Preceitos – Uma crônica reflexiva de José Antonio Torres

Uma reflexão profunda sobre a sublime tríade do amor, do respeito e da harmonia como chaves definitivas para a felicidade humana

Fotografia realista num cenário de jardim comunitário com pessoas ao fundo. Em destaque, no banco de madeira, a família sorri unida. Suspensa por cima deles, uma placa de madeira rústica apresenta, de forma destacada, os três pilares fundamentais: "Amar verdadeiramente / Respeitar as diferenças / Conviver em paz.
José Antonio Torres
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Amar, respeitar e conviver em paz. Três propósitos que deveríamos ter como naturais.

Quem ama, respeita e convive em harmonia. Faz parte da sua essência. Para quem assim vive, a paz é fundamental.

Quem respeita tem o caminho e o coração abertos para amar e ser amado. Será sempre uma pessoa aglutinadora e agradável de se conviver.

Quem sabe conviver em paz, consequentemente, é alguém que respeita as condições e o ambiente em que vive. Logo, sabe amar incondicionalmente e sempre será amado.

Os conflitos e as mágoas ocorrem em virtude de faltar uma das três condições acima.

Devemos sempre estar com o coração propício ao amor, sabendo respeitar e, em consequência, vivendo em harmonia.

A vida nos dá lições diariamente. Infelizmente, como alunos rebeldes que somos, nos comportamos displicentemente e, não raras vezes, deixamos de aprender as lições, sofrendo, assim, consequências que atormentam o nosso viver.

Cuidemos de melhorar nossa existência. Isso depende, apenas, do nosso próprio entendimento e determinação.
A felicidade está ao nosso alcance.

José Antonio Torres

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O que é a vida?

Uma viagem poética e profunda sobre o verdadeiro significado de estar vivo

Marli Freitas
Marli Freitas
Uma composição artística e vibrante em formato de colagem com elementos da natureza e espirituais. No primeiro plano à esquerda, uma mulher de perfil, com os olhos fechados e expressão de serenidade, veste uma blusa branca e está rodeada por flores coloridas, incluindo girassóis e uma borboleta. Na parte superior esquerda, vê-se uma paisagem montanhosa ao amanhecer com pássaros a voar. Ao centro e à direita, a imagem transita por cenários místicos: flores brancas em destaque, uma fogueira com chamas em formato de coração, uma cachoeira límpida, uma galáxia espiralada no espaço e mãos estendidas na direcção de um planeta iluminado. Na parte inferior direita, uma rocha exibe um cristal lapidado brilhante com vista para montanhas e vales ao entardecer.
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A vida é…

O movimento vestido de magia e poesia,

O desassossego que move a procura,

O sal que valoriza o advento.

A vida é…

O entusiasmo que embeleza o etéreo,

O colorido que matiza a alma de céu,

A infinita novidade de cada revelar em flor.

A vida é…

O fogo em eterna vigília de amor,

O frescor que perfuma o espaço e o tempo,

O delírio que leva à imaginação e nutre o sonho.

A vida é…

A fé que significa o mistério,

O elo que nos une à grandeza do universo,

A essência cristalina de Deus.

Marli F. Freitas

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Mania: O reflexivo poema de Dorilda Almeida

Poema ‘Mania’ convida o leitor do Jornal ROL a uma pausa reconfortante na rotina.

Dorilda Almeida
Dorilda Almeida
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Eu tenho várias manias:
Mania de dormir à tarde
Todos os dias
Retirar o ego da vida
Para descansar de mim mesma.

Eu tenho várias manias:
Mania de comer bem
Comida feita na hora
Quentinha e saudável
E que faz tão bem.

Eu tenho várias manias:
Mania de sentir alegria
Alegria de viver
Alegria de ser eu
E de amar você.

Eu tenho várias manias:
Mania de conhecer
Gente
Mania de conhecer
O outro
Mania de conhecer
A mim mesma.

Ora eu penso que é mania
Ora eu penso que é querer
Querer sempre é mania
Ou mania é querer?

               

Dorilda Almeida

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O escrever

Milton Gaspar Domingos:
Uma jornada sobre como a arte e o conhecimento transformam o vazio em liberdade e dão voz ao silêncio da alma

Um jovem com cabelo escuro encaracolado e sardas está sentado a uma secretária de madeira, profundamente concentrado a pintar num caderno de esboços. A luz do sol entra por uma janela à direita, iluminando o espaço com uma luz quente e acolhedora. Ele está a pintar uma borboleta com um forte contraste: a asa esquerda é feita de traços pretos e caóticos a carvão ou lápis, enquanto a asa direita é vibrante, pintada com aguarelas e funde-se com flores coloridas. Uma linha que se assemelha a um batimento cardíaco atravessa a parte inferior do desenho. A mesa à sua volta está repleta de materiais de arte, incluindo uma paleta de aguarelas suja de tinta, copos com pincéis, aparas de lápis e vários papéis soltos com esboços geométricos e formas.
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Mais do que pintar o caderno é,
é ver o mundo como ninguém vê
é dar vida, também realidade
ao desejo, e à necessidade

Sim, é aprender no divertimento
Exteriorizar o pensamento
é criar do nada, sim, do vazio
Atender o espírito que em mim crio

É libertar-se, sim, da ignorância
luz ter, livrar-se da inconsciência
É transformar os feios em bonitos

sentir no coração o batimento
É do mudismo não permanecer,
do grito silencioso viver.

