A sabedoria silenciosa das raízes, por M. Rahman Sourav

Uma tocante metáfora poética sobre a resiliência da alma e a força invisível que nos sustenta diante das tempestades da vida

Logotipo da seção O Leitor Participa
https://gemini.google.com/app/0d025b6a09f34726?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all

Acima do solo, os galhos enfrentam o vendaval,
Onde os ventos ferozes do inverno causam o mal.
As folhas caem, as flores são rasgadas ao meio,
Testando a coragem do coração do bosque cheio.
Mas sob a geada e a argila pesada, bem profundo,
As raízes ocultas recusam ceder ao mundo.
Elas bebem a umidade silenciosa que a terra traz,
E guardam a promessa secreta que o renascer faz.

Nas vidas humanas, tempestades vão se erguer,
Para nublar nossa visão e o céu escurecer.
Sentimos como se fôssemos quebrar no frio cortante,
Com histórias inacabadas e sem rumo adiante.
Mas se nossas raízes de fé forem fortes e profundas,
Venceremos as trevas e as multidões amargas do mundo.
Pois a força raramente se mostra no que é grandioso,
Mas no silêncio do chão que nos abraça generoso.

Mahafuzur Rahman Sourav

Sobre o autor

Mahfuzur Rahman Sourav

Mahfuzur Rahman Sourav é um poeta, crítico, ensaísta, contista e letrista bengali. Nasceu em 5 de maio de 1977, no vilarejo de Rarikandi, em Matlab Uttar Upazila, Chandpur, Bangladesh. Começou a escrever suas primeiras rimas ainda nos anos escolares.

Ao longo de sua carreira, publicou diversos livros, incluindo Muktir Ranga Palash (2008), Atmar Bhunishtho Kanna-gulo (2010), Padma Joler Chokh (2011), Ekmutho Matir Slogan (2013), Ashru O Dohoner Koshto (2014), Nirbachito 100 (2019) e Jagoroni Thonte Droho-er Chumu (2021). Seu romance, Tomar Nishwase Bish, Bishwashe Bhul Chilo Joma, foi publicado em 2003.

Em 2023, conquistou um recorde no Guinness World Records por sua contribuição ao projeto Hyper Poem. Suas poesias já foram traduzidas para 52 idiomas. O autor também foi laureado com o World Human Rights Award (Prêmio Mundial de Direitos Humanos) em 2011.

Ave favorita: Corvo-indiano (House Crow / Darkak)

Voltar

Facebook




Estou farto de saber que sou capaz

Guilherme Machado reflete que a distância mais dolorosa do mundo é aquela que separa o orgulho de saber do que somos capazes da coragem de viver à altura desse potencial

Guilherme Cesar Machado de Araújo
Guilherme Machado
Fotografia conceitual de um homem observando a paisagem através de uma janela reflexiva.
https://gemini.google.com/app/298c98406b536737?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all

“Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos.”
Provérbios 16:3

Durante muito tempo, essa seria uma frase que eu diria com orgulho. Hoje, curiosamente, ela também me incomoda.

Talvez porque eu esteja começando a perceber que existe uma diferença enorme entre saber do que somos capazes e viver à altura dessa capacidade.

Recentemente, estabeleci uma série de metas para o meu processo de emagrecimento. Em vez de olhar apenas para um objetivo distante, decidi dividi-lo em pequenas etapas difíceis o suficiente para me exigirem, mas tangíveis o bastante para que eu pudesse alcançá-las.

Bati a primeira meta antes do prazo. Deveria ter sido combustível para continuar. Foi quase o contrário: eu me acomodei.

Passei cerca de dez dias sem me exercitar. Houve circunstâncias que contribuíram — inclusive a chuva, que dificultou minhas corridas e minhas idas à academia —, mas seria confortável demais responsabilizá-las.

A meta seguinte venceu e, dessa vez, precisei de alguns dias a mais para alcançá-la.

Poderia enxergar nessa pequena sequência apenas as oscilações naturais de um processo de emagrecimento. Mas percebi que a balança estava começando a me mostrar algo que não tinha relação apenas com meu peso.

Às vezes, o corpo também funciona como espelho. E eu não gostei completamente do que comecei a enxergar no meu.

