São Luís: celeiro cultural
Renata Barcellos: ‘São Luiz: celeiro cultural’

A cidade de São Luís – mais conhecida como ILHA DO AMOR – é fascinante nos seus diversos aspectos: culinária (ah, a caldeirada, o arroz de cuxá; geografia (os lindos casarões na velha São Luís, com seus belos azulejos; literatura (grandes escritores e pesquisadores)… Neste início de mês junino, tive o privilégio de participar de alguns eventos culturais de excelência.
– Café Literário: a Academia Olindense de Letras (AOL), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Olinda Nova do Maranhão, realizou o Café Literário, um momento especial de incentivo à leitura, à escrita e à valorização dos talentos estudantis do município. O evento contou com a presença do prefeito Valdenir Penha Diniz, da secretária municipal de Educação: Maria de Lourdes Abrantes Batista, membros da Academia Olindense de Letras, educadores, estudantes e convidados.
Um dos destaques da programação foi a participação da aluna Laynara Raquel Pinheiro Ferreira, da U.E. Capitão Antônio Serra Freire, cujo texto apresentado foi o poema “Além da Profundidade do Mar”. Vale destacar que a jovem poetisa foi reconhecida pela Comissão Julgadora como vencedora por aclamação. Também houve o depoimento inspirador da estudante Maria Clara da Silva Soares, participante do Congresso Internacional de Robótica, realizado na Coreia do Sul (mais conhecida como FIRA roboworld Cup, em 2025), compartilhando sua experiência e conquista internacional.
– Academia Maranhense de Letras (da qual sou membro correspondente): gostaria de agradecer ao espaço concedido para apresentar o Projeto Com a Palavra o Autor com a participação de escritores afro-brasileiros e indígenas. Aqui, reunimos os maranhenses: Consuelo Travassos, Iramir Alves Araujo, RAIMUNDA Frazão, Ray Brandão, Rita De Cássia Oliveira e Wanda Cristina Cunha.
Este foi resultado de uma prática pedagógica proposta a alunos do terceiro ano do Ensino Médio. Uma parte da apresentação está disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=V7MfFm3tv9k&t=10s
O EBOOK DISPONÍVEL GRATUITO: https://drive.google.com/file/d/132aElYGsRfyhazWQI2E7qpIihaoxUNbX/view?usp=sharing
A mesa-redonda contou com a participação de dois acadêmicos Hemily Caroliny Nunes e Ramiro José Castro, da Academia Maranhense de Letras Infantojuvenil (AMLIJ). De acordo com a presidente desta instituição Sharlene Serra, a contribuição deles foi “um importante momento de valorização da juventude nos espaços de produção cultural e literária do Maranhão.
Durante o encontro, os jovens acadêmicos compartilharam suas vivências dentro da AMLIJ e destacaram como a Academia tem contribuído para a propagação de crianças e adolescentes escritores, leitores e agentes de transformação social. Em suas falas, ambos ressaltaram que a existência da AMLIJ ampliou as possibilidades de participação da juventude nos ambientes literários.
Mais do que incentivar a escrita, a Academia abriu portas para que seus acadêmicos fossem reconhecidos como produtores de cultura, ocupando espaços historicamente reservados aos adultos”.
– CAAHS (Centro de Atendimento Educacional Especializado para Altas Habilidades ou Superdotação SEMED/ São Luis-MA): eu e Campos fomos conhecer esta instituição. Lá, uma grata surpresa: encontramos a confreira Luzinete Silva (Mestre em Educação, escritora, mediadora no Centro de Atendimento a estudantes com Altas Habilidades/Superdotação…) e a gestora Fernanda Serra. De acordo com a mediadora, o CAAHS “atende alunos com esse perfil identificados nas escolas municipais. A equipe realiza oficinas nas escolas e encaminha os estudantes de destaque para a gestão e especialista do CAAHS que avalia e posteriormente o aluno passa a ser atendido no contraturno.
