Teresópolis celebra 135 anos de emancipação

Alexandre Rurikovich Carvalho

‘135 anos de Teresópolis: uma história de desenvolvimento, cultura e preservação da memória’

Alexandre Rurikovich Carvalho
Alexandre Rurikovich Carvalho
Card de homenagem aos 135 anos de amancipação política de Teresóplis
Imagem criada por IA

Nesta segunda-feira, 6 de julho de 2026, o município de Teresópolis, na Região  Serrana do Estado do Rio de Janeiro, celebra 135 anos de emancipação político administrativa, reafirmando sua posição como um dos principais municípios da Região  Serrana fluminense. Reconhecida por suas belezas naturais, pelo clima ameno, pelo  patrimônio histórico e por sua intensa vida cultural, Teresópolis construiu, ao longo de  mais de um século, uma trajetória marcada pelo progresso, pela hospitalidade e pela  preservação de sua identidade. 

Das trilhas coloniais ao povoamento permanente 

A história da ocupação da região onde hoje se encontra Teresópolis remonta ao  período colonial brasileiro, quando as encostas da Serra dos Órgãos eram habitadas  por povos indígenas e serviam como área de passagem para exploradores e  bandeirantes que buscavam novos caminhos entre o litoral fluminense e o interior da  colônia. 

Durante os séculos XVII e XVIII, a região apresentava baixa densidade populacional,  caracterizando-se pela vegetação exuberante, pela abundância de recursos hídricos e  pelo relevo acidentado, fatores que dificultavam a ocupação permanente. Ainda assim,  antigos caminhos indígenas foram progressivamente adaptados pelos colonizadores  portugueses, transformando-se em rotas importantes para a circulação de pessoas,  mercadorias e animais. 

Essas trilhas permitiam a comunicação entre a cidade do Rio de Janeiro e as áreas  mineradoras da então Capitania, posteriormente Província, de Minas Gerais,  desempenhando papel estratégico na economia colonial. Foi somente a partir do início  do século XIX que o povoamento da região passou a adquirir características mais  permanentes.

Nesse contexto, destaca-se a atuação do comerciante luso-britânico George  March, considerado uma figura central na formação histórica local. Ao adquirir  extensas terras na região onde atualmente se localiza o bairro do Alto, March  implantou a Fazenda Santo Antônio, situada em posição privilegiada ao longo do  caminho que ligava o Rio de Janeiro à Província de Minas Gerais. 

Mais do que uma propriedade rural, a Fazenda Santo Antônio transformou-se em um  importante centro de apoio logístico. Tropas de muares, comerciantes, viajantes,  funcionários públicos e exploradores encontravam ali local para descanso,  alimentação, troca de animais e reabastecimento antes de prosseguirem viagem pelas  serras fluminenses. Em torno dessa movimentação surgiram pequenas moradias,  casas comerciais, oficinas, capelas e outros serviços indispensáveis ao cotidiano dos  viajantes e dos primeiros moradores. 

Gradualmente, esse conjunto de atividades impulsionou o crescimento do Distrito de  Santo Antônio de Paquequer, cuja formação urbana foi marcada pela convivência  entre produtores rurais, comerciantes, artesãos e famílias que viam na região  oportunidades de trabalho e melhores condições de vida. Ao longo da segunda  metade do século XIX, o distrito experimentou significativa expansão demográfica e  econômica. A fertilidade do solo favoreceu a agricultura, enquanto o clima ameno e a  paisagem serrana passaram a despertar o interesse de visitantes provenientes da  Corte Imperial. 

A emancipação municipal e a homenagem à Imperatriz 

O acelerado crescimento econômico, social e populacional registrado durante a  segunda metade do século XIX tornou evidente que o Distrito de Santo Antônio de  Paquequer possuía condições de administrar seus próprios interesses. O  fortalecimento do comércio, a expansão das atividades agrícolas, o aumento da  arrecadação e a organização da vida comunitária impulsionaram um movimento  favorável à emancipação político-administrativa, refletindo o desejo de maior  autonomia na condução dos assuntos públicos. 

