Há ausências que não fazem barulho, mas ecoam… A cada nova edição do Jornal ROL, reencontro a alegria de ler textos que inspiram e de ver novos colegas enriquecendo esse espaço de reflexão e diálogo. Sinto satisfação a cada voz que chega, a cada olhar que amplia horizontes. Leio os textos, celebro a qualidade das reflexões, alegro-me com a chegada de novos colaboradores e percebo, com sincera admiração, um jornal cada vez mais plural e vivo. Mas, entre uma página e outra, também me visita um discreto incômodo: o da minha própria sazonalidade. Discretamente, entre uma leitura e outra, uma pergunta me acompanha: em que estação ficaram as minhas palavras?
Escrever como colunista nunca foi apenas produzir palavras; foi pertencer, participar e deixar, periodicamente, um fragmento de mim. Ser colunista nunca foi apenas publicar um texto. Era um compromisso silencioso com a escrita, um encontro periódico com leitores e leitoras que talvez eu nunca conhecesse, mas que, por alguns minutos, caminhavam comigo pelas linhas.
Talvez a escrita tenha mesmo esse poder: quando se afasta, não nos abandona. Apenas permanece em silêncio, aguardando o instante certo para voltar a florescer.
Há saudades que não se explicam. Apenas se revelam. A vida, por vezes, impõe seus ritmos, e a escrita também aprende a respeitar os intervalos. Ainda assim, confesso: minha sazonalidade me inquieta. Sinto falta da disciplina do pensamento que busca forma, da emoção que encontra morada nas palavras e da alegria serena de entregar um texto ao mundo.
Talvez escrever seja exatamente isso: um lugar para onde sempre voltamos. E, quando a saudade se transforma em palavra, já não estamos completamente ausentes. Estamos, aos poucos, reencontrando o caminho de casa…
A vida é uma obra-prima esculpida por Deus. Ele, o grande pintor do universo. Aquele que desenhou, com o verbo, tudo o que foi feito. Em cada detalhe, verbalizou a perfeição, a graça e a luz.
Não havia imperfeições na criação. Cada animal, cada ave, cada inseto, cada árvore e cada tom de verde eram verbalizados com o mais minucioso detalhe. O que o olho humano não alcança foi o que Deus planejou para o interior do homem. E, quando Ele disse: “Haja luz”, a luz raiou e aqueceu a Terra; assim fez-se o dia. “Haja noite”, e a escuridão tomou conta do céu. Por amor, para que o céu não ficasse em total escuridão, Ele fez a Lua e verbalizou novamente: “Haja estrelas!”.
Somos tão especiais para Deus que Ele planejou tudo o que, para nós, humanos, talvez fossem insignificâncias. Mas então Ele fez o homem… Ah, o homem… a mais perfeita criação, um ser dotado de força, agilidade e pronto para governar o mundo. O homem governou sobre os animais; as feras o temiam. As serpentes fugiam dele, e isso era perfeito.
Todavia, o homem não foi suficiente sozinho. Embora na companhia dos animais, ele sentia-se só. Olhava para os animais, todos com sua fêmea; ele, no entanto, dormia nu, deitado sobre o gramado verde, fora de período, e não compreendia sua solidão. Pobre Adão, ali se viu um poeta. Perguntou para Deus: “Por que eu não tenho uma companheira para me trazer calor? Gostaria de poder me debruçar no colo de uma fêmea, assim como os leões e todas as espécies que existem neste jardim. Oh, Deus, por que não fez tudo perfeito para mim? Acaso eu não mereço este favor?”.
Adão começou a pensar que os animais eram mais amados por Deus do que ele próprio, que era feito à imagem e semelhança do Criador.
Então Deus viu, naquele momento, nascer o poeta questionador e percebeu que ele precisava de uma resposta para seus conflitos internos. Decidiu criar a companheira que Adão queria. Fez Deus que Adão caísse em profundo sono e tomou uma de suas costelas. Mais uma vez verbalizou, dizendo: “Haja beleza, doçura e encanto. Haja calor e uma pele aveludada para aquecer seu companheiro. Haja seios e pernas contornadas, cabelos belíssimos que caiam sobre suas costas, e que ela seja forte para fortalecer seu companheiro quando ele se sentir fraco. Que ela seja inteligente para governar com ele”.
Então Deus criou a mulher…
Ao acordar do profundo sono, Deus chamou: “Adão! Venha ver sua companheira”. Adão, maravilhado com a perfeição de sua fêmea, disse: “Osso dos meus ossos e carne da minha carne”.
Deus disse: “Você agora não está só. Cuide da sua companheira, não a deixe só. Proteja-a com sua vida, se preciso for”.
Um cenário perfeito, uma mulher perfeita, e agora sim, Adão se considerava um homem perfeito.
Mas Adão não cumpriu o que Deus disse e, depois de muito conviver com a mulher, sentiu falta dos animais e da solidão. Passou a deixar sua mulher sozinha. Ela, sentindo-se só, passou a caminhar por todo o jardim e, numa das árvores, conheceu uma serpente falante que a seduziu.
E o final da história todos já sabem… Adão culpou Deus, a mulher culpou a serpente, e a serpente nem havia saído do lugar; a mulher foi até ela. Deus havia dito para Adão e Eva que poderiam comer de todas as árvores do Jardim, menos da árvore da ciência do bem e do mal.
