Tem-se a sensação de que tudo é conhecido, mas o caminho na floresta nunca termina. A direção parece perfeita, mas a pequena embarcação não chega à margem. As trilhas no deserto não são desconhecidas, mas, por mais que se caminhe, não se chega à fronteira. Assim é a vida dos seres humanos. É uma selva impenetrável, um vasto oceano que se estende até o horizonte. Uma infinidade de areia que se alonga até a linha do céu. É um encantamento mágico, feito de miragens entretecidas e místicas. E o homem, um caminhante desnorteado, continua vagando, tendo perdido o seu caminho.
Nagaraju Ramaswamy
Original (Telugu): Nagaraju Ramaswamy Tradução: Elanaaga
A Befuddled Wayfarer
One feels as if everything is known, but the path in the forest never ends. Direction seems perfect, yet the dinghy doesn’t get ashore. The tracks in the desert are not unknown, but no amount of treading takes you to the frontier. Such is the life of humans. It’s an impenetrable jungle, a vast ocean spread to the horizon. Infinite sand stretched to the skyline. A magic spell it is, of woven, mystical mirages. And man, a befuddled wayfarer, keeps roaming, having lost his way.
Nagaraju Ramaswamy
Original (Telugu): Nagaraju Ramaswamy Translation: Elanaaga
Nagaraju Ramaswamy
Nagaraju Ramaswamy nasceu na Índia, em 9 de setembro de 1939. É engenheiro eletricista de profissão.
Após uma longa trajetória profissional na Índia, Nigéria, Gana, Omã e Arábia Saudita, aposentou-se há muitos anos e atualmente reside nos Estados Unidos.
Sua obra compreende 14 livros em télugo e três em inglês. Sua tradução para o télugo da coletânea de poemas “Sunstone”, de Octavio Paz, lhe trouxe reconhecimento. A tradução da poesia de John Keats também merece destaque. Igualmente dignos de menção são “The Great Void”, “Wings of Musings” e “Blue Pleasance”.
Seu livro mais recente em télugo, “Kavana Kokilalu”, reúne ensaios notáveis e detalhados sobre antigos poetas ingleses. A obra serve como um guia de consulta para os apreciadores da poesia inglesa.
Seus textos continuam sendo publicados em periódicos locais e nas redes sociais, como Facebook, WhatsApp, entre outras. Recebeu alguns prêmios e distinções por sua contribuição à literatura.
E o mundo me fez poeta
Ismaél Wankalika: entre as sombras da vida e a luz dos versos, nasce a voz de um poeta!
Soldado Wandalika
Nascemos entre os fios que nos ligam a existência Nossa razão é a lógica da saberia assertiva Num caminho vários espinhos Abismos não limpam gargalhadas nos meios dos sorrisos O passado é renovado pela semente lançada no óvulo Vários mundos escolhendo os seus Rendidos no cenáculo lançam suas preces a Deus E assim na madrugada nos meus escritos o poeta nasceu Dando a coreografia de sua caneta seu sonho reviveu…
E o mundo me fez poeta
Na voz de meu pai No cantar de mamãe Ouviram-se as sombras de suas épocas Canção holística que arrastou-os para trilha O poeta despertou comendo suas rimas na órbita da vida As vezes a vida enquadra-se no sentido que damos a ela.
E o mundo me fez poeta
Eu era um menino desolado Com ânsias no coração procurava melodias Beijava o sol todas as manhãs que o vento soprava ao redor mundo Escassez de encanto Na palm da infância Vivi meus dias perto do mar da vida
Caneta expressava um barulho tardio No peito intenso desejo de mudar o trajeto Ainda luto contra os meus choros Massageio a dor no cotovelo das ondas Caminho segurando as forças com o som de uma guitarra sem cordas Esse é o meu destino visualizado na penumbra.
E o mundo me fez poeta
Entre os gritos injustos de meu pai A resiliência destemida de mamãe Fiz nascer meu primeiro verso Transformei suas vidas nos meus textos Sou eles, nessa versão poética de suas místicas vidas Suas estórias estão aqui dentro O orgulho que os venceu, tenho seu segredo em mim Escrevo nestas sombras o enigma de suas tragédias Sorte adiada no pumar da esperança Sou poeta! finjo dor Escrevo com ardor
Sou capitão neste navio Na contra mão de suas sombras Cortarei o negro com a força das espadas.
E o mundo me fez poeta
Sinto o peso das almas que a mim clamam Pressão nos ombros No mundo de vários mundos encontrei o meu mundo. Fiz minha letra Que alma chora mas a resiliência mantém-me vivo.
Joelson MoraImagem criada pélo ChatGPT – 07 de junho de 2025, às 18h
A vida é movimento.
Tudo o que existe está em constante transformação. As estações mudam. Os rios mudam seu curso. As árvores perdem suas folhas para florescer novamente. O próprio corpo humano se modifica diariamente, substituindo células, adaptando-se ao ambiente e respondendo aos desafios da existência.