Esse objetivo foi alcançado em 6 de julho de 1891, quando o então governador do  Estado do Rio de Janeiro, Francisco Portela, assinou o decreto que desmembrou  o distrito do município de Magé, criando oficialmente o município de Teresópolis.  A emancipação marcou o início de uma nova etapa em sua história, permitindo a  instalação de instituições administrativas próprias, a organização do governo municipal  e o planejamento do desenvolvimento urbano de forma independente. 

A escolha do nome Teresópolis constitui, por si só, uma homenagem carregada de  simbolismo histórico. A denominação associa-se à imperatriz Teresa Cristina Maria  de Bourbon-Duas Sicílias, esposa do imperador Dom Pedro II, e remete ao  sentido de “cidade de Teresa”

Muito além de sua posição como consorte imperial, Teresa Cristina conquistou o  respeito e a admiração da sociedade brasileira por sua personalidade discreta, sua  dedicação à família imperial e seu incentivo às artes, à ciência, à arqueologia, à  educação e à preservação do patrimônio histórico nacional. Foi também uma  importante incentivadora da imigração europeia, da pesquisa arqueológica e das  manifestações culturais que contribuíram para a formação da identidade brasileira. 

Sua postura humilde, generosa e profundamente humana fez com que fosse  carinhosamente lembrada como a “Mãe dos Brasileiros”, título consagrado na tradição  biográfica sobre a imperatriz. Ao associar seu nome ao município recém-emancipado,  os idealizadores da cidade buscaram eternizar valores de hospitalidade, equilíbrio,  cultura e civilidade, atributos que permanecem presentes na identidade 

Trilhos e estradas 

Nas décadas seguintes, a implantação da ferrovia, com chegada a Teresópolis em 19  de setembro de 1908, representou um marco para o desenvolvimento regional. A  facilidade de transporte estimulou o comércio, o turismo, a agricultura e a chegada de  novos moradores, acelerando o crescimento urbano. O serviço ferroviário foi  encerrado em 9 de março de 1957, e a abertura da estrada Rio-Teresópolis, em 1º de  agosto de 1959, consolidou a integração rodoviária do município ao restante do  estado. 

Posteriormente, a expansão da malha rodoviária substituiu gradativamente o  transporte ferroviário, mantendo Teresópolis conectada ao eixo metropolitano e  fortalecendo ainda mais sua economia. Ao longo do século XX, a cidade consolidou-se  como destino turístico, estância climática e polo regional de serviços, educação e  

Natureza e paisagem 

Poucos municípios brasileiros possuem relação tão estreita com a natureza quanto  Teresópolis. Situada em meio à Serra dos Órgãos, a cidade abriga parte do Parque  Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO), uma das mais importantes unidades de  conservação ambiental do país. 

O parque é reconhecido por sua extraordinária biodiversidade e por formações  rochosas mundialmente famosas. O perfil imponente do Dedo de Deus, símbolo do  montanhismo brasileiro, desenha a moldura de uma cidade onde a paisagem é, por si  só, uma obra de arte viva. Essa riqueza natural transformou Teresópolis em referência  para atividades como ecoturismo, montanhismo, caminhadas ecológicas e educação  ambiental. 

Cultura e memória 

Ao longo de sua história, Teresópolis consolidou importante vocação cultural. Museus,  centros culturais, instituições de ensino, academias literárias e organizações  dedicadas à preservação da memória contribuem para fortalecer a identidade do  município. 

A cidade tornou-se palco de eventos científicos, artísticos e literários, reunindo  pesquisadores, escritores, artistas e intelectuais de diversas regiões do Brasil. Nos  últimos anos, iniciativas voltadas à valorização do patrimônio histórico, da produção  acadêmica e da cultura popular, a exemplo da Feirarte, reforçaram ainda mais o  protagonismo cultural de Teresópolis no cenário nacional. 

Tradição e modernidade 

Ao longo de seus 135 anos de emancipação político-administrativa, Teresópolis  consolidou-se como um dos mais importantes municípios da Região Serrana do  Estado do Rio de Janeiro. Sua economia, que outrora esteve vinculada às atividades  rurais e ao comércio local, diversificou-se significativamente ao longo das últimas  décadas, refletindo as transformações econômicas e sociais do Brasil contemporâneo. 

