vertigem.
Um embrião parido no matagal da miragem.

Caminho trilhado
Amor no prato
Vidas na lembrança dos atos
Um caminho vestindo o ninho escondido no peito
Há palavra nos passos de fortalecimento
Neste caminho vi a morte no colo
Chorei meus prantos no ápice do desespero
Amei amor dos prazeres à deriva
Nas esquinas desta vida fui poeta de meus ditos textos pretos

No horizonte me achei
Meus intentos benigno embriaguei
Meu coração em constantes passos perversos entreguei.
Perdi a essência da vida que sonhei
Desprendi tudo aquilo que um dia prezei
Caminho escuro como a noite na rua da lama
No meu caminho vivo à margem do tempo
Contemplo o peito do meu povo com telescópio
Sou um viajante do tempo no triciclo deste caminho!
Oh! Ora quente, ora crente
Ora fresco, ora gelo
Amor nos dias de fome, observo o enredo
O caminho cresce em instantes
Elevo-me na dimensão de meus ancestrais
Oh!
O meu caminho

Soldado Wandalika

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Entre Dores e Amores

Resenha do livro ‘Entre Dores e Amores. Poemas de uma garota em crise’, de Nicole Gennari Silva, pela Editora Novos Ases

Capa do livro "Entre dores e amores. Poemas de uma garota em crise", de Nicole Gennari Silva
Capa do livro ‘Entre Dores e Amores. Poemas de uma garota em crise’, de Nicole Gennari Silva

RESENHA

Este é um livro encantador, repleto de poemas profundos que exploram temas como o amor, a rejeição e questões emocionais delicadas.

Cada verso é uma expressão sincera e sensível, que nos convida a refletir sobre os aspectos mais íntimos da experiência humana.

Além disso, a obra se destaca pela sua diversidade linguística, apresentando poemas incríveis também em inglês e francês, o que evidencia a versatilidade da poetisa e sua capacidade de se comunicar com diferentes culturas e públicos.

Uma leitura envolvente e emocionante, que toca o coração de quem a acompanha.

Assista à resenha do canal @oqueli no YouTube

SINOPSE

Entre dores e amores apresenta a história de uma jovem corajosa, explorando os matizes emocionais e desafios da vida.

Este livro tece uma narrativa poética que destaca a força do eu lírico e sua busca por autenticidade através da expressão poética.

A diversidade de temas explorados, como autoexploração, superação e descoberta pessoal, contribui para a relevância e impacto dessa obra.

A presença marcada de simbolismos e imagens poéticas enriquece a profundidade da obra, que a destaca no cenário literário.

Nicole demonstra uma habilidade única em incorporar influências literárias diversas, posicionando-se de maneira inovadora no contexto dos movimentos poéticos atuais.

SOBRE O LIVRO

Nicole Gennari Silva iniciou sua carreira literária com ‘Entre Dores e Amores: Poemas de uma Garota em Crise’, um livro que expressa suas emoções após o fim de um relacionamento e um ciclo escolar difícil.

Ao compartilhar seus poemas no Instagram, recebeu apoio, o que a incentivou a publicar a obra.

Seu segundo livro, ‘Entre os Bailes do Amor’, é um romance de época que combina narrativa com música, criando uma experiência sensorial para o leitor.

Atualmente, trabalha em ‘Piruetas do Coração’, explorando a leveza e paixão através da dança e da emoção.

Para Nicole, escrever é uma forma de dar vida às suas ideias e tocar o coração dos leitores, unindo criatividade e alma em cada obra.

SOBRE A AUTORA

Nicole Gennari Silva, 19 anos, é natural de Campinas–SP, e atualmente cursa Engenharia Mecânica.

Imagem da autora Nicole Gennari Silva
Nicole Gennari Silva

Além de sua formação acadêmica, é apaixonada pela arte, compondo músicas publicadas no YouTube e buscando um nome artístico para consolidar sua identidade musical.

Como escritora, lançou seu primeiro livro, ‘Entre Dores e Amores: Poemas de uma Garota em Crise‘, está finalizando seu segundo romance, ‘Entre os Bailes do Amor’, uma obra de época que une sua paixão pela escrita e pela música, e também está escrevendo ‘Piruetas do Coração’.

Nicole se inspira na família, especialmente sua mãe, e tem grande amor por animais, especialmente cachorros.

Embora sua formação técnica em Engenharia Mecânica envolva desafios lógicos, ela consegue equilibrá-la com a sensibilidade artística.

