O sétimo sinal

Ramos António Amine: Conto ‘O sétimo sinal’

Ramos António Amine
Ramos António Amine
Imagem criada pela IA do ChatGPT – https://chatgpt.com/c/6a2abe96-1ce4-83e9-9cd9-378dfa25ec89

Após a fuga da aldeia com a brigada provincial e por recomendação do vigário, o carro da brigada foi conduzido até o mosteiro da capital provincial, onde o jovem foi acolhido no orfanato, enquanto aguardava os trâmites legais para a sua ida à capital do país, para frequentar o curso de Geologia, como prometido pelo vigário e confirmado pela brigada provincial.

Do outro lado do santuário, o vigário procurava formas discretas que lhe permitissem sair sem cruzar a mesma aldeia que quisera queimar vivo o jovem, pois seria ele o próximo alvo da fúria dos aldeões, por ter precipitado a saída do jovem da aldeia, quando este ainda tinha muito para dar.

Por isso, aguardava a noite.

Quando a noite chegou, disfarçado de motorista comum, o vigário colocou-se na viatura e dirigiu-se pela estrada que dava acesso à aldeia. Para sua surpresa, a aldeia estava totalmente calma, quase resignada consigo mesma. Nenhum dos seus habitantes se encontrava na estrada a vigiar os movimentos habituais. Este facto deixou o vigário incrédulo, pois não esperava tal situação, o que lhe permitiu atravessar a aldeia sem dificuldade, embora permanecesse atento a cada canto. Desconfiava sempre de possíveis ciladas por parte dos populares.

Na manhã seguinte, a aldeia descobriu que o vigário havia passado durante a noite e lamentou não tê-lo interceptado de dia, pois queria pedir desculpas pelo que acontecera ao jovem. Ainda assim, prometeu fazê-lo oportunamente, sendo aquela a única estrada de acesso ao santuário, por onde o vigário sempre passava.

No orfanato, o jovem não encontrava espaço para conversar com os outros miúdos ali acolhidos, não por preconceito das responsáveis do mosteiro, mas pela própria urgência da sua estadia. Ali, quase não havia tempo para conversas, todos estavam ocupados nos seus afazeres.

Apesar disso, observava os outros órfãos, marcados pela ausência de identidade e pela sede de futuro. Não via neles diferença essencial em relação a si. Apenas notava nos seus olhos um certo otimismo em relação ao presente e um automatismo nas suas acções, o que o distinguia, pois ele acreditava que cada um devia cultivar o seu próprio jardim, convicção que guardava desde a leitura de Cândido, de Voltaire.

Por outro lado, agradecia interiormente o cuidado das responsáveis do orfanato. Sem a sua abnegação, a rua teria sido o destino inevitável daqueles órfãos. Quis expressar a sua gratidão, mas encontrou barreiras, pois não era permitida qualquer aproximação, sobretudo de pessoas sem identidade definida, como ele. Ainda assim, guardou esse gesto consigo e prometeu fazê-lo oportunamente.

O mês foi passando.

Até que, certo dia, um dos comissionários do amparo da província, juntamente com o vigário, se fez presente na instituição. Após explicarem a razão da visita, informaram as responsáveis de que o jovem não ficaria ali de forma definitiva, pois tinha obtido a oportunidade de seguir para a capital do país para cursar Geologia, cumprindo-se assim a promessa feita pelas entidades envolvidas.

As responsáveis não resistiram. Além disso, o jovem não representava uma ligação afectiva forte para aquele lugar, que dependia sobretudo de crianças de presença recente e identidade em formação. Assim, assinaram os documentos que autorizavam a sua partida.

Porém, uma das funcionárias, a mais velha de todas, decidiu aproximar-se para se despedir do jovem. Esse gesto reabriu nele uma ferida que nunca cicatrizara: a memória da mãe e de um filho perdido há anos. No entanto, nem o jovem nem a funcionária sabiam que estavam diante de memórias vivas um do outro.

A mãe reconheceu o filho. O filho, porém, não a reconheceu. Ela ficou em choque, quase perdendo os sentidos ao ver o seu único filho transformado pelo tempo. Ainda assim, resistiu.

Decidiu revelar-se.

Mas não houve tempo.