Ainda assim, entre todas as criaturas da natureza, talvez o ser humano seja aquele que mais resiste à mudança.
Queremos novos resultados mantendo os mesmos hábitos. Desejamos uma nova realidade carregando as mesmas crenças. Sonhamos com um futuro diferente enquanto nos agarramos ao conforto do passado.
A palavra mudança costuma despertar sentimentos contraditórios. Para alguns, representa esperança. Para outros, insegurança. Há quem a veja como oportunidade e quem a perceba como ameaça.
Mas existe uma verdade inevitável: mudar não é uma opção. É uma condição da própria vida.
A ciência nos mostra que nosso organismo está em permanente renovação. A pele se regenera. Os ossos se remodelam. O cérebro cria novas conexões neurais ao longo da vida. Biologicamente, somos seres programados para a transformação.
Entretanto, as mudanças mais profundas não acontecem apenas no corpo.
Elas acontecem na forma como enxergamos o mundo.
Uma pessoa pode permanecer décadas na mesma cidade e, ainda assim, transformar-se completamente. Outra pode cruzar continentes e continuar prisioneira dos mesmos medos, das mesmas limitações e dos mesmos padrões.
A verdadeira mudança não começa nos pés.
Começa na mente.
Recentemente vivi uma mudança significativa ao deixar Sorocaba, cidade que marcou minha história, para iniciar uma nova etapa em Joinville. Ao empacotar meus pertences, percebi algo curioso: muitas vezes carregamos muito mais do que caixas.
Carregamos memórias.
Carregamos identidades.
Carregamos versões antigas de nós mesmos.
Em certos momentos da vida, mudar exige coragem para deixar para trás não apenas lugares, mas também pessoas, familiares, amigos, que participaram desta jornada até aqui.
A filosofia antiga ensinava que ninguém entra duas vezes no mesmo rio, porque nem o rio é o mesmo, nem a pessoa permanece igual. A existência é um fluxo contínuo.
Talvez o sofrimento surja justamente quando tentamos congelar aquilo que nasceu para se transformar.
Relacionamentos mudam.
Empresas mudam.
Profissões mudam.
Corpos mudam.
Sonhos mudam.
Nós mudamos.
E isso não deveria ser motivo de medo.
Deveria ser motivo de gratidão.
A mudança é a prova de que estamos vivos.
Do ponto de vista espiritual, existe uma reflexão ainda mais profunda. Muitas tradições ensinam que a evolução humana acontece através de ciclos. Há momentos de construção, momentos de colheita e momentos de desapego.
Nenhuma borboleta nasce sem abandonar o casulo.
Nenhuma árvore cresce sem romper a semente.
Nenhum amanhecer acontece sem que a noite chegue ao fim.
Talvez algumas das mudanças que tanto tememos sejam, na verdade, convites para nos tornarmos aquilo que ainda não tivemos coragem de ser.
Por isso, vale uma pergunta:
O que em sua vida está pedindo mudança neste momento?
Um hábito?
Uma crença?
Uma atitude?
Um relacionamento?
Uma forma de enxergar a si mesmo?
Muitas vezes procuramos respostas fora, quando a transformação começa dentro.
O mundo muda quando mudamos nossa forma de vê-lo.
E talvez o maior desafio não seja mudar de cidade ou de rotina.
Talvez o maior desafio seja permitir que uma nova versão de nós mesmos venha à luz.
Porque toda mudança verdadeira carrega uma despedida.
Mas também carrega um nascimento.
E entre aquilo que deixamos para trás e aquilo que ainda iremos descobrir existe uma ponte invisível chamada coragem.
Atravessa-la é uma escolha.
Mas permanecer parado também é.
E a vida, silenciosamente, continua seguindo adiante.
Nine years old this year If you were a dog that would be bad But tis 9 years since the stem cell transplant 9 years since being told you’re at the end of the road 9 years since sitting in that restaurant The three of us Getting to grips with the fact it might just all be over The chemotherapy The sickness The losing of hair Which is more devastating that one can imagine The terrible wig The hat I knitted you to keep your head warm The first thing I had ever knitted For the last months of your life
Nine years old this year When all the markers were against you AML it sounds like a football club abbreviation Acute – there’s nothing cute about Myeloid – it belonged to all of us Leukemia – there are no good recovery stats I watched you shrink, Washed you Fed you Watched you hoping all the time That this was no Black Star I wanted in the small hours A Lazarus effect But to watch your tiny bones Your shrinking body Your little face My soul began to take bites out of itself
Nine years old this year Nine glorious accounts of rebellion With each new birthday I have become A little cheekier with fate When I feel that my life is at a standstill I look at your face, your fuller face Your stronger bones Your proud to be ageing body I am reminded that miracles Come in the form of packages It takes a team of us, of them and Your absolute resolve to survive To happen I never mind hearing your voice Even if I’m tired and falling asleep When you call across the time zones I relish the sound of you The recall of your daily adventures
No matter how ordinary Because life can never be mundane