De la dimensión óntica y ontológica del saber

Julián Alberto Guillén López

‘De la dimensión óntica y ontológica del saber’

Julián Alberto Guillén López
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Imagem criada por IA da Meta
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Leyendo acerca de la doctrina fenomenológica de Heidegger pude rescatar lo siguiente: “La mente debe expandirse continuamente hacia lo que no entiende.” O en palabras de Heidegger: “Sin embargo para el pensar es más saludable andar en lo que extraña (como desconocimiento) que instalarse en lo comprensible”.

Es decir, que la mente debe vislumbrar hacia el aprehendimiento de lo ente, para así mismo dar el paso a lo Sein (a lo que Es). Hablando en términos generales, no terminamos de captar la vivencia de los objetos hasta que los entendemos en su dimensión de existentes (como manifestación) y de entes (como objetos).

Sin esa apertura el conocimiento no termina de ser actualidad, lo cual lo convierte en incompleto. Conocer es mirar hacia algo y comprenderlo (abarcarlo), que también es, ser-ahí en el instante o acontecer.

Cuando me lanzo a la persecución del conocimiento de algo estoy siendo y existiendo. Me trasciendo como sujeto y es de ahí que el conocimiento como algo intangible se vuelva en un objetivo tangible de la búsqueda de estabilidad humana.

El reconocer que desconozco debe apuntarme al camino del saber. Esa ausencia implica una esencia, la cual al ser reconocida por mí habla de su existencia y necesidad de reconocimiento.

Lo que acaece es entonces posibilidad y excedencia de ser en relación a lo que es.

En términos mucho más simples, aquello que conozco es insignificante frente al conjunto que abarca lo que desconozco. Ergo, debería procurar guardar con denuedo lo que sé, pero estar abierto a la posibilidad de lo que es. Ya que este sigue siendo más inmenso.

Como diría Isaac Newton: “Lo que sabemos es una gota de agua; lo que ignoramos es el océano”. O en mi reinterpretación: “Lo que sé es un grano de arena en el mar infinito de la sabiduría”.

Julián Alberto Guillén López

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Um bom professor é um professor-leitor!

José Ngola Carlos: ‘Um bom professor é um professor-leitor!

Kamuenho Ngululia
Kamuenho Ngululia
Imagem criada por IA do Bing - 24 de junho de 2025, às 03:50 AM
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às 03:50 AM

Ler é uma necessidade imprescindível à nossa formação académica ou profissional e à nossa atuação como professores. O professor se faz professor pela leitura constante e ponderada ou crítica. Um bom professor é um professor-leitor.

Um dos instrumentos de atuação do professor ou da professora, diga-se, um dos mais importantes instrumentos de seu trabalho, é o seu saber. Na referência ao saber, integro o conhecimento declarativo, as competências existenciais, a competência de realização ou profissional e a competência de aprendizagem. Grande parte da aquisição destes saberes dão-se pela leitura, reitera-se, leitura constante e ponderada.

Não gostar de ler pode ser apenas uma fase. Afinal, ninguém nasce já gostando das letras. Por outro lado, gostar de ler é uma cultura pessoal que pode ser cultivada com tempo, paciência, determinação e, acima de tudo, um bom plano estratégico que envolve a escolha cuidadosa de quando ler, quanto ler, como ler e o que ler.

É inegável que um professor, sem a cultura da leitura constante e crítica, é um agente passivo, parado no tempo, um tempo que já não é o seu e nem é o de seus alunos. Sob tal circunstância, o professor ou a professora se presta a perpetuação da mediocridade, na forma de um saber desatualizado, inapropriado e contra producente.

Um professor que não lê é um agente do passado que nega o presente e compromete o futuro. Por outro lado, um professor com a cultura da leitura e escrita assentes é um agente do presente, comprometido com o desenvolvimento pessoal e social seu e de seus alunos.

Nestes tempos que correm, ler já não é apenas um capricho de quem tem o tempo a sobrar. Antes, ler é uma necessidade imperativa para o auto aperfeiçoamento pessoal e profissional. Sendo uma necessidade, a cultura da leitura e da escrita é um exercício de honra para o professor ou professora.

Em termos de conclusão, ler e escrever, quando se fazem cultura, são acompanhados das seguintes vantagens:

  1. Um conhecimento declarativo ou conhecimento de mundo atualizado.
  2. Uma competência existencial, que se consubstancia na forma do saber-ser e saber-estar, aperfeiçoada.
  3. Uma competência de realização, compreendida como o saber-fazer necessário à atuação profissional, melhorada e
  4. Uma competência de aprendizagem, entendida como o saber-aprender, aguçada.

