julho 13, 2024
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No Quadro do ROL, a arte poética de Evani Rocha!

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Tendo nas artes e na natureza sua fonte de inspiração, Evani Rocha traz ao Jornal ROL uma voz que ecoa na sensibilidade humana!

Evani Ferreira Rocha

Evani Ferreira Rocha, natural de Chapada dos Guimarães (MT) é bióloga e professora da rede pública há 23 anos, com pós-graduação em Educação, especializada em Literatura Brasileira.

Na área literária é poetisa, escritora e autora dos livros: Retalhinhos (Poesia, 2020) e Folhas de Outono (Contos, lançado na Bienal/Rio 2023).

Na área acadêmica, é Acadêmica Internacional da FEBACLA – Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes, entidade da qual recebeu o título Embaixadora Cultural da Paz.

Apaixonada pelas artes, em especial a pintura e a escrita, Evani Identifica-se como uma pessoa ligada umbilicalmente à natureza, onde passou boa parte de sua infância. As artes e a natureza são sua fonte de inspiração, motivo pelo qual sua pintura e escrita têm uma voz que ecoa, quase sempre, desse
lugar comum.

Evani Rocha estreia no Jornal ROL com o poema Tornei-me mar, sobre a natureza humana e o mar.

Tornei-me mar

Foto do mar, tirada pela autora, no Cabo da Roca - Portugal
Foto por Evani Rocha, tirada no Cabo da Roca – Portugal

Eu não sabia o que era o mar

Até velejar em suas águas geladas e profundas

Até encantar-me com um pôr do Sol

Que beijava a praia…

Eu conheci o mar quando mergulhei em sua imensidão!

Visitei crateras abissais, vi seres estranhos e inofensivos.

O mar é um planeta à parte,

Entrelaçado aos continentes.

O mar é a gente, dentro de outra gente.

Quantos abismos humanos estão por serem

Conhecidos?

Quanta água gelada e profunda

Inunda o nosso ser?

Foi bom ter conhecido o mar.

A maresia é mágica ao entardecer,

É como o entardecer de nossas vidas,

Quando a visão turva desenha figuras

Coloridas e inusitadas.

Os grãozinhos de areia que sobem e descem

Na maré cheia,

A brancura da areia lavada, 

E os incontáveis tons azuis que refletem das águas.

É a gente, no vai e vem da juventude.

A energia que emana à flor da pele.

O arrepio ao toque certo.

A languidez

Da alma saciada.

Eu tornei-me mar quando observei

As ondas ora agitadas, ora calmas,

Que nos remete às mais íntimas sensações.

Há dias que queremos abraçar o mundo,

Outros, só a penumbra do nosso leito.

É o jeito humano de ser mar,

É o jeito marítimo de ser gente.


Evani Rocha


Contatos com a autora


Voltar: http://www.jornalrol.com.br

Facebook: https://facebook.com/JCulturalRol/

Sergio Diniz da Costa
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