Ao sol

Irene da Rocha: Poema ‘Ao sol’

Irene da Rocha
Irene da rocha
Imagem criada por IA do Grok
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O sol desperta em manso tom de alegria,
Beija a terra em doce encanto que irradia;
O orvalho sobe, e a névoa, vaga, se esvazia,
Enquanto a vida abre as portas do seu dia.

Nasce o abraço em lume puro e verdadeiro,
Risos bordando o ar num brilho alvissareiro;
Corações pulsam juntos, num só candeeiro,
Sagrado o tempo de amar no mundo inteiro.

A luz derrama sua dança abençoada,
Folhas cintilam pela trilha iluminada,
E os pássaros cantam na manhã dourada.

O céu se abre num gesto amplo e divino,
Sopro de Deus embala o sonho peregrino;
E a alma floresce ao teu calor, destino.

Irene da Rocha

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Cicatrizes da guerra

Irene da Rocha: Poema ‘Cicatrizes da guerra’

Irene da Rocha
Irene da rocha
Imagem criada por IA da Meta
Imagem criada por IA da Meta

Nas manhãs em que o Sol nascia a brilhar,
Hoje resta só pó e pranto a ocultar;
O vento chora uma fria melodia,
Cantando o fim de uma era de poesia.

As flores tornaram-se em tom de cinza,
Os risos, ecos de uma lembrança que finda;
O homem, na própria ruína erguida,
Fez do mundo um teatro de partida.

Mães perderam os doces abraços,
Crianças, o amanhã e todos os laços;
E o céu, coberto de frios estilhaços,
Ignora os dias claros e os antigos mares de rosas.

Que glória brota da devastação,
Se o preço pago é sangue e nação?
Nenhum hino cura a perdição
Da paz que o medo levou do coração.

Mas entre ruínas renasce a vida,
Semente lançada em terra ferida;
Pois, mesmo após a dor consumida,
O amor persiste razão retida.

Irene da Rocha

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Sou noite sem Lua e sem você

Paulo Siuves: ‘Sou noite sem Lua e sem você’

Paulo Siuves
Paulo Siuves
"Anoiteci em minha alma, Tornei-me denso e solitário"
“Anoiteci em minha alma, Tornei-me denso e solitário”
Micrfosoft Bing. Imagem criada pelo Designer

Anoiteci em minha alma,

Tornei-me denso e solitário,

Noite sem lua, brisa ou risos, noite vazia.

Toldei sem o amor da mulher amada,

A quem entreguei meu ser, por quem me doei

Sem inspiração, findou meu dia em tormento,

Anoiteci e ainda não há Lua nem estrelas, sem o teu fulgor.

As luzes da cidade vão surgindo ao longe

Casais se beijam, em seus laços se iluminam.

Em minha noite não há carícias, apenas o enfado,

Não tenho risos, nem motivos para sorrir

sem ceia, sem calor, sem companhia.

Não tenho sono, nem seu amor a me aquecer,

Nada tenho, mas nada mais precisava,

Só o teu amor me bastava para que eu fosse dia.

Anoiteci e a aurora se foi, roubada,

Fostes meu tudo, minha água, meu vinho, meu canto.

Meu pão pela manhã, meu poema à tarde inspirada…

Anoiteci em pleno dia, meu ser esmaecido.

Quando te foste, a noite me tragou, densa e fria,

Sem o amor da mulher que tanto amei.

A tristeza roubou minha inspiração, meu lume,

Em silêncio, meu coração se afundou em trevas.

Sem ti, não há luas nem estrelas em meu céu,

Já não sou dia em minha alma, solidão.

sem você sou saudade e escuridão.

Paulo Siuves

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