A Última Vez

A ÚLTIMA VEZ
Da prosa à poesia: Virgínia Azevedo lança seu primeiro livro de poemas

Capa do livro 'A Última Vez', de Virgínia Azevedo
Capa do livro ‘A Última Vez’, de Virgínia Azevedo

A trajetória literária da tatuiense Virgínia Azevedo começou em 2021, quando passou a publicar poemas em suas redes sociais. Desde então, a escrita ganhou espaço cada vez mais significativo em sua vida, levando-a da poesia ao romance e, agora, de volta aos versos, com o lançamento de A última vez, seu primeiro livro de poemas.

Professora da rede municipal de ensino de Tatuí (SP), licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-graduada na área de educação, Virgínia estreou na literatura em 2022, com o romance O Perfume das Sombras: A história do maior amor do mundo. Inicialmente publicado em formato e-book, o livro teve boa recepção do público e, no ano seguinte, ganhou edição impressa pela Opera Editorial.

Também em 2023, lançou A luz em seus olhos, igualmente publicado primeiro em e-book e posteriormente em edição impressa. A obra foi apresentada ao público em noite de autógrafos realizada no Museu Histórico Paulo Setúbal, em Tatuí.

A consolidação de sua trajetória literária também se manifesta em sua participação em eventos e projetos voltados à literatura. Virgínia participou da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), pela Casa Opera, em 2023 e 2025. Em 2024, foi convidada a apresentar seus poemas no projeto Devir, Poesia e Prosa e participou do 1º e do 3º Encontro de Escritores Tatuianos. No mesmo ano, desenvolveu um sarau literário com alunos do 9º ano da EMEF “Prof. Alan Alves de Araújo”.

Sua atuação na área da literatura estende-se também ao incentivo à escrita e à formação de novos leitores e autores. Em 2025, ministrou uma palestra sobre escrita na Escola Estadual “Prof. Lienette Avalone Ribeiro”.

Em 2026, Virgínia Azevedo dá um novo passo em sua trajetória com A última vez, seu primeiro livro de poemas. O lançamento, realizado em noite de autógrafos no Museu da Imagem e do Som de Tatuí, reuniu expressivo público e marcou uma nova etapa de sua produção literária.

Da publicação de poemas nas redes sociais à participação em importantes encontros literários e à publicação de romances e poesia, Virgínia Azevedo vem construindo, passo a passo, uma trajetória que aproxima literatura, educação e formação de leitores — e que encontra, em A última vez, uma nova forma de expressão.

A Última Vez (2026)

SINOPSE: O que permanece depois da última vez? Neste livro, Virgínia Azevedo reúne poemas que conduzem o leitor a sentimentos intensos e universais, como amor, solidão, vazio e saudade, transformando emoções profundas em versos delicados e intensos.

“Há dores que doem mais por serem eternas.”

Serviço

Autora: Virgínia Azevedo

Editora: Ópera Editorial

ISBN: 978-65-5175-117-2

Número de páginas: 69

Preço: R$44,80

Venda: Saite da Opera Editorial (https://operaeditorial.com.br/produto/a-ultima-vez/)

Outras Obras de Virgínia Azevedo

O Perfume das Sombras: a história do maior amor do mundo (2023)

SINOPSE: Dois grandes amores, separados pela intolerância e pelo tempo, desafiam perseguições, perdas e impossibilidades.

Em linguagem poética, Virgínia Azevedo constrói uma narrativa intensa sobre sentimentos capazes de ultrapassar o tempo e o próprio limite da existência.

Serviço

Autora: Virgínia Azevedo

Editora: Ópera Editorial

ISBN: 978-65-6081-010-5

Número de páginas: 151

Preço: R$55,00

Venda: Saite da Opera Editorial (https://operaeditorial.com.br/produto/o-perfume-das-sombras-a-historia-do-maior-amor-do-mundo/)

A luz em seus olhos (2024)

SINOPSE: Armand, um vampiro, reencontra dois séculos depois Carolina, sua esposa desaparecida, agora vivendo como bibliotecária e sem qualquer lembrança de seu passado.

Ao tentar reconquistá-la, ele cria uma fundação para aproximar-se dela. Entre mistérios, romance e identidades transformadas, o casal revive uma história de amor marcada pelo sobrenatural.

