Primavera – Poesia de Lina Veira

A força de uma chuva que não quer apenas molhar as ruas, mas purificar a própria essência humana

Lina Veira
Lina Veira
Capa em tons de cinza com gotas de chuva num vidro em plano de fundo. No centro, destaca-se o título "PRIMAVERA" em letras azuis-claras, seguido do subtítulo "Chuva que pinga, pinga" em caligrafia branca. Na parte inferior, surge a autoria "LINA VEIRA" ao lado de um círculo azul-claro.
Fonte: Canva

É primavera

 Rua molhada, céu cinzento.

Chuva que pinga, pinga, pinga sem ter fim.

Quisera lavar a sujeira que predomina no coração do homem.

Quisera lavar seus lábios, corpo e alma.

Quisera lavar seus ossos,

E deixá-los à correnteza da chuva.

Chuva que pinga, pinga, pinga sem ter fim.

Chuva que pinga, pinga, pinga sem ter fim.

Lina Veira

Voltar

Facebook




Cuando las horas ceden

Adriana Rodríguez: ‘Cuando las horas ceden’

Adriana Rodríguez
Adriana Rodríguez
https://gemini.google.com/app/3d7913f2f89455ba?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all

No imagino volver.
Mis pasos adheridos van
al fantasma de unas huellas
que no pretenden la herida,
que no pretenden su hogar.

No se hacen las cuentas.
Los días pasan ahora
como el río fluye en su cauce
y se sienten sus piedras bajo el llanto.

Septiembre llega con su esposa.
Los días, sabes, llegarán
y probablemente lleguen,
o probablemente se irán,
y quedará el sabor agridulce
de lo que deja con su paso.

Cuando un recuerdo
vuelve al calendario
y, a la vez, es tan solo
un espejismo lejano
que se pierde en el desierto
de una ciudad que se ha ido.

Lo más extraño
es que sigue habitada
por el dolor, por el silencio,
por esa punzada latiente,
recuerdo de cualquier cosa
que intentas olvidar.

Hoy ceden las horas.
Se instalan un momento
en la comisura de la tristeza,
se detienen a la puerta
y piden permiso para atravesar.

Ya han pasado.
Se siente su alivio,
pero también
el peso de su cuerpo pálido.

Hoy, para mí, es ese lunes
suspendido de una fecha lejana
que ahora se deja pasar,
sin importar la historia
que deja grabada.

Adriana Rodríguez

Voltar

Facebook




Surge of the sorrow

M. B. Ahmad Vali: Poem ‘Surge of the sorrow’

Logo da seção O Leitor Participa
Logo da seção O Leitor Participa
Imagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/6e74c6b733941b6c?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all

Sadness soared high,
turned into the sky.
Nothing feels like sorrow now.

After a protracted silence,
some ancient reminiscence
echoes in the emptiness.
It is yours; you are in it.

“Are you my shackle or my freedom?”
it asks and slowly merges with the sky.

M. B. Ahmad Vali

Original (Telugu): Ahmad Vali
Translation: Elanaaga

Onda de Tristeza

A tristeza alçou voo,
elevou-se ao céu.

Nada se compara à tristeza agora.

Após um longo silêncio,
alguma reminiscência ancestral
ecoou no vazio.

É sua; você está nela.

“Você é meu grilhão ou minha liberdade?”
perguntou, e lentamente se fundiu com o céu.

M. B. Ahmad Vali

Original (Telugu): Ahmad Vali
Tradução: Elanaaga

Ahmad Vali

M. B. Ahmad Vali is a 57 year-old poet from Narsipatnam village, Andhra Pradesh State, India. He runs a small business. His writings keep appearing in the local Telugu periodicals as well as social media such as Facebook on and off.

Voltar

Facebook




Enquanto poeta falaremos

Florência Mário: ‘Enquanto poeta falaremos’

Logo da seção O Leitor Participa
Logo da seção O Leitor Participa
Imagem criada pelo ChatGPT - https://chatgpt.com/c/6a0f629e-a79c-83e9-b0ca-fef4dacd7c75
Imagem criada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/6a0f629e-a79c-83e9-b0ca-fef4dacd7c75

Esta é a realidade

Porque nela contém dor e ódio angústia e memórias

Fechem as bocas e abram os ouvidos,

Porque o que eu vou contar é a verdade

São histórias esquecidas história negligenciadas

são histórias de opressão que causam depressão,

mas é preciso muita narração

É a pura realidade

São emoções, sensações, contos e história dor, ódio e tristeza

sentimentos de alguém que foi roubada a honra

honra é um dos bens mais precioso de uma mulher

Para alguns é só prazer mas para outros é tudo

Lembro-me de tudo como se fosse ontem

Tudo aconteceu muito rápido

Numa noite escura, o silêncio tomou conta ouvi passos e logo me escondi

O coração não parava de bater tic-tac, tic-tac ,como um relógio assombrado

A minha mente estava confusa

Quando eu acordei eu não me lembrava,

mas aos poucos, fui lembrando

e a memória era tão horrível que me faziam chorar um rio de lágrimas.

