Liberdade mente-me

Ella Dominici: ‘Liberdade mente-me’

Ella Dominici
Ella Dominici
Imagem criada por IA do Bing – 31 de julho de 2025,
às 17:23 PM

Liberdade mente-me.

Essa frase contém o abismo e a ironia de quem, ao desejar ser livre, percebe que a promessa da liberdade pode ser uma ilusão sedutora, uma quimera que queima as asas de quem voa em sua direção.    

      A liberdade, nesse paradoxo, torna-se uma entidade que mente ao nos prometer plenitude — e quando finalmente se apresenta, somos nós que não mais sabemos habitá-la.

     O céu não desce, nem sobe. Apenas paira — imóvel como um olhar que sabe demais. A manhã acorda com os ombros tensos, e ninguém ousa nomear o absurdo.  

     O silêncio mastiga a dúvida, e o homem, ao tentar mover-se, tropeça na própria lucidez. Tudo nele é consciência, e essa consciência pesa mais que a morte. Ele vive, sim. Mas cada passo é um protesto contra o chão.

     Ela caminhava como se arrastasse uma infância às costas. Os lençóis ainda tinham o cheiro das promessas não cumpridas. Ao lado, a pele do outro — morna, disponível — era uma ilha que ela não sabia habitar.

      A liberdade entrou pela janela e ficou parada no meio do quarto. Era tarde demais. Ela já havia aprendido a respirar sem ela.

     O sol invadia o quarto sem pedir licença. Ela não fechava as cortinas. Queria que a dor aprendesse a conviver com a luz. Mas a luz era cega e mostrava tudo: as rachaduras, os restos, as bonecas viradas para a parede. Ser livre era uma tarefa que exigia forças que ela havia doado a poemas. E os poemas? Amavam-na, mas não a salvavam.

     Ela tocava nas palavras como quem toca numa pedra quente: não para colher, mas para reconhecer o calor. Tudo em volta pulsava sem sentido, como se o mundo tivesse desaprendido a nascer. Ela queria mais que voar — queria dissolver-se no ar. Mas ao tentar, percebeu que o ar também sangra. E então, nomeou o indizível com o silêncio.

     As cartas, os cadernos, a máquina de escrever — hoje teclado — tudo a olhava como se exigisse confissão. Ela mentia com precisão.

     A liberdade era o disfarce da desistência. E ela, embora tão jovem, já sabia dançar com as perdas. Sabia que o tempo não cura: apenas reorganiza os escombros para parecer paisagem.

     Na escada, ninguém espera. A porta não se abre nem se fecha, apenas observa. Cada degrau range uma acusação sem língua. O homem carrega um nome que não lhe pertence.

     E a liberdade? É uma senha esquecida. Um papel dobrado no bolso que nunca se ousou virar. Ele anda, não por vontade, mas porque parar é admitir que foi engolido.

     A mente é um palco onde as cortinas nunca fecham. Sonhos desfilam nus, e medos gritam entre os bastidores. Ele fala consigo mesmo, mas escuta o mundo inteiro.

     A liberdade mora num crânio vazio, ecoando ideias que nunca se realizam. Há mais dor em pensar do que em sofrer. E mais prisão na dúvida do que na cela.

     Liberdade mente-me — com sua voz de vento e vestes de luz. Mas a luz também fere, e o vento não escolhe rota. Talvez sejamos apenas corpos tentando lembrar como se vive, depois da promessa não cumprida.

     Talvez liberdade seja esse espelho onde a alma não se reconhece mais.

Ella Dominici

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Meta – Linguagem

Resenha do livro ‘Meta – Linguagem’, de Lihra, pela Editora Uiclap

Capa do livro 'Meta: Linguagem', de Lihra, pela Editora Uiclap
Capa do livro ‘Meta: Linguagem’, de Lihra

RESENHA

Um livro repleto de sentimentos e dualidade.

O mundo gira entre amor e ódio, tristeza e felicidade, alegria e tristeza em cada caminho de nossa vida.