Sua vida é movida pela busca de equilíbrio entre carreira, sonhos e paixões, e é marcada por determinação, criatividade e um espírito sonhador.

OBRA DA AUTORA

Livro Entre dores e amores. Poemas de uma garota em crise, de Nicole Gennari Silva pela Editora Novos Ases
Entre dores e amores

ONDE ENCONTRAR


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Resenhas da colunista Lee Oliveira




Parte de mim vai embora

Resenha do livro ‘Parte de mim vai embora’, de Alexandre Fonseca, pela Editora Suik

Capa do livro Parte de mim vai embora de Alexandre Fonseca, pela Editira Suilk
Parte de mim vai embora

RESENHA

Alexandre, ousadamente, começa este livro do fim.

Sim! ele começa com o fim do trabalho, do casamento e a morte do pai da protagonista Ota.

Mas, então, o que resta para nós leitores?

Uma narrativa excelente!

Este livro não veio nos falar de perdas e finais, e sim, de recomeço, redenção, autoestima, autoconhecimento e vida!!

A obra é avessa ao comum, mas traz muito mais do que imaginamos.

Um livro intenso, denso e dinâmico.

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SINOPSE

A vida de Luiz Otávio desabou em uma semana, perdendo o amor, o emprego e a família, mergulhando em um luto interior.

Em busca de reação, ele enfrenta os desafios de sua alma e questiona seu futuro.

Até que ponto podemos mudar nossa trajetória? O livre arbítrio se confronta com o
destino, enquanto ele busca respostas e descobre novos caminhos.

SOBRE A OBRA

Alexandre começou a publicar em 2012, aos 30 anos.

Este é o seu quinto livro solo.

Neste seu primeiro romance, o autor fala sobre luto, covid19 e resiliência.

Sua narrativa tem a intenção de subverter a ordem, pois a história começa do fim, e se desenrola com o objetivo de mostrar uma trajetória de resiliência e superação.

 Entre suas obras estão crônicas, poemas e poesias.

 Autodenomina-se inquieto, com gosto por experimentar o novo.

SOBRE O AUTOR

Imagem de Alexandre Fonseca
Alexanmdre Fonseca

Alexandre Pereira Fonseca tem 42 anos, é Assistente Social e PCD.

Marido de Helena, pai de Malu e um apaixonado por reflexões por meio da literatura.

Dentre todas as suas publicações há poesias e poemas, crônicas diversas e este, que é seu primeiro romance.

OBRAS DO AUTOR

Capa do livro 'Em queda livre' de Alexandre Fonseca
Em queda livre

Capa do livro 'A vida é mesmo agora' de Alexandre Fonseca
A vida é mesmo agora

Capa do livro 'Parte de mim vai embora', de Alexandre Fonseca
Parte de mim vai embora

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Todas as minhas mortes

Livraria da Vila do JK Iguatemi recebe Paula Klien para o lançamento do livro ‘Todas as minhas mortes’

Divulgação | Citadel Grupo Editorial
Divulgação | Citadel Grupo Editorial

Artista multidisciplinar, reconhecida internacionalmente, volta à cena com um romance autoficcional que provoca um inquietante pensar sobre a vida, amor e perdas

Paula Klien, artista plástica carioca, autora de importantes obras contemporâneas, lança um intenso romance inspirado nas próprias vivências: Todas as minhas mortes. O coquetel e sessão de autógrafos para celebrar este lançamento com amigos, familiares, celebridades e fãs acontece dia 24 de maio, sexta-feira, a partir das 19 horas, Livraria da Vila, localizada no shopping JK Iguatemi em São Paulo.

Com uma narrativa visceral que desafia pudores e mergulha na complexidade humana, a obra, publicada pela Citadel Grupo Editorial, retrata as muitas mortes que desenham o curso existencial da protagonista. Por meio dos relatos de Laví, abreviação de la vie ― ou vida em francês –, é possível acompanhar as dores que uma mulher enfrenta desde a infância até o pós-menopausa.  

Reconhecida internacionalmente por seus projetos multidisciplinares, Paula Klien utiliza técnicas ancestrais para criar artes e pinturas. Pioneira em criptoarte e NFT (token não fungível), as obras visuais da artista integram acervos de museus e importantes coleções, bagagem que ela agora incorpora à narrativa literária, que aborda temas como erotismo, sexo, paixão, amor, família, maternidade, cura e fé. 