Atualmente, o município apresenta uma estrutura econômica sólida e multifacetada,  sustentada pelo comércio, pela prestação de serviços, pelo turismo, pela educação,  pela construção civil e pela agricultura de hortaliças. A própria documentação  institucional do município destaca Teresópolis como a maior produtora de hortaliças  do Estado do Rio de Janeiro, além de importante polo de inovação, educação e  tecnologia.

O turismo permanece como um dos principais motores do desenvolvimento local.  Favorecida pelo clima ameno durante praticamente todo o ano, pela exuberância da  Serra dos Órgãos e pela riqueza de seus atrativos naturais, Teresópolis recebe  visitantes em busca de lazer, ecoturismo, esportes de aventura e contato com a  natureza. Trilhas, cachoeiras, mirantes, parques e reservas ambientais fazem parte de  um patrimônio natural que desperta admiração e fortalece a vocação turística da  cidade. 

A gastronomia também ocupa lugar de destaque na identidade teresopolitana.  Restaurantes, cafeterias, cervejarias artesanais e empreendimentos ligados à  produção rural oferecem experiências que valorizam tanto a culinária serrana quanto a  diversidade cultural construída ao longo da história do município. 

Celebrar os 135 anos de emancipação político-administrativa significa reconhecer a  dedicação das gerações que transformaram um antigo caminho de tropeiros em uma  cidade dinâmica, acolhedora e culturalmente vibrante. Significa também prestar  homenagem aos pioneiros, trabalhadores, educadores, agricultores, comerciantes,  artistas, pesquisadores, gestores públicos e cidadãos anônimos que, ao longo do  tempo, contribuíram para escrever a história de Teresópolis. 

Mais do que recordar o passado, esta data convida à reflexão sobre o futuro.  Preservar o patrimônio histórico, incentivar a cultura, proteger o meio ambiente,  investir na educação e promover o desenvolvimento sustentável representam  compromissos permanentes para que Teresópolis continue sendo referência de  qualidade de vida, cidadania e valorização da memória. 

Aos 135 anos, Teresópolis reafirma sua vocação para unir tradição e modernidade.  Mantém vivas as lembranças de sua formação histórica, ao mesmo tempo em que  projeta novos caminhos para as futuras gerações, demonstrando que o verdadeiro  progresso nasce do equilíbrio entre inovação, preservação cultural e respeito às raízes  que moldaram sua identidade. 

Celebrar esta data é reconhecer que a história de Teresópolis não pertence apenas  aos teresopolitanos, mas integra o patrimônio histórico e cultural do Estado do Rio de  Janeiro e do Brasil, constituindo um legado coletivo que merece ser conhecido,  preservado e transmitido às gerações vindouras. 

Referências bibliográficas 

ABREU, Maurício de Almeida. Geografia Histórica do Rio de Janeiro (1502–1700). Rio de  Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio Editorial, 2010. 

ABREU, Maurício de Almeida. Evolução Urbana do Rio de Janeiro. 4. ed. Rio de Janeiro:  Instituto Pereira Passos, 2013. 

CARVALHO, José Murilo de. A Construção da Ordem: a elite política imperial. Rio de Janeiro:  Civilização Brasileira, 2003. 

CARVALHO, José Murilo de. D. Pedro II: Ser ou Não Ser. São Paulo: Companhia das Letras,  2007. 

FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo,  2019. 

FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Brasil Imperial: documentos e memória histórica. Rio  de Janeiro: FBN. 

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Cidades e Estados: Teresópolis (RJ). Rio  de Janeiro: IBGE. 

INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE (ICMBio). Parque  Nacional da Serra dos Órgãos: Plano de Manejo. Brasília: ICMBio. 

INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE (ICMBio). Parque  Nacional da Serra dos Órgãos: História e Patrimônio Ambiental. Brasília: ICMBio. LACOMBE, Américo Jacobina. Introdução ao Estudo da História do Brasil. Rio de Janeiro: Agir,  1979.

LYRA, Heitor. História de Dom Pedro II. 3 v. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EDUSP, 1977. PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo. 23. ed. São Paulo: Brasiliense,  1994. 

PREFEITURA MUNICIPAL DE TERESÓPOLIS. História do Município de Teresópolis.  Teresópolis: Prefeitura Municipal. 

SCHWARCZ, Lilia Moritz. As Barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos. 2.  ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. 

SCHWARCZ, Lilia Moritz. Sobre o Autoritarismo Brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras,  2019. 

