O panorama literário nacional ganha um capítulo luminoso com a chegada da escritora Edelweiss Nascimento Assis Ribeiro de Souza.
Em sua estreia no universo dos livros, a autora traz uma bagagem que une a sensibilidade das memórias de infância à profundidade de uma sólida trajetória acadêmica.
Edelweiss Assis
Nascida no Rio de Janeiro, Edelweiss construiu seu amor pelas palavras nos almoços de domingo na casa dos avós maternos, o comendador Denizard’Leon e Magnólia.
Ali, entre música e conversas sobre ciência e o invisível, ela descobriu que a palavra é afeto e presença.
Na outra ponta de suas raízes, na fazenda mineira dos avós paternos, Vicente e Judith, ela aprendeu o valor do silêncio e o encanto dos causos ao pé do fogão.
Essa união entre a mente curiosa e a sabedoria da terra moldou uma profissional plural: formada em Comunicação Social, especialista em Arteterapia, Naturopatia e Psicanálise, mestre em Hipnose pela Espanha e doutoranda em Psicologia na Argentina.
Toda essa dedicação busca responder a uma pergunta que a acompanha desde menina: “Para onde vão as palavras?”.
Hoje, a autora compreende que o destino final de cada letra é o corpo, o nosso e o do outro.
Após anos dedicados à escrita acadêmica, Edelweiss faz sua transição para a literatura trazendo uma escrita acolhedora, humana e profundamente profissional.
Seu fazer literário é, como ela mesma define, um modo delicado de continuar tocando o piano invisível que ressoava nos domingos de sua infância, transformando palavras em pontes vivas de cura e conexão.
Mais do que sons ou traços no papel, as palavras são sementes.
Algumas florescem como acolhimento, pertencimento e cuidado; outras, silenciosas e invisíveis, conseguem se fixar como dores emocionais persistentes, influenciando pensamentos, sentimentos, vínculos e a forma como cada pessoa se relaciona consigo e com o mundo.
A partir de uma trajetória que integra comunicação, psicanálise, arteterapia, naturopatia, hipnose e psicologia, a autora tece reflexões sobre o poder construtivo ou feridor da linguagem que habita cada sujeito.
Revela como falas aparentemente inofensivas acabam porcristalizar crenças limitantes e favorecer sofrimentos emocionais, ao mesmo tempo em que a ressignificação das palavras permite converter dor emocional em potência, silêncio em escuta e ruptura em reconexão.
Este livro é um convite delicado e corajoso para revisitar as palavras recebidas, repetidas e internalizadas ao longo da vida e para reconhecer que, muitas vezes, o cuidado emocional começa no verbo.
Diamantino BártoloImagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/5801d8c7eb76aaa9?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
«A infelicidade é uma experiência humana comum, embora frequentemente seja vista como algo a evitar a qualquer custo. Muitas pessoas acreditam que a felicidade depende apenas de circunstâncias externas, como dinheiro, sucesso profissional ou reconhecimento social. No entanto, diversos estudos e observações da vida cotidiana mostram que as razões da infelicidade são mais complexas e, muitas vezes, estão relacionadas à forma como pensamos, nos relacionamos e interpretamos a realidade.
Uma das principais causas da infelicidade é a comparação constante com os outros. As redes sociais ampliaram esse fenómeno ao exporem versões idealizadas da vida alheia. Quando alguém mede o seu valor pelos resultados, aparência ou conquistas de outras pessoas, tende a sentir-se insuficiente, mesmo quando possui motivos concretos para estar satisfeito.
Outra razão importante é a busca incessante pela perfeição. O perfeccionismo cria expectativas difíceis de alcançar e transforma pequenos erros em grandes fracassos. Em vez de valorizar o progresso, a pessoa concentra-se nas falhas, alimentando sentimentos de frustração e desânimo.
A falta de propósito também contribui para a infelicidade. Ter objetivos claros e sentir que as ações diárias possuem significado ajuda a enfrentar desafios e momentos difíceis. Quando a vida parece vazia ou sem direção, é comum surgir uma sensação persistente de insatisfação.