Quando ser capaz também pode se tornar uma armadilha

Percebi um comportamento que não está restrito à balança. Ele aparece em diferentes áreas da minha vida.

Quando uma situação se torna crítica, alguma coisa parece despertar dentro de mim. Penso rápido, crio alternativas e encontro soluções — muitas vezes, não uma, mas várias.

Durante muito tempo, enxerguei isso apenas como uma qualidade. Hoje começo a perceber seu outro lado.

Não porque exista algo de errado em ser capaz de reagir. Pelo contrário. Essa capacidade já me foi extremamente útil.

Talvez o problema nunca tenha estado na ferramenta, mas na maneira como aprendi a utilizá-la.

Quando você sabe que consegue reagir muito bem diante de uma emergência, existe o risco de começar a tolerar demais a aproximação dela. É como se houvesse uma certeza silenciosa: depois eu resolvo.

E o pior é que, muitas vezes, eu resolvo. Talvez seja justamente esse o problema.

Talvez eu tenha aprendido a confiar tanto na minha capacidade de reagir que nunca tenha aprendido verdadeiramente a confiar na minha capacidade de permanecer.

Essa constatação doeu.

Porque existe um preço escondido nisso.

Você acaba utilizando sua capacidade para apagar incêndios que sequer precisariam existir.

Quando olho para minha vida sob esse novo referencial, surge uma pergunta desconfortável: até onde eu poderia ter chegado se tivesse colocado na constância a mesma capacidade que tantas vezes coloquei na reação?

Não sei. Só Deus sabe. E talvez nunca saber seja justamente uma das partes mais dolorosas dessa descoberta.

Porque algumas coisas podem ser recuperadas. Projetos podem ser retomados. Dinheiro pode ser reconquistado. Quilos podem ser perdidos novamente.

O tempo não aceita o desaforo.

O tempo que deixei queimar enquanto apagava incêndios não volta.

Mais do que um número

Existe um objetivo que, neste momento, significa muito para mim: quero voltar a enxergar dois dígitos na balança.

Para algumas pessoas, pode parecer apenas um peso. Para mim, não é.

Eu já emagreci antes. Já treinei, fui disciplinado e experimentei a sensação de olhar para meu corpo e reconhecer nele o resultado das minhas escolhas.

Depois me acomodei.

Posterguei por muito tempo a decisão de emagrecer novamente porque não queria passar por todo aquele longo processo outra vez.

Existe uma ironia dolorosa nisso: se eu tivesse cuidado daquilo que conquistei, não precisaria reconquistá-lo.

Dessa vez, porém, deixei a situação avançar a ponto de perder algo mais importante do que condicionamento físico.

Comecei a perder a confiança em mim mesmo.

Eu, que tantas vezes havia encontrado soluções quando tudo parecia perdido, comecei a duvidar se conseguiria resolver a minha própria situação mais uma vez.

Por isso, voltar a enxergar dois dígitos na balança não representa apenas emagrecimento. Representa retomada da confiança.

Mas comecei a perceber que meu desafio talvez não esteja apenas em acreditar que consigo chegar. Está também em aprender a atribuir àquilo que conquistei o mesmo valor que eu atribuía quando ainda parecia difícil de alcançar.

Existe alguma coisa nos grandes desafios que me seduz. Quanto mais distante parece um objetivo, mais ele desperta o melhor de mim.

Às vezes penso em um gato brincando com um novelo de lã. Enquanto o novelo escapa, ele corre, salta, insiste. Quando finalmente o alcança, porém, parte do fascínio desaparece, embora o novelo continue sendo o mesmo.

O que mudou foi apenas a dificuldade de alcançá-lo.

Talvez eu tenha feito isso comigo mais vezes do que gostaria de admitir. Talvez eu tenha confundido, durante muito tempo, a dificuldade de conquistar com o valor da conquista.

Foi doloroso perceber que, dessa maneira, eu estava utilizando minha própria capacidade contra mim.

Quando o corpo começa a falar

Talvez essa seja uma das coisas mais fascinantes que a atividade física tem me ensinado: o corpo torna visível aquilo que, em outras áreas da vida, conseguimos esconder de nós mesmos.

