Liberdade
Ivete Rosa de Souza: poema ‘Liberdade’


Guardo em meu coração um grito de liberdade.
Desse mundo cruel, a transbordar crueldade.
Visto-me de sonho e esperança, sem medo.
Dos que me passaram, dos que fazem da matança.
Um dia sempre escuro, deixando rastro da soberba, indecente.
Da infinita escuridão, do veneno permanente
Engolindo a verdade, destruindo a felicidade.
Sem temor, impede muitos, sem pudor ou piedade.
A viver como zumbis, nesta imensa multidão.
Incompetentes sem destino, sem mérito ou solução
Quisera poder mudar, ter coragem de enfrentar, e a cura destilar.
Movendo pedras da ignorância, da incerteza escapar.
Recebendo bênçãos e glórias, poder enfim caminhar.
Em terra livre, sem dono, sem cabresto, sem espera.
Deixar no tempo liberdade, encontrando outros, fortalecidos, levantando a bandeira.
Da comunhão de um povo, livre dos incompetentes.
Que escravizam a verdade,
Lançando ódio em corpos e mentes.
Quisera poder gritar, liberdade para sonhar, para viver novamente.