Os relacionamentos problemáticos constituem igualmente uma fonte frequente de sofrimento. Conflitos familiares, amizades tóxicas, isolamento social ou dificuldades de comunicação podem afetar profundamente o bem-estar emocional. Os seres humanos são naturalmente sociais e necessitam de vínculos saudáveis para se sentirem apoiados e compreendidos.
Além disso, a incapacidade de aceitar as dificuldades da vida pode aumentar a infelicidade. Muitas pessoas acreditam que uma vida feliz significa ausência de problemas. Contudo, perdas, fracassos e mudanças fazem parte da experiência humana. Quando se tenta evitar ou negar essas situações, o sofrimento tende a intensificar-se.
Por fim, a negligência com a saúde física e mental também desempenha um papel relevante. Sono insuficiente, sedentarismo, stress excessivo e falta de momentos de descanso afetam diretamente o humor e a capacidade de lidar com os desafios do dia-a-dia.
Compreender as causas da infelicidade não significa eliminá-las completamente, mas permite desenvolver uma relação mais equilibrada com a própria vida. Ao cultivar autoconhecimento, relações saudáveis, objetivos significativos e aceitação das imperfeições, torna-se possível construir uma existência mais satisfatória e resiliente.»
BIBLIOGRAFIA: Resenha de vários psicólogos
Venade/Caminha – Portugal, 2026
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal
O poder das fábulas no cuidado emocional das crianças
Porque fábulas acalmam
Obra une ciência, afeto e imaginação para ajudar crianças a compreenderem e regularem suas emoções desde cedo.
Em um mundo cada vez mais acelerado, em que até as emoções parecem precisar de respostas rápidas, surge um convite delicado e necessário: o de desacelerar e escutar.
Escutar o que a criança sente, o que ela ainda não consegue dizer, mas que, muitas vezes, revela por meio da imaginação.
É nesse espaço sensível entre o sentir e o compreender que nasce o trabalho de Sonia Ribeiro Gonçalves e Alex Ferreira, autores que transformaram a prática clínica em um caminho de cuidado acessível e profundamente humano.
Sonia R. Gonçalvez e Alex Ferreira
Sonia, psicóloga, mestre em Neuropsicologia e especialista em Neurodesenvolvimento, construiu sua trajetória ouvindo com atenção o universo emocional das crianças, respeitando seus tempos, acolhendo seus silêncios e compreendendo que nem tudo pode ser traduzido em palavras.
Já Alex Ferreira, psicólogo, neuropsicólogo e gerontólogo, traz em sua experiência um olhar ampliado sobre o cuidado emocional ao longo da vida, construindo pontes entre gerações e reforçando que o afeto e a escuta são essenciais em qualquer fase.
A ideia do livro “Porque fábulas acalmam” nasce justamente desse encontro entre prática, sensibilidade e ciência.
Baseada na Teoria Polivagal e nos estudos da neurociência, a obra propõe uma abordagem inovadora e, ao mesmo tempo, profundamente simples: utilizar histórias e fábulas como instrumentos de regulação emocional.
Mais do que entreter, as narrativas de “Porque fábulas acalmam” tornam-se ferramentas terapêuticas, capazes de acessar o sistema emocional da criança de forma leve, simbólica e segura.
Em vez de impor controle, o livro sugere acolhimento.
Em vez de corrigir, propõe conexão.
Destinado a psicólogos, educadores e pais, o conteúdo oferece caminhos práticos para ajudar crianças a compreenderem suas emoções desde cedo, fortalecendo, assim, sua qualidade de vida emocional no futuro.
No fim, a mensagem é simples, mas poderosa: Cuidar das emoções na infância é um gesto de amor que ecoa por toda a vida.
E talvez, entre tantas técnicas e teorias, a resposta esteja em algo que sempre esteve ao nosso alcance, uma boa história, contada com presença, afeto e escuta.
Você sabia que ouvir histórias pode ser mais poderoso do que qualquer técnica de disciplina?
Que uma fábula bem contada pode ser a chave para acalmar uma criança agitada, ansiosa ou insegura?
Este livro é um convite encantador para pais, educadores e terapeutas mergulharem na mágica conexão entre contos de fadas, teoria polivagal e autorregulação emocional.