A rotina da instituição não permitia conversas longas, e para evitar conflitos com as responsáveis, a mãe limitou-se a despedir-se do jovem, entregando-lhe um colar em formato de 7 e um papel com rabiscos apressados, onde se lia:

“Para trás, nunca, sob nenhum pretexto, pois o mundo está cheio de gente que te quer desviar do teu caminho.”

Assinado: a tua mãe.

A hora da saída para a capital já estava definida há muito. O jovem recebeu o colar e a carta, mas a sua atenção ficou presa noutro lugar. Afinal, precisava de se concentrar nos últimos dizeres vindos do vigário e dos comissionários do amparo.

Todo aquele tempo de espera permitira aos comissionários do amparo tratar de toda a documentação do jovem. Tinham prometido na aldeia, quando ele recebeu a confirmação da atribuição da oportunidade de estudos na capital, após ter respondido correctamente ao enigma elaborado pelo vigário.

Para além dos últimos dizeres, aquele momento serviu também para a entrega dos seus documentos, incluindo certificados que haviam sido esquecidos na quinta, quando da fuga da mãe e do menino. O jovem admirou-se da astúcia que levou os comissionários do amparo até à quinta dos ímpios, a ponto de tratarem de toda a documentação, sabendo que se tratava de um lugar de protecção reforçada. Ainda assim, não quis saber mais da quinta, como se pressentisse a morte do pai no garimpo daquela quinta, após ter encontrado algo de valor ímpar.

Enquanto isso, a mãe não tirava os olhos do jovem, culpando-se em silêncio por o ter deixado nas mãos do destino alheio. No entanto, nunca se culpava de ter fugido da quinta dos ímpios, decisão que os empurrou para caminhos diferentes. Dizia para consigo mesma que daria tudo para poder contornar o destino do filho. Porém, esse destino já estava traçado: curso de Geologia, na capital do país. Consciente disso, restava-lhe apenas manter-se serena e torcer pelo seu sucesso.

O jovem foi acompanhado até à terminal de transportes rodoviários da cidade, onde foi deixado sozinho para pernoitar e partir no dia seguinte. Da sua cidade para a capital, percorreria distâncias possíveis apenas com a coragem. A estrada principal não estava totalmente transitável, agravada pelo período de inverno, marcado por chuvas torrenciais e granizo.

A primeira tentação que o jovem enfrentou surgiu logo na terminal, onde, em plena noite sonolenta, sentiu que algo lhe era retirado por gente de má-fé. Era a sua pasta que, aos poucos, deixava de repousar como sua cabeceira e parecia querer ficar naquela cidade, como se os certificados vindos da quinta dos ímpios quisessem inviabilizar o seu destino. Mesmo assim, o jovem despertou a tempo e enfrentou os sem-vergonha, como se escutasse, dentro de si, as palavras ainda não lidas da carta da mãe. Apresentou-os imediatamente às autoridades da guarita e permaneceu vigilante.

Na hora de embarque, já na confusão da entrada da viatura, o jovem passou o teste da segunda tentação. Desta vez, quase perdeu o seu bilhete de passageiro, pressionado pelo fluxo desordenado de pessoas. Havia ali gente dura, marcada por uma vida que parecia não ter sido suficientemente amada pelo mundo. Ainda assim, recuperou o bilhete e seguiu viagem, guardando essa experiência consigo.

A viagem prosseguiu. Desamparado, o jovem foi-se perdendo em reflexões sobre a sua vida. Pela primeira vez, ninguém o incomodava, a não ser os rostos absortos e os companheiros de viagem isolados por ecrãs e auriculares.

Pensou que tudo na sua vida se encaixava: cada tragédia vivida preparava-o para uma etapa maior, até chegar ao ponto de se encontrar na viatura rumo à capital. Porém, por outro lado, sentia que o mundo à sua volta não era o melhor possível, daí que era imperioso começar a cultivar o seu próprio jardim.

Estas reflexões fortaleciam a sua determinação em prosseguir, apesar das estradas esburacadas e lamacentas. Só não entendia por que razão iria cursar Geologia, em detrimento de Filosofia, com a qual tivera contacto por meio de Cândido de Voltaire na quinta dos ímpios e, de A Rebelião das Massas, de Ortega y Gasset no santuário.

Até que o transporte parou em plena viagem, à procura de estratégias para escapar a um charco que se formara ao longo da estrada principal. O cenário chamou-lhe a atenção. Pensou, então, que a palavra Geologia, formada por “geo” (terra) e “logia” (estudo), poderia dar-lhe uma forma de compreender e talvez propor vias alternativas para o tráfego de pessoas e bens.

