Judy Parreño BacaImagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/489b8b454073a96b?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
Mís lágrimas sé revelan, hoy no veó nada, hoy mataría a mí propia Alma. Mís sueños sé perdieron, al compás dé la maldad, él es un sueño, y Ahora despertaré sín dormír. Tengo acorraladas mí pena, y mí sonrisa sé volvió hielo… Fuí él juego dé una crónica, anunciada escrita, con muchas risas burlonas, cómplice dé su libreto al revés, qué miré y sonreí, quizá fué una mueca, dé sabor a hiel. Caminaré descalza, por montes puntiagudos, y por sueños despiertos. Caminaré mirando al Cielo otra vez.
José Antonio TorresImagem criada pela IA do Bing, em 09 de julho, às 11h53
Em minha vida, nunca tracei metas ou objetivos. Sempre fui trilhando, da melhor forma possível, os caminhos que a vida ia me apresentando. E assim, ainda prossigo. Parar ou me prostrar diante das dificuldades não é uma opção.
Sou uma obra inacabada. Estou em permanente construção, reparando as imperfeições que existem em mim. Há muito ainda por fazer. Não vim a este mundo para desfrutar de benesses. Vim aprender, corrigir equívocos e aprimorar o meu espírito.
A verdadeira felicidade está em outro plano, muito mais sutil e etéreo, não neste. Se meu corpo padece de deficiências e certa imobilidade, minha mente decola e absorve conhecimentos, me descortinando novos horizontes.
Quando achei que estava pronto, que nada mais poderia realizar, me reinventei e surpreendi a mim mesmo. Sinto que meus sentimentos florescem em beleza e sensibilidade, descortinando, a cada dia, a sensação da mais maravilhosa liberdade, banhada de intensa alegria.
Diante disso, vou procurando perfumar meus caminhos, para que os que comigo caminham possam inalar essa essência ao meu lado. Não, não estou pronto. Quando penso que a obra em mim está terminada, olho de fora para dentro do meu ser e percebo que ainda sou, apenas, um rascunho de mim mesmo.
Diamantino BártoloImagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/5801d8c7eb76aaa9?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
«A infelicidade é uma experiência humana comum, embora frequentemente seja vista como algo a evitar a qualquer custo. Muitas pessoas acreditam que a felicidade depende apenas de circunstâncias externas, como dinheiro, sucesso profissional ou reconhecimento social. No entanto, diversos estudos e observações da vida cotidiana mostram que as razões da infelicidade são mais complexas e, muitas vezes, estão relacionadas à forma como pensamos, nos relacionamos e interpretamos a realidade.
Uma das principais causas da infelicidade é a comparação constante com os outros. As redes sociais ampliaram esse fenómeno ao exporem versões idealizadas da vida alheia. Quando alguém mede o seu valor pelos resultados, aparência ou conquistas de outras pessoas, tende a sentir-se insuficiente, mesmo quando possui motivos concretos para estar satisfeito.
Outra razão importante é a busca incessante pela perfeição. O perfeccionismo cria expectativas difíceis de alcançar e transforma pequenos erros em grandes fracassos. Em vez de valorizar o progresso, a pessoa concentra-se nas falhas, alimentando sentimentos de frustração e desânimo.
A falta de propósito também contribui para a infelicidade. Ter objetivos claros e sentir que as ações diárias possuem significado ajuda a enfrentar desafios e momentos difíceis. Quando a vida parece vazia ou sem direção, é comum surgir uma sensação persistente de insatisfação.
Os relacionamentos problemáticos constituem igualmente uma fonte frequente de sofrimento. Conflitos familiares, amizades tóxicas, isolamento social ou dificuldades de comunicação podem afetar profundamente o bem-estar emocional. Os seres humanos são naturalmente sociais e necessitam de vínculos saudáveis para se sentirem apoiados e compreendidos.
Além disso, a incapacidade de aceitar as dificuldades da vida pode aumentar a infelicidade. Muitas pessoas acreditam que uma vida feliz significa ausência de problemas. Contudo, perdas, fracassos e mudanças fazem parte da experiência humana. Quando se tenta evitar ou negar essas situações, o sofrimento tende a intensificar-se.
Por fim, a negligência com a saúde física e mental também desempenha um papel relevante. Sono insuficiente, sedentarismo, stress excessivo e falta de momentos de descanso afetam diretamente o humor e a capacidade de lidar com os desafios do dia-a-dia.
Compreender as causas da infelicidade não significa eliminá-las completamente, mas permite desenvolver uma relação mais equilibrada com a própria vida. Ao cultivar autoconhecimento, relações saudáveis, objetivos significativos e aceitação das imperfeições, torna-se possível construir uma existência mais satisfatória e resiliente.»
