180: o grito que não pode calar!

Sandra Albuquerque

Poema ‘180: o grito que não pode calar!’

Sandra Albuquerque
Sandra Albuquerque
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Me sinto frágil e indefesa
Às vezes, inerte na incerteza
De que alguém vai me ouvir.
Mas a realidade é cruel
Ninguém quer viver o meu papel.
É simples para muitos
O fato de eu não gritar.
Olho para os lados e vejo os meus filhos, tão fragilizados

realidade
O que fazer? Para onde vou?
O que contar?
Por outro lado,
Dependo dele e omissa fico.
Tremenda opressão.
É um olhar atravessado
Uma palavra agressiva
Fico frustrada
E naquele processo fico
E parece não ter fim.
Não durmo direito
E com os olhos cheios de olheiras
Coloco um óculos escuros
Para disfarçar.
Até que uma hora as palavras ,
a coação mental já não basta
E vem o primeiro tapa
E quando me perguntam o que foi isto?
Eu,simplesmente,digo que caí.
E outras agressões surgem
Meus filhos choram
O desespero bate
E nào.para por aí.
E eu fico ali
Naquela agonia
Como uma tempestade que nunca acaba.
Então ,eu penso
Afinal,vou para onde?
Mas …
Eu preciso acreditar
Que sou forte o suficiente
Para revidar e não aceitar
Eu preciso gritar
Preciso reagir
Este grito sufocado
Precisa sair do meu peito
Para eu conseguir sobreviver
Eu vou ligar 180
Ou usar os sinais com as mãos
Pedindo socorro
E…
Acreditar na justiça dos homens
E seja o que Deus quiser.

Sandra Albuquerque

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Meu garimpo poético

Sandra Albuquerque: ‘Meu garimpo poético’

Sandra Albuquerque
Sandra Albuquerque
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Imagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/27a2fd11d644efa6?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all

Todos os dias, desde que aqui cheguei, é um desafio sobreviver.

Da infância, da adolescência, da juventude e, agora, da terceira idade, tudo o que fiz de melhor aprendi com meus avós e com os livros.

Desde os oito anos de idade, me pego escrevendo pensamentos e saudades, lembranças de um tempo que jamais voltará.

Mas cada poema, cada crônica ou conto, são filhos meus que nascem do âmago da alma. Então, na hora de esboçá-los no miolo de um livro, faço um verdadeiro garimpo poético.

São inúmeras dúvidas! E com elas, novas ideias surgem. Criações em cima de criações.

Vejo-me numa viagem e as palavras vão surgindo como estrelas ou borboletas encantadas.

Pura emoção: choro e rio. Só quem escreve sabe a que estou me referindo. Quantas vezes algumas pessoas me perguntaram se eu estava apaixonada, e outras, se eu estava triste, ao lerem meus textos. E eu, simplesmente, respondi: “Poetizar é desnudar a alma e escrever nas entrelinhas do tempo entre a fantasia e a realidade.”

Nem tudo que se escreve é real. Muitas vezes, são voos da imaginação. Outras vezes, são fatos narrados ou avistados pelo autor.

A lauda é um palco, e o autor, simplesmente o protagonista. E, quando as cortinas se abrem, lá estão os seus assíduos leitores como plateia.

Sandra Albuquerque

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O desabafo

Sandra Albuquerque: Poema ‘O desabafo’

Sandra Albuquerque
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Ah, Painho!
Eu, aqui nesta terra de chão vermelho
Descalço, sentindo a quentura que do vapor sobe
Contrastando com esta brisa que levemente soa
E olhando as gaivotas pairando no ar
Após o seu lindo bailado
Desenhando entre as nuvens baixas
Um espetáculo a parte.
Ah, Painho…
Que saudade do tempo da inocência
Da infância com os meus bisavós
Esta paisagem era bem diferente:
Os rios eram mais extensos e volumosos
As árvores eram amontoadas e os verdes se misturavam.
O aroma das flores diversas, porém inconfundíveis.
O homem respeitava a fauna e a flora
Cada um tinha seu habitat intacto.
A mãe Terra era feliz.
Todos os dias o sol vistava os povos e ao crepúsculo, despedia-se, dando lugar a noite que se aproximava, com a chegada, aos poucos da lua e das estrelas.
O plantio e a colheita eram contados pelas luas.
A mulher dava à luz, orientada pelas 9 luas.
Comíamos o que a Mãe Terra nos oferecia através do solo,das matas e das águas dos rios e mares.
Caçávamos e pescávamos, apenas, para a sobrevivência.
À noite acendíamos as fogueiras e dançávamos ao redor delas, até a hora de repousar os nossos corpos nas redes produzidas pelas mulheres de nossas aldeias.
E era através da melodia dos pássaros pela manhã e dos uivos que ouvíamos a noite que fazíamos sons que se transformavam em doces e ricas melodias.
E a tua sabedoria nos dava a noção de criar os instrumentos musicais.
Os contos dos antigos eram o nosso saber.
Era tudo tão perfeito!
De repente, o homem branco chegou e tudo ficou diferente.
A ganância levou as nossas riquezas embora .
Agora é erosão, desmatamento, queimadas e extinção.
Trocaram a pureza pelo efeito estufa: o aquecimento global.
E o tempo agora é o nosso maior inimigo.
Ah, Painho!…
Que saudade que dá !