Como fotógrafa, publicou os livros de retratos “Pessoas Me Interessam” (2010) e “It’s Raining Men” (2014), além de retratar uma ampla gama de modelos e personalidades no Brasil e no exterior. O portfólio de Paula contém o último retrato de Oscar Niemeyer, feito quando o arquiteto tinha 104 anos, e de personalidades como Alexandre Nero, Arduíno Colasanti, Cauã Reymond, Emílio Santiago, Grazi Massafera, Juliana Paes e Reynaldo Gianecchini.  

Lançamento – Todas as minhas mortes 

  • O que: coquetel de lançamento do livro “Todas as minhas mortes” 
  • Quando: 24 de maio (sexta-feira); 
  • Horário: a partir das 19h; 
  • Onde: Livraria da Vila; 
  • Endereço: Av. Juscelino Kubitschek, 2041, Loja 335/336 – Piso 2 – Itaim Bibi, São Paulo
  • Onde encontrar o livro: Amazon e principais livrarias do Brasil

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Que horas são?

COLUNA SAÚDE INTEGRAL

Joelson Mora: ‘Que horas são?’

Joelson Mora
Joelson Mora
“A esperança é uma força poderosa que impulsiona as pessoas a seguirem em frente”
Microsoft Bing. Imagem criada pelo Designer

A saúde integral é um conceito que vai além da ausência de doenças, envolvendo o bem-estar físico, emocional, social e espiritual. Neste contexto, surge o questionamento: que horas são? Este questionamento vai além do aspecto temporal, abordando a relação entre dor, perdas, a situação atual do Rio Grande do Sul no Brasil e a esperança.

A dor e as perdas são elementos inevitáveis na jornada da vida. No contexto da saúde integral, é essencial reconhecer e lidar com essas experiências de forma adequada. No Rio Grande do Sul, como em outras regiões do Brasil, a população enfrenta desafios relacionados à saúde física e emocional/mental, bem como questões socioeconômicas que podem amplificar o sofrimento.

No Brasil, no estado do Rio Grande do Sul enfrentamos desafios significativos em diversas áreas, incluindo saúde, economia e segurança. Os sistemas de saúde sobrecarregados, tornando difícil o acesso a serviços essenciais para a promoção da saúde integral. Além disso, questões como desemprego e desigualdade social podem impactar negativamente o bem-estar da população.

Apesar dos desafios, a esperança é uma força poderosa que impulsiona as pessoas a seguirem em frente, mesmo nos momentos mais difíceis e move pessoas na solidariedade. No Rio Grande do Sul, assim como em todo o Brasil, há exemplos inspiradores de resiliência e solidariedade que demonstram a capacidade de superação e transformação. Iniciativas de saúde emocional/mental e esforços para promover o bem-estar social são exemplos de como a esperança está sendo cultivada e nutrida.

A busca pela saúde integral é um processo contínuo que requer atenção aos diversos aspectos que compõem a experiência/existência humana. Em todo o mundo, é fundamental reconhecer a importância de enfrentar os desafios de frente, buscando soluções que promovam o bem-estar de todos. Ao olhar para o relógio da vida, é possível encontrar momentos de dor e perda, mas também de esperança e renovação. Que possamos cultivar a esperança e trabalhar juntos para construir um futuro mais saudável e justo para todos.

Joelson Mora

Contatos com o autor

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O fevereiro que eu não queria ter

Sandra Albuquerque: Poema ‘O fevereiro que eu não queria ter’

Sandra Albuquerque
Sandra Albuquerque
Helio Rubens de Arruda e Miranda
Helio Rubens de Arruda e Miranda
‘Pai’ do Jornal ROL e eterno Editor-Mor
São Paulo, 13/09/1942, Itapetininga, 07/02/2024

