Patrimônio vivo da literatura brasileira

Shirley Ferro, Poetisa da Luz, celebra uma trajetória de literatura, reconhecimento e representatividade

Imagem comemorativa com o título "UMA HONRARIA À LITERATURA BRASILEIRA", de tom dourado e vinho. À direita, destaca-se uma mulher sorridente com cabelos escuros pelos ombros, vestindo uma túnica ou vestido de tom bordo/vinho com bordados dourados no peito e nos punhos. 
À esquerda, sobre o fundo, lê-se em destaque: "SHIRLEY FERRO" 
"POETISA DA LUZ" "PATRIMÔNIO VIVO DA LITERATURA BRASILEIRA"
"Homenageada por sua trajetória dedicada à poesia, à literatura e à inclusão." Abaixo deste texto, há um quadro dourado que emoldura um documento oficial da "Brazilian Christian Leadership Convention".

Na parte inferior da imagem, sob a palavra "GRATIDÃO", encontra-se um texto de agradecimento à UPF (União das Famílias pela Paz Mundial), à ONU, à BCLC, à Prefeitura e Secretaria de Educação de Osasco, ao CEFOR, ao Pr. Carlos Eduardo Gonçalves, ao Secretário José Toste Borges e a todas as autoridades envolvidas.
Imagem comemorativa com o título “Uma Honraria à Literatura Brasileira” em homenagem à escritora e poetisa Shirley Ferro

No dia 6 de novembro de 2026, a Câmara Municipal de Osasco abre suas portas para homenagear uma das vozes atuantes da literatura contemporânea: a escritora e poetisa Shirley Ferro, conhecida como Poetisa da Luz.

A solenidade marcará um momento especial em sua trajetória literária: Shirley Ferro será condecorada com o título de Patrimônio Vivo da Literatura Brasileira, reconhecimento que simboliza a valorização de sua contribuição à cultura, à literatura e à preservação da memória poética.

Mais do que uma homenagem, a distinção representa, para a escritora, o encontro entre uma vida dedicada às palavras e o reconhecimento institucional de uma caminhada construída com poesia, inclusão, espiritualidade, sensibilidade e compromisso com a cultura.

Uma trajetória que se transformou em poesia

A história de Shirley Ferro com a literatura começou ainda na infância. Aos 12 anos, descobriu nos versos uma forma de expressar sentimentos, sonhos e experiências.

Depois de décadas dedicadas à área de contabilidade e auditoria, a escritora retomou com intensidade seu antigo sonho literário. Desde então, sua produção ganhou espaço em livros, antologias, saraus, eventos culturais e projetos voltados à valorização da poesia.

Hoje, Shirley reúne sete livros solo, e sua Biografia lançada na 29ª Bienal de SP um em parceria com a escritora; Dra. Maria Suely Farias Cunha, única Obra Brasileira em Biografia em Poesias, além de participação em dezenas de antologias nacionais e internacionais, levando sua poesia para diferentes espaços e públicos.

Sua obra também encontrou na inclusão uma de suas mais importantes bandeiras.

O livro “A Essência Não Tem Deficiência” tornou-se uma das marcas de sua atuação literária e cultural, alcançando reconhecimento em diferentes países e reforçando uma mensagem que atravessa sua obra: a literatura pode acolher, aproximar e transformar.

Shirley Ferro – Poetisa da Luz

Card do Prêmio Destaques Litrerários AILB 2026
Card do Prêmio Destaques Litrerários AILB 2026

Escritora • Poetisa • Compositora • Agente Cultural

Uma trajetória construída com poesia.

Uma obra marcada pela inclusão.

Uma vida transformada em literatura.

2026: Um ano de consagração literária

A brilhante trajetória literária de Shirley Ferro, Poetisa da Luz, continua a receber novos capítulos de reconhecimento.

Em novembro, a escritora dará mais um passo de grande significado em sua caminhada: tornar-se-á imortal da Academia William Shakespeare, passando a ocupar a Cadeira nº 37, cujo Patrono é o escritor Graciliano Ramos.

A solenidade de posse está marcada para 14 de novembro de 2026, às 19h, na Catedral Nossa Senhora do Líbano, localizada na Rua Tamandaré, 355, no bairro da Liberdade, em São Paulo.

A escolha para integrar a Academia representa mais um reconhecimento à trajetória de Shirley Ferro e à sua atuação no cenário literário e cultural.