Sob a orientação de mediadores, são oferecidas oficinas de Tecnologia Criativa, Robótica, Artes, Xadrez, Lógica-Matemática , Educomunicação e Escrita Criativa e — esta última mediada por Luzinete Silva e Mikaele Dutra, com orgulho de ter duas de suas estudantes na Academia Maranhense de Letras Infanto-juvenil, e outros talentos.
Conforme Sharlene Serra (escritora, educadora e presidente da AMLIJ), já desempenhou a função de facilitadora da área Verbal-Linguística, esta instituição tem “como missão identificar, estimular e potencializar talentos em diferentes áreas do conhecimento. Também destaca que o incentivo às potencialidades dos estudantes é fundamental para que talentos sejam reconhecidos, desenvolvidos e estimulados desde cedo.
Instagram: @caahssemedma
– Cerimônia de Certificação e Premiação: Programa Escola Sustentável 2026: eu e Campos fomos prestigiar a bela iniciativa da prefeitura com este evento. Urge mais iniciativas como esta, a fim de conscientizar nossos jovens para serem cidadãos conscientes quanto ao meio ambiente. Os cerimonialistas foram os estudantes: Celk Ryan Licar da Silva e a de Escrita Criativa e Educomunicação, Lívia Cantanhede Brasil.
– Cia. de Artes Beto Bittencourt: eu e Campos fomos conhecer o espaço cultural (uma prévia da inauguração, com abertura do espaço para 20 alunos e professores) idealizado pela confreira Joana Bittencourt. Neste dia, foram recebidos alunos do Centro de Atendimento de Altas Habilidades e Superdotação (CAAHS).
Lá, eles e nós fomos recepcionados com uma bela programação: desde a apresentação do projeto “Viva! Teatro de Bonecos e Biblioteca Mário Meirelles”, Visita guiada à Biblioteca Mário Meirelles e ao acervo de bonecos teatrais a um momento interativo com os alunos com a apresentação da peça teatral com bonecos: DONA BARATINHA E OUTROS BICHOS DO LIXO – com os atores Nila Bittencourt e Leonel Alves.
E com a presença dos artistas restauradores: Leonel Alves, Nila Bittencourt e Andrews Barros. Segundo Joana Bittencourt (escritora, teatróloga, compositora, Gestora Ambiental e educadora ambiental. Pós-graduação em Arte mídia e educação e em Arte mídia e Educação), a Sociedade Artística e Cultural Beto Bittencourt foi fundada “em 5 de setembro de 1999.
Criada, inicialmente, para dar continuidade ao trabalho com bonecos, do saudoso artista bonequeiro Beto Bittencourt, falecido em 15 de agosto daquele ano. Dentro da Sociedade, funcionam o Teatro de Bonecos, Artes cênicas, Artes plásticas, Produções Literárias, Oficinas de bonecos, Ponto de Cultura e Ponto de Leitura. A maioria dos bonecos de Beto Bittencourt, em torno de 120 peças, havia sido doada ao Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, hoje estão no museu Casa de Nhozinho.
As demais peças ficaram com a família, e são estas obras que foram restauradas e se encontram expostas na sede da Companhia, 32 bonecos, sendo: 8 pássaros, 8 marionetes, 3 mamulengos, 2 bonecos de pé, 1 gigante, 10 bonecos fantoches pequenos. Além destes, estão expostos vários núcleos de bonecos produzidos pela Companhia Beto Bittencourt, sendo a maioria fantoches na técnica papel machê e outros de espuma. São em torno de 250 bonecos. Todo a obra exposta faz parte do projeto VIVA TEATRO DE BONECOS E BIBLIOTECA MATIP MEIRELLES: CULTURA E IDENTIDADE PARA TRANSFORMAR. Patrocinado pela FAPEMA. O projeto contempla também a Biblioteca Dinâmica Mário Meirelles, com aproximadamente três mil livros”.