Um livro com poemas fortes, porém com palavras simples e fluidas.

Arrebatador!!

Amei!!

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SINOPSE

Da simplicidade das situações cotidianas aos mistérios da origem do universo; da profundidade dos sentimentos à superficialidade da matéria; de uma simples viagem de ônibus a uma excursão interplanetária; do mundo em que você vive para o mundo que vive dentro de você.

Essa é a proposta de Meta: Linguagem, livro que reúne 21 poesias sobre assuntos diversos, para rir, se emocionar e questionar a vida a partir da própria vivência.

SOBRE A OBRA

Sua primeira obra foi ‘Textos que eu Deveria ter Rasgado’, pela Editora Versiprosa.

Ela nos conta que este livro foi escrito em um momento muito difícil, em que tentava se curar de um relacionamento complicado que a deixou com dependência emocional.

Foi escrito em plena pandemia. Tem um significado importante para Lihra, mas não a define como escritora.

O Meta: Linguagem foi onde encontrou sua própria voz na poesia, já com uma escrita mais madura, com temas que se sente mais segura em falar. Nele, ela sente que responde à pergunta de “por que eu me tornei escritora?”.

Ele foi lançado de maneira independente na Uiclap, cuidando, ela mesma, de todo o processo.

Lihra compareceu a 27ª Bienal do Livro de São Paulo/2024, onde expôs este livro.

Está em fase de produção do terceiro livro, até então intitulado ‘Me Chame de Lola’, que será em fluxo de consciência e centrado numa personagem única, mais focado em autoconhecimento.


Esse livro foi nascendo a partir das perguntas que eu me fazia desde criança.

O título foi um jogo com as palavras, a meta como algo que se pretende alcançar, e como eu sou de Letras, a linguagem é esse “algo”.

Mas também “meta” é algo que está além de, então tem o mundo além da linguagem, que só se alcança através das próprias palavras (como a função metalinguística que usa o código pra explicar o código.

Então, assim como palavras explicam as palavras, só a vida explica a própria vida

Lihra


SOBRE A AUTORA

Lihra tem 25 anos, nasceu e cresceu no Rio de Janeiro.

Recentemente se mudou para São Paulo, para fazer o mestrado em Estudos Linguísticos.

Além de escritora, Lihra é bruxa e taróloga e sempre traz uma ponta da espiritualidade para seus textos.

Imagem de Lihra

Começou a escrever bem pequena, ainda no ensino fundamental, nas últimas páginas dos cadernos de escola, mas era como um diário.

Ela não entendia que toda sua escrita era arte, e demorou a assumir o papel de escritora enquanto identidade.

Meta: Linguagem foi uma resposta àquela criança que só queria entender o significado das coisas e o seu lugar no mundo das palavras.

Tem como sua maior inspiração Clarice Lispector, então traz bastante em seus poemas o fluxo de pensamento e a introspecção.

Lihra sempre foi muito curiosa, de forma geral, e sempre se perguntava o significado das coisas, da vida, dos sentimentos, e percebeu que escrevendo conseguia organizar as ideias.

Sempre se inspirou em situações cotidianas, um passeio de ônibus, eventos da natureza etc., mas sempre querendo dizer o que sentia em relação àquela coisa.

OBRAS DA AUTORA

capa do livro 'Textos que eu deveria ter rasgado' de Lihra
Textos que eu deveria ter rasgado

Capa do livro Meta: Linguagem
Meta: Linguagem

Capa do livro 'Me chame de Lola',de Lihra
Me chame de Lola

ONDE ENCONTRAR


Página Inicial

Resenhas da colunista Lee Oliveira




P.E.R.D.O.A.R E POEMAS DE MIM MESMO.

Resenha dos livros “P.E.R.D.O.A.R” e “Poemas de Mim Mesmo”, de J.H.Martins, pela Editora Uiclap.

Capa do livro P.E.R.D.O.A.R, de J.H.Martins, pela Editora Uiclap.

Capa do livro "poemas de mim mesmo" de J.H.Martins, pela Editora Uiclap

RESENHA

Dois livros fantásticos, distintos, porém com assuntos que conversam entre si.