Uma agenda marcada por grandes homenagens

O calendário de 2026 reserva ainda outras importantes celebrações.

No dia 26 de outubro, Shirley Ferro receberá o Prêmio de Embaixadora Cultural, concedido pelo Movimento Poético Nacional, em solenidade que acontecerá no Círculo Militar de São Paulo.

Poucos dias depois, em 10 de novembro, a escritora será novamente homenageada na Câmara Municipal de São Paulo, onde receberá o Prêmio Comunicação e Destaque na Área Literária 2026, reconhecimento que evidencia sua presença e atuação no universo das letras e da cultura.

E antes de todas essas celebrações, no dia 9 de outubro de 2026, Shirley Ferro participará, como convidada de honra, do VIII Encontro Mundial de Literatura Brasileira, ampliando ainda mais sua presença em um cenário de encontro entre escritores, poetas e representantes da literatura.

Um calendário que conta uma história

Card da Academia Willam Shakespeare, com a imagem de Shirley Ferro, a Poesia da Luz
Card da Academia Willam Shakespeare, com a imagem de Shirley Ferro, a Poesia da Luz

Em poucos meses, uma sequência de acontecimentos colocará a trajetória da Poetisa da Luz em evidência:

09/10/2026

VIII Encontro Mundial de Literatura Brasileira

Convidada de honra

20/10/2026

50 anos do Movimento Poético Nacional

Ano histórico de celebração da instituição

26/10/2026

Prêmio Embaixadora Cultural

Movimento Poético Nacional — Círculo Militar de São Paulo

06/11/2026

Patrimônio Vivo da Literatura Brasileira

Câmara Municipal de Osasco

10/11/2026

Prêmio Comunicação e Destaque na Área Literária 2026

Câmara Municipal de São Paulo

14/11/2026

Posse como Imortal da Academia William Shakespeare

Cadeira nº 37 — Patrono Graciliano Ramos

Uma mulher, muitas páginas de uma mesma história

A sequência de homenagens revela um momento singular na trajetória de Shirley Ferro.

Cada título, prêmio ou convite representa uma página diferente de uma história que começou ainda na infância, quando a menina que escrevia versos aos 12 anos descobriu que a poesia seria muito mais do que uma paixão: seria sua forma de expressão, sua missão cultural e parte essencial de sua identidade.

Hoje, aos 67 anos, a Poetisa da Luz reúne livros, prêmios, títulos, participações nacionais e internacionais e uma atuação permanente na promoção da literatura e da cultura.

Seu percurso também demonstra que uma trajetória literária não se constrói apenas pela publicação de livros, mas pela capacidade de permanecer presente, criar, participar, representar e abrir caminhos para que a poesia continue viva.

E 2026 chega como um ano particularmente simbólico.

Um ano de portas que se abrem.

De instituições que reconhecem.

De novos títulos que chegam.

De encontros que aproximam escritores.

De uma história que continua sendo escrita.

Porque, para Shirley Ferro, a literatura não é apenas aquilo que está escrito nos livros. É aquilo que permanece na memória de quem lê, de quem sente e de quem acredita que uma palavra pode transformar uma vida.

Voltar

Facebook




Vanessa Rosa da Paz

Vanessa Rosa da Paz faz do cotidiano território literário, onde poesia, crônica, humor, sensibilidade e inquietação revelam a beleza escondida nas coisas aparentemente simples

Vanessa Rosa da Paz
Vanessa Rosa da Paz

A vida cotidiana, com suas pequenas alegrias, contradições, incômodos e esperanças, é o espaço escolhido por Vanessa Rosa da Paz para encontrar inspiração.

Conhecida também como Mangaba, a autora mineira transita entre a poesia e a crônica em uma escrita marcada por seu olhar particular sobre a vida.

Natural de Betim, Minas Gerais, Vanessa tem 55 anos e é formada em Pedagogia pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com pós-graduação em Psicopedagogia, Alfabetização e Letramento.

A relação com as palavras, portanto, atravessa tanto sua formação quanto sua atuação como escritora.

Apaixonada pelas letras e pela vida, ela é autora de dois livros: Mangaba Delirante, obra de poesias, e Flor de Lírio, coletânea de crônicas.

Da poesia para a crônica

Em Mangaba Delirante, Vanessa encontra na poesia um espaço para expressar o universo de Mangaba e seu modo muito próprio de observar e interpretar aquilo que está ao redor.

