Lá vou eu!

Milton Gaspar Domingues: Poema ‘Lá vou eu!’ — Uma viagem profunda, ritmada e inquietante pelos labirintos da mente e da busca de si mesmo

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Lá vou Eu!
Andando, rastejando,
Indo nesta corrida pela vida,
Lá vou Eu!

Deixando-me levar cativo pelos pensamentos, Lá vou Eu!

Sonhando somhos sonhados sem ser concretizados, Lá vou Eu!

Lá vou Eu!
Parando de pensar pensamentos pensados;
Perder-se em tais e achar-se vagueando – Lá vou Eu!

Lá vou Eu?!… Aonde?
Subindo às escadas do pensar?
Ou descendo as profundezas do tal?
Ah! Sei lá!
Vou procurar-me até me encontrar;
Seguir aonde a vida vai

Lá vou Eu!

Ei! Espere por mim!
Espere aí!
Aquele sou Eu?!
Sim, sou você!
E você está em Mim
Ah! Lá vou Eu!

Milton Gaspar Domingues

Milton Gaspar Domingues
Milton Gaspar Domingues

Milton Gaspar Domingos (Decano), natural da província de Malanje (Angola) e residente no município do Quéssua, é professor de Língua Portuguesa e de Literatura), no Liceu nº 314 – 4 de Janeiro.

Mestrando em Educação pela Universidade Europeia do Atlântico (UNEATLÂNTICO) e Licenciado em Língua e Literaturas em Língua Portuguesa pela Faculdade de Humanidades da Universidade António Agostinho Neto (FHUAN).

Autor de artigos disponíveis na internet e investigador na área de Língua, Literatura.

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Traços mnêmicos

Marcus Hemerly: Poema ‘Traços Mnêmicos’

Marcus Hemerly
Marcus Hemerly
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Nos alvéolos alquímicos de meus pulmões,
Inspirava névoa invisível, fria ou incandescente,
Digladiava-se inata ao despertar pubescente,
Que assoma em “porquês” e contradições.

As lembranças registram a passagem da trilha,
Aferrolhadas a meus segredos intracromossomiais,
Trespassam a una história em veias abissais,
De rubro sangue que na Rosa dos Ventos estribilha.

Queria me lembrar de tudo, um pouco, em tom fiel,
Mas embotam a mente saudades e frustração,
De como seria se ao pretérito, ferrenho, tivesse dito não.

Irrompe percepção do vivido engodo em lúcido revel,
Caminhando a estrada do Eros em passiva imprudência,
Criando, nostálgico e parcial, minha ideada reminiscência…

Marcus Hemerly

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Voar

Laskiaf Amortegui: Poema ‘voar’

Laskiaf Amortegui
Laskiaf Amortegui
Imagem criada pela IA do Gemini, em 07 de julho de 2026, às 10h19
Imagem criada pela IA do Gemini, em 07/07/2026, às 10h19

VOAR

para voar ou morro para voar…

​Voar acima dos meus preceitos, às vezes, torna-me uma pessoa melhor.

Voar acima dos meus sonhos: isso faz-me infeliz.

Voar sem deixar rasto, isso entristece a minha alma.

Voar sacudindo as nuvens: isso gera uma chuva de esperanças.

Voar para além do tempo glorifica-me.

Voar sem bater as minhas asas escraviza-me.

Voar, sempre voar e dançar entre quimeras de cores efémeras.

Voar e voar, devo voar, ainda que seja com o pensamento.

Laskiaf Amortegui

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