SILVA, Joaquim Norberto de Souza. História da Fundação do Império Brasileiro. Rio de  Janeiro: Garnier, 1864. 

VASQUEZ, Pedro Karp. Teresa Cristina: a Imperatriz Arqueóloga. Rio de Janeiro: Capivara,  2012. 

VASQUEZ, Pedro Karp. Dom Pedro II e a Fotografia no Brasil. Rio de Janeiro: Metalivros,  2003.

Alexandre Rurikovich Carvalho

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Teresópolis recebe solenidade histórica da FEBACLA

Dom Alexandre da Silva Camêlo Rurikovich Carvalho

‘Teresópolis recebe solenidade histórica da FEBACLA e reúne personalidades das artes, da literatura, da educação e da cultura de diversas regiões do Brasil’

Dom Alexandre Rurikovich Carvalho
Dom Alexandre Rurikovich Carvalho

A cidade de Teresópolis foi cenário, no dia 28 de março de 2026, de uma das mais expressivas solenidades culturais do calendário acadêmico nacional. Promovido pela Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes, o evento reuniu intelectuais, artistas, educadores, pesquisadores e autoridades culturais no emblemático Teatro Municipal – Palácio Teresa Cristina, sede da Prefeitura, consolidando-se como um verdadeiro marco na valorização das letras, das artes e do pensamento humanístico no Brasil. 

Desde sua fundação, em 25 de abril de 2012, a Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes vem se consolidando como uma das mais respeitadas instituições culturais do país, pautada por princípios de natureza apartidária, sem fins lucrativos e orientada pelo compromisso permanente com a valorização do saber. Sua atuação abrange a promoção das Ciências, das Letras e das Artes, incentivando a produção intelectual, o intercâmbio cultural e o reconhecimento de personalidades que se destacam por suas contribuições relevantes à sociedade.

Ao longo de sua trajetória, a FEBACLA tem desempenhado um papel fundamental na difusão do conhecimento e na preservação da memória cultural brasileira, promovendo iniciativas que estimulam o pensamento crítico, a criatividade e o desenvolvimento humano. A instituição também se destaca por sua dedicação à valorização do idioma português, reconhecendo-o como elemento essencial da identidade nacional e instrumento de expressão cultural.

Mais do que uma entidade honorífica, a FEBACLA constitui-se como um espaço de encontro entre diferentes áreas do saber, reunindo acadêmicos, escritores, artistas, educadores e pesquisadores em torno de ideais comuns voltados à construção de uma sociedade mais consciente, culta e socialmente comprometida.

A solenidade realizada em Teresópolis reafirmou, de forma eloquente, essa missão institucional, ao celebrar trajetórias inspiradoras e reconhecer personalidades que, por meio de suas ações e obras, contribuem significativamente para o fortalecimento da cultura, da educação e do patrimônio intelectual brasileiro. O evento evidenciou, ainda, o papel da FEBACLA como agente ativo na promoção do mérito, da ética e da excelência, consolidando sua relevância no cenário cultural contemporâneo.

A abertura oficial do cerimonial foi conduzida pelo acadêmico Prof. Dr. Nicolas Theodoridis, que destacou o caráter histórico do encontro e a importância de se perpetuar a memória cultural por meio de iniciativas institucionais sólidas. Em seguida, foi composta a mesa de honra, presidida por Dom Alexandre da Silva Camêlo Rurikovich Carvalho, presidente da FEBACLA, que esteve acompanhado por relevantes nomes do meio acadêmico e cultural, como a Duquesa Claudia Lundgren Rurikovich Carvalho, a professora Rita Mello, o professor Dr. Jadson Porto, a professora Jacy Proença e o professor Dr. Eugênio Maria Gomes. 

Em clima de reverência e celebração, os integrantes da mesa proferiram breves saudações, ressaltando a importância da cultura como instrumento de transformação social, inclusão e desenvolvimento humano. O momento foi marcado por reflexões sobre o papel das instituições culturais na formação de uma sociedade mais consciente, crítica e comprometida com os valores éticos e educacionais. 

