Exploração

Loide Afonso: Poema ‘Exploração’

Loid Portugal
Loid Portugal
Imagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69d3c4c4-e608-83e9-8477-1fbb3b8a011d

Vulcão tremendo
Como pingos de chuva

Carros e pessoas
Andando
Cheios de tremuras
Mas tu queres que eu vá?

A beleza da luz
Apaga a fome
Aparente da luz

Tudo parece torto em África
Mas não é
Não acredites em tudo
Não
Nem tudo é como ouves

Tem guerra
Mas a paz reina
Não se compara
Com os outros

É mulher que dá tudo
Pra ver seu Homem
Bem, e no final
Se arrepende

Alimenta os outros e fica com resto
Oh! África
Até quando?

Quando vais te revoltar?
Chorar?

Loid Portugal

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Intensidade do ser

Ella Dominici: Poema ‘Intensidade do ser’

Ella Dominici
Ella Dominici
Imagem criada por IA do Bing
Imagem criada por IA do Bing

Vulcão Interno Poético

Há poetas, e há vulcões.
Um difere do outro pelo fogo que habita as entranhas,
acendendo chamas nas palavras até queimar as próprias mãos.

Os olhos piscam — lânguidos, febris —
e esse gesto derrama-se em lágrima,
sal de um mar que não se apaga.

Ser poeta é arder sem aviso,
é deixar que a dor seja o combustível da beleza.

“Não há contenção possível quando a poesia decide nascer.”

ERUPÇÕES

Ainda há lava dentro de mim,
fermentando silêncio, desejo e memória.
O chão treme sob o peso das lembranças,
e o céu se inflama em nuvens rubras.

Cada suspiro é magma que se move,
cada lágrima é rio de fogo e água.
O corpo inteiro é cratera aberta
onde o tempo se dobra, incerto e impetuoso.

Não há repouso para a vida —
a erupção continua, invisível e viva,
nas veias do humano, na alma do mundo,
em todas as manhãs que ainda não nasceram.

E assim sigo,
entre cinzas e brasas,
esperando o próximo vulcão,
a próxima lava,
o próximo instante de fogo que me recria.

Ella Dominici

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Vulcão das emoções

Marilza Santos: Poema ‘Vulcão das emoções’

Marilza Santos
Marilza Santos
Imagem criada por IA da Meta

Corpo, Alma,
Espirito, Mente, coração.
Placas Tectônicas,
Vulcão das emoções,
Iminente erupção.
Traumas, rupturas mentais,
Pancadas, feridas,
Fendas na alma do cidadão.

Acúmulo de sofrimentos,
Desconfortáveis sensações,
Tristezas, fobias, bulimia,
Anorexia, traições.
Sentimento de abandono, insuficiências,
Incapacidades e inutilidade…
Sensações dolorosas,
Desgostosas, lastimosas,
Descuido do coração.
Vulcão adormecido
Sofrendo pressão,
Magmas efervescentes,
Gases, partículas quentes…
Gatilhos, explosão, Bum!

Surtos psicóticos, delírios,
Crises de pânico,
Desrealização, despersonalização…
Transtorno Bipolar,
Borderlaine, TDAH,
TOD, TDI, TOC, Depressão.

Já que houve erupção
Renasçam das cinzas,
Triunfam sobre a morte,
Resgatem as essências…
Para tudo há um tempo.

Poema publicado na Antologia Cultura da Paz- Em prosa e versos, organizada pelo escritor
Comendador Fabricio Santos

Marilza Santos

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