Já em Flor de Lírio, esse olhar ganha continuidade por meio das crônicas.

O cotidiano torna-se matéria para uma escrita que pode ser bem-humorada e, em alguns momentos, ácida, sem abandonar a poesia e a esperança.

A mudança de gênero literário permite que a autora explore outras possibilidades da palavra.

Se em Mangaba Delirante a expressão acontece pela poesia, em Flor de Lírio são as situações e percepções do dia a dia que encontram espaço na crônica.

Nas duas obras permanece Mangaba, identidade que acompanha a produção de Vanessa e dá liberdade para que seu olhar passe pelo humor, pela sensibilidade, pela inquietação e pelas diferentes maneiras de perceber a vida.

Literatura feita do que está ao redor

Transformar o cotidiano em literatura também significa prestar atenção naquilo que muitas vezes passa despercebido.

Um sentimento, uma lembrança, uma situação inesperada ou simplesmente outra maneira de enxergar algo conhecido podem se tornar ponto de partida para a escrita.

É desse território tão próximo que Vanessa Rosa da Paz retira parte de sua inspiração.

Entre os versos de Mangaba Delirante e as crônicas de Flor de Lírio, a autora constrói seu espaço literário experimentando diferentes formas de expressão e mantendo como fio condutor seu interesse pelas letras e pela vida.

Com duas obras publicadas e dois gêneros diferentes em sua trajetória, Mangaba segue fazendo justamente aquilo que a literatura permite tão bem: transformar em palavras a maneira particular de cada pessoa enxergar o mundo.

REDE SOCIAL DA AUTORA

COLETÂNEA DE CRÔNICAS: FLOR DE LÍRIO

SINOPSE

A vida é feita de encontros e despedidas, afetos e conflitos, lembranças, silêncios, risos e inquietações.

Em Coletânea de Crônicas – Flor de Lírio, Mangaba percorre esse universo com um olhar sensível, crítico e profundamente humano.

A vida é feita de encontros e despedidas, afetos e conflitos, lembranças, silêncios, risos e inquietações.

Em Coletânea de Crônicas – Flor de Lírio, Mangaba percorre esse universo com um olhar sensível, crítico e profundamente humano.

Ao longo destas páginas, o leitor encontrará crônicas inspiradas no cotidiano, reflexões sobre a existência, narrativas que exploram as complexidades das relações familiares e textos em que o humor surge como forma de revelar as contradições da vida.

Algumas histórias acolhem; outras provocam. Algumas emocionam; outras convidam ao debate.

Com uma escrita que combina delicadeza, ironia e profundidade, Mangaba transforma experiências comuns em literatura, sem fugir das dores, dos desencontros e das verdades que muitas vezes preferimos silenciar.

Cada crônica é um convite à reflexão.

Seja diante da beleza de um instante simples, da inquietação provocada por um conflito familiar ou de uma situação bem-humorada do cotidiano, o leitor é levado a revisitar suas próprias memórias, crenças e experiências.

Flor de Lírio é uma obra para quem acredita que a boa crônica não apenas retrata a vida, mas também a questiona.

Um livro que alterna leveza e intensidade, emoção e crítica, sempre guiado pelo desejo de compreender a complexidade da condição humana.

Assista a resenha do canal @o.que.li no YouTube.

Mangaba Delirante – Poesias – : Poesias que nascem da alma e do chão

SINOPSE

Mangaba Delirante – Poesias – é uma coletânea de poemas que percorre a memória, a fé, a dor, a infância, a perda e o reencontro.

Em versos livres, Mangaba Delirante faz da palavra um espaço de liberdade, onde a norma cede lugar à emoção, à metáfora e à força da linguagem.

A obra dialoga com a tradição modernista brasileira, com referências à literatura, à música, e à espiritualidade, sem abrir mão de uma voz própria.

Entre o sertão e a cidade, a lama e a esperança, o anonimato e o pertencimento, cada poema convida o leitor a enxergar o extraordinário nas experiências mais comuns.

Não é um livro de respostas prontas. É um livro de encontros: com o pai, com a infância, com os que sofrem, com os esquecidos, com a arte e consigo mesmo.

É um convite para ler devagar, sentir profundamente e descobrir que, muitas vezes, a poesia não explica a vida – apenas a ilumina.