Para a sua própria honra e para o bem da sociedade em que vive e atua como professor ou professora, cultive o hábito da leitura e da escrita!

Kamuenho Ngululia
Malanje, 24 de junho de 2025

Como citar este artigo: 
Ngululia, K. (2025:6). Um bom professor é um professor-leitor. Brasil: Jornal Cultural – ROL.

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O interesse guia o saber

Fidel Fernando: ‘O interesse guia o saber’

Fidel Fernando
Fidel Fernando
O interesse guia o saber
Imagem gerada com IA do Bing - 7 de outubro de 2024 às 10:12 AM
O interesse guia o saber
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As crianças adoram a escola, disso ninguém duvida. Basta observar a alegria que manifestam ao conviver com os colegas nos intervalos ou após o fim das aulas, quando muitos preferem ficar no pátio a correr de um lado ao outro, em vez de irem embora. A escola, para elas, é um ambiente de felicidade e socialização. Mas, então, por que essa mesma alegria parece desaparecer quando entram em sala de aula? Simples: elas não gostam das nossas aulas. E isso levanta uma questão importante para todos os que se dedicam ao processo de ensino e aprendizagem: será que estamos a ensinar de forma conectada com os interesses e realidades dos nossos alunos?

Para responder a essa pergunta, é necessário pensar além do conteúdo programático e olhar para a essência do aprendizado. Conforme Mário Sérgio Cortella, na Teoria do Conhecimento, o aprendizado só é efectivo quando parte da realidade do aluno, do que ele já conhece, vive e gosta. Isso não significa que devemos ensinar apenas o que os alunos gostam. Afinal, o conhecimento é vasto e diversificado, e a escola tem o papel de expandir horizontes, não de limitá-los. No entanto, partir daquilo que atrai os alunos é uma maneira poderosa de engajá-los e, assim, potencializar o aprendizado.

Ao ignorar os interesses dos alunos, corremos o risco de enfrentarmos resistência. É como nadar contra a maré: o esforço é enorme, mas os resultados são mínimos. Ruben Alves, renomado educador, já dizia que “ensinar é um exercício de imortalidade”, e a imortalidade só se alcança quando o conhecimento se perpetua na mente dos alunos. Para que isso aconteça, é preciso falar a língua deles, entender seus gostos e suas vivências. Se conseguimos fazer isso, despertamos o interesse e criamos um ambiente em que o aprendizado deixa de ser uma obrigação e passa a ser uma descoberta prazerosa.

Içami Tiba, psicoterapeuta e educador, também enfatizava a importância de respeitar a individualidade dos educandos no processo educativo. Ele acreditava que, quando desconsideramos os interesses e a realidade dos alunos, estamos, na verdade, a criar um ambiente avesso ao aprendizado. Assim, ao planificar uma aula, devemos sempre nos perguntar: “Será que essa abordagem faz sentido para eles?” E mais importante ainda: “Como posso tornar esse conteúdo relevante a partir da realidade deles?”

É fundamental que os professores reconheçam que as crianças não são contra a escola. Elas adoram estar na escola! O que elas não gostam são as nossas aulas que, muitas vezes, estão distantes de suas experiências e interesses. Isso é claramente perceptível pela euforia que demonstram quando toca o sino do intervalo ou quando permanecem na escola após o fim das aulas, correndo, brincando, rindo. Não é a escola o problema; somos nós, os professores, que falhamos em conectar o aprendizado à realidade deles.

Portanto, ensinar directamente a partir do que os alunos gostam é um convite ao engajamento. É claro que não podemos nos limitar a isso, mas partir desse ponto é uma estratégia eficaz. Quando conectamos o ensino com algo que eles apreciam, estamos a abrir portas para um aprendizado mais profundo e duradouro.

Que possamos, então, reflectir sobre a nossa prática e encontrar maneiras de nos aproximarmos mais dos nossos alunos, fazendo da sala de aula um espaço tão agradável quanto o pátio. Isso só será possível se começarmos a partir do que eles realmente gostam, da realidade que os cerca, do mundo que eles já conhecem. Assim, o conhecimento que queremos transmitir terá mais chances de florescer e se perpetuar.

Fidel Fernando

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