Um dos pontos altos da solenidade foi a posse de novos acadêmicos internacionais, que passaram a integrar os quadros da FEBACLA, assumindo o compromisso de contribuir para o fortalecimento da cultura e do conhecimento. O juramento, conduzido pelo presidente da instituição, simbolizou o compromisso com a ética, a educação e o aprimoramento intelectual da sociedade

Juramento de posse das novas acadêmicas da Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes – FEBACLA. Com o braço direito estendido, as empossadas reafirmaram seu compromisso com a ética, o conhecimento e a promoção das Ciências, Letras e Artes.

A programação seguiu com a outorga de importantes honrarias, entre elas a tradicional Comenda Caneta de Ouro – Edição 2025, destinada a reconhecer méritos excepcionais na literatura, no jornalismo e na promoção da língua portuguesa. A honraria destacou autores e educadores cujas obras contribuem para a formação cultural e crítica da sociedade brasileira. 

Momento solene da entrega da Comenda Caneta de Ouro – Edição 2025, reconhecendo personalidades que se destacam na literatura, no ensino e na promoção da língua portuguesa, em valorização à cultura e ao saber.

Na sequência, foi realizada a entrega da Comenda Nacional das Belas Artes, que distinguiu personalidades de destaque nas diversas manifestações artísticas, reforçando o papel da arte como expressão fundamental da identidade cultural e como instrumento de transformação social.

Momento solene da entrega da Comenda Nacional das Belas Artes, distinguindo personalidades que se destacam nas diversas expressões artísticas e que contribuem significativamente para o enriquecimento da cultura nacional.

Outro momento de elevado prestígio e singular relevância na solenidade foi a concessão dos títulos de Doutor Honoris Causa, realizada em parceria com o Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos. Trata-se de uma das mais altas distinções acadêmicas conferidas pela Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes, destinada a reconhecer personalidades de notório saber, cuja trajetória intelectual, científica e cultural se destaca pela excelência, pela produção de conhecimento e pelo impacto significativo na sociedade.

A outorga desse título transcende o reconhecimento formal, constituindo-se como um ato de consagração pública de méritos excepcionais, atribuído àqueles que, por suas obras, pesquisas e ações, contribuem de maneira efetiva para o avanço das Ciências Humanas, da Educação, da História e de outras áreas do saber. Mais do que uma honraria, o Doutor Honoris Causa simboliza o reconhecimento de uma vida dedicada ao conhecimento, à formação de consciências e à preservação e difusão da cultura.

No contexto da solenidade, a entrega dessa distinção reforçou o compromisso institucional da FEBACLA com a valorização do mérito acadêmico e com a promoção de referências intelectuais que inspiram as presentes e futuras gerações. Ao destacar trajetórias marcadas pela excelência e pelo serviço à sociedade, a instituição reafirma seu papel como guardiã dos valores que sustentam o desenvolvimento cultural, educacional e humanístico do país.

Momento solene da outorga dos títulos de Doutor Honoris Causa, uma das mais elevadas distinções concedidas pela Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes, em parceria com o Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos.

A solenidade também foi marcada pela outorga de títulos honoríficos da Soberana Ordem da Coroa de Gotland, distinção de elevado prestígio destinada a reconhecer personalidades que se destacam por seus relevantes serviços prestados à sociedade, bem como por sua notável dedicação às causas culturais, científicas e humanitárias.

Mais do que uma honraria, a concessão desses títulos representa o reconhecimento de trajetórias pautadas pela excelência, pelo compromisso ético e pela promoção do bem comum, conferindo aos agraciados não apenas distinção honorífica, mas também a responsabilidade simbólica de perpetuar valores nobres e contribuir para o desenvolvimento cultural e social.

A Soberana Ordem da Coroa de Gotland integra o patrimônio histórico, cultural e imaterial da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente, constituindo-se como expressão de tradição, identidade e continuidade histórica. Nesse contexto, sua outorga reveste-se de profundo significado, reafirmando a valorização do mérito, da honra e do legado daqueles que contribuem para o engrandecimento da sociedade.

Momento solene da outorga dos títulos de Cavaleiro Comendador e Dama Comendadora da Soberana Ordem da Coroa de Gotland, honraria que distingue personalidades de elevada trajetória e relevantes serviços prestados à sociedade, à cultura e ao bem comum.