De linguagem simples, P.E.R.D.O.A.R nos leva, em seu acróstico, a pensar sobre 8 tópicos que colaboram para o crescimento espiritual:

  • Perseverar
  • Empatia
  • Retribuição
  • Determinação
  • Otimismo
  • Altruísmo
  • Resiliência
  • Perdoar

Um livro que, em cada capítulo, nos faz viajar no mais profundo de nós mesmos, na busca do crescimento espiritual.

“Poemas de Mim Mesmo” é uma obra poética muito leve e profunda.

Estes poemas seguem a temática do livro, com assuntos sérios e transformados em poemas delicados e maravilhosos.

Uma obra que, de uma certa forma, complementa o livro P.E.R.D.O.A.R .

E pode ser lido durante a leitura de P.E.R.D.O.A.R, antes dela, ou até mesmo depois.

Não importa!

O importante é que você leia estes livros que são lindíssimos e engrandecem nosso espirito, seja pelo caminho que leva ao crescimento ou pelos poemas que afagam nossa alma.

São livros lindos!!

Super recomendo!

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SOBRE AS OBRAS

J. H. Martins nos conta que já havia há muito tempo o desejo de escrever um livro sobre a temática de P.E.R.D.O.A.R.

Trazendo para este livro toda sua experiência de vida, J.H.Martins não coloca nele fatores religiosos ou filosóficos.

Apenas nos leva a uma profunda reflexão sobre cada tópico de forma simples e descomplicada, levando-nos ao mais profundo de nós mesmos, para que possamos encontrar nosso caminho para o desenvolvimento espiritual.

Durante a escrita do livro P.E.R.D.O.A.R, houve momentos de pausa, em que o autor precisava para descansar a escrita.

Nesses momentos, ele escrevia poesias.

E estas poesias vinham carregadas da temática do livro que ele estava escrevendo.

Surgiram poemas com temática importante e de delicadeza ímpar.

Após o termino do livro P.E.R.D.O.A.R, o autor resolveu incorporar estes poemas aos que ele já havia escrito, nascendo assim “Poemas de mim mesmo”.

SINOPSE DO LIVRO “P.E.R.D.O.A.R”

P.E.R.D.O.A.R., em síntese, é um caminho na busca da evolução espiritual e a elevação da consciência humana.

A transformação para se tornar um ser humano melhor através de um processo contínuo de crescimento pessoal e desenvolvimento visando melhorar aspectos da sua personalidade, comportamento e valores para se transformar em uma pessoa mais compassiva, ética, responsável e realizada.

P.E.R.D.O.A.R. apresenta as oito áreas a serem consideradas durante esse processo de evolução espiritual. Lembre-se de que essa transformação é um processo único e pessoal, e não há um caminho único que funcione para todos.

É importante acomodar essas áreas às suas próprias circunstâncias e objetivos pessoais.

A jornada de autoconhecimento pode ser desafiadora, mas também pode ser incrivelmente gratificante à medida que você se torna uma versão mais autêntica e melhorada de si mesmo.

Diferente de tudo que você já leu, J.H.Martins nos proporciona uma busca maravilhosa e delicada no caminho da espiritualidade.

Um livro leve, simples e muito inspirador.

SINOPSE DO LIVRO “POEMAS DE MIM MESMO”

Em um mundo conturbado, cheio de muitas inconsistências , um sopro de alívio em forma de poemas, pode nos encher de ânimo e esperança.

Aplaque as dores, reforce sua esperança e entenda que, à vezes, a única forma de descansar é se refugiar em um cantinho, ler uma bela poesia e se deixar levar nas asas da imaginação.

Viaje nestes versos e descanse sua alma.

SOBRE O AUTOR

J. H. Martins, natural do Rio de Janeiro/RJ, 60 anos, é filho de portugueses, casado, e tem três filhos e dois netos.

Foto do escritor J.H.Martins, autor das obras "P.E.R.D.O.A.R' e "Poemas de Mim Mesmo", pela Editora Uiclap.