OBRAS DO AUTOR

Flor de Lírio
Flor de Lírio

Mangaba Delirante
Mangaba delirante

ONDE ENCONTRAR


Página Inicial

Resenhas da colunista Lee Oliveira




Da Palestina ao ROL, Mona Al-Assi!

As letras de Mona Al-Assi exaltam o amor à terra, a resistência, a identidade e a memória da Palestina, a Senhora das Terras, a Mãe dos Começos e dos Fins, o Paraíso Perdido!

Mona Al-Assi

Mona Al-Assi, nascida no Campo de Yarmouk, em Damasco, e radicada em Lausanne, na Suíça, é poeta, jornalista e profissional da área de mídia palestina. Sua atuação e extensa trajetória abrangem o jornalismo cultural, a produção radiofônica, a realização de documentários e projetos artísticos multidisciplinares.

Trajetória literária

Sua poesia foi traduzida para o francês, inglês, alemão, italiano, espanhol e outros idiomas, e apresentada em festivais literários internacionais, leituras de poesia, eventos culturais e projetos artísticos na Suíça, em diversos países europeus e em outros continentes.

Entre seus livros e trabalhos literários estão Training in Barking e How to Raise a Window, coletâneas de poesia, além de Maqām al-Nāb, livro em prosa atualmente em processo de elaboração.

Entre suas antologias e publicações selecionadas estão Analectes de poésie mondiale (Antologia da Poesia Mundial), em francês, que reúne 188 poetas de diferentes partes do mundo, e Exile Named Homeland, antologia búlgara que apresenta trabalhos de 39 poetas palestinas.

Em voos literários cada vez mais altos, recentemente Mona recebeu o Prêmio da Paz em Poesia no Festival Internacional de Poesia de Naoussa, na Grécia.

Mona Al-Assi inicia sua contribuição no ROL com o impactante texto A sombra do sobrevivente: uma canção para Ahmad Manasra, poema sobre a infância roubada, violência, trauma, morte simbólica e a tentativa de sobreviver através da memória e da poesia.

A sombra do sobrevivente:
uma canção para Ahmad Manasra

“Menino palestino de 13 anos, visto de costas diante de uma paisagem urbana devastada, envolvido pela própria sombra, com um copo de chá e tomilho ao lado, simbolizando trauma, memória, infância perdida e sobrevivência.”
https://gemini.google.com/app/527f4ebb80ea21ee?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all

Estações de sombras

vagam pelos aposentos

selando os últimos desejos

e os ossos pálidos

que tecem o meu medo.

Então sacudo as cordas da saudade—

e minha voz se abriga em minha mãe,

arrebatada pelo vento.

A estrada devora os olhos,

e na estrada

me falta a estrada —

aos treze anos, ainda um menino,

ponho tomilho no chá:

letras verdes

para uma menina

que ergue as unhas

para arranhar meu coração

e contar minhas feridas,

fissura

por fissura—

embora ela não saiba contar.

Ó Senhor, eu era bonito,

a semente da minha barba começava a florescer.

Mas a língua do vento

corrompe cada um dos meus nãos:

Eu não sei.

Eu não ouço.

Eu não falo.

Eu não faço nada.

Nããããããããão —

Não me lembro de nada além da minha mão

vindo até mim por trás de uma soleira,

trazendo um copo de chá

que canta ao tomilho,

enquanto a terra,

além da minha atenção,

continua girando.

Ó Senhor, estou morto—

então por que o tremor dos ossos

ainda me dói?

Como um abraço imenso,

as sombras sugam minha alma.

A fala seca em minha boca,

e um impulso me leva a latir

mais alto,

mais alto—

até que eu me esqueça de quem sou

e o bastão

pare de ofegar.

Torci o ferro da minha mão

por trás das minhas costelas

para bater à porta do meu corpo.

E a sombra na parede

tritura minha semente.

Leva-me, ó Ataba,

leva-me até a Mãe do Dia,

para que meu corpo se torne transparente

e os mortos

possam me ver.