Depois de uma semana e meia de viagem, o jovem chegou à capital do país. Logo na descida, quis o destino que enfrentasse mais uma constatação dura: a existência de contentores de lixo espalhados, crianças desamparadas e, do outro lado da via, automóveis de luxo que passavam indiferentes. Notou também que, pela primeira vez, respirava um ar poluído, marcado por emissões que afectavam a camada de ozono.

Pela segunda vez, o jovem sentiu a razão de levar o curso de Geologia a sério. Porém, esse ânimo foi abafado ao recordar que, após o desembarque, cabia-lhe procurar a sua própria moradia.

Ramos António Amine

Voltar

Facebook




(Re)encontrando velhos amigos

Clayton Alexandre Zocarato: ‘(Re)encontrando velhos amigos’

Clayton Alexandre Zocarato
Clayton A. Zocarato
Imagem criada pela IA do Bing – 26 de agosto de 2024 às 9:10 PM

A festa de aniversário de um dos velhos amigos foi um evento e tanto para uma velha confraria de adolescentes que estavam já em meia idade, mas que ainda tinham força para desafiar os desejos do tempo perante seus problemas físicos e mentais.

Um dos amigos reclamava de fortes dores nas costas causadas por hérnia de disco, o que o levava para muitas horas na academia e, depois, o deixava exaustado para trabalhar em seu escritório de advocacia, que contava com um bom número de clientes.

Outro amigo, que era bancário, havia perdido a mãe fazia algumas semanas, mas era um dos mais animados para aquela sessão de ficarem relembrando de tempos passados, quando se perdiam em noites afins na antiga danceteria da cidade. Sofria com alguns problemas crônicos de saúde , como uma tosse crônica, por ter praticamente ter fumado tudo quanto foi marca de cigarro barata na juventude. Era o que dava para comprar na época”… dizia, com certo sarcasmo.

Já o outro sofria com uma ansiedade, que tinha que ser controlada com fortes medicamentos ‘tarja preta’, mas que não impedia de tomar suas cachacinhas, sempre que podia ficar longe dos olhares atentos, tanto de sua mãe, como de seus alunos do Ensino Médio.

Esses eram os principais membros desse doce ‘(re)encontro’, que muito provavelmente teria as mesmas conjecturas comportamentais  desde  a última vez que tiveram juntos.

Não haveria uma nova história para se narrar, tampouco uma nova história em ser contada, que viesse angariar algum frisson notório…

Mas o que realmente importava é que os três velhos amigos da adolescência estavam ali para  curtir, dentro do possível,  velhas afinidades que tinham sido meio que apagadas com o tempo e o ritmo frenético de suas vidas empregatícias.

Mas dessa vez, a festa de aniversário tinha como foco principal um estranho sistema de diversão, onde boa parte dos convidados havia trazido jogos, que assim viesse a manipular por algumas horas uma realidade que não fosse  a melhor para todos, era ao menos louvável de esperança para muitos de seus convidados.

E assim, quando todos chegaram a casa, que ainda estava em construção, com alguns alicerces a mostra, se passaram  um bocado de momentos se entorpecendo de Coca-Cola e carne assada, para depois armarem sua mesa board games, para assim darem inicio a uma jogatina que praticamente não teria horário para acabar.

Um dos amigos, (o mais introspectivo de todos e todas), quanto a se deixar seduzir pelo vício, estava de certa forma ficando entediado, em somente ouvir  a respeito de campeonatos de jogos de mesa, pelas quais não fazia a menor questão de participar, pois tinha outros anseios em sua mente, como em terminar os artigos que escrevia para diferentes meios de comunicação.

Até que, entre tantas pessoas, com as quais tinha pouca afinidade, começou a conversar com uma das convidadas, esposa de um dos  amigos, do seu amigo aniversariante.

Ai sim, esse ‘camaleão’ no meio do senso-comum do divertimento se sentiu valorizado, pois começaram a discutir ideias acerca de neurociências, pedagogias e metodologias a serem desenvolvidas dentro da sala e aula.

Ela também era professora.

Foi um bate-papo e tanto, e o ‘(re)encontro’ dos amigos se tornou um afluente colcha de diálogos que estava sendo disseminada em polivalentes naipes, de que não adianta em determinados momentos continuar insistindo em comiserar atitudes mentais que venham a transpor hábitos tecnicistas, que enquanto muitos querem a multidão para exaustão, muitos querem a solidão para sua reflexão.

