De los tiempos oscuros

Marta Oliveri: Poema ‘De los tiempos oscuros’

Marta Oliveri
Marta Oliveri
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Por qué habremos de sufrir
el infierno en escenario edénico,
qué hace al hombre presa de tal duelo
que se erige de ácidos fantasmas
sobre la dulce piedad de las estrellas

Qué decide que el uno,corazón,
templo erigido por los cuarto cimientos
de las cuatro estaciones
tienda un pálpito de hielo hacia su centro
y una garra hacia la piel inerme
de su prójimo

¿No alcanzó la cruz,
el Gólgota
el madero infinito
el grito del poeta
la parábola diáfana del agua
el bautismo
la verja en azul del finito mirar
la suave nervadura del árbol junto al nido.

¿No fue suficiente
la emoción del nacimiento
la inocencia original
que nos dio cuna?

¿Cuanta muerte es la muerte
inocente y salvaje
para que el miedo
en círculos dantescos
logre erigir un calendario eterno?

¿Cuanto puede sufrir una criatura
hasta donde resiste
la tierra anochecida?.
Qué pan daremos
hacia el fin del trigo
qué leche en pechos muertos,
qué hermandad en cadáveres?

Veo la lumbre
el susurro abismal de este temblor
que sólo se atreve en pesadilla
intima voz rezando una plegaria
a qué dios si no nace la cuna
urdida con las manos mortales
de los hombres

quién podrá darlo a luz
si la tierra marchita
su vientre en la penumbra
de los tiempos oscuros.

Con qué aurora pincelar el paraíso.

Marta Oliveri

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Entre confissões e convites

Guilherme Machado: ‘Entre confissões e convites’

Guilherme Cesar Machado de Araújo
Guilherme Machado
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Nicole,

Eu quero que você entenda uma coisa: eu não desisti. Só decidi lutar essa batalha de outra maneira.

Durante muito tempo tentei fazer você deixar de ocupar meus pensamentos. Procurei me distrair, ocupar a mente, seguir a vida… tentei de todas as formas possíveis e imagináveis.

Fracassei em todas.

E, curiosamente, isso me trouxe paz. Descobri que algumas coisas simplesmente não obedecem à nossa vontade.

Não é obsessão.

É carinho.

É admiração.

Ou suponho talvez que seja…

Também quero que você saiba de outra coisa: eu soube que você está saindo com alguém. Se isso te faz feliz, sinceramente, fico feliz por você. Sua amiga chegou a me contar no ano passado, mas acho que, no fundo, eu não quis acreditar. Talvez por isso tenha continuado insistindo em algumas mensagens.

Hoje eu respeito completamente o seu tempo e as suas escolhas.

O que talvez você ainda não saiba é o motivo de eu continuar enxergando você de um jeito tão bonito.

Eu nunca procurei apenas beleza. Para mim, beleza sempre foi um acordo entre forma e conteúdo. E é exatamente isso que vejo quando penso em você.

Você provavelmente já ouviu algumas histórias sobre mim. Tudo bem. Nunca gostei muito de formar opinião a partir do que dizem. Como já ouvi certa vez, o diabo tem três auxiliares: “me disseram”, “me contaram” e “me falaram”. Prefiro acreditar que pessoas inteligentes observam antes de concluir.

Aliás, foi justamente por acreditar que você é inteligente que me interessei por você.

Tem outra confissão que talvez te faça rir.

Quando você estava fazendo as aulas da Psi do Futuro. Eu pensei: “Pronto, agora tenho um assunto para conversar com ela.” Fui lá e fiz as aulas também. A ideia era conseguir conversar com você sobre aquilo com alguma propriedade.

O plano era excelente.

A execução foi um desastre.

Porque, quando chegava a hora de conversar com você, meu coração resolvia trabalhar mais do que meu cérebro. Eu travava completamente.

É curioso. Em praticamente todas as áreas da minha vida consigo controlar bem minhas emoções.

Com você, nunca consegui.

E antes que você ache que estou romantizando isso, faço uma ressalva: essa última frase é quase um recurso literário. Porque, se eu fosse explicar racionalmente, também saberia. Algumas pessoas simplesmente despertam em nós uma vontade enorme de acertar e, justamente por isso, a gente acaba errando.

Já que estamos nas confissões, tem mais uma: quando eu era criança, gostava de novelas. Foi ali que nasceu parte do meu gosto pela escrita e pela literatura.

Ultimamente, ando achando que essa história está lembrando um pouco a do Lucas e da Jade, em O Clone. Se o Autor resolver manter o mesmo final, eu assino embaixo.

O Victor vive fazendo piada comigo. Sempre que me chama para algum rolê, diz que você provavelmente vai estar lá. Acho que ele já transformou isso numa missão pessoal.

Você ainda precisa conhecer o Victor e a Nayara. São daqueles amigos que a gente escolhe como família. Acabei pegando carinho até pelos filhos deles, o Daniel e o Gabriel.

Na verdade, aceitar esses convites nunca é tão simples para mim. Tenho um labrador com diabetes e, dependendo do horário, preciso organizar toda a rotina para voltar e aplicar a insulina. Às vezes parece uma operação logística.

Talvez por isso o Victor insista tanto.

Ele sabe que, se eu aceitar um convite mesmo com toda essa engenharia, existe uma boa chance de ser porque havia uma possibilidade de encontrar você.

Então deixo aqui um convite muito mais simples.

Vamos jantar qualquer dia.

Sem obrigação.

Sem pressão.

Sem expectativas irreais.

Só duas pessoas conversando.

Talvez você descubra que tudo aquilo que ouviu sobre mim estava certo.

Talvez descubra que estava tudo errado.