Sandra Albuquerque

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Mulher, ser difícil de decifrar

Sandra Albuquerque: ‘Mulher, ser difícil de decifrar’

Sandra Albuquerque
Sandra Albuquerque
Imagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69a581e7-1a98-832f-bfff-d732c7dbe447

Mulher, ah, mulher! Difícil de se entender! Tem de todos os tipos e as mesmas com diversas fases.

Se formos viajar no tempo, encontraremos inúmeras diferenças e contradições. Basta um olhar observador e estudioso para delinear das mulheres indígenas até as mulheres de nossos dias.

Segundo os historiadores, na Pré-historia as mulheres também participavam da caça e da produção da arte. Na Antiguidade sobressaiu o Patriarcado e, com isto, a submissão das mulheres aos seu esposos era crucial e elas cuidavam dos afazeres domésticos . Na idade média, as mulheres eram vistas, apenas, como reprodutoras e cuidadoras. Porém, foi nos séculos XlX e XX, com a Revolução Industrial, que impulsionou a entrada das mulheres no mercado de trabalho e outros direitos também.

Mas, na luta por melhores condições de vida, a equiparação salarial sempre foi uma luta constante, e é até nos nossos dias. O primeiro país a dar direito ao voto feminino foi a Nova Zelândia, em 1893. E a luta continuou, e no Brasil, a mulher teve um avanço com o direito à educação básica, à faculdade, ao voto feminino.
Com a criação do Estatuto da mulher casada em 1962, a mulher podia trabalhar e viajar sem a permissão do marido e, após a aprovação da lei do divórcio, em 1977, somente em 1988 a Constituição estabeleceu igualdade plena entre homens e mulheres .

Na realidade, sabemos que não é bem assim que funciona. A mulher não é um ser frágil, e sim, um ser forte. Ela busca e corre atrás de suas conquistas.
As mulheres são seres indecifráveis. Por mais que os homens queiram afirmar que são superiores a elas, estão enganados.
Ainda restam muitas questões a serem definidas para que o termo ‘plenos direitos iguais’ seja alcançado. As mulheres, hoje, ocupam espaços que antes eram permitidos somente aos homens e isto já é um grande começo, mas na realidade é, apenas, o puxar da linha de um novelo de lã.

Por isto é que concluo esta crônica, afirmando que a mulher é um ser indecifrável, pois nunca se sabe qual será o próximo passo.

Sandra Albuquerque

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Como é bom ter você aqui!

Sandra Albuquerque: Poema ‘como é bom ter você aqui!’

Sandra Albuquerque
Sandra Albuquerque
Imagem criada por IA da Meta - 09 de dezembro de 2025, às 10;30 PM
Imagem criada por IA da Meta – 09 de dezembro de 2025, às 10;30 PM

Era primavera
Eu naquela estrada
Tão vazia
Porém florida
Eu podia sentir o aroma das flores
Os pássaros gorjeavam
Um lindo cântico
Que mais parecia
Uma melodia
Orquestrada
Em harmonia
Num acorde principal.
A brisa soava lentamente
Tocava a minha pele
Desalinhada os meus cabelos
E eu continuava a caminhar
Naquela longa estrada
Infinda e sem curvas
E enquanto isto
Um pensamento
Tomava conta do meu
ser
E meu coração
Palpitava mais forte
E eu me perguntava
O que seria aquilo?
Um sentimento
De pura saudade
É porque você
Não estava ali.
Mas quem sabe
Que, com a chegada
Do verão que se aproxima…
Num voo fantástico
Eu lhe espere no aeroporto
Ansiosamente
E dentre a multidão
Entre malas e todas as bagagens
Entre sorrisos e lágrimas
Abraços apertados
De longa saudade
E beijos enamorados
Com os perfumes
Que se misturam
Surge você
E a minha alma suspira
Bem fundo
Como se dissesse:
Como é bom ter você aqui!