Um dos momentos mais emocionantes da solenidade foi a apresentação da atriz Edinar Corradini, natural de Teresópolis, reconhecida como uma das mais respeitadas intérpretes da Imperatriz Teresa Cristina, esposa de Dom Pedro II. Há mais de uma década, a artista dedica-se a retratar a figura histórica conhecida como “a mãe dos brasileiros”, levando ao público performances marcadas por sensibilidade, rigor histórico e profundo compromisso com a memória cultural, seja em eventos educativos, apresentações culturais ou produções teatrais. Sua participação conferiu ainda mais brilho e emoção à cerimônia, aproximando o público da história e reforçando o valor da arte como instrumento de preservação da identidade nacional.

A atriz Edinar Corradini, intérprete consagrada da Imperatriz Teresa Cristina, emociona o público ao realizar a leitura de cartas da Imperatriz ao seu esposo, Dom Pedro II.

Um dos momentos mais simbólicos do evento foi a entrega da Comenda Imperatriz Teresa Cristina – Mãe dos Brasileiros, inspirada na figura histórica da Imperatriz Teresa Cristina, consagrada por sua dedicação ao povo brasileiro e por seu incentivo à cultura, à ciência e à educação.

A honraria evoca a memória de uma soberana marcada pela sensibilidade social, pela discrição e pelo compromisso com o bem-estar coletivo, atributos que lhe conferiram o reconhecimento e o afeto do povo brasileiro. Ao instituir esta comenda, a Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes presta tributo a esse legado histórico, distinguindo personalidades que, à semelhança da Imperatriz, contribuem de forma significativa para o desenvolvimento humano, cultural e social.

Trata-se de uma homenagem que transcende o caráter honorífico, constituindo-se como símbolo de reconhecimento àqueles que dedicam suas vidas à promoção do conhecimento, da solidariedade e da valorização dos princípios que enobrecem a sociedade.

Registro dos agraciados com a Comenda Imperatriz Teresa Cristina – Mãe dos Brasileiros, honraria concedida a personalidades que se destacam por suas contribuições relevantes nas áreas cultural, social, educacional e humanitária.

Registro dos agraciados com a Comenda Imperatriz Teresa Cristina – Mãe dos Brasileiros, honraria concedida a personalidades que se destacam por suas contribuições relevantes nas áreas cultural, social, educacional e humanitária.

Encerrando a programação protocolar, a FEBACLA promoveu a outorga do Certificado Mulher Virtuosa, em alusão ao Dia Internacional da Mulher, prestando homenagem a mulheres que se destacam por sua dedicação, excelência e relevante contribuição nas mais diversas áreas de atuação. A iniciativa reafirma o protagonismo feminino na construção de uma sociedade mais justa, equilibrada e humanizada.

Desde a sua fundação, a FEBACLA tem se pautado pelo reconhecimento e valorização do papel essencial da mulher na sociedade, destacando sua atuação decisiva nos campos da cultura, da educação, das artes e das ações sociais. Ao longo de sua trajetória, a instituição tem honrado mulheres de notável mérito, compreendendo que seu trabalho e sua sensibilidade são pilares fundamentais para o desenvolvimento humano e social.

Na visão do presidente da FEBACLA, é imprescindível não apenas reconhecer, mas também proteger e valorizar a mulher em todas as esferas, assegurando-lhe dignidade, respeito e oportunidades. Tal posicionamento reforça o compromisso institucional com a promoção de uma cultura de equidade, onde o talento, a competência e a dedicação feminina sejam continuamente celebradas e incentivadas.

Mulheres sendo agraciadas com o Certificado Mulher Virtuosa, em alusão ao Dia Internacional da Mulher. A homenagem destacou trajetórias marcadas pela dedicação, competência e relevante contribuição nas áreas da educação, cultura, artes e ações sociais e o reconhecimento do papel essencial da mulher na construção de uma sociedade mais justa e equilibrada.

Antes das considerações finais, Dom Alexandre da Silva Camêlo Rurikovich Carvalho, na condição de Príncipe Chefe da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente, no pleno exercício de suas prerrogativas dinásticas e soberanas, houve por bem conceder elevação nobiliárquica ao então Marquês, o Ilustríssimo Prof. Dr. Jadson Porto.