Mona Al-Assi

Voltar

Facebook




Inimaginável

Evani Rocha: entre sombras, silêncios e a inquietante fronteira entre o que se perdeu e o que ainda pode existir

Evani Rocha
Evani Rocha

Entre os conflitos e a ilusão, 

Você é a estrela ao amanhecer…

A triste ausência nas mãos

E a incerteza posta sobre a mesa

Entre os lençóis amassados, 

O cheiro de jasmim que se esvai com o vento,

As borboletas que não vieram

E a escassez da vida e do tempo…

Entre a saudade e as lágrimas, 

A gota fria sobre o cenho

A palavra presa entre os lábios,

 E o toque na pele encrespada…

Você é a chuva torrencial lavando o telhado, 

E a poeira que se assenta no caminho…

O riso e a dor da partida

O nó desfeito do nosso laço.

 Entre as pedras e os espinhos, 

Você é a flor que não desabrochou, 

As marcas de sol sobre face…

O respingo de luz que restou!

Você é o silêncio inquietante das calçadas 

E o vazio que não quis partir…

Você é meu tudo

 E um pouco mais do inimaginável…

As sombras de um passado esquecido 

E um futuro ansioso,

 Que não deixa minh‘alma dormir!

Evani Rocha

Voltar

Facebook




De Honduras ao ROL, Karen Iveth Orellana!

Karen Iveth Orellana: da melódica Honduras à literatura que atravessa fronteiras!

Karen Iveth Orellana

Karen Iveth Orellana, natural de Santa Rosa de Copán (Honduras), possui formação nas áreas administrativa, contábil e comercial, tendo atuado como secretária, administradora, profissional bancária e apresentadora de rádio.

Atuação literocultural

Na literatura e na cultura, consolidou-se como escritora, poeta e gestora cultural, dedicando-se à promoção das artes, da literatura e da educação.

É diretora da Academia Cultural Universal Hondureña e de Bohemios Universales Literatura y Otras Artes, além de presidente executiva do Club Colectivo Cultural Vuelos de Plumas y Letras, do Marrocos, e presidente da Organização Mundial de Trovadores (OMT) em Honduras.

Ativismo cultural

Entre 2008 e 2023, organizou mais de 300 eventos culturais e educativos, presenciais e virtuais, incluindo recitais, conversatórios, conferências e oficinas, além de promover artistas de diferentes áreas em âmbito internacional.

Produção literária

Sua produção literária integra diversas antologias nacionais e internacionais, entre elas Antología de la Niñez, Antología de la Mujer, Antología por la Paz e Mujeres por la Paz Mundial. Em 2022, publicou El Forjador del Siglo XX.

Premiações

Recebeu premiações em concursos de poesia e oratória e distinções da Organização Mundial de Trovadores. Em 2024, recebeu o Prêmio Internacional América Madre Ama, da Fundación Honoris Causa.

Aprofundamento Cultural

Em 2025, concluiu o Diplomado em Espanhol Hondurenho pela Universidade Pedagógica Nacional, ampliando uma trajetória que une literatura, cultura, educação e intercâmbio internacional.

Como primeiro texto de sua colaboração no ROL, Karen apresenta Raiz indígena, belíssimo poema que reúne integração com a natureza, memória e ancestralidade, denúncia e resistência e resistência social e transcendência e esperança.

Raiz Indígena

Um mural vibrante e surrealista retrata uma mulher indígena como a Mãe Terra encarnada. Suas raízes profundas nutrem a terra, onde são visíveis símbolos de lutas e história: pequenas vinhetas de trabalho árduo, figuras em túmulos e a colheita. De seu coração, uma flor vibrante e um coração humano emaranhado irradiam vitalidade. Seus braços de madeira se estendem, oferecendo sangue e fogo como fontes de vida e transformação. Acima, seu cabelo se transforma em fumaça que sobe ao céu e uma fênix de fogo voa livremente, representando renovação e o espírito resiliente da criação.
https://gemini.google.com/app/946bf44cbf304fff?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all

Sou a flor com fluido vital
que resulta da canela e da resina;
rio interior que percorre o corpo, levando vida e energia.
O reflexo da guerra,
o sufoco da fome;
o grito do silêncio que reclama
a repulsa e a marginalização.

Represento a raiz de nossa terra,
o tronco de nossos sonhos;
a madeira que nos abraça,
a roupa íntima que nos veste,
a manta que nos cobre,
as folhas do chirrión que
sacodem a poeira de minha cabana,
o fogo que prepara o café
da aurora ao ocaso.

Meu coração simboliza
o frescor dos arbustos
que, com cores vivas,
complementam a beleza
efêmera do planeta.
Meus olhos são guardiões de histórias,
com mitos e lições gravados,
vozes que falam sem palavras.

