Ancestralidade e Inovação

Ancestralidade e Inovação: agosto Indígena do Sesc São Paulo destaca o protagonismo tecnológico dos povos originários

Cartaz do projeto Agosto Indígica, do Sesc SP

Em Sorocaba, de 5 a 15 de agosto, a programação conta com bate-papos, show, cinema e palestras, convidando o público a conhecer os múltiplos significados do conceito de tecnologia para os povos indígenas

Programação completa disponível no site sescsp.org.br/agosto-indigena 
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Vídeos Suraras do Tapajós

Em agosto, diversas unidades do Sesc em todo o estado de São Paulo realizam ações voltadas ao Agosto Indígena com o tema Tecnologias Indígenas. A iniciativa tem como objetivo criar espaços de visibilidade para as práticas e conhecimentos de diversas etnias, propondo reflexões sobre o conceito de tecnologia que engloba tanto o universo digital quanto os métodos tradicionais e contemporâneos de manejo, subsistência, arte e ativismo político.

O projeto baseia-se nos saberes-fazeres dos mais de 300 povos originários do território hoje conhecido como Brasil. É o caso de diversos conhecimentos ancestrais, como aqueles conectados aos sistemas agrícolas tradicionais, que fazem das roças indígenas verdadeiros repositórios de biodiversidade – cultivadas com técnicas atualmente difundidas pelo termo “agrofloresta”. Além disso, as ações demonstram o mapeamento e o uso de ferramentas contemporâneas, como o audiovisual e as redes sociais, em iniciativas de valorização cultural e na defesa territorial dessas comunidades.

A programação inclui atividades como exibições de cinema, bate-papos, shows, oficinas e vivências esportivas, com ações gratuitas e para diversas faixas etárias.

Confira a programação completa do Agosto indígena no Sesc Sorocaba.

Show

Suraras do Tapajós

A apresentação celebra os oito anos de trajetória do grupo, primeiro conjunto de carimbó formado exclusivamente por mulheres indígenas no Brasil. O espetáculo reúne música, dança e elementos cênicos em um repertório que mescla canções autorais, faixas do álbum “A força que vem das águas” e homenagens a mestres do carimbó, reafirmando a arte como expressão de resistência, memória e valorização da cultura indígena.  

Dia 5/8. Quarta, às 20h. Classificação livre. Grátis. Para assistir é só chegar.   

Bate-papo

Kunhangue Nhemboaty: encontro de mulheres Guarani e partilha de narrativas

Com Dona Júlia Gimenes, Iracema Garcia (Para Yry), Ivanildes Pereira da Silva (Kerexu), Patrícia Ferreira (Yxapy) e Vanda de Lima (Keretxu). Mediação: Liz Góes, integrante da Comissão Guarani Yvyrupa (CGY).

O encontro reúne mulheres Guarani de diferentes territórios para uma conversa sobre memórias, saberes, modos de vida e resistência. A partir da partilha de experiências e histórias, a atividade convida o público a conhecer perspectivas indígenas sobre cultura, território, ancestralidade e o protagonismo das mulheres na preservação e transmissão de seus conhecimentos.

Dia 8/8. Sábado, às 15h. Gratuita, com classificação livre e vagas limitadas. Retirada de senhas 1 hora antes.

Bate-papo

Sistema agrícola do Alto Rio Negro (AM): memórias e saberes ancestrais indígenas 
Com Darli Soares, do povo Desana, Reginaldo Trema Ramos, do povo Tuyuka e Sileia Massa Alves, do povo Tukano.

O sistema agrícola tradicional do Alto Rio Negro é uma prática ancestral de povos indígenas do noroeste amazônico reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil. A partir da roça de coivara e do cultivo da mandioca brava, o encontro aborda como saberes coletivos, divisão de responsabilidades entre homens e mulheres e o respeito à floresta sustentam não apenas a produção de alimentos, mas também a cultura, as línguas e o modo de vida dessas comunidades.

Dia 9/8. Domingo, às 14h. Gratuita, com classificação de 12 anos e vagas limitadas. Retirada de senhas 1 hora antes.

Palestra

Letramentos indígenas: história, línguas e diversidade cultural 
Com Aly David Arturo Yamall Orellana, educador e pesquisador amazônida da nação Guarani.

A atividade propõe uma reflexão sobre a realidade contemporânea dos povos indígenas, abordando os processos de retomada de territórios, culturas e línguas, além dos desafios enfrentados por essas comunidades. Por meio do diálogo, busca ampliar a compreensão sobre a diversidade indígena, desconstruir estereótipos e concepções colonialistas, promovendo o respeito à diversidade cultural e contribuindo para o enfrentamento do racismo e da discriminação.

Dia 11/8. Terça, às 19h. Gratuita, com classificação de 12 anos e vagas limitadas. Retirada de senhas 1 hora antes.

Palestra

O Caminho do Peabiru   
Com Casé Angatu, indígena e morador no Território Tupinambá em Olivença – Ilhéus/Bahia, na Aldeia Gwarini Taba Atã.

O Caminho do Peabiru, mais do que um trajeto físico que atravessava a América do Sul – ligando o litoral do atual Brasil aos Andes -, era um território vivo de memória, encontro e conexão entre povos indígenas. Este encontro convida à reflexão sobre os saberes ancestrais, as redes de troca anteriores à colonização e o significado do Peabiru como símbolo de resistência e continuidade das culturas originárias.

Dia 12/8. Quarta, às 19h. Gratuita, com classificação livre e vagas limitadas. Retirada de senhas 1 hora antes.

Cinema

Replikka  
Direção: Piratá Waurá e Heloisa Passos | Documentário | Brasil/Estados Unidos | 16 min. | 2025.  

Tecnologia e sabedoria indígena nos levam a embarcar numa jornada espiritual e meditativa sobre memória, identidade, perda e renascimento. A resiliência do povo Wauja do Xingu, diante da destruição de sua história, é prova de que a força da ancestralidade atemporal jamais pode ser apagada.

Dia 15/8. Sábado, às 17h. Gratuita, com classificação de 12 anos e vagas limitadas. Retirada de senhas 1 hora antes.

Bate-papo

Pensamento em construção: a sabedoria indígena de Piratá Waurá encontra a experiência cinematográfica de Heloisa Passos  
Com Piratá Waurá, professor, fotógrafo e cineasta do Povo Wauja e Heloisa Passos, diretora de fotografia, diretora, produtora e professora.

A exibição de Replikka, seguida de bate-papo com os diretores, propõe um espaço de diálogo e compartilhamento do processo de construção do filme com o público. As trocas entre olhares indígenas e não indígenas, que tornaram possível a realização do filme, desdobram-se nesse encontro com o público, aprofundando reflexões sobre cinema, território, memória, patrimônio cultural e preservação.

Dia 15/8. Sábado, às 17h30. Gratuita, com classificação de 12 anos.

SERVIÇO

Sesc Sorocaba     

Rua Barão de Piratininga, 555 – Jardim Faculdade. 

Horário: De terça a sexta, das 9h às 22h. Sábados, das 10h às 19h.        

Prefira o transporte público

Terminal São Paulo

Linha 13: Santa Izabel/ Jd. Europa

Linha 71: Campolim via Raposo Tavares

Terminal Santo Antônio

Linha 65: Campolim

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