Mas, pelo menos, terá chegado à própria conclusão.

Eu já espero desde 2019. E olha que esperar nunca foi exatamente uma das minhas maiores virtudes.

Se demorar mais um ano, você encontrará minha melhor versão.

Se for agora, encontrará alguém em transformação.

E, sinceramente, eu gostaria mais que você conhecesse essa transformação do que apenas o resultado final.

Bom… já escrevi muito e continuo com a impressão de que falei menos do que realmente gostaria.

Talvez o restante fique para outro texto.

Ou, quem sabe, para uma conversa.

Porque tenho quase certeza de que, se esse dia chegar, eu ainda vou travar um pouco.

Mas prometo que bem menos do que da última vez.

E, se nada disso funcionar, pelo menos o Sergio ganhou material novo para a minha coluna.

Gilherme Machado

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Un ave llegó y dijo

Adriana Rodríguez: Poema ‘Un ave llegó y dijo’

Adriana Rodríguez
Adriana Rodríguez
Imagem criada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/6a208153-ada8-83e9-a7e2-90395d11466b

Un ave sorprendió a un hombre
al acercarse a escuchar su voz
el suave canto de sus cuerdas
y el sonido de su interior
un ave llegó posando sobre sus patas su cuerpo
un abrazo de sentimientos
desplegaron sus alas al vuelo y regresó
contaba de las mareas,
que visten los grandes mares
de los grandes cielos
que surcan los océanos
de sus alas níveas
que guardan el horizonte en su vuelo
una silueta en el universo
de un par de ojos café

Adriana Rodríguez

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Sentimento

José Antonio Torres: Poema ‘Sentimento’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Imagem criada por IA do Bing – 24 de março de 2025,
às 07:42 PM

O sentimento não se explica, sente-se.
Quanto mais nos doamos, mais o sentimos.
É uma sensação de intensa felicidade,
Inigualável sob todos os aspectos. 

O sentimento é ternura, carinho, cuidado.
No ápice do seu significado, o amor.
Ele é a forma mais expressiva da evolução humana.
Elo sublime de conexão com o divino.

O sentimento é o aprimoramento das percepções.
É resultado do constante lapidar das imperfeições;
É a interação de almas que se buscam
E vêm realizar o encontro marcado no etéreo.

O sentimento não tem forma, odor ou som.
Mas em todas essas coisas podemos encontrá-lo,
Pois ele é a conjugação dos outros sentimentos.
Ele não é único, ele é múltiplo.

O sentimento está no olhar, no falar, no calar.
Em cada instante ele estará presente.
A forma de percepção da sua presença
Dependerá do momento poético que vivemos.

José Antonio Torres

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Preso ao vazio

José Antonio Torres:

‘Estou preso ao vazio de mim mesmo’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Estou preso ao vazio de mim mesmo
Estou preso ao vazio de mim mesmo
Imagem criada pela IA do Bing

Me sinto prostrado,
Incapaz de reagir a esse sentimento que teima em me torturar.
Minha mente foge para bem longe,
Mas meu coração se recusa a desistir e grita teu nome.
Loucos pensamentos e deliciosas sensações habitam meu ser
E convulsionam ao rumaram para ti.
Não pensei que fosse possível existir algo tão forte, intenso e conflitante.
As amarras desse amor que me prendem e oprimem,
São elos inquebrantáveis…
Quanto mais resisto e tento me afastar,
Mais preso me sinto.
O que me faz sofrer,
É a certeza de que esses elos não me prendem a ti.
Estou preso ao vazio de mim mesmo.

José Antonio Torres

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Desabafo poético

Verônica Moreira: ‘Desabafo poético’

Verônica Moreira
Verônica Moreira
Poetisa, um ser que se atreve a tocar o sol sem medo de se queimar por completo
Poetisa, um ser que se atreve a tocar o sol sem medo de se queimar por completo
Microsoft Bing. Imagem criada pelo Designer

Meu sentimento por ele é profundo, é como amar a morte, pois somente ela nos liberta da angústia de desejar sem poder alcançar.

Talvez eu pareça tola, ou talvez carente, ansiando por viver um amor intenso, carnal e voraz.

Eu gostaria de ser como os outros, mas o destino decidiu que eu seria uma poetisa. Um ser que se atreve a tocar o Sol sem medo de se queimar por completo.

Por que escolher ser poeta? Havia opções mais discretas! Por que me tornei poetisa? Tive que abrir mão de tantas coisas!

Oh, meu Deus, por que tantas divagações, tantos conflitos e desejos? Não poderias afastar de mim este sofrimento?

Estou perdida, transbordando de emoções. Não sei se consigo ser feliz com tantos desabafos poéticos sufocados.

Não posso provocar ciúmes, não posso ser genuína, não é possível ser feliz sem ser um pouco louca.

Eu o amo, o amo como quem espera a sorte, como quem ama a morte.

Verônica Moreira

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Na sombra da existência

Ana Kelly: Poema ‘Na sombra da existência’

Ana Kelly
"Eu cavalgo para além dos portais da existência em busca de algo mais..."
“Eu cavalgo para além dos portais da existência
em busca de algo mais…”
Microsoft Bing. Imagem criada pelo Designer

Noite adentro
Vislumbro a beleza mórbida.
Duas almas ao vento
No ranger dos próprios ossos

O coração,
Há muito me foi tomado
Mas os sentimentos
Não podem ser extirpados.

Eu cavalgo
Para além dos portais da existência
Em busca de algo mais
Não olho para trás

Minha imagem dantesca
Contrasta com a natureza que me cerca
Do pó ao pó
Aos poucos retorno para ela.

Ana Kelly

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