Sou indígena por amor às minhas raízes,
pele cor de canela e coração de brasa,
sou do barro da argila;
represento tantas mortes
e muitos silêncios;
sou nuvem e ar acariciando meus sonhos,
ave infinita de céu eterno,
noite de mil estrelas.

Karen Iveth Orellana

Voltar

Facebook




Germán A. de la Reza

Rhea Cristina – entrevista com o escritor e professor universitário boliviano-mexicano Germán A. de la Reza

Logotipo da seção entrevistas ROLianas
Logotipo da seção Entrevistas ROLianas
German A. de la Reza - Fotocedida pelo entrevistado
German A. de la Reza – Foto cedida pelo entrevistado

Queridos amigos do Jornal Cultural ROL, é para mim uma grande alegria e uma grande honra apresentar-lhes Germán A. de la Reza, escritor e acadêmico boliviano-mexicano, um verdadeiro intelectual, um erudito e uma das personalidades acadêmicas internacionais contemporâneas, com uma extensa e notável trajetória, especialista em história das relações interamericanas e em integração latino-americana.

Germán A. de la Reza nasceu em Cochabamba, Bolívia, e possui as cidadanias mexicana e boliviana. Ao longo de sua formação acadêmica e de sua atividade profissional, residiu no Peru, na França, na Romênia, na Suécia, no Brasil e no México. É pesquisador, poeta e romancista, especialista em história das relações interamericanas e em relações econômicas internacionais, com uma ampla trajetória acadêmica internacional.

É professor-pesquisador da Universidade Autônoma Metropolitana (UAM), do México, desde 1998. Foi pesquisador da Universidade de Estocolmo e da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM). Em 2005-2006 e 2011, ocupou as cátedras “Simón Bolívar”, da Universidade de Paris, e “Estudos Latino-Americanos”, da Universidade de Toulouse, entre outras. É Pesquisador Nacional Emérito e membro da Academia Mexicana de Ciências, duas das principais distinções da vida acadêmica mexicana. Sua formação universitária inclui Filosofia e História na Universidade de Bucareste e Filosofia Política na Universidade Paris I. Possui dois doutorados: um em Filosofia pela Universidade de Toulouse e outro em Economia Internacional pela Universidade Paris II.

Capa do livro 'La invención de la paz '(2009)
Capa do livro ‘La invención de la paz ‘(2009)

É autor de mais de trinta livros publicados em dez países e em cinco idiomas. Entre suas obras mais importantes estão La invención de la paz (2009), distinguida com o Prêmio “Pensamiento de América”, da OEA, e disponível em cinco idiomas; Pensamiento confederal latinoamericano 1810–1865 (2022); Génesis de la supranacionalidad europea (2024); Integración económica en América Latina (2006); Défis de l’intégration en Amérique latine (2010); e Sistemas complejos (2010, Barcelona).

No âmbito literário, publicou os volumes de poesia: Silencio en el Paraíso (2024); Poemas selectos – poeme alese (2023), uma seleção poética traduzida por Catalina Constantinescu; Doppelgänger. La distancia interior (2022); Poemas 1988–2008 (2009); e, anteriormente, Décima interior (1996), sua obra de estreia, Columna de luz e En el reino de las teas. É também autor de uma antologia de poesia romena publicada pela UAM Xochimilco (2000) e de uma seleção de poemas de Nichita Stănescu. Em 2021, publicou o romance Cuaderno de Timișoara. Saga del último corresponsal del Este, traduzido para o romeno por Coman Lupu sob o título Caietul de la Timișoara (2023).

Sua obra acadêmica e literária foi incluída em mais de cinquenta programas de estudo de universidades das Américas e da Europa.

Capa do livro 'El Congreso Anfictiônica de Panama y La Intgegración Confederal Latinoamericaa (1821-1865)
Capa do livro ‘El Congreso Anfictiônica de Panama y La Intgegración Confederal Latinoamericaa (1821-1865)

Rhea Cristina: O Brasil é o maior país da América Latina, tanto em extensão territorial quanto em população. Durante cinco anos, o senhor foi professor convidado da UNESP (Universidade Estadual Paulista), uma das mais prestigiosas universidades públicas do Brasil. Que outras lembranças guarda do Brasil e o que este país representa para o senhor?