Parece outono
Estação fria e nostálgica
Estação da saudade
Mas não é.
É fevereiro
Porém…
Um fevereiro que eu não queria ter.
Eu queria que nunca chegasse.
Mas chegou.
Maktub
Estava escrito
Tudo tem um tempo
E por que agora seria diferente?
Em lugar de alegrias
As perdas ocuparam o pódio
Não foram poucas.
Mas a pior de todas
Foi você Helio Rubens, ter nos deixado.
Para mim, meu Pai literário
O amigo que me aceitou
Só lamento nunca tê-lo abraçado.
Porém, embora com tantos desencontros
Ao vivo e em cores
Virtualmente, você sempre estava lá.
E eu também.
Ah, saudade que sufoca o peito!
Vivo você sempre estará dentro de nós.
Mas a separação de corpos, dói.
Quando lembro, a lágrima quente escorre
Sem pedir licença
E o coração bate:
Sau da de…Sau da de!
Mas prefiro lembrar
De sua vibração
Sua força, sua garra
E sua presença de espírito
Eu não queria que fosse assim
Mas foi.
Você agora descansa
E nós precisamos
Arregaçar as mangas
Cuidar de seu filho ROL
Pois ficamos órfãos.
Mas somos muitos irmãos.
E assim as cortinas se fecham
Vá com Deus fevereiro.
Mas sempre vou lembrar de você.

Comendadora Poetisa Sandra Albuquerque

Contatos com a autora

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Reflexões diante da morte

Sergio Diniz: Crônica ‘Reflexões diante da morte’

Foto do Editor-Geral do ROL Sergio Diniz
Sergio Diniz

Hoje é 21 de setembro. O dia anterior do início da primavera. A manhã, porém, ainda é invernal, com grossas nuvens acinzentadas e um vento frio.

Estou no maior cemitério de minha cidade, acompanhando o enterro de um grande amigo (um verdadeiro pai!) de um amigo meu.

Conheci recentemente o falecido, tendo com ele um contato apenas momentâneo e, portanto, quando seus familiares e amigos olham para o rosto dele pela última vez, antes do sepultamento, as lágrimas que derramo não são minhas, porém, lágrimas alheias. Como não é minha a dor que assola meu coração. Ali, sofro solidariamente, lembrando o choro próprio que verti pelos muitos familiares, parentes e amigos que também já perdi.

A distância do relacionamento com aquele que está partindo permite-me, desta forma, distanciar-me do pesar que rodeia o ataúde. E essa separação leva-me a sentir sentimentos outros, aflorando outras reflexões.

Percebo, então, e plenamente, aquele ‘campo santo’. E vejo mais do que sepulturas desgastadas pelo tempo, restos de velas e flores secas. E ouço mais do que choros desconsolados.

O vento frio movimenta as folhas das árvores que margeiam o corredor principal e o seu farfalhar sugere um verde colóquio.

Fecho meus olhos e atento para a estranha conversa.  Sobre o quê palestram esses seres desprovidos de razão e de palavras? Estariam também solidários à dor reinante e o som das folhas seriam doloridos ais? Ou, aparentemente indiferentes, apenas celebrando a passagem do vento, qual mensageiro dos céus?

Em torno das árvores, andorinhas voluteiam num gracioso balé, como que regidas pelo vento. E esse delicado e inebriante balé parece ser-lhes todo o significado da existência.

Por entre os túmulos, alguns gatos ─ adotados por funcionários do cemitério ─ dormitam placidamente, embalados pelo som do vento.

Acima das preocupações humanas, as nuvens formam uma verdadeira cordilheira gasosa, agora entremeada de rasgos de uma paz infinitamente azul.

Um toque suave no ombro me traz de volta ao cenário terrestre. Quase que num sussurro, meu amigo, entre as últimas lágrimas, agradece minha presença.

Despeço-me dele com um demorado abraço (e lágrimas represadas) e começo a descer o corredor, rumo à saída.

Desço pelo longo corredor, sentindo o frio desta manhã ainda invernal, com grossas nuvens mescladas de cinza e azul.

Durante o trajeto, e mais uma vez diante da morte do corpo físico, reflito a respeito da efemeridade da vida terrena; a sensação de perda pela vida afora; a distância entre os dois mundos.

E, por um instante, sinto-me angustiado. Mas, a meia distância, sobre uma árvore, ouço o chamado de um bem-te-vi.

Bem-te-vi! Bem-te-vi!

Olho para o alto, procurando por aquele pássaro de peito amarelo e chamado insistente. E no galho onde ele se encontra, entre o verde das folhas, observo uma flor de cor muito intensa.

Bem-te-vi! Bem-te-vi! ─ ele repete.

E no seu chamado, de repente me lembro de que amanhã é 22 de setembro, o início da primavera, a Estação das Flores.

E uma nova floração de alegria enche meu peito, com a certeza de que é nesta efêmera passagem que, apesar das dores e das perdas, podemos deixar o nosso perfume no Jardim da Vida!

Sergio Diniz

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