Deus poderia destruir Eva, mas Adão ficaria revoltado e só novamente. Então Deus decidiu que o homem deveria, a partir daquele dia, se virar sozinho; a mulher deveria sentir dores e ter filhos para aprender a não ser desobediente; e a serpente passou a rastejar e comer o pó da terra por todos os séculos.
Mas o que se aprende com tudo isso é: homens, não abandonem suas mulheres, pois as serpentes hoje estão por toda parte. Mulheres, não pisem em lugares que não foram feitos para vocês; ali vocês sentirão dores desnecessárias. E serpentes, não pensem que ficarão impunes quando causarem danos aos filhos de Deus.
Aos poetas, Deus disse: continuem questionando, mas quando tiverem a oportunidade de viver a resposta, aproveitem cada segundo porque eles não voltam.
Marta Oliverihttps://gemini.google.com/app/d489f296251ff4fe?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
Por qué habremos de sufrir el infierno en escenario edénico, qué hace al hombre presa de tal duelo que se erige de ácidos fantasmas sobre la dulce piedad de las estrellas
Qué decide que el uno,corazón, templo erigido por los cuarto cimientos de las cuatro estaciones tienda un pálpito de hielo hacia su centro y una garra hacia la piel inerme de su prójimo
¿No alcanzó la cruz, el Gólgota el madero infinito el grito del poeta la parábola diáfana del agua el bautismo la verja en azul del finito mirar la suave nervadura del árbol junto al nido.
¿No fue suficiente la emoción del nacimiento la inocencia original que nos dio cuna?
¿Cuanta muerte es la muerte inocente y salvaje para que el miedo en círculos dantescos logre erigir un calendario eterno?
¿Cuanto puede sufrir una criatura hasta donde resiste la tierra anochecida?. Qué pan daremos hacia el fin del trigo qué leche en pechos muertos, qué hermandad en cadáveres?
Veo la lumbre el susurro abismal de este temblor que sólo se atreve en pesadilla intima voz rezando una plegaria a qué dios si no nace la cuna urdida con las manos mortales de los hombres
quién podrá darlo a luz si la tierra marchita su vientre en la penumbra de los tiempos oscuros.
José Antonio Torreshttps://gemini.google.com/app/0e3dd6a5f686841a?utm_source=app_launcher&utm_medium= owned&utm_campaign=base_all
Em algum momento da vida, você já parou para refletir e se perguntou se, e o quanto, ajudou alguém?
Ao fazer essa reflexão, talvez se surpreenda ao perceber que a sua vida está sendo inútil nesse quesito tão importante. Faça uma retrospectiva e tente lembrar de quantas oportunidades teve para ser útil, para amparar ou socorrer alguém ou alguma instituição em dificuldades, e se omitiu.
Não estou falando apenas de ajuda financeira, pois entendo as dificuldades e as despesas que a vida nos impõe. Considere-se um privilegiado se tem condições de quitar e resolver essas dificuldades próprias. Muitos se acham em situação desesperadora e não conseguem.
Diante dessa incapacidade, é como se um buraco no chão se abrisse, fosse se alargando e engolindo quem se encontra nessas condições.
Talvez o nosso primeiro pensamento seja o de julgar que a pessoa ou a instituição cavou o seu próprio buraco. Algumas vezes é verdade, mas, em outras, elas foram empurradas para esse buraco devido a inúmeros fatores.
Sempre que for possível, seja, com o mínimo que puder dispor financeiramente ou através do seu tempo livre, voluntário em alguma causa – sempre há quem precise – doe ou doe-se! Posso garantir que isso te fará sentir muito bem e renovado como ser humano.
É muito fácil criticar quando alguém erra ou encontra-se em dificuldades, mesmo sem sabermos o que levou àquela situação. Nessas horas, deveríamos abrir mais os braços do que a boca.
O mundo precisa mais de quem acolha do que de quem critique.
Augusto Damashttps://chatgpt.com/s/m_6a6535930624819196a6149b0dbbe3c0
Neste Dia do Escritor, prestamos nossa mais sincera homenagem àqueles que transformam palavras em conhecimento, sentimentos em poesia e ideias em inspiração.
O escritor é o guardião da memória, o construtor de sonhos e o semeador da cultura. Em cada página escrita, permanece um legado que atravessa gerações, desperta reflexões e fortalece os valores da sociedade.
Escrever é um ato de coragem, sensibilidade e compromisso com a verdade, a imaginação e o saber. Por meio da literatura, da crônica, do artigo, da poesia ou da pesquisa, o escritor amplia horizontes, aproxima pessoas e preserva a riqueza da língua e da história.
Que esta data seja um reconhecimento a todos os autores que dedicam sua vida à arte da escrita, contribuindo para uma sociedade mais consciente, humana e culta.
Parabéns a todos os escritores! Que a inspiração continue iluminando seus caminhos e que suas palavras permaneçam vivas, tocando corações e transformando o mundo.
Surendra Nagaraju – ElanaagaImagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/e32de6a4cf75733d?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
Of late, the whole world is appearing black to me. People, environs– everything is dark around me.
I pondered a lot and chose the right remedy: Wash out the murk accumulated inside me.
Right remedy
Ultimamente, o mundo inteiro está me parecendo negro.
Pessoas, ambientes – tudo está escuro ao meu redor.
Refleti muito e escolhi o remédio certo: Lavar a escuridão acumulada dentro de mim.