Germán A. de la Reza: Tenho uma relação com o Brasil que não consigo decifrar inteiramente. Recém-casados, meus pais se instalaram em uma propriedade rural próxima à fronteira com o Brasil. Ali viveram até poucas semanas antes do meu nascimento, quando partiram para Cochabamba. Esse início acabou sendo premonitório: o Brasil sempre esteve, de uma forma ou de outra, presente em minha vida.

Fui professor e pesquisador convidado em universidades brasileiras; neste país, dois de meus livros foram traduzidos e publicados — há um terceiro a caminho —, e revistas acadêmicas brasileiras publicaram cerca de dez de meus artigos científicos. Em 2010, estive a ponto de me integrar-me à UNESP, um projeto do qual desisti após o nascimento de meu filho no México, naquele mesmo ano. Em 2015, percorri diversas cidades brasileiras proferindo conferências sobre a integração latino-americana.

Há também algo menos fácil de explicar. O dinamismo editorial, a dimensão cultural do país e sua extraordinária capacidade de absorver influências e transformá-las em algo próprio fazem com que o Brasil tenha sido e continue sendo, para mim, uma presença particularmente magnética.

Rhea Cristina: O que representam para o senhor as palavras “história” e “memória individual e coletiva”?

Germán A. de la Reza: Não considero história e memória sinônimos. A memória pertence àqueles que viveram, herdaram ou imaginaram uma experiência; a história, por sua vez, começa justamente quando submetemos essas lembranças ao confronto, à contextualização e à crítica. Mas uma tampouco pode prescindir da outra.

A memória individual conserva gestos, medos, silêncios e detalhes que muitas vezes não chegam aos arquivos. A memória coletiva organiza essas lembranças e lhes confere um significado compartilhado, embora também possa deformá-las, selecionar umas e apagar outras. O historiador trabalha nessa zona de tensão: necessita da memória, mas não pode obedecê-la.

Grande parte de minha atividade como historiador é realizada com colegas de universidades do Rio de Janeiro, de São Paulo e do Paraná, e esse diálogo entre diferentes tradições e especialidades me confirmou algo: um acontecimento histórico se transforma quando deslocamos a escala da instituição para o indivíduo ou da experiência pessoal para as estruturas coletivas. Nenhuma dessas perspectivas dá conta, por si só, do passado. O interessante começa quando as obrigamos a dialogar.

Rhea Cristina: O senhor é especialista em integração latino-americana. Como assinalamos acima, possui aproximadamente 60 a 70 trabalhos acadêmicos —artigos e livros— publicados em revistas de relações internacionais, história intelectual latino-americana e economia política internacional. O que representa a integração latino-americana e qual é o seu papel no contexto cultural atual?

Germán A. de la Reza: A América Latina possui duas grandes matrizes linguísticas e culturais: a hispano-americana e a luso-brasileira. Pouco depois da independência política, no início do século XIX, essa diferença nos separou de tal maneira que não foram poucos os episódios de rivalidade e antagonismo. Durante muito tempo, as elites hispano-americanas conheceram melhor Paris, Londres ou Madri do que o Rio de Janeiro ou São Paulo, e algo semelhante ocorreu no Brasil em relação ao mundo hispano-americano.

No entanto, durante o século XX e, sobretudo, no XXI, uns e outros conseguiram criar espaços culturais comuns e lançar as bases de uma economia regional mais integrada. Para mim, a integração latino-americana começa justamente aí: não em apagar as diferenças, mas em fazer com que deixem de funcionar como fronteiras mentais.

Cada país tem, naturalmente, suas próprias características, mas sinto os romances de Jorge Amado, os contos de Clarice Lispector ou os poemas de Murilo Mendes —penso particularmente em seu maravilhoso Canto do Noivo— tão próximos de minha cultura quanto os romances de García Márquez ou os poemas de Neruda.

Por isso, a integração possui também uma dimensão cultural que muitas vezes esquecemos quando a reduzimos ao comércio ou às instituições. Consiste em criar hábitos de leitura, tradução, circulação e reconhecimento mútuo. O Brasil deixa então de ser, para a América Hispânica, um grande vizinho relativamente desconhecido, e a América Hispânica deixa de ser, para o Brasil, uma extensão indistinta situada do outro lado de suas fronteiras. Talvez seja nesse reconhecimento recíproco que se encontre uma das formas mais duradouras de integração.