BIBLIOGRAFIA: Resenha de vários psicólogos
Venade/Caminha – Portugal, 2026
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal
Reema HamzaImagem criada pela IA do Gemini –https://gemini.google.com/app/e6e3346064c6f579?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
O Truth— why have you wed yourself to waiting? Shall I reclaim my face from the charred mirrors? or from the dying crescents that scattered behind their ruins ? How many treacherous stars hide in your veil? Only after groans and dust, as I chased your sleeping shadow through mazes softened by surrender, did I know— you arrived last, from a dusk steeped in blood. The survivors of war whispered: You are the soot of days, stuck to the ends of our severed fingers. How many cities lulled their bells into the thirst of silence, birthing in secrecy within eyes emptied by loss— as night slumbers on hands wrapped in the mute of tomorrow? How many cities, carrying firewood in the virility of flame, are born aloud in stories already devoured, And our names— lost footsteps treading the cunning path of fear. The soil in our dreams. Above them, the light flickered and died. The eyes of our children sprouted blame— their voices pale at the feast of elegy. And even the dawn came brief. When will I gather my trembling self from the arteries of time— a body of fire and kindling, of what famine years have ravaged? When will the wheat awaken, so I may inscribe my birth? My name is your heart— and your heart, the most spacious of names.
Já parou para pensar que a felicidade de alguém, no dia de hoje, pode depender de uma simples ação que talvez para você não seja nada, mas que para outrem pode ser o motivo de um sorriso diário?
Passamos tempo demais preocupados com nossos próprios interesses e não percebemos o quanto podemos influenciar uma vida através de um simples gesto de gentileza.
Uma frase que sempre falo quando percebo alguma injustiça em relação a mim ou a outras pessoas é: “Gentileza gera Gentileza”. Refletindo sobre essa frase, me deparei há alguns dias com uma situação constrangedora e quero compartilhar o fato sem dar nome aos bois.
Quando participo de algum concurso ou preciso que alguém dê uma atenção especial a um determinado projeto, ou mesmo a uma publicação em redes sociais, costumo compartilhar nos grupos onde sempre me senti acolhida por pessoas queridas e amigas.
Todavia, há alguns dias, fiz uma publicação em um grupo e fui atacada por um colega de lá; atacada com palavras ásperas de alguém que se revoltou com a própria vida e quis descarregar sua revolta em mim. Mantive-me firme e gentil como sempre fui. Afinal, eu sou assim e mais uma vez posso dizer que tenho orgulho de mim, pois, apesar de tudo de feio que ele disse, atacando até meus colegas de grupo, eu apenas saí do grupo para que ele não continuasse com suas insinuações.
Mais tarde, fui informada de que tal senhor havia sido removido do grupo. Mas, durante os ataques à minha pessoa, ele disse que um dia havia me pedido uma ajuda e eu neguei. Pasmem! Eu não o conhecia, nunca havia tido nenhum contato com o indivíduo, nem sabia quem era. Justamente por não o conhecer, fiquei assustada com o ataque.
Mas pude dizer a ele justamente essa frase: “Gentileza gera gentileza”. E se por algum motivo eu não o conhecia, mesmo ele estando no grupo, e naquele momento, sem me conhecer, ele me destratou daquele jeito, agradeci a Deus por não tê-lo conhecido antes e por conhecê-lo daquela forma, pois assim sei que não conhecê-lo antes foi um livramento de Deus. Estou compartilhando isso porque assim acontece na vida da gente diariamente. Pessoas nos julgam sem nos conhecer de verdade, talvez dão ouvidos às más línguas que destilam veneno contra nós, e nos atacam sem ao menos nos permitir falar.
Um ataque sem explicação, apenas porque um dia decidiram que não gostavam da gente e ponto final. Percebo que preciso me blindar o tempo todo, porque às vezes entramos em determinados espaços pensando que todos são amigos e querem o nosso bem. De repente, descobrimos que há muitas pessoas que não gostam da gente pelo simples fato de não conseguir suportar nosso brilho próprio.
Não sei com vocês, mas comigo percebo violência o tempo todo — não física, mas indiretamente: quando alguém vê o meu bom trabalho, mas não comenta, não curte, não compartilha, não demonstra nenhum ato de gentileza, mas, no entanto, cobra que façamos isso por eles. São muitos vídeos, reels e publicações que alcançam 1.700 visualizações, mas apenas 20 curtidas. Isso demonstra que o tempo todo tem pessoas nos vigiando, muitas das vezes até admirando nosso trabalho, mas sem prestar apoio. Isso porque uma curtida ou um comentário pode ferir o ego dessas pessoas.