Unindo neurociência, ludicidade e poesia, os autores revelam como narrativas simbólicas tocam o sistema nervoso da criança, ativando o “Guardião da Calma”, uma metáfora poderosa que ensina os pequenos a lidarem com emoções de forma leve e segura.
Com linguagem acessível, orientações práticas e meditações guiadas , Por que Fábulas Acalmam? transforma ciência em aconchego, teoria em afeto, e comportamento em conexão.
Como seria se, em vez de controlar, você pudesse acalmar com histórias?
Descubra o poder terapêutico das fábulas e ofereça às crianças um presente que elas levarão para a vida toda: a capacidade de se autorregular com amor, segurança e imaginação.
Psicólogo Pedro Lobato Rangel transforma experiência clínica em romance sensível sobre emoções humanas
Pierre, Amor perdão e terapia
Nascido em 30 de dezembro de 1984, o psicólogo Pedro Lobato Rangel construiu uma trajetória marcada pela dedicação à saúde mental e ao estudo do comportamento humano.
Formado em Psicologia desde 2009 e com pós-graduações em Sociologia, Filosofia, Neuropsicologia e Psicanálise, ele reúne uma ampla experiência profissional em diferentes frentes de atuação.
Ao longo da carreira, Pedro atuou como acompanhante terapêutico em uma casa de reabilitação para pacientes com transtornos mentais graves (ACAPE-RJ), integrou a equipe de vistoria do sistema penitenciário do Rio de Janeiro pela Defensoria Pública (DPE-RJ) e também foi responsável por atendimentos em uma comunidade terapêutica voltada à recuperação de dependentes químicos.
Além disso, compartilhou conhecimento com o público em um quadro semanal sobre saúde mental na rádio 90,5 FM, em Volta Redonda, e assinou uma coluna sobre relacionamentos no jornal digital Sul Fluminense em Pauta.
Hoje vivendo no interior do estado do Rio de Janeiro, Pedro concilia os atendimentos como psicoterapeuta com a carreira literária iniciada em 2022, quando publicou seu primeiro livro, “Mar de Sentimentos”, uma coletânea de crônicas inspiradas em anos de escuta e convivência com as complexidades da vida emocional.
Apaixonado pelos conflitos humanos e pela forma como a arte consegue traduzi-los, o autor agora apresenta ao público a história de Pierre, um terapeuta marcado pelo sofrimento e pela dificuldade de se conectar afetivamente.
No romance, o personagem tenta se proteger dos próprios sentimentos, mas acaba descobrindo, através de seus pacientes e da prática da terapia, uma nova maneira de manter o coração pulsando.
Entre incertezas, encontros e reviravoltas emocionais, a narrativa convida o leitor a refletir sobre temas profundos como amor, perdão e o poder transformador da escuta terapêutica.
Pierre cresceu sem compreender o que realmente mantinha sua existência.
Moldado pelo sofrimento, construiu em si uma enorme barreira para se manter distante dos afetos.
Sem sucesso na tentativa de se isolar, acabou encontrando em seus pacientes e na terapia realizada com eles uma forma de manter seu coração pulsando.
Auxiliando seus pacientes a lidar com suas tristezas, e participando de suas superações, Pierre se esforça para cuidar de sua filha e se desvencilhar de seu passado angustiante, buscando sentido e alívio através das fortes relações mantidas em seu consultório.
Narrado de maneira envolvente por seu grande amigo da adolescência, Pierre é a história de um homem que precisa enfrentar os dissabores com os quais a vida cruelmente nos surpreende.
Um romance comovente e profundamente humano que, em meio a incertezas e reviravoltas, fará você refletir acerca do poder do amor, do perdão e da terapia.
A psicóloga que Minotti transforma escuta, afeto e vivência em livros que acolhem famílias
Juliana Minotti
Juliana Minotti dos Santos faz de sua vocação um espaço de escuta com técnica e coração, e transforma essa escuta em livros que acolhem, orientam e ajudam famílias a crescerem juntas.
Nascida e residente em Araraquara (SP), a “Morada do Sol” e terra de Ignácio de Loyola Brandão, Juliana construiu uma trajetória sólida na Psicologia.