A conversa em certo momento estava fazendo com que o ‘senso comum’, de algumas pessoas ficasse mais apurado, e enquanto aconteciam rodadas e mais rodas das mais variadas tipologias de board games, os dois novos conhecidos continuavam alegremente a troca mútua de informações.

Para esse amigo, depois dessa conversa, é que a festa tinha de fato começado, imiscuindo novas maneiras em como ‘ser uma dialética ambulante’ em poder ensinar, como aprender, não ficar unicamente somente à mercê de um ‘mundo de fantasia’, que estava contra sua lógica filosófica, em tentar encontrar alguém que pudesse discutir acerca tanto de ‘quibe a sutiã’.

Antes de se iniciar esse diálogo ficava de minuto a minuto olhando o celular, e seu relógio de pulso, almejando descobrir ou criar alguma desculpa para ir embora.

Não que se sentisse excluído, mas se sentia ‘um peixe fora d’água’ em meio a uma bagatela de assuntos, que sabia que assim que deixasse aquele recinto de pessoas queridas não lhe serviria, provavelmente, mais para nada.

Depois desse diálogo intelectualizado, de tanto insistirem aceitou jogar um pouco mesmo que bem a contragosto, e, de certa forma, acabou por se alegrar um pouco naqueles momentos derradeiros do ‘(re)encontro dos velhos amigos’.

Refletindo depois que foi embora da festa, ‘ele’ bem sabia que teria que se esforçar e muito para não viver só de saudade, encarcerado psicologicamente em um tempo que já tinha se ido embora. Ou  aceitar os ritmos de estar só, ou adentrar em um mundo comportamental que abominava intrepidamente?

Bem sabia que tudo o que tinha lido e escrito, teria que em muitos momentos ficar só para si mesmo e não compartilhar, para não ‘ser taxado de lunático ou doido’.

Mas aquele ‘(re)encontro’, no final das contas foi bacana, serviu para aguçar um pouco sua saúde mental, e para colher novos fronts intelectuais, de um estrutura social de se reaver perante o universo social que estava inserido.

Sim! O amigo professor, era diferente das outras pessoas, e como castigo por sua escolha profissional, sabia que não adiantaria ficar insistindo em explicar quais eram seus prazeres e hobbies.

Poucos entenderiam, e também estava sujeito a sofrer um pragmático julgamento, (como ocorreu nos tempos em era mocinho) de esquisito e estranho.

No caminho de volta a casa, em meio à fria e leve garoa, ficou pensando consigo mesmo… – Haverá novos ‘(re)encontros’, assim como novas pessoas  a dialogarem com o nerd aqui, assim como também haverá a repetição das mesmas conversas pelas quais evito constantemente participar…

Respirou fundo e concluiu o raciocínio…

– Assim é a vida de quem pensa, ‘fora da casinha’... demonstrando um leve sorrisinho de ironia.

– Termina praticamente refém do seu próprio conhecimento.

Clayton Alexandre Zocarato

Contatos com o autor

Voltar

Facebook




Espetáculo Quilombo MemORÍa no Teatro Arthur Azevedo

A peça conta o reencontro entre avó e neto, quando ele a tira do isolamento durante a Covid-19 e a leva para morar junto dele, com o intuito de resgatar as histórias e memórias da avó enquanto é tempo

Cena da peça 'Quilombo MemORÍa'
Cena da peça ‘Quilombo MemORÍa’

Link para download de fotos – crédito João Caldas

Dramaturgia trata essencialmente de ancestralidade a partir de um pilar importante da cultura africana: a oralidade. Por milhares e milhares de anos, povos do continente africano têm transmitido saberes por meio da fala, já que grande parte dos povos são ágrafos.

Sabemos que QUILOMBO pode ter vários significados além de esconderijo, também pode ser agrupamento, aldeia, refúgio, recanto. ORI é um termo Yorubá que significa: a mente, a cabeça, a inteligência, a alma orgânica, a essência real do ser, uma intuição espiritual e destino. A memória se perde com o tempo? Pode ser resgatada? Pode ser relembrada?