Por este ato de graça e distinção, foi o mesmo elevado à excelsa dignidade de Duque, com o predicado de Duque Paladino de Gotland, sendo-lhe outorgado o tratamento de Sua Alteza Sereníssima. Outrossim, foi-lhe concedida a honrosa qualificação de Primo Ad Honorem da Dinastia Real e Imperial dos Godos de Oriente, passando a adotar o nome dinástico de: Duque Dom Jadson Porto Eurico Henrique I.

Tal outorga reveste-se de elevado significado histórico, cultural e simbólico. As dinastias em exílio, ainda que privadas do exercício territorial do poder, permanecem como depositárias de uma tradição secular, preservando a memória, a herança genealógica e os valores que constituem sua identidade histórica. Nesse contexto, a concessão de um título nobiliárquico representa um elo vivo entre o passado e o presente, assegurando a continuidade dinástica e a perpetuação de um patrimônio imaterial de grande relevância.

No plano cultural, a distinção honorífica reconhece méritos pessoais e relevantes contribuições nas áreas das ciências, das artes e da cultura, conferindo ao agraciado prestígio e inserção em um universo simbólico pautado pela honra, pela tradição e pelo compromisso com valores elevados. Ainda que tais títulos não produzam efeitos jurídicos estatais, especialmente em regimes republicanos, sua legitimidade encontra fundamento no Direito Dinástico, por meio do ius honorum, prerrogativa inerente às Casas Reais históricas.

Ademais, segundo a doutrina nobiliária clássica, não há distinção de valor moral ou honorífico entre títulos concedidos por soberanos reinantes e aqueles outorgados por dinastias em exílio, uma vez que ambos são titulares da fons honorum. Assim, a presente elevação constitui reconhecimento legítimo, de natureza honorífica e memorial, que insere o agraciado na tradição histórica da Casa concedente, reforçando laços de identidade, pertencimento e distinção no âmbito cultural e nobiliárquico.

Momento da apresentação oficial do novo Brasão de Armas de Sua Alteza Sereníssima, o Duque Dom Jadson Porto Eurico Henrique I, símbolo heráldico que representa sua linhagem, valores e distinção nobiliárquica.

Na sequência, procedeu-se à apresentação da obra ‘Discursos Honoris Causa’, de autoria do Prof. Dr. h.c. mult. Alexandre Rurikovich Carvalho e do Prof. Dr. Dr. h.c. mult. Jadson Porto. A referida obra reúne uma seleta coletânea de discursos proferidos em ocasiões solenes e acadêmicas, marcadas pela outorga de títulos honoríficos e pelo reconhecimento de personalidades de destaque nas áreas da cultura, das ciências e das artes.

Em suas páginas, evidenciam-se reflexões de elevado teor intelectual, enaltecendo valores como o saber, a ética, a tradição e o compromisso com o desenvolvimento humano e social. Trata-se de uma publicação de significativa relevância no âmbito acadêmico e cultural, não apenas por preservar a memória de momentos institucionais de grande importância, mas também por contribuir para a difusão do pensamento humanístico e da valorização do mérito, constituindo-se, assim, em um legado de inspiração çara as presentes e futuras gerações.

Capa da obra ‘Discursos Honoris Causa’, de autoria do Prof. Dr. h.c. mult. Alexandre Rurikovich Carvalho e do Prof. Dr. Dr. h.c. mult. Jadson Porto.

Em suas considerações finais, o presidente da FEBACLA destacou o papel da instituição como guardiã da cultura e promotora do reconhecimento de talentos, ressaltando que iniciativas como essa são fundamentais para preservar a memória cultural e incentivar novas gerações a valorizarem o conhecimento, a arte e a educação. 

Mais do que uma cerimônia, o evento representou um verdadeiro encontro de saberes, reafirmando o compromisso com a valorização da cultura brasileira e consolidando a FEBACLA como uma das mais respeitadas instituições do cenário cultural contemporâneo.

Dom Alexandre da Silva Camêlo Rurikovich Carvalho

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No Jornal ROL, a alma fluminense de Augusto Damas!

Augusto Damas fecha, com Chave de Ouro, o Quadro de Colunistas do Jornal Cultural ROL!

Augusto Damas
Augusto Damas

Augusto Antonio Carvalho Barreiros Damas, mais conhecido no meio cultural como Augusto Damas, natural de Petrópolis (RJ), e residente atualmente em Teresópolis (R), é escritor, poeta e jornalista.