Graduada em 2010, atua como psicóloga clínica, especialista em transtornos ansiosos, dores crônicas e orientação familiar.
Soma à prática uma formação robusta, com pós-graduações em Terapia por Contingências de Reforçamento, Psicopedagogia Clínica e Institucional e Psicologia Tomista, além de certificações nacionais e internacionais e vínculo com o Instituto de Psicologia Tomista.
Mas sua história vai além dos títulos.
Aos 39 anos, Juliana é casada há 16 anos com Emerson e mãe de quatro filhos, Maria Julia, Leonardo, Lucas e Miguel, seu “pequenino que mora no Céu”.
Essa vivência atravessa sua escrita e dá às suas obras um tom profundamente humano, real e acolhedor.
Atuando também como supervisora clínica e professora universitária, Juliana já publicou três livros, cada um com uma proposta distinta, mas todos unidos por um mesmo fio condutor: ajudar pessoas, especialmente crianças e famílias, a compreenderem emoções, limites e relações de forma saudável.
Seu primeiro livro nasceu da prática clínica.
Pensado inicialmente como material de psicoeducação para pacientes, ele apresenta a ciência dos temperamentos como ferramenta de autoconhecimento, no livro “Descobrindo o meu temperamento”.
Ao perceber que a literatura existente era excessivamente técnica e filosófica, Juliana desenvolveu, em parceria com outros terapeutas, uma obra com linguagem acessível, objetiva e prática, capaz de alcançar tanto leigos quanto profissionais da saúde mental interessados no tema.
Já “Lá na Terra do Contrário” surge do encontro entre memória afetiva e maternidade.
Inspirado em uma música de sua infância, o livro reflete os desafios reais de conciliar trabalho, família e educação dos filhos.
A história carrega elementos da vivência pessoal da autora e das muitas famílias que acompanhou ao longo da carreira, criando uma narrativa que acolhe, diverte e convida à reflexão.
O terceiro livro, “O Não Furacão”, talvez seja o mais delicado de todos.
Escrito especialmente para um paciente de 11 anos que enfrentava sua primeira grande frustração, o livro se tornou uma ponte para ajudá-lo a compreender as negativas da vida e a se reconciliar com elas.
A história dialoga com muitas famílias que se sentem perdidas ao tentar equilibrar afeto e disciplina, mostrando que educar também é ensinar a lidar com o “não”.
Nos três livros, Juliana Minotti constrói histórias que não subestimam a criança, nem culpabilizam os adultos.
Pelo contrário: oferecem caminhos possíveis, com sensibilidade, clareza e respeito.
Sua literatura nasce da escuta clínica, da experiência como mãe e do compromisso com uma educação emocional mais consciente.
São livros que não apenas contam histórias, eles cuidam.
Com o advento da internet, a informação está mais acessível que nunca e temas como o desenvolvimento pessoal são foco de interesse.
A psicologia, por exemplo, até pouco tempo, era uma ciência um tanto quanto escondida e eletizada, ou seja, para poucos.
Mas a chegada das redes sociais ampliou a divulgação deste conhecimento tão importante.
Por ser a rede um espaço não restrito ao âmbito informativo, mas ao contrário, aberto à todo tipo de exposição, expressão de idéias , marketing pessoal ou comercial, a imaturidade e o despreparo para a vida, de modo geral, ficaram muito evidentes.
Daí percebe-se um aumento significativo na procura por temas como o desenvolvimento pessoal, e o autoconhecimento, que é algo muito positivo.
Neste sentido, enquanto a psicologia moderna dá ênfase para temas freudianos ou behavioristas, uma onda de estudiosos e pessoas interessadas numa visão mais integral do ser humano e de sua psique trouxe ao grande público o acesso a conteúdos deixados de fora das discussões científicas e que estava restrito à práticas e formações de comunidades geralmente religiosas.
Um destes conteúdos é a ciência dos temperamentos, que tem origem milenar no século IV a.C, com Hipócrates.
Lá na Terra do Contrário
A obra nasceu por inspiração da música “Lá na terra do contrário”, de Pe. Zezinho, scj.
A personagem principal é uma menina que não gosta de seguir regras e questiona até mesmo o nome das coisas.
