Do chão bordei o céu: poesia que nasce da floresta e alcança o mundo

Obra da poeta acreana Luciane Ferreira de Morais transforma memória, natureza e afetos em versos que conectam território e identidade

Do chão bordei o céu
Do chão bordei o céu

A poesia pode nascer do silêncio, da lembrança e do pertencimento.

Em “Do chão bordei o céu“, a poeta acreana Luciane Ferreira de Morais transforma sua trajetória em versos que entrelaçam memória, natureza e afetos, revelando um olhar sensível sobre a terra que a formou.

Luciane Morais
Luciane Morais

Nascida no Seringal Riachuelo, no município de Feijó, no Acre, Luciane carrega desde a infância um vínculo profundo com a floresta.

Essa relação atravessa sua escrita e se manifesta em seus dois livros publicados, “Dos galhos de uma árvore tec vresos acreanos” e “Do chão bordei o céu”, marcados pelo amor e admiração pela natureza.

Com formação em Geografia e mestrado em Letras pela Universidade Federal do Acre, a autora constrói sua poesia a partir de uma vivência que une território, identidade e sensibilidade.

Trabalhando na administração pública, encontrou na escrita um espaço terapêutico, versos que começaram a surgir em bloquinhos de papel, rabiscados na Biblioteca Pública, e que hoje compõem uma obra de forte valor afetivo e cultural.

Inspirada por leituras de nomes como Paulo Leminski, Carlos Drummond de Andrade e Manoel de Barros, Luciane constrói em “Do chão bordei o céu” uma narrativa poética dividida em três movimentos:

• “Do chão de terra”, que resgata memórias do Seringal e das vivências da infância;

• “Do chão cimento”, que reflete o olhar urbano sem perder o vínculo com a contemplação da natureza;

• “Do chão de sentimentos”, que dá voz às pessoas que marcaram sua trajetória.

A obra conduz o leitor por uma jornada que parte das margens do Rio Envira, no Acre, e percorre paisagens e memórias que atravessam Rio Branco, Caiapônia (GO), Cusco (Peru) e Porto (Portugal), evocando personagens e experiências que moldaram sua caminhada.

Mais do que um livro de poemas, “Do chão bordei o céu” é um testemunho de pertencimento e de afeto pela terra de origem, e que tive a honra de prefaciar.

Uma escrita que nasce do chão, mas que encontra no verso a possibilidade de alcançar o céu.

REDES SOCIAIS DA AUTORA

DO CHÃO BORDEI O CÉU

SINOPSE

Luciane faz da poesia um refúgio de memórias, afetos e ternura.

Em versos que evocam a infância, os sabores, as dores e as esperanças, ela revela a beleza escondida no cotidiano e celebra o amor em sua forma mais simples e essencial.

Cada página é um convite ao reencontro com o que nos sustenta e nos torna profundamente humanos.

Assista a resenha do canal @oqueli no YouTube

OBRAS DA AUTORA

Dos galhos de uma árvore teci versos acreanos
Dos galhos de uma árvore teci versos acreanos.

Do chão bordei o céu
Do chão bordei o céu,

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Resenhas da colunista Lee Oliveira




Broto de Coragem

Resenha do livro ‘Broto de Coragem’ de Junior Pedroza

Capa do livro Broto de Coragem de Junior Pedroza
Capa do livro Broto de Coragem

RESENHA

Uma narrativa regionalista, muito bem escrita, com um enredo potente, cheio de mensagens significativas sobre a vida e a luta do povo sertanejo.

Sua religiosidade, sua alegria, suas mazelas e sua força.

E com uma lenda de fundo para trazer humor e boas risadas.

Perfeito!! Amei!!!

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SINOPSE

Com a partida do pai, Fiel se vê na responsabilidade de cuidar da mãe.

Com um lenço na cabeça, a definhar, escondendo a voz e a dor, Noeli se sente manchada pela vergonha de ser mais uma viúva da seca.

O que a vida reserva para mãe e filho?

Como enfrentarão os desafios de sobreviver ao abandono do sertão em Realzinho?

Em terra que não dá dengo, é possível resistir ao descaso com fé e coragem?

“O livro mostra as dificuldades de muitas famílias do sertão nordestino, que enfrentam desafios, abandonos, complicações em vários aspectos da vida.

Fala da hipocrisia, da farsa de conduta daqueles que se dizem ‘Santos’.

Transparece a realidade do Nordeste brasileiro, uma rica e bela região que a política projetou para o sofrimento, um povo que luta incansavelmente para sobreviver diante das adversidades do lugar.

A palavra CORAGEM é um verdadeiro mantra na alma do sertanejo, que mesmo cansado não desiste. Local de encantos, mas também de dor, assim podemos traduzir o sentimento de Fielzinho.

Uma terra fértil, com muitos brotos de coragem e vigor na alma dos cidadãos da melhor parte do país, porém maltratada pelo poder público.

Claro que, neste belo enredo, não poderia faltar o bom-humor e criatividade que são inerentes ao povo nordestino, narrativa de ficção com exemplos reais de vida.

A poesia também faz parte da obra, cheia de emoção nas falas dos personagens, um jeitinho de falar peculiar da região, com um sotaque lindo e arretado.

Mostra como a seca maltrata essa gente tão cheia de vida e que mesmo na dor carrega um coração cheio de amor.” Rosângela Brito.

O livro está concorrendo ao 9º Prêmio Kindle de Literatura.

SOBRE O LIVRO

A ideia surgiu para Junior com o imenso desejo de homenagear seus pais, que o inspiram todos os dias, e são nordestinos.

Também são fonte de grande inspiração para o autor: Deus e Ariano Suassuna.

Broto de Coragem é um romance rural ambientado no sertão nordestino.

A obra mescla regionalismo, humor e críticas sociais dentro de uma oralidade marcante que busca levar o leitor à reflexão.

Narra a força do povo e de uma região brasileira marcada pelo descaso e não atraso.

O livro está concorrendo ao 9º Prêmio Kindle de Literatura.

SOBRE O AUTOR

Juarez Inacio Pedroza Junior, carioca, cristão, casado e pai de uma linda menina.

Imagem de Júnior Pedroza
Junior Pedroza

É militar e pós-graduado em Língua Portuguesa.

Iniciou na leitura e na escrita, ainda menino, ao ouvir os conselhos de seu pai que o ensinou a importância dos estudos.

Com o desejo de aprimorar, começou a estudar escrita criativa e, em 2021, publicou seu primeiro romance ‘Páginas para meu Filho’, um drama familiar.

Em agosto de 2024, publicou ‘Broto de Coragem’, um romance rural ambientado no sertão nordestino.


“Escrever dá trabalho, mas é prazeroso.”

Júnior Pedroza


OBRAS DO AUTOR

Capa do livro Págunas para meu filho
Páginas para meu filho

Capa do livro Broto de coragem
Broto de coragem

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