Sandra Albuquerque

Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 2025, as 10h30

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O relógio do tempo

Sandra Abuquerque: ‘O relógio do tempo’

Sandra Albuquerque
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Imagem criada por IA da Meta. 18 de julho de 2025, 
às 16:42 PM
Imagem criada por IA da Meta. 18 de julho de 2025,
às 16:42 PM

Que um dia dois seres pensaram em nós isto é fato.

Nos planejaram ou nascemos do acaso.

Talvez …

Tenhamos sido adotados.

Apenas nesta passagem  de tempo

Quantas experiências foram vividas

Por aqueles que nos antecederam !

Sorrisos, lágrimas

Raiva, euforia

Dificuldade do dia a dia

Ou um berço dourado.

Um ser  ou mais

Gerados biologicamente

Ou  através  de uma adoção

Não importa

A forma como chegamos  ao mundo 

E fomos integrados a uma família.

E sim…

Que aqui estamos.

Uma família biológica ou adotiva

Herdamos muito dos antepassados 

Mas nos moldamos ao ambiente.

Passamos  pelo relógio do tempo

Fomos apresentados a três fases:

À infância: boa ou com marcas

À adolescência: onde as verdades são descobertas

E à adulta: o enfrentamento  dos desafios.

A fase adulta se subdivide:

Até aos vinte está tudo bem.

Aos trinta, ainda sente-se  no auge..

Mas aos 40 começa a pensar:

-Logo terei 50, metade de 100

É, a velhice tá chegando!

Quando entra os 60, pensa erradamente:

Estou perto de morrer!

Mas se esquece

Que quanto mais se vive

Mais experiência adquire.

Já não tem pressa de responder

Pois o  sábio pouco fala.

Já tem consciência do que quer,

Pois já viveu os seus devaneios 

E a consequência dos mesmos.

Reconhece é um  bom vinho 

E, talvez, até de qual vinhedo provém

Mas há os que não bebem.

E isto nada muda

Aprecia um bom livro

Admira um bom filme

E uma boa música ressoa  em seus ouvidos.

Cada ruga é um detalhe de uma história vivida.

Quantos gostariam de viver longos anos.

Mas por causas naturais ou acidentais

Partem cedo.

Há quem diga que cumpriu sua missão

Ninguém vem a este  plano por acaso.

Querendo ou não 

Chegando a hora de partir

A  morte gera desculpa.

Todo tempo é demarcado 

Todos têm a sua ampulheta

É nela que seu tempo é demarcado

Pense nisto e não questione.

Comendadora poetisa Sandra Albuquerque
Rio de Janeiro,18 de julho de 2025

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Sintonia do Amor

Sandra Albuquerque: Poema ‘Sintonia do Amor’

Sandra Albuquerque
Sandra Albuquerque
Imagem do Canva

Amor meu!
Meu lindo!
Meu sonho de valsa!
Minha doce canção.

Minha harmonia perfeita
Meu mundo encantado
Meu Sol a brilhar.

Sinto o pulsar do seu coração
Junto ao meu peito quente.
Sinto o gosto dos seus beijos
Delicados e atraentes.

Vou me deleitar em seus braços
Me aconchegar em seu colo
Quero ser mais feliz do que já sou.
Você me trouxe
A doce alegria
O doce encanto
E logo, logo
Estarei ao seu lado.

Você está sempre
Presente em meus pensamentos.

E em meus doces sonhos
Onde eu me aconchego
Me enalteço de tanto querer.

E a cada manhã
Estar com você
Será tudo de bom.

A sua voz é como
Uma doce e leve canção
Que vem direto do meu coração
E vai ao encontro do seu.

Beijos, beijos, beijos
Doces e caramelados.
Como a noite de luar
Que na água do lago
O seu brilho reflete
E só se vai
Ao alvorecer.

Assim seremos
Eu e você:
Unidos na mesma sintonia
De puro amor e cumplicidade.

Comendadora Poetisa Sandra Albuquerque
RJ,03/06/2025

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