Milton Gaspar Domingos

Milton Gaspar Domingos

Milton Gaspar Domingos (Decano), natural da província de Malanje (Angola) e residente no município do Quéssua, é professor de Língua Portuguesa e de Literatura), no Liceu nº 314 – 4 de Janeiro.

Mestrando em Educação pela Universidade Europeia do Atlântico (UNEATLÂNTICO) e Licenciado em Língua e Literaturas em Língua Portuguesa pela Faculdade de Humanidades da Universidade António Agostinho Neto (FHUAN).

Autor de artigos disponíveis na internet e investigador na área de Língua, Literatura.

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Como poderiam saber…

Uma sensível e perspicaz contestação das verdades absolutas da ciência diante da soberania do sentimento humano

Bahtiyar Hidayet (Bakhtiyar Hasanov)
Bahtiyar Hidayet (Bakhtiyar Hasanov)
Fotografia realista num formato panorâmico que mostra um casal numa varanda à noite. À esquerda, um homem de cabelo escuro e casaco verde-escuro olha com carinho para uma mulher. À direita, a mulher, com um vestido branco e cabelo ondulado, sorri suavemente, envolvida por uma aura luminosa e brilhante como uma estrela. A varanda está decorada com luzes quentes e plantas. Ao fundo, vê-se o horizonte da cidade sob um céu noturno estrelado com a lua crescente.
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“A estrela mais próxima da Terra é o Sol.”

Mas como poderiam sabê-lo os astrônomos?

Pois, para mim, a estrela mais próxima

É minha amada — ela é a estrela na varanda.

“A era mais longa foi a Idade da Pedra.”

Mas como poderiam sabê-lo os historiadores?

Pois, para mim, a era mais longa

É o tempo em que esperei por você.

“A coisa mais difícil é conhecer a si mesmo.”

Mas como poderiam sabê-lo os filósofos?

Pois, para mim, a coisa mais difícil

É perder você.

“1 + 1 = 2.”

Mas como poderiam sabê-lo os matemáticos?

Que você e eu somos uma só alma.

…Ah, Quanta esperança deposito nas pessoas,

Quantos sonhos espero delas

Nem mesmo os eruditos conseguem me compreender,

Muito menos os tolos.

Bakhtiyar Hasanov

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Primavera – Poesia de Lina Veira

A força de uma chuva que não quer apenas molhar as ruas, mas purificar a própria essência humana

Lina Veira
Lina Veira
Capa em tons de cinza com gotas de chuva num vidro em plano de fundo. No centro, destaca-se o título "PRIMAVERA" em letras azuis-claras, seguido do subtítulo "Chuva que pinga, pinga" em caligrafia branca. Na parte inferior, surge a autoria "LINA VEIRA" ao lado de um círculo azul-claro.
Fonte: Canva

É primavera

 Rua molhada, céu cinzento.

Chuva que pinga, pinga, pinga sem ter fim.

Quisera lavar a sujeira que predomina no coração do homem.

Quisera lavar seus lábios, corpo e alma.

Quisera lavar seus ossos,

E deixá-los à correnteza da chuva.

Chuva que pinga, pinga, pinga sem ter fim.

Chuva que pinga, pinga, pinga sem ter fim.

Lina Veira

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Noites de ausência

Karen Iveth Orellana:
Quando a noite acolhe os silêncios da alma

Karen Iveth Orellana
Karen Iveth Orellana
Fotografia intimista e contemplativa de uma mulher com traços semelhantes aos da autora do poema, sentada à noite numa varanda acolhedora. Ela veste um xale escuro com estampas discretas e apoia os braços numa mesa de madeira iluminada pela luz suave de uma vela. Sobre a mesa, veem-se um caderno com caneta e uma xícara. Ao fundo, sob um céu noturno estrelado com uma lua cheia a iluminar a paisagem em tom de mistério, o ambiente transmite um sentimento de profunda calma e reflexão.
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Abraço o silêncio, o mistério e a calma profunda.

A noite não é apenas ausência de luz,

mas um refúgio íntimo onde a alma descansa das

exigências do dia e encontra a sua própria verdade.

Karen Iveth Orellana

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