José Antonio TorresImagem criada pela IA da Meta. 28 de maio de 2026 às 11:28h
Sempre que por aqui caminho, te vejo na janela. Ela significa um portal que nos separa, em vez de nos conectar. Me frustro, pois você não percebe a minha presença. Meu coração grita por ti. Sou completamente ignorado. Enquanto te admiro, encantado por tua beleza, você sequer percebe a minha sombra. Sigo o meu caminho, triste e desolado. Tudo eu faria por um simples olhar. O mundo eu daria por um sorriso teu. Mas nada, nada acontece. Apenas a atmosfera gélida do vazio da tua frieza. Estou ausente do teu horizonte. Não entendo por que a imensidão do meu amor não consegue chamar a tua atenção. Olhe para mim! Me perceba! Eu imploro! Silêncio e abstração são o que recebo em resposta. Sigo na esperança de, um dia, o teu olhar se desviar e me encontrar. E assim, extasiado, ver um sorriso teu dirigido a mim. Nesse dia, sentirei todo o esplendor da vida me envolver. Só então, exatamente nesse momento, me sentirei vivo e a vida fará sentido.
Irene da Rocha“Um retrato da eternidade, que avança sem hesitar, mesmo na dança do tempo, sempre hei de continuar” Imagem gerada por IA do Bing – 8 de novembro de 2024 às 10:58 AM
Sou sombra do que era; nem a memória resistiu, pedaços do meu passado que o tempo de novo esculpiu.
As marcas no rosto contam histórias que o ontem teceu, no meu coração, sem mágoas, que o tempo não desfez nem esqueceu.
Sou o reflexo de ontens que nas sombras se dividiram, mas também o desconhecido, por caminhos que sempre surgiram.
Um eco de possibilidades que o futuro há de transformar, sou a passagem dos dias, que lentamente volta a girar.
No espelho, a verdade se esconde, o momento se dilui, um rosto que segue em frente, ousando ser o que sempre fui.
Um retrato da eternidade, que avança sem hesitar, mesmo na dança do tempo, sempre hei de continuar.
Paulo SiuvesO medo se desfazendo, feito a flor dente-de-leão Imagem gerada pela IA do Bing – 15 de setembro de 2024 às 7:24 PM
O medo nasce como uma sombra discreta, deslizando pelos cantos onde a luz mal chega. É um visitante silencioso, que se instala sem ser convidado e cria raízes profundas nos recantos que julgávamos seguros. Às vezes, ele murmura, uma voz baixa e insidiosa que nos faz hesitar; outras vezes, ele explode em gritos surdamente ensurdecedores, fazendo o peito apertar e a mente girar em círculos confusos. O medo é persistente, como uma erva daninha que insiste em crescer em solo seco, desafiando a aridez ao seu redor.
Mas o medo não floresce como as flores que esperamos. Ele é frágil, uma flor delicada como o dente de leão. Surge inesperadamente, em brechas do concreto, em rachaduras do asfalto, em terrenos inóspitos onde nada deveria crescer. Sua resiliência é um paradoxo; ele se espalha sem pedir licença, mostrando uma força que na verdade é sua fragilidade. O medo se esconde nas fendas do cotidiano, mas quando nos aproximamos e o observamos de perto, percebemos que ele, assim como o dente de leão, é uma ilusão de força.
Imagine, então, o medo como um mestre disfarçado, que nos ensina sobre os limites que autoimpomos e a coragem que precisamos descobrir. Ele nos desafia a encarar nossos receios mais profundos e a confrontar as sombras que projetamos em nós mesmos. É nesse confronto que revelamos nossa verdadeira essência, aquela capaz de transformar a sombra em luz.
Quando uma mulher se separa de seu parceiro, ela se vê cercada por um turbilhão de medos. O medo da opinião da sociedade, o receio de não conseguir pagar as contas, o temor de que seus filhos não a respeitem, o pavor das críticas dos parentes. Cada medo se torna uma muralha que tenta restringi-la, mas cada um também é uma oportunidade para que ela cresça e se liberte.
Na primeira brisa de coragem, o medo começa a se desfazer. Um sopro suave o leva embora, espalhando seus vilanos pelo vento, longe, para nunca mais retornar. O medo, antes colossal e opressor, se reduz a nada mais do que fragmentos leves, flutuando até desaparecer. O que resta é um caule vazio, um vestígio de uma força que nunca foi real, mas apenas uma construção ilusória.
Enfrentando o medo, descobrimos que ele não é um monstro invencível, mas sim um espelho que reflete nossas inseguranças e limitações. Libertar-se do medo é como soltar um dente de leão ao vento: um ato simples, porém poderoso, que permite que novas possibilidades se espalhem. E, ao nos libertarmos do medo, nos tornamos mais inteiros e livres, capazes de crescer em terrenos antes inóspitos.
O dente de leão, com sua beleza efêmera e fragilidade aparente, nos lembra que, às vezes, a verdadeira força está na capacidade de transformar o medo em liberdade. E, ao soprar o medo para longe, encontramos não apenas a coragem de enfrentar nossos desafios, mas também a capacidade de nos reinventar e florescer, mesmo nas circunstâncias mais adversas.
Ceiça Rocha Cruz“Nas calmas tardes de estio ao rumor da brisa fria às margens do rio, um coqueiro sorri, majestoso” Microsoft Bing. Imagem criada pelo Designer