Poema celebra o fim de agosto com gratidão

Denise Canova colhe ‘margaridas poéticas’ em seus novo poema ‘Fechando agosto’

Denise Canova
Denise Canova
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Fechando agosto

Com alegria e gratidão

Um mês com margaridas poéticas

Que eu colhi

Fecho meu agosto assim

Dama da Poesia

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Descaminhar é preciso

Uma sensível e melancólica reflexão em versos sobre perdas, memórias e o renascer através da poesia

Pietro Costa
Pietro Costa
Image-texto do poema Descaminhar é preciso

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Nem todo mundo: poema de Verônica Moreira

Nem todo desabafo é ataque, nem todo riso é amor: os versos de Verônica Moreira para acalmar a alma

Verônica Moreira
Verônica Moreira
Fotografia conceitual em tons pastéis mostrando o caminho de uma pessoa com passos leves, cercada por silhuetas diversas ao fundo, ilustrando o poema sobre aceitação de Verônica Moreira.
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A vida fica mais leve quando a gente passa a aceitar que todo mundo tem defeito,
todo mundo tem qualidade,
todo mundo tem deveres,
mas todo mundo tem direitos.

Todo mundo tem dores,
mas também tem felicidades.
Há pessoas que são ilusão,
mas há algumas que são realidade.

Nem todo mundo é rico,
nem todo mundo é pobre.
Nem todo mundo sabe ganhar,
nem todo mundo saberá perder.

E tudo bem para todo mundo,
mesmo quando tudo não está muito bem.

Nem todo mundo é branco,
nem todo mundo é negro,
nem todo mundo é pardo.

Nem todo mundo é triste,
nem todo mundo é alegre.
Nem todo mundo é indouto,
e nem todo mundo é doutor.

Nem todo mundo é líder,
nem todo mundo é escravo.

Nem toda dor é silêncio,
nem todo grito é dor.
Nem todo olhar é falso,
nem todo riso é amor.

Nem todo mundo compreende,
nem todo mundo abraça,
nem todo mundo ama,
nem todos sabem o que é amor.

Nem toda poesia é desabafo,
nem todo desabafo é ataque,
assim como nem todo ataque é vanglória.

Cada um de nós é o que é,
e nem todo descontrole é ignorância,
assim como nem toda ignorância é ataque.

Portanto, lembre-se:
você não é todo mundo,
e nem todo mundo tem que ser igual a você.

Entender tudo isso
é o começo de toda sabedoria.

Verônica Moreira

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Choram as minhas utopias

Marli F. Freitas reflete sobre a sensibilidade e o direito de esperançar em seu novo poema.

Marli Freitas
Marli Freitas
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Chora o meu mundo passarinho,
Pois apesar do vento e da fé
Em suas asas, ele teima em
Manter suave o pouso de ficar.

Choram as rosas debaixo da
Janela, pois me lembram o quão
Belos foram todos os dias em que
Vigorou a insistência de acreditar.

Choram todos os ocasos, onde
Dormem lembranças de tempos
Idos e, no baile das ondas, ia
A inocência e vinha a felicidade.

Choram, sem arrependimento,
As minhas utopias, pois mantêm
Intacta a minha sede de nunca
Perder o desejo de esperançar.

Chora o meu silêncio, enfim,
Pois no céu do meu olhar moram
Todas as chegadas e partidas
E a beleza do laço de amar.

Marli F. Freitas

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Soneto do poeta imperfeito

As métricas da alma e as belas imperfeições humanas traduzidas na sensibilidade lírica de Pietro Costa

Pietro Costa
Pietro Costa
Pietro Costa – Soneto do poeta imperfeito

Pietro Costa

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Diário de poeta

As confidências da alma e os registros sentimentais nos versos sensíveis de Marli F. Freitas

Marli Freitas
Marli Freitas
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Ao amanhecer observo
O dourar do sol,
A andorinha no fio,
A voz que me guia.

Depois do café
Dou bom dia ao José, à Maria,
Abençoo a menina
E acredito na vida.

Ao pensar, agradeço
As lutas que venci,
O poder de sentir
E de nunca desistir.

Faço algo hoje
Diferente de ontem
Que, certamente,
Fará diferença amanhã.

O dia cresce,
Preciso crescer também.
Aguço a curiosidade
E sou pura animosidade.

Em busca do caminho
Troco sorrisos,
Puxo prosa,
É hora de beber o ocaso.

O homem sentado na calçada
Brinca (Vai chover!)
A cadela vem ao meu encontro
Para receber o carinho.

As crianças se exibem felizes.
Uns batem bola,
Outros andam de bicicletas
E alguns soltam pipas.

Debaixo da mangueira,
No vai e vem do balanço,
A avó e a neta se divertem
E meu coração está feliz.

O dia se despede,
Minh’alma está serena…
Aos poucos o sol se esconde
E a lua reina absoluta.

Marli F. Freitas

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O ébrio

Evani Rocha: Poema ‘O ébrio’

Evani Rocha
Evani Rocha
Fotografia digitalizada mostrando um homem com roupas gastas e sujas sentado no chão de uma rua íngreme de paralelepípedos, em uma vila antiga. Ele está encolhido com a cabeça curvada sobre os braços e joelhos dobrados. Ao seu lado, no chão, há uma garrafa de vidro de bebida alcoólica deitada. Ao fundo, casas históricas de estilo europeu ladeiam a rua e o céu exibe um pôr do sol vibrante em tons intensos de vermelho, laranja e amarelo.
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Amanheceu ali na esquina úmida e lodosa.

Tinha na boca um gosto de zinabre.

A pele encrespada e fria

Pelo sereno da madrugada.

Todos já se foram…

Apenas a penumbra permanecia…

Há pouco ele se arrasta pelos becos da cidade morta.

Ainda tenta beber o último gole,

Mas suas mãos trêmulas não suportam o peso do cálice.

No horizonte, o sol quase desponta 

Em meio a um barrado cor de sangue…

É o anúncio de um novo dia!

Permaneceu ali:

Cabisbaixo e embriagado,

Não só pelo álcool, 

Mas pela angústia que lhe açolava o peito.

Nada a lamentar, nem forças para gritar…

O mundo emudeceu!

Sem jeito de ignorar a resignação…

Então, debruçou-se sobre os joelhos,

Vencido pela solidão,

E deixou o tempo dele se encarregar!

Evani Rocha

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