Serviço

Autora: Virgínia Azevedo

Editora: Ópera Editorial

ISBN: 978-6-6081-125-6

Número de páginas: 67

Preço: R$55,00

Venda: Saite da Opera Editorial (https://operaeditorial.com.br/produto/a-luz-em-seus-olhos/)

Capa do livro 'O Perfume das Sombras - A História do Maior Amor do Mundo'
Capa do livro ‘O Perfume das Sombras – A História do Maior Amor do Mundo’

Capa do livro 'A luz em seus Olhos - Duas Vidas, um Amor'
Capa do livro ‘A luz em seus Olhos – Duas Vidas, um Amor’

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Draconia

Entre a frieza dos métodos modernos e o horizonte da aldeia, Felix Nicolau esculpe versos sobre o isolamento e o colagênio ancestral

Felix Nicolau
Felix Nicolau
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Uma etapa crucial na minha vida de assentamento
Cultural foi o amansamento da para
Frase segundo os mais modernos europeus quânticos
Métodos

As luzes chegaram mais tarde
À noite acendem-se lugubremente as rosquinhas da torre
De marfim e praticamente não
Há mais nada a fazer
Apalpamos regularmente os músculos da maldade
Eventualmente injectamos

As luzes chegam mais tarde
Dói o vidro derretido nos cantos
Mas também o horizonte da aldeia, pois aldeia se chama
Muita torpor disseste
Aprovei de coração nu
Terno abutre corcunda

Eis o colagénio ancestral

Felix Nicolau

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Ainda cedo o corpo ao silêncio

A embriaguez do mundo na poesia de Ella Dominici

Ella Dominici
Ella Dominici
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Ó sopro infiel, renasce
onde as águas me esperam.
Ainda hei de cantar, ao entardecer,
as deusas que arranquei
de seus cintos de sombra.
Sucos de uva queimam meus lábios,
cachos vazios brilham ao sol,
e eu respiro neles
a embriaguez do mundo.

Libélulas-lembranças retornam
em teimosas asas:
a nuca molhada, o riso fugidio,
braços que se enredam no meu sono
e se dissolvem na claridade.

Tentei deter-vos,
mas fostes rosas desfolhadas ao sol;
o vosso perfume
nasceu para escapar.
Almejo, assim, cada fruto maduro
que se rompe ao toque;
cada abelha que murmura
no calor da seiva
devolve-me o desejo.

O dia se curva.
A mata veste-se de ouro e cinza
e, sobre sua lava, repousa
a rainha dos meus sonhos.
Retê-la é dar à sombra
consciência de sua fuga.
Agora cedo o corpo ao silêncio.
Bebo luz, sorvo vinho
e sigo o rastro que de ti resta,
já transformado em penumbra.

Destila-te em mim, diva noite.
Desce em véus de silêncio e âmbar.
Teus passos confundem-se com a brisa,
tua pele dissolve-se no orvalho,
tua boca reinventa-se
no silêncio.

Ainda assim, és minha:
presença que não se prende,
ausência que me embriaga,
clarão que me cega
e chama que não se apaga

Ella Dominici

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Metáfora

Entre o rugido do tigre e a areia que foge: a dor da criação por Iqbal Chand

Logo tipo da seção O Leitor Participa. No alto da imagem, escrito em preto o nome da seção. No meio, o texto 'Leitura é vida', também em preto. Dos lados, puilhas de livros nas cores marrom e cinza.. E embaixo o logotipo do, ROL, em vermelho e azul
Logotipo da seção O Leitor Participa
Pintura poética de uma praia à noite sob lua cheia, com pegadas na areia molhada desaparecendo na água e a silhueta de um tigre emergindo sutilmente das sombras.
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Esta é a coisa mais perigosa, faltoo.*

Não o deixa dormir,
nem consente que permaneça desperto.

É o meio-sonho mais autodestrutivo,
inútil e frágil de um artista.

É a areia molhada que desaparece
sob os pés, entre o refluxo e o avanço das ondas,
numa noite de lua cheia —
uma metonímia da caverna
do mais cruel e faminto dos tigres.

Não o deixa viver,
nem o mata de uma só vez.

* Faltoo (híndi): inútil.

Iqbal Chand

Metaphor

This is the most dangerous, faltoo* thing.

It neither lets you sleep
nor consents to your wakefulness.

The most self-destructive, futile
and fragile half-dream of an artist.

It is the wet sand disappearing
beneath the feet between the ebb and flow
on a full-moon night –
a metonymy of the cruellest, hungry tiger’s cave.

It neither lets you live
nor kills in one go.

*Faltoo (Hindi): useless

Original (Telugu): Dr. Iqbal Chand
Translation: Elanaaga

Iqbal Chand

Dr. Iqbal Chand

Dr. Khwaja Mohammad Iqbal Chand Bahadur nasceu em 21 de setembro de 1974, em Hyderabad, Telangana, Índia.

No dia de seu nascimento, o renomado poeta télugo Dasharathi Garu, amigo próximo da família, visitou o recém-nascido e deu-lhe o nome de “Iqbal Chand Bahadur”.

O nome foi inspirado em dois poetas que Dasharathi Garu admirava profundamente: Allama Mohammad Iqbal e Bahadur Shah Zafar. Mais tarde, a família adotou oficialmente o nome completo Khwaja Mohammad Iqbal Chand Bahadur.

Dr. Iqbal é medalhista de ouro no doutorado (Ph.D.). Possui MBA em Gestão de Recursos Humanos, M.Phil., M.A. em Língua Inglesa e M.A. (Télugo) em Literatura, tendo o sânscrito como disciplina optativa.