Como professora de Literaturas, me deleitei com o acervo de 3.000 exemplares organizado por temáticas: literaturas brasileiras, estrangeiras (logo que entrei, me deparei com Les Fleurs de Mal de Baudelaire), literatura maranhense…
– Coletivo de Escritores Maranhenses (CEM): foi com imensa satisfação ser convidada pela presidente do CEM (Ray Brandão) para ser a escritora entrevista do mês. Ainda mais por ter sido realizado na Galeria Trapiche (Casa de Graça Aranha) cuja gestão é do grande amigo e artista Uilmar Junior. Lá, vivenciamos um fim de tarde agradabilíssimo de troca de experiências.
De acordo com Ray Brandão (escritora, poeta, trovadora, prefaciadora e professora de Língua Portuguesa, atualmente, ocupa a função de presidente do Coletivo de Escritores Maranhenses…), o Coletivo de Escritores Maranhenses – CEM – “nasceu em 2022, da união de escritores independentes que começaram com saraus intimistas e hoje realizam eventos de maior porte, ocupando importantes espaços literários do estado através de parcerias com a Biblioteca Pública Benedito Leite, Biblioteca Municipal José Sarney, SESC, Galeria Trapiche, entre outros.
Movido por vontade e garra, desenvolve trabalho contínuo por visibilidade e reconhecimento dos seus escritores no cenário da literatura maranhense. Entre seus projetos estão o Brincareler, núcleo de Literatura Infantil que une o brincar ao ler com mediação e contação de histórias; o Poetizando nas Escolas, que leva poesia e formação literária para adolescentes do Ensino Médio e EJA; e o Negritude Maranhense, dedicado à valorização da produção literária negra do estado.
O coletivo também realiza os saraus Poetizando a Ilha do Amor, com homenagens à São Luís, e Voando em Bando, sarau dedicado aos escritores cordelistas do CEM para leituras coletivas e trocas literárias. Sediado na capital, mas com escritores correspondentes de várias cidades, o CEM é plural e tem como missão levar a literatura adiante, criar pontes entre escritores e leitores, ocupar espaços e formar novos públicos”.
– Casa Josué Montello: Em seguida, eu e Campos fomos à Casa Josué Montello. Não poderíamos deixar de visitar o espaço e dar um abraço na gestora Joseane.
– Mesa-redonda EGO E VAIDADE: no canal BarcellArtes
Com a participação de psicólogos, escritores, atriz, ativista cultural Jammy Said e com a fundadora da AIAP: Tatiana Azevedo
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=b-X4FTPfhn8&t=2s
– Café da manhã no Asilo de Mendicidade: Por fim, eu e Campos fomos ao evento para prestigiar. Este teve por objetivo angariar recursos para a instituição. Foi idealizado pelo presidente Paulo Fialho e sua esposa, a fraterna Isabel Fialho. Tive a oportunidade de não só de conhecer todo o espaço como também de conversar com o casal.
O Asilo de Mendicidade de São Luís foi fundado em 21 de abril de 1919 (situado na Rua das Paparaubas, nº 16, no bairro Jardim São Francisco) por maçons da Loja Maçônica Renascença Maranhense.
Objetivos: proporcionar qualidade nos serviços assistenciais aos idosos, incluindo higienização, atividades físicas e cognitivas, assistência médica abrangente, organização de eventos comemorativos para integração e respeito às crenças religiosas individuais.
Público Alvo: acima de 66 anos. Hoje, 21 residentes (11 homens e 10 mulheres) recebem cuidados para preservação da saúde física, mental e desenvolvimento social, moral e espiritual, sempre em um ambiente de liberdade e dignidade.
Contatos para doação: 9832271214 / 98 988641119
Email: lardoidoso@outlook.com
Site: https://asilodemendicidade.com.br
Instagram: @asilodemendicidade
Convite Arraial: 04 de julho de 2026, a partir das 16h00