MicroConto de Ouro

Estão abertas as inscrições da 4ª edição do MAIOR PRÊMIO para MICROCONTOS do BRASIL!

MicroConto de Ouro

Estão abertas as inscrições da 4ª edição do MAIOR PRÊMIO para MICROCONTOS do BRASIL! 🤩

O Prêmio MicroConto de Ouro de 2024 está com novidades SUPER interessantes! Confira:

✨ PREMIAÇÃO ✨

Houve um aumento substancial do valor da premiação em dinheiro aos primeiros colocados — um aumento de 315%! 🤯

A premiação total foi de R$ 1.809,00 para R$ 7.512,00! 🤑

A distribuição vai se dar da seguinte forma:

🥇R$ 4.004,00 (aumento de 299%)

🥈R$ 2.004,00 (aumento de 298%)

🥉R$ 1.504,00 (aumento de 396%)

✨ EDIÇÃO DE LIVRO ✨

Será editado um livro com TODOS os microcontos selecionados (cerca de 200). E cada microcontista receberá um exemplar! 😍

Além disso, o livro ficará disponível, em formato digital, na loja Kindle! 😌

✨ CERTIFICADO ✨

Juntamente com o livro, cada autor selecionado receberá um certificado simbólico!🎖️

Todas estas novidades farão do Prêmio MicroConto de Ouro — que já era o maior do Brasil desde a sua primeira edição — um dos maiores prêmios para microcontos do MUNDO! 🌎

⚠️ CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO ⚠️

➡️ Cada microconto pode ter até 300 caracteres. Mas não se preocupe em contar os caracteres: o formulário de inscrição está programado para aceitar apenas até o limite permitido. Já o título do microconto não é contabilizado entre os 300 caracteres e pode ter até 50 caracteres. E o tema… é livre! 😉

➡️ Apesar de ser organizado pela Casa Brasileira de Livros, o MicroConto de Ouro não possui patrocínio de empresas privadas e tampouco se vale de verba pública para a sua realização, sendo mantido exclusivamente pelas taxas de inscrição. A taxa de inscrição é de apenas R$ 17,00 (dezessete reais). É possível realizar mais de uma inscrição, porém cada nova inscrição demanda uma nova taxa de inscrição.

➡️ Para se inscrever, o candidato deve ser maior de idade (menores de idade podem se inscrever mediante envio de autorização do responsável legal).

➡️ Não há restrição de nacionalidade, mas ATENÇÃO: os exemplares e certificados serão enviados apenas para endereços brasileiros.

Saiba mais:

https://www.casabrasileiradelivros.com/microcontodeouro-2024?fbclid=IwAR1ZqkYBahA8MOnQwMd5evA4HI5La_1OfQtvJhfZ5NLexKaNwhoHdBxMHis_aem_Aby_TKQFKNmzLBdi-jSm2VS3oXna2S25CvsDAePZFcYOibYpo-xDZ6sdnsnsnsF0bF41d2dv3g0mdDvQt-FzOflc

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Chovem lágrimas do céu

José Louro: Poema ‘Chovem lágrimas do céu’

José Louro
Chovem lágrimas do céu

Chovem lágrimas dos céus
para lavar o espírito maldito
Ao longe ecoam vozes de sofrimento
de quem sabe que o perigo está perto
de quem sabe que o futuro é incerto
de quem sabe que a beleza dos dias está ameaçada,
pelas almas negras que se alimentam da dor, do sofrimento,
quais sanguessugas que se alimentam do sangue.

Chovem lágrimas dos céus para apagar o fogo do ódio
Chovem lágrimas dos céus para que a paz possa reinar
Ao longe vê-se a floresta que outrora foi verde e de múltiplas cores
mas onde agora reina o negro da noite.

Na incerteza dos dias vive um raio de luz
que não desiste, que é fonte de vida,
que está lá para ti e que anseia a paz eterna.
Chovem lágrimas dos céus
e um raio de luz teima em brilhar
para que tu possas viver.

