Há ausências que não fazem barulho, mas ecoam… A cada nova edição do Jornal ROL, reencontro a alegria de ler textos que inspiram e de ver novos colegas enriquecendo esse espaço de reflexão e diálogo. Sinto satisfação a cada voz que chega, a cada olhar que amplia horizontes. Leio os textos, celebro a qualidade das reflexões, alegro-me com a chegada de novos colaboradores e percebo, com sincera admiração, um jornal cada vez mais plural e vivo. Mas, entre uma página e outra, também me visita um discreto incômodo: o da minha própria sazonalidade. Discretamente, entre uma leitura e outra, uma pergunta me acompanha: em que estação ficaram as minhas palavras?
Escrever como colunista nunca foi apenas produzir palavras; foi pertencer, participar e deixar, periodicamente, um fragmento de mim. Ser colunista nunca foi apenas publicar um texto. Era um compromisso silencioso com a escrita, um encontro periódico com leitores e leitoras que talvez eu nunca conhecesse, mas que, por alguns minutos, caminhavam comigo pelas linhas.
Talvez a escrita tenha mesmo esse poder: quando se afasta, não nos abandona. Apenas permanece em silêncio, aguardando o instante certo para voltar a florescer.
Há saudades que não se explicam. Apenas se revelam. A vida, por vezes, impõe seus ritmos, e a escrita também aprende a respeitar os intervalos. Ainda assim, confesso: minha sazonalidade me inquieta. Sinto falta da disciplina do pensamento que busca forma, da emoção que encontra morada nas palavras e da alegria serena de entregar um texto ao mundo.
Talvez escrever seja exatamente isso: um lugar para onde sempre voltamos. E, quando a saudade se transforma em palavra, já não estamos completamente ausentes. Estamos, aos poucos, reencontrando o caminho de casa…
Mustafa Al-Sumaidihttps://gemini.google.com/app/303a7041ea370678?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
This night unfolds a page primed for a cosmic thought. A pen I wanted, and I asked myself: what kind of pen would glint with rare sparks upon the brow of the dark?
At the furthest reaches of space, the unseen unveiled a star in full radiance I lulled it there— in that high realm, until it drew near and hung suspended.
I melted it into an inkwell, arrayed with the crescents of years gone by, and seemed as if I hold a galaxy— a celestial orbit to which I belong.
Something now glimmers upon the nib of the pen, as if dribbling from the vein of nebula a new-born alphabet, unimagined by any language, weaving itself into boundless metaphors for a text inscribed with heaven’s adornments.
As dawn I emerged. The gloom of night lifted, destined to fade away.
I folded the star’s orbit after I contained the infinite expanse within the sole hymn of the world, leaving to the yet-to-come nights the imprint of my fingers, charred by the will of light.
Esta noite desdobra uma página pronta para um pensamento cósmico. Eu queria uma pena, e perguntei a mim mesmo: que tipo de pena brilharia com faíscas raras sobre a fronte da escuridão?
Nos confins do espaço, o invisível revelou uma estrela em pleno esplendor; eu a ninintei ali — naquele reino elevado, até que ela se aproximasse e ficasse suspensa.
Eu a fundi num tinteiro, ornamentado com as luas crescentes de anos passados, e senti como se segurasse uma galáxia — uma órbita celestial à qual pertenço.
Algo agora cintila na ponta da pena, como se escorresse da veia de uma nebulosa um alfabeto recém-nascido, não imaginado por língua alguma, tecendo-se em metáforas sem fim para um texto inscrito com os adornos do céu.
Como a aurora, eu emergi. A penumbra da noite se dissipou, destinada a desaparecer.
Dobrei a órbita da estrela após conter a extensão infinita no hino único do mundo, deixando para as noites por vir a marca dos meus dedos, abrasados pela vontade da luz.
O mundo mudou inteiramente nesses vinte anos, como certamente mudou a vida de todos nós, inclusive a minha própria. Quando escrevi meu primeiro livro, ainda vivia muitas avaliações e questões internas e externas da época , em busca de alguma coisa interessante para publicar pela Editora, desde que fosse na linha do crescimento pessoal e desapego, não apenas para minha própria salvação , mas a salvação da humanidade, sobre perspectivas da vida e novos olhares . Eu queria contar um pouco de mim, de minhas experiencias e de como viver uma história mais leve de vida sem buscar opiniões dos outros para viver o que os outros acham que você deveria viver.