Também concluiu diversas certificações profissionais, incluindo Engenharia Unix na área de Tecnologia da Informação e Cibersegurança, ITIL V3, ITIL V4 e PMP (Project Management Professional — Profissional de Gerenciamento de Projetos).

No âmbito profissional, Dr. Iqbal é cofundador e diretor-gerente da Digiplanet Techno Solutions.

Além de suas realizações profissionais e acadêmicas, Dr. Iqbal também é poeta e personalidade do meio literário. Seus livros de poesia Aarovarnam e Banjaara receberam reconhecimento por sua qualidade literária e por seus temas culturais. Suas próximas obras, Roopakam e Hyderabad (Poemas sobre Hyderabad), dão continuidade à sua trajetória na literatura e na escrita criativa.




Se der

Um manifesto poético de Jacob Kapingala sobre a beleza de aceitar nossas fraquezas, recolher os pedaços do coração e ter a coragem de continuar caminhando

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Se der pra segurar a lágrima, segure.
Mas se não der, então chore.
Se der pra fugir de ti, então fuja.
Mas se não der, se proteja.

Se der pra remendar teu coração, remende.
Mas se não der, se reinvente e ande.
Se der pra cortar um pouco de ti, corte.
Mas se não der, não se importe.

Se der pra agarrar na tristeza e jogá-la fora, agarre.
Mas se não der, não tem problema. Viver é como escalar uma torre.
Se der pra sorrir, então sorria.
Mas se não der, não force a alegria.

Se der pra seres tu, seja.
Mas se não der, então finja.
Se der pra abraçar a vida, abrace.
Mas se não der, não se estresse.

Jacob Kapingala

Jacob Kapingala
Jacob Kapingala

Jacob Kapingala, 28, é natural da província de Huambo (Angola) e reside em Luanda. Estudou Pedagogia na Escola Missionária do Verbo Divino (Santa Madalena) e atualmente exerce a função de professor do ensino primário.

É escritor e poeta, com participação em algumas antologias e revistas literárias do Brasil e de Portugal.

Teve o desejo de colocar no papel aquilo que pensava somente em 2018, ano em que escreveu seus primeiros poemas. Porém, foi somente em 2019 que passou a se dedicar de corpo e alma à poesia.

É académico da CILA – Confraria Internacional de Literatura e Arte, da ABMLP – Academia Biblioteca Mundial de Letras y Poesía e da Academia Virtual dos

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Cada vez

Uma profunda e tocante obra de Ismaél Wandalika em versos sobre a crueza do sofrimento, a força da resiliência e a poesia como refúgio da alma

Soldado Wandalika
Soldado Wandalika

Cada vez
que entra a dor acelera o aperto dentro
Dor desconfortável incessante
Parece anunciar a morte
Franqueza paira no peito enfraquece o ânimo
Não há refugio para essa dor forte
Quase tudo que entra lhe desperta de novo
Sinto tudo do começo me esforço para obter resultado…
Não há como fugi-la é picante
Baixa até o autoestima da gente
O rosto muda de formato e a gente emagrece

Cada vez
mais picante
Dói com mais pressão
Dor que parece sentir ilusão
Cada Vez leva força, dói com muita força
São dores físicas que a gente sente
Viver é um ato de coragem entende

Cada vez
penso distante
Me elevo para longe
Me antecipo para frente
Sou forte que nem ndange
Homem/mulher de coragem
Consciente que também morre.

Cada vez
É sempre mais sofrida mais intensa
Fere e estressa, quebra a cabeça, perde na peça, corta o fôlego e interdita a inspiração do poeta, fomenta a criação das letras nas histórias.
Essa dor, lembra aquela dor nascida na dor…

CADA VEZ
Páro por aqui
Páro para sentir
Escrevo para ouvir
Dói lhe sentir.

Cada vez!

Soldado Wandalika

Poeta e escritor angolano

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Onde os lírios sonham

Uma sinfonia de misticismo e sensibilidade: Adriana Rodríguez abre os portais da alma em versos que transformam o silêncio da natureza em pura magia literária

Adriana Rodríguez
Adriana Rodríguez
Ilustração mágica de uma fada sorridente dançando à beira de um riacho sob a luz da lua cheia, em uma floresta encantada à noite com livros embutidos nos troncos das árvores e rosas brilhantes.
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Na floresta adormecida
onde a água murmura,
e as rochas sonham,
guardo meus passos
com tinta e com noite
sob a luz da lua.

Uma fada me olha,
empresta-me seu riso,
e, travessa, dança
sob o vento azul
que caminha descalço.

O riacho me escreve poemas que começam
com o aroma do silêncio
e a verdade da rosa.

Caminhando, passa.

Não levo pressa, levo asas,
por dentro, histórias bordadas
em vermelho e em azul-céu.

Cada amanhecer
é um pequeno portal,
onde desperto…
e ainda continuo sonhando
onde os livros sonham.

Adriana Rodríguez

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