Eu e o rio

José Antonio Torres: entre as águas do rio e o caminho da fé, uma reflexão poética sobre a vida, a perseverança e o encontro com Deus

José Antonio Torres
José Antonio Torres
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Como as águas do rio,
Sigo silencioso o meu caminho.
Originei-me de uma pequena nascente
E fui crescendo ao longo do meu trajeto.

Passei por vários lugares…
Muita coisa eu vi.
Alegrias e sofrimentos, festas e dor.
Uns cuidam de mim e outros me ignoram.
Não me importo com esses e sigo meu caminho,
Sendo útil em minha jornada.

Mesmo aos que comigo não se importam, Ajudo como posso.
Meu valor não se mede pela minha extensão,
Mas pelos benefícios que posso proporcionar
Sem nada pedir em troca.

E vou seguindo…
Contornando alguns obstáculos e superando outros.
Tenho plena consciência do meu destino final.
Se o rio caminha rumo à imensidão do mar,
Eu rumo para a luz maior que me acolherá.

Certamente o trajeto é longo e difícil.
Muitos obstáculos ainda terei pela frente.
Mas, assim como o rio, ao final do seu percurso,
Repousa no abraço do mar,
Eu me acalentarei na glória do amor de Deus!

José Antonio Torres

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Seu olhar

Eliana Hoenhe Pereira: Poema ‘Seu olhar’

Eliana Hoenhe Pereira
Eliana Hoenhe Pereira
Imagem do saite Pixabay
Imagem do saite Pixabay

Deixei-me levar 

pelo seu olhar

estampado e declarado,

Penetrante que, por um instante,

pairava poesia no ar.

Tinha o perfume das flores do campo

brancas e cheias de encantos.

Toque de suavidade e serenidade!

Um olhar de mistérios do mar

que me impulsiona a desvendar

coisas que somente a alma entende

 e sente.

Enxergar a essência 

e não a aparência.

Eliana Hoenhe Pereira

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Sentimentos à deriva

Verônica Moreira: ‘Sentimentos à deriva’

Verônica Moreira
Verônica Moreira
Sentimentos  à deriva
Sentimentos à deriva
Microsoft Bing. Imagem criada pelo Designer

Surpreendente o que vou expressar, mesmo que desconheça: ainda posso te acolher.

Sempre és um visitante constante, sem explicação ou motivo aparente, mas sempre presente.

Tua presença não se limita à sombra, vejo tua face real, teu olhar que lembra a serenidade da noite de Lua cheia.

Não compreendo a razão da tua chegada; nunca espero por ti, no entanto, de alguma forma, sempre vens.

Às vezes, vagando pela memória, outras vezes ancorando no porto do meu coração para descansar. Por que continuo sendo teu porto?

Não me questione sobre o destino: por que ainda navegas em mim, se eu sou o mar solitário?

Tento escapar, libertar-me de mim mesma, um navio repleto de paixões e desprovido de mim, porém, ocupando todo o teu oceano.

Não há chance de seres meu navio ou minha única tábua de salvação, pois pareces viver para me sabotar.

Meus sonhos e convicções nesse amor são simplesmente ilusões, imagens de um sentimento à deriva.

Verônica Moreira

Contatos com a autora

Voltar: https://www.jornalrol.com.br/

Facebook: https://facebook.com/JCulturalRol/




Virgínia Assunção: 'Soneto da contemplação'

Virgínia Assunção

Soneto da contemplação

OLympus Digital Camera. https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Raia_da_Atalaia_Fernando_de_Noronha_05.jpg. Criador: Picasa 2.0

Caminho serena nas areias de Atalaia

Uma garça inquieta cruza o meu caminho

Bicando os pequenos mariscos na praia

Penso, alegre: onde será o seu ninho?

 

Uma paz insondável toma minha alma

Olhando o movimento das águas tão bonito,

Descortino o cenário que me traz calma

Vislumbrando o horizonte infinito.

 

No vai e vem do mar se perde,

Toda a métrica da minha poesia

O vento dá voltas e voltas com leveza.

 

Mas, a contemplação me concede

A liberdade de escrever com frenesia,

No ir e vir incessante da correnteza.

 

Virgínia Assunção

mavifeitosa@gmail.com