José Louro
18/04/2024

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Élcio Mário Pinto: Um arco-íris literário

Em pouco mais de uma década, 70 livros! Para Élcio Mário Pinto, o Céu Literário é o limite

Logo da seção Entrevistas ROLianas
Logo da seção Entrevistas ROLianas

Entrando na Máquina do Tempo, me recordo de um outubro de 2013, quando recebi um honroso convite: prefaciar o livro ‘Cronicranças 1 – Crônicas para crianças – perguntanças e resposteiras’ (um trava- língua pra ninguém botar defeitos), primeiro livro do amigo Élcio Mário Pinto. Um supervisor de ensino da Rede Pública de Ensino de Votorantim (SP), que, antes, fora professor, coordenador pedagógico e diretor. E, naquele momento, oficialmente iniciando a carreira de ESCRITOR!

Feito um rastilho de pólvora, em pouco mais de uma década Élcio Mário Pinto tem ateado fogo literário, para todos que querem ser aquecidos pelo conhecimento e pelo prazer da leitura.

Saiba mais sobre o escritor angatubense, radicado em Sorocaba (SP), que faz das letras seu Tapete Mágico, e convida seus leitores a viagens literárias inesquecíveis!

JCR – Élcio, você lançou o primeiro livro (Cronicranças 1 – Crônicas para crianças – perguntanças e resposteiras) em novembro de 2013. Em pouco mais de uma década, está lançando o 70º (‘Palhaçuna’ – https://jornalrol.com.br/?p=66819). A quê você atribui essa surpreendente produção literária?

EMP – Escrever e viver, para mim, unem-se numa mesma realidade. Não separo a escrita da vida. Para escrever, observo e ouço, concentro-me e me sinto ligado à Natureza como quem quer aprender para ser e oferecer o que possa ter de melhor. É assim que me faço para escrever. É assim que as letras pulsam e invadem meus pensamentos e sentimentos. É assim que respiro! Além do sentir, há o estímulo externo, pois conto com a parceria envolvendo a Crearte Editora, de Sorocaba-SP, na pessoa de sua proprietária Miriam Rangel e com o apoio cultural da Lexmediare – Câmara de Mediação e Estudos Ltda – por seu “braço” literário, LEXPUBLICA.

JCR – Neste livro, você homenageia Ariano Suassuna, que, diga-se de passagem, foi seu patrono na Academia Votorantinense de Letras, Artes e História. De onde vem a sua afinidade com Suassuna?

EMP – Da alegria e da sinceridade, da simplicidade e do vocabulário, dos exemplos e da valorização da Cultura. Minha bandeira é valorizar o que temos e sentimos, vivemos e compartilhamos. Afasto-me do estrangeirismo. Temos vocabulário que transborda e define o que somos e como percebemos as coisas, que indica o que compreendemos e passamos para as gerações, enfim, não precisamos de vocabulário externo para compreendermos o que nossa vida produz e nos deixa como herança.

Em Ariano é o que vejo: a valorização do que somos! Perdem-se no tempo minhas primeiras impressões ouvindo Suassuna, seu sotaque e seu raciocínio, que me traziam de volta minhas primeiras experiências com o ambiente rural, com os parentes mais velhos e me aproximavam, com certa facilidade, daquele modo de compreender, falar e escrever. Quando descobri que Ariano também era formado em Filosofia, aí, a aproximação completou-se, porque eu também fiz Filosofia.

JCR – Em relação a Friedrich Nietzsche, a homenagem se deu exclusivamente por ele ter inspirado você a escrever em modelo que se assemelha aos registros curtos do filósofo na obra ‘Assim Falou Zaratustra’, ou, também, pelo pensamento filosófico de Nietzsche?

