Um manifesto poético de Jacob Kapingala sobre a beleza de aceitar nossas fraquezas, recolher os pedaços do coração e ter a coragem de continuar caminhando
Se der pra segurar a lágrima, segure. Mas se não der, então chore. Se der pra fugir de ti, então fuja. Mas se não der, se proteja.
Se der pra remendar teu coração, remende. Mas se não der, se reinvente e ande. Se der pra cortar um pouco de ti, corte. Mas se não der, não se importe.
Se der pra agarrar na tristeza e jogá-la fora, agarre. Mas se não der, não tem problema. Viver é como escalar uma torre. Se der pra sorrir, então sorria. Mas se não der, não force a alegria.
Se der pra seres tu, seja. Mas se não der, então finja. Se der pra abraçar a vida, abrace. Mas se não der, não se estresse.
Jacob Kapingala
Jacob Kapingala
Jacob Kapingala, 28, é natural da província de Huambo (Angola) e reside em Luanda. Estudou Pedagogia na Escola Missionária do Verbo Divino (Santa Madalena) e atualmente exerce a função de professor do ensino primário.
É escritor e poeta, com participação em algumas antologias e revistas literárias do Brasil e de Portugal.
Teve o desejo de colocar no papel aquilo que pensava somente em 2018, ano em que escreveu seus primeiros poemas. Porém, foi somente em 2019 que passou a se dedicar de corpo e alma à poesia.
É académico da CILA – Confraria Internacional de Literatura e Arte, da ABMLP – Academia Biblioteca Mundial de Letras y Poesía e da Academia Virtual dos
José Antonio Torreshttps://share.gemini.google/6XKNm5qHTAx5
Caminho por brumas densas, mas não temo. A certeza do que desejo, Me dá a confiança necessária para seguir em frente. Certamente, algumas vezes tropeçarei. Mas não permitirei que o desânimo me golpeie. Persisto em passos lentos, mas firmes. Há dentro de mim uma luz que me faz vencer as brumas, Me guiando e impulsionando a seguir em frente. A esperança em rever o sol, De acompanhar a dissipação do nevoeiro, me fazem sorrir. A noite escura dos acontecimentos perturbadores; As vicissitudes que se apresentam, precisam ser superadas. Meu peito grita de alegria! As brumas se esvaem, o sol reaparece. A vida ganha cores outra vez. Não me permiti ser tragado pela desesperança. Venci!
Judy Parreño BacaImagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/489b8b454073a96b?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
Mís lágrimas sé revelan, hoy no veó nada, hoy mataría a mí propia Alma. Mís sueños sé perdieron, al compás dé la maldad, él es un sueño, y Ahora despertaré sín dormír. Tengo acorraladas mí pena, y mí sonrisa sé volvió hielo… Fuí él juego dé una crónica, anunciada escrita, con muchas risas burlonas, cómplice dé su libreto al revés, qué miré y sonreí, quizá fué una mueca, dé sabor a hiel. Caminaré descalza, por montes puntiagudos, y por sueños despiertos. Caminaré mirando al Cielo otra vez.
José Antonio TorresImagem criada pela IA do Bing, em 09 de julho, às 11h53
Em minha vida, nunca tracei metas ou objetivos. Sempre fui trilhando, da melhor forma possível, os caminhos que a vida ia me apresentando. E assim, ainda prossigo. Parar ou me prostrar diante das dificuldades não é uma opção.
Sou uma obra inacabada. Estou em permanente construção, reparando as imperfeições que existem em mim. Há muito ainda por fazer. Não vim a este mundo para desfrutar de benesses. Vim aprender, corrigir equívocos e aprimorar o meu espírito.
A verdadeira felicidade está em outro plano, muito mais sutil e etéreo, não neste. Se meu corpo padece de deficiências e certa imobilidade, minha mente decola e absorve conhecimentos, me descortinando novos horizontes.
Quando achei que estava pronto, que nada mais poderia realizar, me reinventei e surpreendi a mim mesmo. Sinto que meus sentimentos florescem em beleza e sensibilidade, descortinando, a cada dia, a sensação da mais maravilhosa liberdade, banhada de intensa alegria.
