Poema celebra o fim de agosto com gratidão
Denise Canova colhe ‘margaridas poéticas’ em seus novo poema ‘Fechando agosto’


Fechando agosto
Com alegria e gratidão
Um mês com margaridas poéticas
Que eu colhi
Fecho meu agosto assim


Fechando agosto
Com alegria e gratidão
Um mês com margaridas poéticas
Que eu colhi
Fecho meu agosto assim


A vida fica mais leve quando a gente passa a aceitar que todo mundo tem defeito,
todo mundo tem qualidade,
todo mundo tem deveres,
mas todo mundo tem direitos.
Todo mundo tem dores,
mas também tem felicidades.
Há pessoas que são ilusão,
mas há algumas que são realidade.
Nem todo mundo é rico,
nem todo mundo é pobre.
Nem todo mundo sabe ganhar,
nem todo mundo saberá perder.
E tudo bem para todo mundo,
mesmo quando tudo não está muito bem.
Nem todo mundo é branco,
nem todo mundo é negro,
nem todo mundo é pardo.
Nem todo mundo é triste,
nem todo mundo é alegre.
Nem todo mundo é indouto,
e nem todo mundo é doutor.
Nem todo mundo é líder,
nem todo mundo é escravo.
Nem toda dor é silêncio,
nem todo grito é dor.
Nem todo olhar é falso,
nem todo riso é amor.
Nem todo mundo compreende,
nem todo mundo abraça,
nem todo mundo ama,
nem todos sabem o que é amor.
Nem toda poesia é desabafo,
nem todo desabafo é ataque,
assim como nem todo ataque é vanglória.
Cada um de nós é o que é,
e nem todo descontrole é ignorância,
assim como nem toda ignorância é ataque.
Portanto, lembre-se:
você não é todo mundo,
e nem todo mundo tem que ser igual a você.
Entender tudo isso
é o começo de toda sabedoria.


Chora o meu mundo passarinho,
Pois apesar do vento e da fé
Em suas asas, ele teima em
Manter suave o pouso de ficar.
Choram as rosas debaixo da
Janela, pois me lembram o quão
Belos foram todos os dias em que
Vigorou a insistência de acreditar.
Choram todos os ocasos, onde
Dormem lembranças de tempos
Idos e, no baile das ondas, ia
A inocência e vinha a felicidade.
Choram, sem arrependimento,
As minhas utopias, pois mantêm
Intacta a minha sede de nunca
Perder o desejo de esperançar.
Chora o meu silêncio, enfim,
Pois no céu do meu olhar moram
Todas as chegadas e partidas
E a beleza do laço de amar.


Ao amanhecer observo
O dourar do sol,
A andorinha no fio,
A voz que me guia.
Depois do café
Dou bom dia ao José, à Maria,
Abençoo a menina
E acredito na vida.
Ao pensar, agradeço
As lutas que venci,
O poder de sentir
E de nunca desistir.
Faço algo hoje
Diferente de ontem
Que, certamente,
Fará diferença amanhã.
O dia cresce,
Preciso crescer também.
Aguço a curiosidade
E sou pura animosidade.
Em busca do caminho
Troco sorrisos,
Puxo prosa,
É hora de beber o ocaso.
O homem sentado na calçada
Brinca (Vai chover!)
A cadela vem ao meu encontro
Para receber o carinho.
As crianças se exibem felizes.
Uns batem bola,
Outros andam de bicicletas
E alguns soltam pipas.
Debaixo da mangueira,
No vai e vem do balanço,
A avó e a neta se divertem
E meu coração está feliz.
O dia se despede,
Minh’alma está serena…
Aos poucos o sol se esconde
E a lua reina absoluta.


Amanheceu ali na esquina úmida e lodosa.
Tinha na boca um gosto de zinabre.
A pele encrespada e fria
Pelo sereno da madrugada.
Todos já se foram…
Apenas a penumbra permanecia…
Há pouco ele se arrasta pelos becos da cidade morta.
Ainda tenta beber o último gole,
Mas suas mãos trêmulas não suportam o peso do cálice.
No horizonte, o sol quase desponta
Em meio a um barrado cor de sangue…
É o anúncio de um novo dia!
Permaneceu ali:
Cabisbaixo e embriagado,
Não só pelo álcool,
Mas pela angústia que lhe açolava o peito.
Nada a lamentar, nem forças para gritar…
O mundo emudeceu!
Sem jeito de ignorar a resignação…
Então, debruçou-se sobre os joelhos,
Vencido pela solidão,
E deixou o tempo dele se encarregar!
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