Fundador do extinto Jornal Projeto Solução; criador do Projeto Meta-Coeso; presidente de honra do Comitê de Imprensa de Teresópolis; presidente do tradicional e honorífico ‘Troféu Mulher de Pedra Jubileu de Ouro’ e membro fundador da Oficina de Poesia & de Criação.

Autor do livro ‘Expoentes Teresópolis’.

Recebeu Votos de Congratulação da Câmara Municipal de Teresópolis por seus relevantes serviços prestados à comunidade teresopolitana.

Foi agraciado pela Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes – FEBACLA – com as seguintes honrarias: Título de Comendador pelas causas humanistas; Diploma de Paladino da Cultura; Diploma alusivo aos 150 anos de Migração Italiana ao Brasil e a Medalha Alusiva aos 150 anos de Nascimento de Santos Dumont.

Augusto Damas se apresenta aos leitores do Jornal ROL com uma verdadeira declaração de amor à cidade de ‘Teresópolis’.

Teresópolis

Imagem criada com IA do Bing - 3 de outubro de 2024 às 12:51 AM
Imagem criada com IA do Bing – 3 de outubro de 2024 às 12:51 AM

Em meu torrão a temperatura oscila,

pode trazer todas as estações,

no mesmo mês, semana ou dia.

Magia e fenômeno,

paz que contagia.

De bem querer,

maravilhoso lugar para se viver.

Pais, na vida que tem aqui,

um sonho a discorrer,

ver os filhos a brincar.

Em seu pular forte e alegre,

há juventude e vigor,

felicidade cotidiana,

almejada e permanente.

Teresópolis, do seu palco multicor,

das suas florestas,

dos seus rios,  

fauna e flora coordenadas

na mais perfeita harmonia.

No balé dos beija-flores,

parafraseando o grande poeta:

“Roçando as asas brejeiras,

por entre as roseiras,

em jardins de ninguém!”

Eles estão em suas rosas,

orquídeas e azaleias,

dentre outras tantas  

belas e perfumadas flores,

Vem das suas paisagens,

nas matas o gorjear,

dos seus pássaros canoros.  

São tantas as suas belezas,

seu nome alude a Teresa,

Princesa Teresa Cristina

do Reino das duas Sicílias,

a Imperatriz do Brasil.

“Desvelada mãe da infância desvalida,   

amparadora dos pobres,

terna mãe dos brasileiros.”

Encerra-se a sua flâmula,

em suas vibrantes cores,

o vermelho do nosso sangue,  

o azul do nosso céu

e o branco de nossa paz,  

o magnífico Dedo de Deus,

do Caminho Teixeira,

de Teixeira e Carneiro

e dos irmãos

Acácio, Alexandre

e Américo de Oliveira,

seus cinco primeiros conquistadores.

Hoje, outros a montanha conquista,

como o querido amigo Zico,

o Zico Mendigo. Mendigo?

Não, um rapaz rico

em todas as suas conquistas.

Augusto Damas

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Cláudia Lundgren: 'Teresopólis: meu lar'

Claudia Lundgren

Teresópolis: meu lar

Eu nasci numa cidade
Ponto mais alto da Serra
Vida com tranquilidade
Eu encontro nesta terra

De manhã, abro a janela
Logo escuto a passarada
Céu azul, linda aquarela
Natureza encantada

Aqui tem lugares lindos
Vale a pena visitar
Os turistas são bem-vindos
Sempre querem retornar

Nosso povo hospitaleiro
E o clima tão peculiar
Atraente o ano inteiro
Teresópolis, meu lar

Temos belas cachoeiras
Lindo Parque Nacional
Bairro Alto tem a Feira
Comércio tradicional

As montanhas se erigindo
Cenário para retratos
No Comary, lago lindo
Com cisnes, gansos e patos

Bebo água da nascente
Respiro o mais puro ar
Fonte jorra intermitente
Judith, a nos saciar

Um lugar especial
Ao fundo, o Dedo de Deus
Apontando, magistral
“Orgulho dos filhos teus”.

Claudia Lundgren

tiaclaudia05@hotmail.com

Em homenagem a Teresópolis, minha cidade, que completou 129 anos do dia 06 de julho.