Ella DominiciImagem criada por IA do Bing – 12 de dezembro de 2025,
O rio não é cenário. Ele fala — não em voz, mas em sinais. Seu fluxo, ora manso, ora urgente, traduz humores invisíveis, e quem permanece à sua beira aprende a escutá-lo pela percepção que atravessa a pele e alcança o interior da alma.
As margens murmuram histórias antigas; o vento traz respostas que ninguém formula; e o som da água, ao tocar pedras distintas, compõe significados que não cabem em palavras, mas em sensações.
O voo dos pássaros risca o céu como pequenas frases do alto; cada mudança de direção é aviso, cada pouso, uma pausa; cada revoada, um pensamento que se desprende do mundo.
Depois da chuva, a terra exala um cheiro quente, quase maternal, como se afirma que o tempo sempre guarda alguma fertilidade, mesmo quando se mostra hostil. A fragrância sobe devagar, criando um diálogo silencioso entre o visível e o que não se nomeia.
A paisagem inteira se comporta como consciência desperta, como se o mundo pensasse e aguardasse ser compreendido. E quem ali permanece, mesmo sem perceber, entra nesse movimento de leitura, onde cada detalhe — vento, água, folha, aroma — é frase de um texto maior, escrito pela própria existência.
O Rio de Janeiro sempre foi sinônimo de alegria, luz e movimento.
E é nesse cenário solar que a educadora e escritora Paulyne Lourenço Reis Kalil Honeim, ou simplesmente Paulyne Kalil, encontra inspiração para transformar sua paixão pela educação em literatura.
Aos 43 anos, carioca de coração e de nascimento, ela soma 26 anos dedicados à Educação Básica, sendo 13 deles na Rede Municipal do Rio, onde atualmente atua como diretora escolar.
Paulyne Kalil
Especialista em Gestão Escolar e Psicopedagogia Clínica e Institucional, e pós-graduanda em diversas áreas voltadas à inclusão, à diversidade e à neurociência, Paulyne sempre acreditou na potência da palavra e do afeto como ferramentas de transformação.
Agora, dá um novo passo: estreia na literatura infantojuvenil com o livro “Rio, Capital da Matemática e da Alegria”.
A ideia nasceu de um conto escrito para uma seleção da Prefeitura, voltada a servidores da rede pública.
O texto, leve e lúdico, misturava matemática, imaginação e a alegria da infância carioca.
O encantamento dos leitores foi imediato, e o incentivo de amigos e familiares fez com que Paulyne desse asas ao sonho de publicar a obra.
O livro é um convite para ver a matemática com outros olhos: como uma aventura divertida e acessível, ambientada na cidade maravilhosa.
Entre cores, ritmos, histórias e o cotidiano do Rio, os números ganham vida e se transformam em sorrisos.
A narrativa valoriza o prazer de aprender, promove a criatividade e reforça o sentimento de pertencimento, mostrando que a educação também pode ser feita de leveza e alegria.
Com “Rio, Capital da Matemática e da Alegria”, Paulyne Kalil une sua trajetória de educadora à sua vocação de escritora, oferecendo às crianças uma experiência que é, ao mesmo tempo, pedagógica e encantadora.
Uma obra que celebra o Rio de Janeiro como espaço de aprendizado, cultura e afeto — e que reforça a crença de que aprender pode, sim, ser um ato de felicidade.
Rio, Capital da Matemática e da Alegria é um livro infantojuvenil que convida crianças e adultos a mergulharem em uma jornada encantadora pelas areias de Copacabana.
Nesta narrativa leve e vibrante, os números ganham vida e personalidades próprias, vivendo aventuras que misturam a magia do Rio de Janeiro com conceitos matemáticos de forma divertida e envolvente.
Com a ginga e o bom humor característicos da Cidade Maravilhosa, um certo carioca muito conhecido na cidade, retratado de forma carinhosa e simbólica, desempenha um papel essencial: é ele quem inspira os números a descobrirem seu verdadeiro propósito.
Em meio a ondas, surfe, mate gelado e muita festa, a história mostra como a união, a criatividade e a matemática são capazes de transformar o mundo.
Mais do que ensinar a contar, este livro é uma celebração da cultura carioca, da alegria de aprender e da importância de cada um encontrar o seu lugar no mundo.
Com linguagem divertida, personagens cativantes e um cenário deslumbrante, “Rio, Capital da Matemática e da Alegria” é um convite para sonhar, sorrir e descobrir o poder que existe em cada número — e em cada um de nós.
Ella DominiciImagem gerada com IA ∙ 22 de novembro de 2024 às 3:42 PM
há um rio que passa no meio de minha cidade e os valados separa o meio lado da terra conhece bem solitude entre elas correm razão e sentidos
descortina ao centro cachoeira dançam águas bailando deparam-se faceiras com troncos semiamados pedras tão desoladas
ainda rolam pedras vivazes árvores margeando palco de amantes tenazes entrelaçados galhos se acasalam dão frutos
são salvos deleites juntos os provemos! águas poucas definha meio corpo seu no rio enquanto houver água deságua e não me afoga… serei correnteza desce cascata!
vivo em água que jorra até rolarem todas pedras da vida és meu rio claro correntezas em fúria e emoção deita na água coração alado
Ceiça Rocha Cruz“Na noite luminosa sobre o rio, o luar resplandece, derrama-se, tramando o véu da noite escura num clarão a fulgurar“ Imagem gerada com IA ∙ 4 de setembro de 2024 às 12:00 PM
Na noite luminosa sobre o rio, o luar resplandece, derrama-se, tramando o véu da noite escura num clarão a fulgurar.