Pós-graduado em engenharia de software, trabalha como consultor da Tecnologia da Informação.

Editor Setorial de Tecnologia e colunista do Jornal Cultural Rol.

Lançou sua primeira obra em 2022. O romance, Nath: A Jornada do Despertar é um livro voltado para o público adolescente.

É o primeiro da trilogia.

Após o lançamento do primeiro livro, vieram várias conquistas rapidamente.

POSSES ACADÊMICAS
FEBACLA-Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes – Niterói-RJ-Brasil;
AIAP-Academia Intercontinental de Artistas e Poetas – Curitiba-PR-Brasil;
AILB-Academia Internacional de Literatura Brasileira – Nova York-EUA;
NALAP-Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal – Leiria-Portugal;
OMDDH-Organização Mundial dos Defensores dos Direitos Humanos – Nova Iguaçu–RJ-Brasil;
AIEB-Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – Sorocaba-SP-Brasil;
ABARS-Academia de Belas de Artes do Rio Grande do Sul – Porto Alegre-RS-Brasil;

Outorga de Comendas
Brava Gente Brasileira – Brasil;
Láurea Acadêmica Qualidade Ouro – Brasil;
Ativista da Cultura Nacional – Brasil;
Mérito Literário Gonçalves Dias – Brasil;
Sete Maravilhas do Mundo Moderno – brasil;
Pablo Neruda – Chile;

Títulos outorgados
Doutor Honoris Causa em Literatura do Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos;
Destaque Cultural 2022;
Mérito Nacional da Cultura Brasileira “Tributo à Memória de Ruy Barbosa pelo dia do seu Nascimento”;
Destaque Social 2022;
Embaixador da Paz;
Homenagens
Medalha Comemorativa Alusiva ao Bicentenário da Independência do Brasil;
O Prato Dourado, em Homenagem Alusiva ao Bicentenário da Independência do Brasil;
10 anos da FEBACLA – Medalha;

Coautor de Antologias
100 anos da Semana de Arte Moderna;
Tributo aos Grandes Nomes da literatura Universal;
Um Brinde de Natal;
Rimas – Versos em Bardos;
1º Prêmio Fanzine de Literatura-2022;
Fanzine: Poesias de Outono;
Fanzine: Suscita tua Poesia Intrínseca;

Premiações Literárias
1º lugar no prêmio 20 Destaques Literários, na categoria Romance, com o livro Nath: A Jornada do Despertar;
TOP 10 da Influencer @CEMLIVROS. O livro Nath: A Jornada do Despertar, ficou em 8º lugar entre 103 livros lidos e avaliados pela influencer Natália Balbina (@cemlivros) ;
4º lugar no Prêmio Fanzine de Literatura com sua poesia “Solidão não desejada”;
Prêmio Caneta de ouro, como destaque literário do ano de 2022, da FEBACLA;
Concurso “Desafio Poético” da Revista The Bard, edição de novembro e dezembro de 2022, onde o escritor participou com o poema “Perfeitamente Minha”, conquistando o 3º lugar;
3º lugar no prêmio 20 Destaques Literários, 2ª edição-2023, na categoria destaque Poesia, com a poesia Resiliência;
Prêmio Prize of Arts – London International Prize of Arts, da Associação Internacional de Escritores e Artistas em Londres;
Prêmio Carioca de Excelência Literária;
Prêmio Luso-Brasileiro de Literatura – Portugal

Atualidades Literárias
O autor ainda está trabalhando em mais um livro.
Este livro (ainda sem título) conta histórias da vida do autor pelo prisma de um jornalista.

OBRAS DO AUTOR

Capa do livro "Nath, a jornada do despertar", de J.H.Martins pela Editora Uiclap.

Capa do livro "Fragmentos, pedaços de mim", de J.H.Martins pela Editora Uiclap

Capa do livro "P.E.R.D.O.A.R", de J.H.Martins, pela Editora Uiclap

Capa do livro "Poemas de Mim Mesmo" de J.H.Martins, pela Ediotora Uiclap.

