Dom de sangue: a poesia que brota da dor e da superação
Em versos profundos, o novo poema de Elisa Mascia traz uma reflexão tocante sobre o sofrimento no deserto árido da alma e o valor sagrado dos dons conquistados através do sacrifício


A vida nos coloca para combater batalhas no deserto árido.
Ali se produzem os melhores frutos.
O sofrimento no silêncio de uma buscada solidão,
mesmo que forçada ao isolamento.
Refletir em sintonia com o espírito da esperança de praias
que abraçam a onda do sopro de um flanco trespassado.
Apoia a mão sangrenta, eleva-se para oferecer o dom da rosa,
com as espinhas agora cravadas na carne.
É uma tempestade de união entre o céu e a terra.
É uma lei da vida regulada pelo suor, antes de receber um dom e ser apreciado
Por seu precioso mérito.