No silêncio da noite luzente, pelo passear da Lua, vejo o amor, busco o teu olhar no olhar do tempo. Vejo-te a sorri sem temor algum.
Na noite fulgente, nos abraçamos, sussurro aos ouvidos versos poéticos de amor, lábios sorriem e a boca em flor entreaberta num ardente beijo, impulsiona-nos ao delírio, a um férvido desejo que nos leva à loucura.
Amamo-nos iluminados pela luz do luar doce e sereno. Desfrutamos deste momento infindo tu e eu – num amor ao luar.
Soldado Wandalika Seres dançam e bebem do suor da sua ignorância Imagem gerada pela IA do Bing – 2 de setembro de 2024 às 9:10 AM
“Cada ser enfrenta os desertos do caminho que escolheu.” Soldado Wandalika
Sons invadem o enredo no ciclo A história ilude atores que rezam no topo pelo pódio Não há rio que enfrenta lágrimas sem distorcer a fronteira alheia. No ar se percebe o brilho do espetáculo como casas pintadas no Sahara. Com letras se percebe o mundo cinzento por trás dos sons Anseios de desejos materializam factos. A marcha continua, as letras insultam o realismo poético, num universo estérico de conteúdo… Seres dançam e bebem do suor da sua ignorância Aflitos, buscam refúgios na poética. Patetas enganam o povo fabricando motivações entre as ilusões ocasionais.
Percepção das letras 5 capítulo da vida no asilo de lembranças. Vidas germinadas geradas na inocência dos dias que o tempo amaldiçoo. As letras entendem o que escrevem, fala sem acusações, prioriza o amor. Na busca pelo entendimento, compreende os seres…
Respiramos o mesmo ar em ângulos diferentes. Falamos das mesmas coisas com perspectivas distintas.
A natureza é um ponto de encontro entre Deus e Nzambi com os humanos…
Neste cenário a experiência fala alto na conexão da alma de quem permitiu-se mais.
A vida segue além de um ritmo embalsamado pelas falácias, crenças crescem entre as dúvidas dos cristãos, acusa-se quem vai mais além buscando a profundidade para compreender o os ângulos espirituais.
Lá fora perde-se a contagem das operações divinas, letras não mentem sobre a verdade encarnada verbalizando o Filho do Homem. Compreendo o poema e suas subjetividades Percebo a decisão de uma escolha que não recua A esperança só não morre porque é alinhada da coragem.
Braços fortes dão de frente com a arte Sonhos nascem no Mayombe Entardecer a amanhã e a caneta acelera o pulsar do heart.
Vidas nascem entre os sonhos da madrugada Letras fitam os olhos no presente do passado, com fé desacreditam no magistrado. Ritmos rotulam as letras na ponta da caneca O poço abre a boca para não morrer na dança Interroguem os poetas, pois a verdade está na alma Mas a caneta é sábia seleciona momento sabe quando expor o que a alma sente…
Artistas são sinceros quando correm pelo propósito de sua existência, porém quando evolve equipa e guita a verdade na arte fica turva, artista se corrompe. Quando estamos expostos à vitrine da life, entramos no jogo do equilíbrio em que a corrupção será solução para todos. Portanto, somos TODOS corruptos a nossa maneira, somos números então, todos fazemos parte de um sistema.
‘Venda Nova do Imigrante, recanto de valor impressionante’
Marcelo Pires
Andiamo, andiamo, lavorare al’ campo Onde há beleza plena e inebriante Aos olhos emocionados dos imigrantes
No pé da montanha repousam flores Nos jardins da Venda estão as mais belas As cores vivas nas pétalas enfeitam as lapelas
Terra nova, felicidade à vista, Venda Nova Parece correr entre as montanhas como o rio Na verdade é miragem, a Venda está bem fixada Tem raízes antigas, mas seu nome é Venda Nova Oh amada!
Gente de valor, forjada no trabalho e ardor Cravada no meio do vale Como o coração é cravejado pelas flechas do amor
O velho italiano canta per noi, la musica: Siamo in Venda Nova per vivere in pace Vicini ai brasiliani, lavorando per fare la vita O flamboyant cobre o chão de flores vermelhas Como se fosse um tapete para todos os povos Que na Venda Nova do Imigrante, se mudaram Chegando entoando seus belos votos
Neste recanto tem amor para todos os habitantes Sejam eles italianos, índios, brasileiros e africanos Os motores dos tratores soam como se fossem louvores Da nossa terra, desbravando as lavouras
Enfrentando as manhãs frias Os bravos agricultores aceleram suas máquinas No mesmo ritmo de seus corações Cumprindo a missão mais nobre, no ritmo mais forte Os corações ficam repletos de emoções As mesas cheias dos divinos produtos de suas plantações.
Agricultura, tradição e beleza nas lavouras Nossa cidade avança triunfante Seguindo a sabedoria dos antigos imigrantes Juntamente com todos os valentes homens e mulheres Que aqui chegaram, de todas as raças e credos recebendo a graça, mais importante Fundar, construir e conduzir a amada Venda Nova do Imigrante.