Ele não conhece nossas intenções. Não sabe quantas vezes prometemos começar amanhã. Não se impressiona com nossos planos.

O corpo responde àquilo que repetimos.

E, enquanto observava minhas respostas aos exercícios, percebi que não estava conhecendo apenas meu corpo.

Estava conhecendo meus padrões.

A balança mede meu peso, o relógio mede meu tempo e a distância registra quanto percorri. Mas nenhum deles mede a maneira como tenho conduzido minha própria vida.

Essa parte precisei começar a medir sozinho.

Talvez meu maior problema tenha sido justamente o resultado. Eu conseguia, resolvia, chegava — e isso acabava funcionando como meu álibi.

Se no final eu conseguia chegar, por que questionar a maneira como percorria o caminho?

Agora me faço uma pergunta diferente: por que tantas vezes preciso chegar ao limite para começar a caminhar na direção que já sabia que deveria seguir?

Ainda estou atravessando

Não escrevo estas palavras como alguém que descobriu uma fórmula mágica para mudar.

Estou vivendo esse processo agora.

Voltei para a terapia, a cuidar do meu corpo e a estabelecer metas.

Tenho buscado em Deus direção para me reconduzir enquanto tento colocar em ordem aquilo que está do lado de fora. Talvez uma das coisas que esteja aprendendo seja justamente que reconhecer minha capacidade não significa acreditar que preciso resolver tudo sozinho.

Talvez parte desse processo seja também aprender a me esvaziar de mim mesmo — da necessidade de controlar, resolver e encontrar todas as respostas — para me encher do Espírito e da presença de Deus.

Não estou do outro lado da ponte.

Ainda estou atravessando.

Foi durante essa travessia que, ontem, depois de orar, parei diante do espelho.

Olhei para mim e disse que vou atingir meus objetivos. Eu creio nisso.

Mas, naquele momento, percebi que já não queria simplesmente fazer outra promessa motivacional ou convocar novamente aquela versão de mim que aparece quando tudo se torna crítico e consegue encontrar uma saída.

Eu conheço esse homem: sua criatividade, sua força e sua capacidade de encontrar caminhos quando aparentemente eles não existem.

Essa versão de mim já me salvou muitas vezes. E sou grato a ela.

Mas, diante daquele espelho, em lágrimas, reconheci algo que talvez estivesse demorando anos para admitir: estou farto de viver assim.

Não quero mais precisar da emergência para acessar minha capacidade nem transformar potencial em ferramenta de resgate. Sobretudo, estou farto de imaginar quanto tempo deixei pelo caminho simplesmente porque sempre confiei que conseguiria correr depois.

Conheço muito bem a versão de mim que aparece quando tudo parece perdido.

Agora quero conhecer outra.

Quero descobrir quem posso ser quando não existe uma emergência me obrigando a agir.

Eu ficaria encantado em conhecer essa versão de mim mesmo.

Talvez por isso uma pergunta tenha começado a me acompanhar:

Quanto da nossa capacidade usamos para construir — e quanto gastamos consertando aquilo que a constância poderia ter evitado?

Eu ainda não conheço todas as minhas respostas.

Também não sei exatamente onde esse processo vai me levar. Talvez esteja aprendendo justamente a não precisar saber.

Entreguei meus planos a Deus e o chamei para pelejar comigo essa batalha. Agora estou aprendendo a permanecer no caminho mesmo quando não existe uma emergência me empurrando por ele.

O passado deixou aprendizados, consequências e um tempo que não posso recuperar.

Mas ainda existe caminho pela frente.

Em uma das palavras dirigidas a Jó, encontro uma imagem que gosto de carregar comigo:

“Tudo o que você fizer dará certo, e a luz brilhará no seu caminho.”
Jó 22:28

Não sei exatamente onde esse caminho vai me levar.

Talvez, desta vez, eu não precise saber.

Preciso apenas permanecer.

Guilherme Machado

Voltar

Facebook




Se der

Um manifesto poético de Jacob Kapingala sobre a beleza de aceitar nossas fraquezas, recolher os pedaços do coração e ter a coragem de continuar caminhando

Logotipo dsa seção O LeitorParticipa
https://gemini.google.com/app/0bac6bc29c417793?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all

Se der pra segurar a lágrima, segure.
Mas se não der, então chore.
Se der pra fugir de ti, então fuja.
Mas se não der, se proteja.