Onde encontrar

P.E.R.D.O.A.R

POEMAS DE MIM MESMO


Resenhas da colunista Lee Oliveira




Escritor denuncia uso de religião para disseminar discurso de ódio em livro de poemas

‘O poeta toma a pólis’ exalta todas as formas de amor, em alinhamento à comunidade LGBTQIA+ e sua permanente luta

Capa do livro 'O poeta toma a pólis', de Teofilo Tostes Daniel - Ed. Patuá
Capa do livro ‘O poeta toma a pólis’, de Teofilo Tostes Daniel – Ed. Patuá

Em 10 de julho, a Justiça determinou a retirada das redes sociais de um vídeo com conteúdo discriminatório contra a população LGBTQIA+, que incitava a violência física contra esse grupo, proferido por um pastor nacionalmente conhecido durante um culto transmitido pela internet. A Justiça entendeu, em sua decisão, que o que se via na pregação divulgada nas redes sociais ultrapassava em muito a liberdade religiosa e de expressão.

Em poemas de seu livro recém-lançado, ‘O poeta toma a pólis‘ (Editora Patuá), o poeta e escritor Teofilo Tostes Daniel aborda o uso da religião como escudo para quem dissemina discursos de ódio. No poema que encerra a primeira parte do livro, intitulado “Se eu acreditasse num deus”, o autor fala da incapacidade de crer num Deus “que é menos capaz / de acolher o múltiplo e o diverso / do que a própria humanidade”, afirmando por fim que se fosse tocado pela graça de crer, sua divindade seria “mais amor // do que o amor condicional / dos deuses / em que jamais fui capaz de crer”.

Mais adiante no livro, o tema dos usos da crença é abordado em poemas como “Inverdades não digo”, no qual Teofilo versifica “O contrário do sagrado / não é o profano, / mas a ignomínia // cometida em nome da faca amolada / que é a fé / cega”. E volta com força no último poema do livro. Espelhado na estrutura da oração do “Pai nosso”, o poeta faz uma oração à incerteza, pedindo aos deuses e às deusas de todas as crenças que “santifiquem minhas dúvidas, / e multipliquem em meus olhos / perguntas e questionamentos”.

Em contraponto ao discurso dogmático que cria condenações, ‘O poeta toma a pólis’ exalta a necessidade da exaltação do amor em todas as formas, aliando-se à tão atacada comunidade LGBTQIA+. Esse tema está presente já no poema de abertura do livro, intitulado “É urgente espalhar amor”, que chama a atenção para o fato de que “são tempos miseráveis / aqueles em que o amor / é motivo de escândalo e perplexidade, / e o ódio, / aplaudido de pé, / se alastra como uma praga / na boca e nas mãos de tantos / e na morte e no massacre / de quem ousa ser, / mesmo que involuntariamente, // o Outro.”

Num momento histórico repleto de desafios e urgências, após uma pandemia planetária de consequências catastróficas – em especial no nosso país – e com a humanidade tentando adiar o fim do mundo, por que a poesia ainda importa?

É a partir dessa pergunta central que nasce ‘O poeta toma a pólis’, obra em que a poesia ocupa um lugar de resistência e testemunho, além de servir de matéria essencial para sonhar um mundo onde a diversidade humana é celebrada.

Sobre o autor

Teofilo Tostes Daniel

Teofilo Tostes Daniel, nascido em 1979, é autor de ‘O poeta toma a pólis’ (Patuá, 2023), ‘Trítonos – intervalos do delírio’ (Patuá, 2015) e ‘Poemas para  serem encenados’ (Casa do Novo Autor, 2008).

Tem ainda contos, poemas e artigos publicados em coletâneas, revistas literárias e culturais.

É formado em Produção Editorial pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e vive em São Paulo desde 2006, onde trabalha como analista de comunicação social do Ministério Público Federal.

Faz ensaios abertos com palavras em http://teofilotostes.wordpress.com/.