Diante disso, vou procurando perfumar meus caminhos, para que os que comigo caminham possam inalar essa essência ao meu lado. Não, não estou pronto. Quando penso que a obra em mim está terminada, olho de fora para dentro do meu ser e percebo que ainda sou, apenas, um rascunho de mim mesmo.
Diamantino BártoloImagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/5801d8c7eb76aaa9?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
«A infelicidade é uma experiência humana comum, embora frequentemente seja vista como algo a evitar a qualquer custo. Muitas pessoas acreditam que a felicidade depende apenas de circunstâncias externas, como dinheiro, sucesso profissional ou reconhecimento social. No entanto, diversos estudos e observações da vida cotidiana mostram que as razões da infelicidade são mais complexas e, muitas vezes, estão relacionadas à forma como pensamos, nos relacionamos e interpretamos a realidade.
Uma das principais causas da infelicidade é a comparação constante com os outros. As redes sociais ampliaram esse fenómeno ao exporem versões idealizadas da vida alheia. Quando alguém mede o seu valor pelos resultados, aparência ou conquistas de outras pessoas, tende a sentir-se insuficiente, mesmo quando possui motivos concretos para estar satisfeito.
Outra razão importante é a busca incessante pela perfeição. O perfeccionismo cria expectativas difíceis de alcançar e transforma pequenos erros em grandes fracassos. Em vez de valorizar o progresso, a pessoa concentra-se nas falhas, alimentando sentimentos de frustração e desânimo.
A falta de propósito também contribui para a infelicidade. Ter objetivos claros e sentir que as ações diárias possuem significado ajuda a enfrentar desafios e momentos difíceis. Quando a vida parece vazia ou sem direção, é comum surgir uma sensação persistente de insatisfação.
Os relacionamentos problemáticos constituem igualmente uma fonte frequente de sofrimento. Conflitos familiares, amizades tóxicas, isolamento social ou dificuldades de comunicação podem afetar profundamente o bem-estar emocional. Os seres humanos são naturalmente sociais e necessitam de vínculos saudáveis para se sentirem apoiados e compreendidos.
Além disso, a incapacidade de aceitar as dificuldades da vida pode aumentar a infelicidade. Muitas pessoas acreditam que uma vida feliz significa ausência de problemas. Contudo, perdas, fracassos e mudanças fazem parte da experiência humana. Quando se tenta evitar ou negar essas situações, o sofrimento tende a intensificar-se.
Por fim, a negligência com a saúde física e mental também desempenha um papel relevante. Sono insuficiente, sedentarismo, stress excessivo e falta de momentos de descanso afetam diretamente o humor e a capacidade de lidar com os desafios do dia-a-dia.
Compreender as causas da infelicidade não significa eliminá-las completamente, mas permite desenvolver uma relação mais equilibrada com a própria vida. Ao cultivar autoconhecimento, relações saudáveis, objetivos significativos e aceitação das imperfeições, torna-se possível construir uma existência mais satisfatória e resiliente.»
BIBLIOGRAFIA: Resenha de vários psicólogos
Venade/Caminha – Portugal, 2026
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal
Reema HamzaImagem criada pela IA do Gemini –https://gemini.google.com/app/e6e3346064c6f579?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
O Truth— why have you wed yourself to waiting? Shall I reclaim my face from the charred mirrors? or from the dying crescents that scattered behind their ruins ? How many treacherous stars hide in your veil? Only after groans and dust, as I chased your sleeping shadow through mazes softened by surrender, did I know— you arrived last, from a dusk steeped in blood. The survivors of war whispered: You are the soot of days, stuck to the ends of our severed fingers. How many cities lulled their bells into the thirst of silence, birthing in secrecy within eyes emptied by loss— as night slumbers on hands wrapped in the mute of tomorrow? How many cities, carrying firewood in the virility of flame, are born aloud in stories already devoured, And our names— lost footsteps treading the cunning path of fear. The soil in our dreams. Above them, the light flickered and died. The eyes of our children sprouted blame— their voices pale at the feast of elegy. And even the dawn came brief. When will I gather my trembling self from the arteries of time— a body of fire and kindling, of what famine years have ravaged? When will the wheat awaken, so I may inscribe my birth? My name is your heart— and your heart, the most spacious of names.