Ao ouvir a famosa música, resolve ir para a Terra do Contrário, onde tudo seria muito diferente.
Aos poucos, porém, ela vai percebendo que não adianta fugir, mas que, ao cantar e expor seus sentimentos consegue, finalmente, chamar a atenção de sua mãe, que era tudo o que realmente queria.
Trata-se de uma situação bastante comum nas famílias, com pais sobrecarregados, precisando se dividir entre o trabalho, as tarefas domésticas e os cuidados com as crianças.
Mas, ao final, a autora dá algumas dicas para a família trabalhar aspectos relacionados à educação emocional e o equilíbrio entre exigências e afetividade para o desenvolvimento da personalidade das crianças.
O não furacão
O “não” furacão conta a história de um menino falante e cativante que sempre teve seus desejos atendidos.
Mas, num encontro inesperado, ele ouve um “não” pela primeira vez, o que o desestabiliza profundamente.
O impacto desse “não” transforma o mundo do garoto, que passa de um cenário colorido e alegre para um estado cinza e de descontentamento.
Com a ajuda de uma doutora sábia, ele começa a entender o valor de ouvir e aceitar o “não”, aprendendo sobre autocontrole e responsabilidade.
A partir desse aprendizado, o garoto consegue voltar ao equilíbrio e encontra uma nova maneira de viver, agora mais consciente e fortalecido.
Que encontro foi esse?
Será que o menino conseguiu encontrar a felicidade que tanto desejava?
O livro oferece um modelo valioso para pais e educadores que desejam ensinar às crianças a importância de lidar com as emoções e compreender que a frustração faz parte do processo de aprendizado e amadurecimento.
A estória foi inspirada na atuação clínica da autora com famílias.
Psicóloga estreia na literatura infantil com livro que ajuda crianças a lidar com emoções
Enraive-ser para construir o próprio caminho.
Nem toda emoção é fácil de nomear, muito menos de controlar.
A raiva, então, costuma assustar adultos e crianças.
Mas e se, em vez de reprimir, a gente aprendesse a compreender?
É com esse olhar sensível que Camila Peixoto Farias, psicanalista, professora universitária, pesquisadora e mãe do pequeno Inácio, estreia na literatura infantil.
Morando em Pelotas, no Rio Grande do Sul, ela transforma anos de estudo, escuta clínica e vivência materna em uma história pensada para ajudar as crianças a reconhecer e lidar melhor com a raiva.
Camila Peixoto Farias
Acostumada a ouvir, e a acolher, Camila traz para seu livro de estréia “Enraive-ser para construir o próprio caminho” algo que vai além da teoria.
Sua experiência como psicóloga se soma ao cotidiano da maternidade, onde as emoções aparecem de forma intensa, espontânea e, muitas vezes, confusa.
É nesse espaço entre a ciência e o afeto que nasce sua escrita.
O livro aborda o controle da raiva na infância, principalmente das meninas, ajudando-as a entenderem o que sentem e a encontrarem caminhos mais saudáveis para expressar emoções difíceis.
Sem julgamentos e sem rótulos, a narrativa conversa com a criança de igual para igual, respeitando seu tempo, sua sensibilidade e sua forma própria de sentir o mundo.
Mais do que ensinar “o certo e o errado”, a obra convida ao diálogo, algo fundamental tanto em casa quanto na escola.
Pais, educadores e cuidadores encontram ali uma ferramenta delicada para abrir conversas importantes, fortalecendo o vínculo com as crianças, principalmente as meninas, mostrando que sentir raiva não é errado, mas aprender a lidar com ela é um processo.
Essa estreia na literatura infantil marca um novo capítulo na trajetória de Camila Peixoto Farias, que leva para os livros a mesma escuta cuidadosa que marca sua atuação profissional.
Uma escrita que acolhe, orienta e lembra que educação emocional também é uma forma profunda de cuidado e empoderamento.
Porque quando a criança aprende a reconhecer o que sente, ela cresce mais segura, e quando o adulto aprende a escutar, todo mundo cresce junto.
Olívia é uma menina como tantas outras: cheia de emoções, pensamentos e sentimentos intensos.