Voltar: http://www.jornalrol.com.br




[POESIA & AMOR(ES)] Escritor denuncia uso de religião para disseminar discurso de ódio em livro de poemas

‘O poeta toma a pólis’ exalta todas as formas de amor, em alinhamento à comunidade LGBTQIA+ e sua permanente luta

O Poeta toma a Pólis
Teofilo Tostes Daniel
Editora Patuá

Em 10 de julho, a Justiça determinou a retirada das redes sociais de um vídeo com conteúdo discriminatório contra a população LGBTQIA+, que incitava a violência física contra esse grupo, proferido por um pastor nacionalmente conhecido durante um culto transmitido pela internet.

A Justiça entendeu, em sua decisão, que o que se via na pregação divulgada nas redes sociais ultrapassava em muito a liberdade religiosa e de expressão.

Em poemas de seu livro recém-lançado, “O poeta toma a pólis” (Editora Patuá), o poeta e escritor Teofilo Tostes Daniel aborda o uso da religião como escudo para quem dissemina discursos de ódio.

No poema que encerra a primeira parte do livro, intitulado “Se eu acreditasse num deus”, o autor fala da incapacidade de crer num Deus “que é menos capaz / de acolher o múltiplo e o diverso / do que a própria humanidade”, afirmando por fim que se fosse tocado pela graça de crer, sua divindade seria “mais amor // do que o amor condicional / dos deuses / em que jamais fui capaz de crer”.

Mais adiante no livro, o tema dos usos da crença é abordado em poemas como “Inverdades não digo”, no qual Teofilo versifica “O contrário do sagrado / não é o profano, / mas a ignomínia // cometida em nome da faca amolada / que é a fé / cega”. E volta com força no último poema do livro.

Espelhado na estrutura da oração do “Pai nosso”, o poeta faz uma oração à incerteza, pedindo aos deuses e às deusas de todas as crenças que “santifiquem minhas dúvidas, / e multipliquem em meus olhos / perguntas e questionamentos”.

Em contraponto ao discurso dogmático que cria condenações, “O poeta toma a pólis” exalta a necessidade da exaltação do amor em todas as formas, aliando-se à tão atacada comunidade LGBTQIA+.

Esse tema está presente já no poema de abertura do livro, intitulado “É urgente espalhar amor”, que chama a atenção para o fato de que “são tempos miseráveis / aqueles em que o amor / é motivo de escândalo e perplexidade, / e o ódio, / aplaudido de pé, / se alastra como uma praga / na boca e nas mãos de tantos / e na morte e no massacre / de quem ousa ser, / mesmo que involuntariamente, // o Outro.”

Num momento histórico repleto de desafios e urgências, após uma pandemia planetária de consequências catastróficas – em especial no nosso país – e com a humanidade tentando adiar o fim do mundo, por que a poesia ainda importa?

É a partir dessa pergunta central que nasce “O poeta toma a pólis”, obra em que a poesia ocupa um lugar de resistência e testemunho, além de servir de matéria essencial para sonhar um mundo onde a diversidade humana é celebrada.

SOBRE O AUTOR

Teofilo Tostes Daniel, nascido em 1979, é autor de “O poeta toma a pólis” (Patuá, 2023), “Trítonos – intervalos do delírio” (Patuá, 2015) e “Poemas para  serem encenados” (Casa do Novo Autor, 2008). Tem ainda contos, poemas e artigos publicados em coletâneas, revistas literárias e culturais. É formado em Produção Editorial pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e vive em São Paulo desde 2006, onde trabalha como analista de comunicação social do Ministério Público Federal. Faz ensaios abertos com palavras em http://teofilotostes.wordpress.com/.