EMP – No caso do livro ‘Palhaçuna’, sim, a inspiração foi exclusiva, ainda que eu faça menção ao escrito em “Zaratustra” com indicação a diversas passagens bíblicas. Queria me aproximar de Nietzsche, que nos desafia na crença que professamos, e escrever em seu modelo a partir do Palhaço de circo, tão valorizado por Ariano. Assim como o mestre, também creio e defendo que muitos mudariam de postura se conhecessem pessoas sérias e verdadeiras, que creem sem manipular e enganar a partir de uma fé de compra e venda, de ameaças e punições, de egoísmo e lucro. Infelizmente, o filósofo tinha realidades desabonadoras que o cercavam.  Ariano viveu outras experiências, positivas, e eu, posso dizer: a fé é maior do que qualquer instituição religiosa.

JCR – Voltando a Ariano Suassuna, sua afinidade com o escritor paraibano o levou a se tornar um ‘filho de Taperoá’, cidade natal de Ariano, uma vez que recebeu o título ‘Cidadão Taperoaense’. Em breves palavras, como se deu essa trajetória e de reconhecimento por seu trabalho literário? E, além de ‘Palhaçuna’, você tem novos projetos literários para com Suassuna e Taperoá?

EMP – A trajetória Sorocaba-Taperoá começou em 2016, quando as crianças da conhecida ‘Escolinha’ fizeram uma movimentação pela cidade em defesa do Meio Ambiente.  Sensibilizado por aquela atitude, convidei Adriana, minha esposa, e em 2017 fomos a Taperoá, que é a cidade da infância de Suassuna, para o lançamento de ‘Catulino Capilé’; voltamos em 2018 com ‘Ares de Ariano’; durante a pandemia de 2020, lançamos, virtualmente, ‘Tririri: trilogia pedagógica do Cariri’. Em outros títulos gente de Taperoá participou com prefácio, entrevista, fotos, enfim, ao todo, são 13 livros envolvendo o querido ‘Torrão’.

Ariano nasceu em João Pessoa, que chamava-se Paraíba, capital do estado. Desde que chegamos em Taperoá, o acolhimento foi imediato! Verdadeiramente, o(a) nordestino(a) é acolhedor(a)! Aliás, é a letra do hino da cidade referindo-se ao estado da Paraíba. Quanto a novos projetos, sim, diversos! Para cada ano de viagem, ao menos um título é lançado na querida ‘Terra das Andorinhas’. Para 2025, a publicação será a quatro mãos: Adriana e eu escreveremos em homenagem à querida terra que nos acolheu. Já recebi pedido – multiplicado –  de criança(s) da zona rural de Taperoá: escrever um livro para homenagear sua escola. 

JCR – Em fevereiro de 2017 você concedeu entrevista para o Jornal ROL (https://jornalrol.com.br/?p=8397), na qual, ao se autodefinir, registrou ter aprendido a língua dos insetos; gostar de ambientes calmos; preferir chuva; sentir-se à vontade em cemitérios; relacionar-se bem com as crianças e preferir as escadas aos elevadores. Quais projetos literários refletem a sua preferência?

EMP – Minha escrita indica e aponta, apresenta-se e revela o que sinto, como me sinto e sou.   A Caravana Literária, que desenvolvemos desde 2015 e está em sua 15ª edição neste ano de 2024, comprova que os cenários, personagens, pessoas e ambientes, tudo converge para tais preferências. Ultimamente tenho pensado que se pudesse escolher, viveria em ambiente aquático e não em terra. É assim em relação aos livros sobre as aves-símbolos, homenagens às pessoas, e especialmente, no contato com as crianças. A sinceridade misturada à inocência nos diz o que, de fato, é importante na vida. 

JCR – Ainda falando em projetos literários (O Escritor em Todos os Cantos; O Escritor na Casa do Leitor; Aves-Símbolos: Minha Casa tem asas; Vota Asas, Escola; Da cidade; Aves Fabulosas do Brasil e Caravana Literária), quais os que continuam em execução? E qual deles tem tido retorno mais expressivo?