Se der pra remendar teu coração, remende.
Mas se não der, se reinvente e ande.
Se der pra cortar um pouco de ti, corte.
Mas se não der, não se importe.

Se der pra agarrar na tristeza e jogá-la fora, agarre.
Mas se não der, não tem problema. Viver é como escalar uma torre.
Se der pra sorrir, então sorria.
Mas se não der, não force a alegria.

Se der pra seres tu, seja.
Mas se não der, então finja.
Se der pra abraçar a vida, abrace.
Mas se não der, não se estresse.

Jacob Kapingala

Jacob Kapingala
Jacob Kapingala

Jacob Kapingala, 28, é natural da província de Huambo (Angola) e reside em Luanda. Estudou Pedagogia na Escola Missionária do Verbo Divino (Santa Madalena) e atualmente exerce a função de professor do ensino primário.

É escritor e poeta, com participação em algumas antologias e revistas literárias do Brasil e de Portugal.

Teve o desejo de colocar no papel aquilo que pensava somente em 2018, ano em que escreveu seus primeiros poemas. Porém, foi somente em 2019 que passou a se dedicar de corpo e alma à poesia.

É académico da CILA – Confraria Internacional de Literatura e Arte, da ABMLP – Academia Biblioteca Mundial de Letras y Poesía e da Academia Virtual dos

Voltar

Facebook




Possibilidades

Ella Dominici: Poema ‘Possibilidades’

Ella Dominici
Ella Dominici
https://chatgpt.com/s/m_6a7f362b37248191904a362613d5d614

Em fragmentos de mim eu conto
decepções rasgos despedidas
peças de encaixe perdidas desmonto

entremeio de rendas, vazados deixados
tempo as ruiu abrindo frestas
entre realidades e sonhos

desejos em contestações
estrelas apagadas de íntimas
constelações

atenuando a destruição de prazeres
não da carne nem dos pensares
mas do humano ímpeto de vida

com bálsamo para as perdas
jardim de jasmim com pragas
escolho mudar grãos desatentos

as fendas foram oportunidades
ao olhar em fértil amadurecimento
à vislumbrar miragens e paisagens

fé latente que se fortalece
esquece vultos determina vida
transcende mágoas desistências

não desfalece faz-se resiliência
natureza é voz de Deus audível
vista no vicejar das estações

frio se reveza em frutos calores flores
e o improvável crendo é possível
retomar sem angústia ou pressa

com liberdade dos passos descalços
num deleite em paz de pássaros
que abrange o inteiro no voejar
não deixa que a vida pela metade seja

Ella Dominici

Voltar

Facebook




Linda, loira e mimada

Guilherme Machado: Poema ‘Linda, loira e mimada’

Guilherme Cesar Machado de Araújo
Guilherme Machado
Kyra – Foto por Guilherme Machado

Kyra chegou de mansinho,
olhar doce, passo leve no chão,
um furacão de carinho
invadindo o meu coração.

Linda, loira e dourada,
toda cheia de querer,
um pouco louca, meio mimada…
mas impossível não se render.

Ela chega toda prosa,
dona do próprio olhar,
sabe bem que é charmosa
e nasceu pra brilhar.

Tem doçura no focinho,
tem coragem no seu jeito,
faz de mim seu humano
— e eu aceito esse feito.

Deitada diante do pote,
come sem se preocupar.
Pra que gastar sua beleza
se deitada dá pra jantar?

Quando decide que é hora
de o humano lhe entreter,
começa uma conversinha
que só falta mesmo dizer:

“Brinca comigo, por favor.”
E insiste em sua oração.
Não sei nomear aqueles sons,
mas sei sua tradução.

Linda, loira e mimada,
dona da casa e do irmão,
quer sempre a ração alheia —
a dela? Essa, às vezes, não.

Por isso, na hora da comida,
preciso os dois separar.
E basta a Kyra ir embora
pro Salsicha começar:

um uivo comprido e sentido,
protestando a separação.
Ela fala quando quer brincar.
Ele, quando sente solidão.