SERVIÇO:

Livro: O poeta toma a pólis

Autor: Teofilo Tostes (@teofilotostes)

Editora: Patuá

Páginas: 136

Preço: R$ 45,00

Adquira o livro em: https://www.editorapatua.com.br/o-poeta-toma-a-polis-poemas-de-teofilo-tostes-daniel/p

Para entrevistas e mais informações:

Marcelo Boero

(11) 99603-2034

marcelo@aspasevirgulas.com.br

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INTIMIDADE é o primeiro livro de poemas de Eliana Hoenhe Pereira

feminismo, a liberdade, paixões, fantasias e amor ressaltam-se na estreia em versos de Eliana Hoenhe Pereira

A escritora, poetisa, psicóloga e psicopedagoga Eliana Hoenhe Pereira lança seu primeiro livro de poemas, Intimidade, pela Editora Lux.

Prefaciado pelo escritor, professor, mestre e doutor em letras pela FFLCH-USP Robson Hasmann, as 83 páginas do livro, segundo a autora, retratam suas experiências e vivências ao longo da vida e ressaltam o feminismo, a liberdade, paixões, fantasias e amor de uma forma simples e gostosa de ler, convidando os leitores à reflexão e, por isso, de grande utilidade na vida de muitas pessoas, em especial das mulheres.

O lançamento, de forma presencial, ocorrerá no dia 04 de março, às 20h, no Rotary Club Cruzeiro Mantiqueira, na sede da Casa da Amizade (Av. Marrey Junior, 347 – Vila Ana Rosa – Cruzeiro/SP).

Eliana escolheu essa data na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher (08 de março),  segundo ela, que marca a importância da mulher na sociedade e a  luta pelos seus direitos.

O livro estará brevemente à venda  nas plataformas do Marktplace: Amazon B2W Americanas Submarino,  Shop Time e  pelo WhatsApp (12) 9 9183-1571.

O preço do exemplar será de R$35,00, e a totalidade da venda será revertida à Fundação Rotária, em prol dos projetos sociais da comunidade..

A autora

Eliana Hoenhe Pereira é natural de Cruzeiro/SP. É Formada em Magistério pela antiga Escola Normal de Cruzeiro. Estudou psicologia na Faculdade Salesiana de Lorena/SP. Pós-graduada em Psicopedagogia, Terapia familiar. Curso de extensão em Dependência química e álcool. Título de especialista em Psicologia clínica, concedido pelo CRP. Trabalhou como psicóloga do CEMTE (Centro Educacional Municipal Terapêutico Especializado) Madre Cecília de Taubaté – SP de 1984 a 2014. Atuou como Psicóloga, coordenadora do núcleo ‘Autismo’ e, nesse universo, participou de vários cursos e congressos. Responsável técnica da clínica ‘Performance’; Assistência psicológica e psicopedagógica a familiares de funcionários da Volkswagen de Taubaté – SP de 1984 a 2013. Escritora, poetisa e contista da ALAC (Academia de Letras e Artes de Cruzeiro). Autora dos livros: O peixinho X Editora Scortecci, 1989); Flora por que comigo? e Em paz com o passado. Projeto: Escritoras Revisionistas, representantes do Vale do Paraíba e região nos eventos literários. Tendo participado da Feira de São Bento do Sapucaí, Passa Quatro, Cruzeiro, Cachoeira Paulista e Resende. Defende a Causa no Combate à Violência contra a Mulher. É vice-presidente do CMM (Conselho Municipal dos Direitos da Mulher) Cruzeiro – SP. Presidente Do Rotary Club de Cruzeiro, de 2019 a 2020.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 




Abertas as inscrições para o concurso da 20ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto

As inscrições foram prorrogadas até o dia 31 de maio de 2020

Informações:
a) Aberto a autores do Brasil
b) Nacional Adulto – Crônicas / Regional Estudantil – Contos e Poemas

Prazo: Prorrogadas até 31 de maio de 2020 (regulamento atualizado)

Organização:
Academia Ribeirãopretana de Letras
Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto

Contato – Mais informações e Dúvidas:
(16) 3911-1050

Regulamento:
https://fundacaodolivroeleiturarp.com/feira-do-livro/20a-feira-do-livro/concurso-literario-2020/

https://fundacaodolivroeleiturarp.com/feira-do-livro/20a-feira-do-livro/concurso-literario-2020/regulamento-concurso-literario-2020/