Mas há algo que ela aprende cedo, que a raiva não tem lugar.
Nesta história sensível e necessária, somos convidados a acompanhar a jornada de Olívia enquanto ela aprende a reconhecer, acolher e expressar seus sentimentos com coragem e autenticidade.
Escrito por Camila Peixoto Farias, com ilustrações delicadas de Stela Kubiaki e do pequeno Inácio, o livro é um convite à escuta e ao respeito pelas emoções das meninas, especialmente a raiva, frequentemente silenciada e mal compreendida.
Uma história de amizade, empoderamento e reencontro consigo mesma.
A presença filosófica de Schopenhauer nos pensamentos de Freud
Edipro publica compilado de textos com ideias sobre a autoconsciência humana do autor popularmente reconhecido pelo pessimismo
Para o filósofo Arthur Schopenhauer, é muito mais difícil analisar a si próprio do que aos demais, pois, no segundo caso, a tendência é ser objetivo, enquanto no primeiro há uma consideração mais neutra e, por vezes, ilusória. Com a proposta de reunir ideias semelhantes à essa e outras contribuições de Schopenhauer ao campo da psiquê, o Grupo Editorial Edipro lança Sobre a Psicologia.
Neste livro, o autor apresenta a filosofia psicológica e trata a urgência do ser humano em investigar a si próprio. Além disso, ele se destaca por dialogar com muitos conceitos que mais para frente foram consolidados pelo pai da psicanálise, Sigmund Freud, como temas sobre o inconsciente e a morte.
A Vontade, enquanto coisa em si, consiste na essência inata, verdadeira e perene do ser humano: em si mesma, porém, ela é inconsciente. Afinal, o consciente é condicionado pelo intelecto, e este é um mero acidente do nosso ser: pois se trata apenas de uma função do cérebro, o qual, junto aos nervos e à medula espinhal que nele se engancham, é um fruto, um produto, sim, um parasita do restante do organismo, na medida em que não se engrena diretamente no mecanismo do organismo, mas serve apenas ao objetivo da autoconservação, regulando as relações do corpo com o mundo externo. (Sobre a psicologia, pg. 30)
Com tradução e prefácio de Guilherme Germer, doutor em Filosofia pela Unicamp e pós-doutor em Filosofia pela USP, esta obra traz ainda textos de Schopenhauer que abordam a autoconsciência, o suicídio, a loucura e suas relações com o comportamento humano.
“Para o filósofo, a psicologia tem por escopo a explicação dos fenômenos humanos (e animais) como tais, isto é, não como eventos puramente fisiológicos ou mecânicos, mas a partir da causalidade que nos define propriamente como animais: a psicológica, cujo meio são os motivos ou representações mentais”, comenta Germer.
Sobre a Psicologia é um compilado de reflexões de Schopenhauer que discorrem sobre uma filosofia empírica, mas não de modo sistemático. Para ele, a natureza humana possui inúmeras facetas e a psicologia deve iluminar as particularidades de cada ser, não apenas buscar uma explicação de ocorrências puramente fisiológicas ou mecânicas.
Ficha Técnica: Título: Sobre a psicologia Autor: Arthur Schopenhauer Número de páginas: 128 ISBN: 9786556601205 Dimensões: 14 cm x 21 cm Preço: R$ 49,00 Onde encontrar: Amazon
SOBRE O AUTOR
Nascido em Danzig, em 1788, Schopenhauer foi um importante filósofo, que influenciou o pensamento do século XIX e continua a influenciar até os dias de hoje.
Seu modo de pensar não se encaixa em nenhum dos grandes sistemas de sua época. Foi ele quem introduziu o budismo e o pensamento indiano na metafísica alemã.
Ficou vulgarmente conhecido por seu pessimismo e influenciou grandes escritores, como Léon Tolstoi, Kafka e o brasileiro Machado de Assis.
Sobre a editora: O Grupo Editorial Edipro tem como propósito, desde 1977, publicar obras que ajudem na evolução do leitor. Edipro é formação, inspiração e entretenimento. Ao longo dos anos, são mais de 500 títulos publicados nas principais áreas do saber e novos selos foram criados, como Caminho Suave e Mantra.
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