Na escrita minha intensidade cega os perigos e me salvo dos medos assim.
Mergulhar por inteiro, mostrar as feridas, permitir que te arranquem as cascas, só depende de você , e não é absolutamente recomendável.
Mas a escrita é uma arte habilidosa e despertar a curiosidade para leitura e prazer espiritual .Esse deve ser seu objetivo alto.
Não consigo parar, não quero parar. Meu corpo não se importa de jeito nenhum com o que meu cérebro pensa. Sinto seu beijo em toda parte, nas costas e entre meus seios, por trás dos joelhos ativando todos os poros das minhas pernas. Mas não consigo me fartar. Sua mão aperta minha cintura e viaja até meu peito. Minhas mãos não conseguem parar.
Esta é uma declaração apaixonada de amor, mas nenhuma declaração apaixonada é dirigida com gestão, ou trabalhada pelo pensamento consciente, e sim dinamizada pelo encantamento, sem orientação das línguas.
Escrever é como um momento na delegacia, de repente entra um crioulo de quase dois metros , cabelos revoltos, nariz esbelto, nem sempre bem interpretado, mas dialético. A finalidade da escrita não é propriamente formar autores premiados nacionais e internacionais , mas procurar um aperfeiçoamento mental , criar uma atração sadia com os programas e o hábito da leitura desde os parques infantis aos jardins sossegados da vida.
O mundo mudou sim, no início , apenas éramos pobres escravos, na vida duríssima do trabalho, com a influência dos negros nas canções, nas festas humildes. Lembranças alegres e tristes, mas sempre saudosas como pôr do sol.
Como bela é a vida na estrada de PERNAMBUCO, com amigos, amantes, desconhecidos, que por lá passavam com suas carroças e carros conduzidas por gente humilde e amiga e param no acostamento para comprar a melhor pamonha do Brasil.
O artista plástico se destacou no cenário das artes visuais. Para muitos, a arte no Brasil ainda não é tão valorizada e Rapha abre o jogo sobre o assunto
A arte é um oceano de possibilidades e pouco importa onde é projetada. Raphael Masi foi um adolescente apaixonado por skate onde circulava pelas ruas de São Paulo, as ruas grafitadas despertaram o seu interesse pela arte.
“Eu falo que esse processo de autoconhecimento nunca acaba, um artista sempre ta se descobrindo, estudando e se recriando. Desde novo eu era curioso em descobrir esse universo, testar materiais e de alguma forma reproduzir o que brilhava tanto meus olhos, que era a arte! Já pensei em desistir, temos dias bons e dias ruins, faz parte, acho que pra um artista é até mais sensível esse lado, mas quando você acredita na sua razão criativa acaba fluindo naturalmente.”
A proposta de Masi é perpetuar arte para pessoas de todos os interesses e em todos os locais possíveis. De peças de roupas até um disco de vinyl, o importante, no fim das contas, é divertir, compartilhar criatividade e levar alegria.
“A arte amplia sua visão sobre as coisas, acho que uma das principais qualidades de um artistas é enxergar arte onde não tem. Sempre vou buscar isso, inovar a maneira que aplico meu trabalho. Sempre que mostro algo, é como se tivesse mostrando um gosto meu, ou uma referência minha que gostaria de ecoar na arte, então além da pesquisa prática de testar materiais e aplicações, eu busco o conceito por trás da ideia.
Para muitos, a arte no Brasil ainda não é tão valorizada e Rapha abre o jogo sobre o assunto
“A arte no Brasil é algo volátil, mas acho que o mercado vem melhorando, eu tive acesso a muito estudo sobre o que eu queria seguir, isso facilitou a entender alguns processos.”
Criar não é para amadores e se destacar como revelação numa grande cidade como São Paulo é para poucos…
“Meu processo criativo não é algo que eu planejo muito, mas gosto de ouvir uma música, quando preciso de um insight maior, um vinho talvez. Anoto muito o que penso, então meu bloco de notas é cheio de observações minhas que pego para lapidar depois.”