Quilombo MemORÍa é escrito, dirigido e interpretado por atores negros, que se propoem a criar uma narrativa fantástica que resvala em fundamentos do movimemento afrofuturista. Vale ainda dizer que as principais funções criativas do projeto também são exercidas por artistas negros.

SINOPSE

No texto, João (André Santos) é um advogado que carrega em si as memórias de muitos momentos com a sua avó, Dona Glória (Miriam Limma), que sofre de Alzheimer e se encontra em risco durante a pandemia do COVID-19. Querendo resgatar sua avó e, com isso, resgatar suas tradições mais ancestrais, ele conduz um “sequestro” para que essas recordações e histórias não se percam.

Sobre Eduardo Silva – direção

Ator desde 1978, participou de filmes publicitários, seriados, minisséries, programas infantis, programas educativos, 10 novelas, curtas-metragens (02 prêmios como melhor ator) e 15 longas-metragens.

No teatro atuou em 12 espetáculos infantis, onde ganhou 15 prêmios como Ator Revelação, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Ator (Mambembe, APCA, APETESP, Governador do Estado e Qualidade Brasil), e 25 espetáculos adultos, nos quais ganhou 4 prêmios como Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Ator (Molière, SHELL, Mambembe e APCA).

É diretor do Grupo de Teatro GRIOT’S PULSANTES, com seu trabalho mais recente sendo a peça “Olhos Cor de Mel de James Dean” (Zeno Wilde).

Sobre André Santos – dramaturgo e ator

Formado pela Escola de Atores do Centro de Artes Cênicas do TUCA (PUC-SP / 2003), entre os trabalhos recentes destaca: “Quem Prospera, Sempre Alcança”, texto e direção de Leonardo Cortez (2019-2023); “Casa Estranha”, texto e direção de Leonardo Cortez (2021); “Quem Conta um Conto, Aumenta Um Sonho”, Contos de autores brasileiros, direção de Plinio Meirelles (2019-2020), “Muro”, Coletivo Favela em Cena, texto de William Gutierre e André Santos, direção de André Santos (2018)

Sobre Miriam Limma – atriz

Atriz, cantora e roteirista; também é graduada em Letras pela Universidade de São Paulo em Inglês e Português, sendo que durante a graduação, passou dois semestres em Montreal, Canadá onde estudou na Universidade Concórdia. Fez cursos e oficinas de Artes Cênicas, canto, dublagem, locução, roteiro e dramaturgia em diversas instituições, tais como Senac, SP Escola e Instituto Stanislavsky e Roteiraria.

Atuou nos musicais “Godspell”, “The Tempest”, “Oh, Brother! e “Ivan Lins em cena” e em peças de teatro, tais como “Te amo, Franco Roo!” e “Te amo, Arô! ̈ dirigidas por Fernando Neves, “Feio” (prêmio APCA) e “Política da Editora” direção de Cíntia Alves, “Otelo 2018”, dirigido por John Mowat, entre outros.

Este projeto foi contemplado pela 16ª Edição do Prêmio Zé Renato – Secretaria Municipal de Cultura 

FICHA TÉCNICA

Direção – Eduardo Silva

Codireção – Ananza Macedo

Texto – André Santos

Elenco – André Santos e Miriam Limma

Cenografia – Flávio Serafin

Figurinos, acessórios e visagismo – Érica Ribeiro

Iluminação – Ricardo Bueno

Direção musical – Stela Nesrine

Trilha sonora e composições – Stela Nesrine

Coreografia – Betho Pacheco

Fotografia – João Caldas Filho

Projeto gráfico – Alexandre Ignácio Alves e Ronaldo Lemos (Estúdio Amarelo)

Direção de produção – Sonia Kavantan

Produção executiva – Tiago Barizon

Assistente de produção – Conrado Sardinha

Intérprete de Libras – Karen Nabeta

Realização – LS Gestão e Comunicação Cultural, Secretaria Municipal de Cultura e Prefeitura de São Paulo

SERVIÇO: 

Temporada Teatro Arthur Azevedo – Sala Multiuso
Av. Paes de Barros, 955 – Alto da Mooca

De 12 a 29/10

Apresentações com interpretação em libras: dias 15 e 27/10.

Quintas, sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 18h
Ingressos gratuitos – Retirada uma hora antes do início do espetáculo na bilheteria
Estacionamento no local (sujeito à lotação) 

Duração: 70 minutos
Classificação indicativa: 10 anos
Informações: atendimento@kavantan.com.br