Aprendi que as pessoas querem te ver bem, sim, mas nunca melhor do que elas. Por isso é tão difícil para elas apoiarem o nosso trabalho. Só trabalhando, me aperfeiçoando, errando, todavia aprendendo, e continuarei ajudando as pessoas a plantarem para, juntos, colhermos os bons frutos de todo nosso plantio.
Agradeço a todos que apoiam meu trabalho e que são sempre gentis comigo. Amo vocês!
Entardeceu mais uma vez. Estou sentindo aquela vontade boa de sair por aí fazendo trocadilhos no meio do caminho. Quero sorrir sem nenhum motivo, sentir o frescor do vento, ouvir o canto dos pássaros e ver a delicadeza do riacho. Subitamente me lembro que estou aguardando a visita do meu filho caçula que, neste momento, está atrasado. Então penso que não virá e tudo perdeu a graça instantaneamente. O filme romântico que parecia engraçado perdeu o tempero. Aperto o ‘pause’ e vou saciar a minha ansiedade na cozinha. Preparo uma massa recheada de queijo mineiro e um coquetel de cereais. Nada parece fazer sentido.
Então entendo que não é a proximidade física que une as pessoas e me lembro do meu primogênito. Desde o início a nossa relação foi marcada por obstáculos físicos. Durante a gestação eu trabalhava em uma escola na zona rural que ficava depois da torre de televisão, no ponto mais alto da cidade de Dom Cavati aqui no leste das ‘Terras das Alterosas’. Eu saía de casa às 5:15 da manhã, portanto antes do raiar do dia. Tinha que enfrentar o medo do escuro, a subida íngreme, o gado no meio do caminho e o mal-estar que sempre vinha pela manhã devido à gravidez. Quando chegava na torre, depois de ter caminhado mais de 5 km, ainda descia mais uns 2 km. Essa rotina durou até o sétimo mês de gestação, pois ele nasceu em 2 de março do ano seguinte.
Vivemos momentos intensos no seu primeiro ano de vida. Como mãe de primeira viagem mantinha sentinela por 24 horas no dia. De volta ao trabalho, depois da licença-maternidade, notei ao chegar em casa a sua solidão e logo encomendei um irmãozinho para fazer-lhe companhia. A fragilidade do meu corpo ficou visível. Estava grávida e, desta vez, doente. Mal conseguia dar uns passos dentro de casa. A recomendação médica era repouso total ou perderia o feto ainda com 3 meses de gestação. Tirei licença do trabalho e o meu primogênito, tão pequenino, não podia ficar comigo, pois era uma criança hiperativa e colocaria em risco a vida do irmãozinho. Vivemos esse dilema por longos meses. O pai o levava para ficar com os avós enquanto ele trabalhava. Eu só podia ficar com ele à noite sob vigilância.
Bem, deu tudo certo! O irmãozinho nasceu e ele se sentiu responsável por nós desde o primeiro instante. Pode parecer bizarro, mas em um minuto de distração ele, com um aninho, tirou o irmão do berço que estava no quarto e me entregou na copa, onde conversava com as visitas. Assim tivemos dias de glória enquanto a família crescia.
Mais uma vez estava grávida e logo eu teria ‘três mosqueteiros’. Eu os chamava assim para fazer valer o lema, “um por todos e todos por um”. O primogênito levou muito a sério o papel responsável que tinha na família. Era o comandante da casa, mas logo aos 17 anos saiu de casa para estudar e trabalhar numa cidade vizinha. Teve que enfrentar a vida de frente e lutar pelo pão, enquanto eu me desdobrava para pagar o Curso de Direito. Entre as muitas dificuldades que enfrentou, o único alento era o orgulho que tinha de ‘sua mãe’. Passava o intervalo, entre as aulas, no orelhão da escola falando comigo, quando na verdade queria mostrar para aquelas pessoas o quanto ele me amava.
Por muitos anos vivemos assim. A conta telefônica alta, na época, era o único luxo que tínhamos. Se apaixonou pela moça mais inteligente e mais bonita da sua turma. Desafiou a realidade e ganhou com elegância o seu coração.
Tão logo concluíram o curso, passaram no Exame da Ordem e se casaram. Ainda teriam que passar por muitas dificuldades, mas ergueram a cabeça e ganharam o mundo. Foram morar no Japão.