Mas nem sempre foi assim.
Antes dela, alguém faltou.
Salsicha conheceu a tristeza,
mas foi Kyra quem o iluminou.

Kyra nunca conheceu Nika,
nem a história que encontrou.
Só chegou sendo Kyra —
e, sem saber, tudo mudou.

Não veio ocupar seu lugar,
nem apagar o que passou.
Trouxe uma história diferente
e, com carinho, o restaurou.

E foi assim, sem perceber,
sem precisar sequer tentar,
que a menina mais levada
ensinou alguém a brincar.

Linda, loira e adorada,
meu furacão de carinho,
fez morada em minha vida
e eu amo o seu jeitinho!

Se ser mimada é seu jeito,
confesso sem disfarçar:
foi o melhor dos defeitos
que a vida pôde me dar.

Guilherme Machado

Voltar

Facebook




Basta um

Jadson Porto: Poema ‘Basta um’

Logo da seção O Leitor Participa
Logo da seção O Leitor Participa
Fotografia estilo fantasia de um homem de meia-idade com óculos, barba grisalha e cabelos escuros e encaracolados, ajoelhado em um pico rochoso. Ele veste traje de guerreiro medieval azul-petróleo com detalhes em cota de malha, capa longa e botas de couro. O homem segura um arco de madeira e tem uma aljava com flechas ao seu lado. Ao fundo, um vasto vale verdejante com um rio sinuoso sob a luz dourada do pôr do sol.
https://gemini.google.com/app/ddac03ef6b3115ee?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all

Na saga do arqueiro, a imersão em seus pensamentos o leva ao seu destino.
No retesar do arco, o esforço prepara o percurso almejado da flecha.
Na trajetória da flecha lançada, o olhar do arqueiro acompanha aquele voo em direção ao seu destino.
E o arqueiro, imerso…
Vendo sua única flecha lançada…
Leva consigo a certeza de que o destino de seu lançamento…
Foi alcançado.

Basta um!

Mas, para o único atingir seu objetivo…
Há muitos treinos!
E nas tentativas de acertar, muitos lançamentos foram feitos.

E, naquele dia, bastava um!

Jadson Porto

Jadson Porto
Jadson Porto

Bacharel e licenciado em Geografia (UFPa, 1990, 1993); mestre em Geografia (UFSC,1998); doutor em Ciência Econômica (Unicamp, 2002); pós-doutor em Desenvolvimento Regional (FURB, 2014): pós-doutor em Geografia, pela Universidade de Coimbra (Portugal) (2015); pós-doutor em Estudos Sociais, pela Universidad Nacional de la Patagonia Austral – Unidade Rio Gallegos (UNPA/UARG), Argentina (2017); pós-doutor em Desenvolvimento Regional (UFT, 2020); pós-doutor em Planejamento Territorial (Idega/Universidade de Santiago de Compostela, Espanha, 2025).

Coordenador do Núcleo de Estudos Regionais e Urbanos (Nesur/Unifap).

Professor titular da Universidade Federal do Amapá (Unifap).

Professor do Mestrado em Desenvolvimento da Amazônia Sustentável da Unifap.

Integrante efetivo da Academia de Letras José de Alencar (Curitiba, PR), cadeira de no 3, patrono Alberto Oliveira (2022).

Integrante efetivo da Academia Amapaense de Letras (Macapá, AP), cadeira de no 17, patrono Joaquim Caetano da Silva (2022).

Tem se destacado em pesquisas sobre a Amazônia Setentrional brasileira e a Região das Guianas. Doutor Honoris Causa Multiplex.

Voltar

Facebook




Right remedy

Surendra Nagaraju: Poem ‘Right remedy’

Surendra Nagaraju - Elanaaga
Surendra Nagaraju – Elanaaga
Imagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/e32de6a4cf75733d?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all

Of late, the whole world is
appearing black to me.
People, environs– everything
is dark around me.

I pondered a lot
and chose the right remedy:
Wash out the murk
accumulated inside me.

Right remedy

Ultimamente, o mundo inteiro
está me parecendo negro.

Pessoas, ambientes – tudo
está escuro ao meu redor.

Refleti muito
e escolhi o remédio certo:
Lavar a escuridão
acumulada dentro de mim.

Elanaaga

Voltar

Facebook