Rhea Cristina: O que representa, atualmente, o tipo de pesquisa histórica e política que o senhor propõe em escala europeia e mundial? Qual é, hoje, o lugar do historiador e do analista político em escala global?

Germán A. de la Reza: Uma parte importante de minha pesquisa tem consistido em estudar processos de integração, confederação e supranacionalidade evitando apresentá-los como desfechos inevitáveis. O que me interessa, ao contrário, é reconstruir as alternativas que existiram em cada momento: os projetos que triunfaram, mas também aqueles que foram abandonados, derrotados ou simplesmente esquecidos. Creio que aí reside uma das utilidades contemporâneas da história. O passado não nos diz o que devemos fazer, mas nos mostra que muitas instituições que hoje parecem naturais foram, em sua origem, apenas uma possibilidade entre várias.

Isso vale tanto para a América Latina quanto para a Europa. Durante muito tempo, interpretou-se a integração europeia como uma experiência excepcional e a latino-americana como uma sucessão de tentativas frustradas. Quando se estudam ambas as genealogias com maior atenção, o panorama se revela mais complexo: a América Latina formulou desde cedo projetos confederais e mecanismos de segurança coletiva, enquanto a Europa precisou passar por numerosos ensaios, conflitos e fracassos antes de construir instituições supranacionais estáveis. A comparação permite que nos afastemos tanto da autocomplacência europeia quanto do fatalismo latino-americano.

O lugar do historiador e do analista político é hoje, nesse sentido, paradoxal. Nunca dispusemos de tantos documentos, bases de dados e possibilidades de acesso à informação; mas tampouco estivemos submetidos a uma pressão semelhante para opinar imediatamente sobre acontecimentos cujo significado ainda ignoramos. O analista corre o risco de se transformar em comentarista da urgência, e o historiador, ao se fechar exclusivamente no arquivo, corre o risco oposto: chegar tarde demais às perguntas de seu tempo.

Talvez nossa tarefa consista precisamente em resistir a ambas as tentações. Não se trata de prever o futuro nem de dar lições a partir do passado, mas de devolver profundidade temporal a debates que a atualidade costuma apresentar como se tivessem começado esta manhã. Para mim, essa capacidade de mostrar que o presente chega por genealogias abertas — e que, portanto, também contém alternativas — continua sendo uma das funções intelectuais mais necessárias da história.

Uma entrevista realizada por Rhea Cristina. Qualquer uso do conteúdo desta entrevista implica citar a fonte e requer o consentimento prévio por escrito de Rhea Cristina. 

Todos los derechos reservados © Rhea Cristina, www.cristinarhea.wordpress.com .

Rhea Cristina

Voltar

Facebook




La poesia nella coscienza del poeta

Maria Teresa Liuzzo

‘La poesia nella coscienza del poeta’

Maria Teresa Liuzzo
Maria Teresa Liuzzo
https://gemini.google.com/app/0bad6efb9a44a656?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all

La poesia è cultura di luce quando il contenuto del messaggio anticipa la storia facendosi portatore di valori umani, cristiani, sociali. 

E’ la profondità dell’anima che si manifesta attraverso la forza della parola, quindi un pozzo d’emozioni che non conosce infarti. 

Poesia è il prodotto risultante di un’elevata ed intensa sofferenza vissuta da una sensibilità superiore. E’ sentimento puro. E’ quel filo rosso chiamato umiltà – non umiliazione – il lievito base che permette alla fantasia di prendere forma traducendo in versi l’emozione del momento. 

Poesia è l’intensità dell’ <<anima >>, è respiro universale pur quando non raggiungendo un livello di perfezione su ciò che vorrebbe esprimere (perciò guai a sconfinare dai propri limiti) raggiunge il potere dell’intesa tra simbolo e credente nella lotta odierna tra l’essere e l’esistere scaturita dai conflitti tra individuo e società; tra l’individuo e la propria coscienza. 

Poesia è tale, quando il battito è continuo ed il sangue non è anello ma catena che genera attraverso la sorgente nuove fioriture di versi: sia che l’immagine ari labirinti, sia che semini chiarori. E’ volontà che rimargina cicatrici di speranza accettando qualsiasi calvario. 

Poesia è simbiosi tra spirito e materia; equilibrio, tra ragione e cuore. Coscienza tra animus e sembianza; è pace che conclude l’eterna attesa e non ammette compromessi né fratture. 

Maria Teresa Liuzzo

Voltar

Facebook