O que posso dizer é que sofri a dor do parto por longos anos, mas hoje, se parar para fazer as contas, a ausência física já ultrapassou a presença, mas ainda sinto como se ele estivesse aqui dentro de mim. Todos os momentos que estou com ele, mesmo à distância, estamos verdadeiramente presentes. Sinto como se não houvesse nenhum limite nessa comunhão. Desde muito pequeno ele já me olhava e via algo que, naquele instante, parecia incompreensível para mim. Muitas vezes pensei, ‘o que esse menino vê em mim? ‘.
De uma coisa eu sei, ninguém nunca me olhou e enxergou com tanto zelo e precisão. Ele foi o meu primeiro incentivo real na vida. Os nossos instantes virtuais têm qualidade, o nosso vínculo cresce substancialmente a cada encontro. A minha neta Alice, que nasceu do outro lado do planeta já sente responsabilidade em me ver. Já aprendeu a dar carinho espontâneo e verdadeiro. Tem sempre um bom motivo para vir ao meu encontro. O que me faz acreditar que não é a proximidade física que une as pessoas e sim a qualidade do encontro.
Hoje acordei sentindo um desassossego. Preciso deixar que as palavras fluam como torrentes que desaguam, lavando um mundo particular. Porém, o que se faz represado em mim clamando atenção, são águas dormentes que já fizeram sangrar o meu coração frágil e o meu corpo indefeso. Consequência de uma mente inquieta que desafiou a lógica, fazendo perguntas intrigantes onde não podia obter nenhuma resposta.
Diante dos conflitos que envolviam a minha infância, sobravam perguntas e uma reação febril causada pelo desespero de não compreender um mundo sombrio, onde ou se era isto ou aquilo. Sem alternativas, amei o mundo da imaginação, que, na minha santa inocência, era um caminho de fuga. Ainda não conhecia Machado de Assis, mas já desenvolvia a sua máxima de tirar o maior bem do pior mal. Por mais que tentasse desviar o olhar, sabia muito bem separar o joio do trigo e posso dizer que extrair o bem, muitas vezes, é como tentar extrair leite de pedra.
Na observação da natureza, encontrei ‘Aquele’ que me criou e ‘O’ amei. ‘Ele’ foi crescendo dentro de mim e quanto mais crescia, mais resiliente me tornava. Sempre fui um misto de docilidade e teimosia, e usei estas características a meu favor. Contestei o mal e amei o bem. Nasci dor, cresci resiliência e extrapolei todas as expectativas.
Vi e vivi entre a guerra e a paz. Em um mundo de verdades nuas me vi à deriva. Nos momentos de paz, viajei nas histórias encenadas pelo meu paizinho querido. Nos momentos de guerra, via o mundo de ponta cabeça diante da embriaguez daquele que tanto amava. Ele era alguém especial e, como tal, o mundo girava em torno da sua sobriedade ou embriaguez, que norteava a abundância e a escassez, o amor e o ódio, a alegria e a dor. Diante dessas polaridades, inconscientemente, trabalhava o caminho do meio.
Com o tempo comecei a viajar nos livros da Biblioteca Pública Municipal. Encontrei um refúgio nos mundos encantados, pois as responsabilidades impostas, prematuramente, sempre pesavam sobre mim. Cada dia ficava um pouco mais sabida e comecei a sonhar. Parecia algo natural. Só dependia de mim e isto era, simplesmente, fantástico! Amei o saber e não pretendia me separar do desejo de buscar respostas às minhas perguntas.
Quão inocente fui! Eu precisava de tantas coisas para ingressar no Ginasial (Anos Finais do Ensino Fundamental)! Ia precisar de dois uniformes completos (um para frequentar as aulas normais e outro para as atividades de Educação Física), cadernos, lápis, borracha, caneta, livros (que eram comprados para cada matéria) e outros materiais escolares. Eu só consegui comprar (com o agrado de uma madrinha) um mísero par de meias pretas.
Foi com aquelas meias pretas nas mãos que o meu mundo acabou e, neste instante em que deixo estas palavras doídas escorrerem da minha alma, ainda debulho em lágrimas como naquele dia, em que, com as meias pretas nas mãos, ouvi as palavras mais duras da minha vida “você já sabe demais, não precisa e não vai estudar”. Era espantoso demais e aquele instante não cabia no meu pior pesadelo.
Durante alguns dias o dilúvio desceu sobre mim. Não havia nada e nenhum lugar que pudesse conter as minhas lágrimas. Quando falo de invisibilidade, é sobre os piores dias da minha vida, onde fui lançada ao trabalho infantil doméstico, aos onze anos de idade, e obrigada a me virar sozinha no mundo. E, por dois longos anos, ninguém percebeu que eu estava fora da escola.