Florência Mário

Florência Mário
Florência Mário

Florência Mário, residente em Luanda. Frequenta a 9°classe no colégio Meury & Dores. A literatura surgiu de forma repentina. No momento gosta de escrever poesia e contos. Pretende se tornar uma grande escritora a nível nacional e internacional explorando outras áreas da literatura. Faz parte do projecto escrita criativa do mentor Tomás Eugénio Tomás.

Voltar

Facebook




20.10.23

Ana Kelly: ‘20.10.23’

Ana Kelly
Ana Kelly
Imagem gerada por IA do Bing - 2 de novembro de 2024 às 1:21 AM
Imagem gerada por IA do Bing – 2 de novembro de 2024
às 1:21 AM

Eu nunca saberei sobre você
Mais do que o nada que sei hoje.
Mas foi uma dolorosa surpresa,
Triste incerteza e confusão.
Não te vi, nem senti
Não sei se ao menos amor eu nutri
Mas se foi, escapou sem ao menos eu saber que o tinha
As lágrimas não me contam se são de alívio ou tristeza
Mas quando o coração aperta,
Nada mais interessa.
Sem saber o que pensar, sufoco na falta de clareza
Quem ou o que era você,
Eu nunca irei saber.

Ana Kelly

Contatos com a autora

Voltar

Facebook




A canção que nunca chega ao fim

Paulo Siuves: ‘A canção que nunca chega ao fim’

Paulo Siuves
Paulo Siuves
Imagem gerada com IA do Bing ∙ 28 de setembro de 2024 às 6:18 AM
Imagem gerada com IA do Bing ∙ 28 de setembro de 2024 às 6:18 AM

“Por que ela teve que ir? Eu não sei/
Ela não me diria
Eu disse algo de errado, agora anseio
Pelo dia de ontem”
(‘Yesterday’ – The Beatles)

Em meu coração, há uma canção que parece nunca terminar. É como se eu estivesse sempre no meio de uma composição musical interminável, tocada em acordes de esperança e tristeza. O meu mundo interior é o palco onde a luz nunca se apaga e as cortinas estão sempre abertas para uma peça que nunca chega ao fim.

Você, com sua beleza única e enigmática, é a nota que nunca se completa. Sempre que tento alcançá-la, você me desafina no ar, tornando-se um tom que escapa aos meus maiores esforços. Sua presença é um acorde suspenso, uma tonalidade que nunca se concretiza. Cada vez que penso que estou perto de tocar você, o destino nos separa e eu fico com o eco do seu não ser.

A música que toca em mim é uma sequência interminável de esperanças e sonhos. Cada verso parece repetir o mesmo desejo não realizado, cada refrão é um ritornelo do que poderia ter sido. Eu continuo a dançar, a cantar, a viver conforme a melodia que nunca se resolve, como se o tempo não fosse importante e a espera fosse uma parte natural do meu ser.

No meio dessa canção sem fim, encontro algo de beleza. Talvez a verdadeira essência esteja na jornada interminável, na aceitação de que a canção nunca terá um final. Nessa melodia que não se completa, descubro uma forma de paz. É uma aceitação do que é, uma promessa de algo que nunca será, mas que continua a tocar o meu coração, sempre me lembrando do que poderia ter sido.

Paulo Siuves

Contatos com o autor

Voltar

Facebook




O caminho da solidão

José Manuel Monteiro Louro: ‘O caminho da solidão’

José Louro
José Louro
O caminho da solidão
O caminho da solidão
Imagem criada pela IA do Bing – july.30.2024 – 15h02 PM

Caminhas sem saber para onde vais
Lágrimas secas correm-te pelo rosto
ansiando uma fresta de liberdade
que lhes permita ser livre de sentir
o sal que lhes dá vida,
ainda que de tristeza ou da mais pura alegria.

Caminhas sem saber para onde vais
Ateando fogos que consomem cada dia que vives
Provocando sismos de dor e enterrando bem fundo o amor que te quer abraçar
que te quer sentir que te quer beijar
Caminhas sem saber para onde vais

Jose Manuel Monteiro Louro

Contatos com o autor