EMP – Todos eles continuam ativos! Sobre o retorno mais expressivo, depende do que é apresentado para qual público. Por exemplo: se trato de ave-símbolo numa escola, o envolvimento dos alunos é imediato e com tamanha dedicação, que concluo, sim, é o que temos a fazer, então, vamos fazer! Foi o que aconteceu em Itapetininga-SP com a Escola Municipal de Ensino Fundamental ‘Profª Maria Cecília Rolim Nalesso’. As crianças e a equipe escolar envolveram-se tanto, que lá lançamos, com intensa participação de todos, o livro ‘O sonho de Maria Cecília’. A ave-símbolo da escola é a Maritaca. As pessoas gostam que o autor leia para elas e se for na casa, melhor ainda!

Angatuba é a 1ª cidade do estado de São Paulo a ter sua ave-símbolo por lei municipal, a ‘alma-de-gato’; Votorantim, a 2ª, com a ‘noivinha’.  São projetos nossos. Para Itapetininga e Sorocaba, também ofereci: o ‘canarinho-da-terra’ e o ‘bem-te-vi’, respectivamente. Independente de ser lei, vale o envolvimento da comunidade social para valorizar seu Ambiente nos alados que tanto admiramos e devemos proteger. Digo orgulhoso que a Literatura é como o visto do(a) professor(a) no caderno do(a) aluno(a): o retorno é expressivo e imediato! Cabe lembrar que o projeto Caravana Literária, hoje, tem o logotipo, exclusivo, criado pelo taperoaense, Prof. Felipe Sérvulo, que é artista e astrônomo.

JCR – Dentre os 70 livros lançados, qual é o de sua preferência? Por quê?

EMP – Talvez seja a pergunta mais difícil para responder. Depende da situação e da época vividas. Por exemplo: estando em Taperoá no mês de abril de 2024, sem dúvida, o livro ‘Três Vezes Taperoá’, lançado na Biblioteca Municipal ‘Ariano Suassuna’ me impactou muito! São relatos e fotos de nossa viagem de 2023 ali retratados. Lançamos outros títulos em Taperoá. Aqui, menciono para um breve destaque.

Em Angatuba-SP, minha terra natal, lançando o livros ‘Mestre Sapateiro’ e ‘Alma-de-gato: protegendo os vivos!’, o impacto foi em outra direção e me fizeram derramar lágrimas com o teatro apresentado. Em 2018 com ‘Porque não fui padre!’ e em 2020 relançado com mais informações e pesquisas, retratando minha vida de seminarista pela então Diocese de Sorocaba entre 1985 e 1991 para responder: o que aconteceu para não ser padre? Agora, para o dia 16/06/2024, domingo, quando lançaremos ‘Palhaçuna’, devo dizer que é o livro mais denso e com significados especiais por envolver, diretamente,  a Filosofia e a nobre arte circense no(a) palhaço(a). Só em falar já me sinto emocionado!

JCR – Nessa década de produção literária, que retorno você tem tido de seus leitores? Cite algum exemplo.

EMP – Com as crianças o retorno é imediato: quero ser como você; quero escrever livros; quero aprender a ler e a escrever… Com os adultos, a surpresa pelas pessoas e pelos lugares homenageados. Em fevereiro passado, homenageando meu querido amigo e colega de trabalho, o Prof. Dr. Edson Segamarchi dos Santos no livro ‘Tosté’, pude retomar minha adolescência e repassar pela história da minha vida ouvindo os relatos daquele homem voltando à sua infância em Sorocaba dos anos 1970. Então, o retorno é grandioso, repleto de verdadeiros presentes que a Literatura oferece e que a amizade alimenta!

JCR – Sobre quais temas seus projetos literários futuros abordarão?

EMP – Para o mês de setembro lançaremos ‘Porque fui professor’, retratando meus 30 anos na Educação (1993-2023), volume 1; em outubro será um livro retratando a turma de magistério da Escola Estadual ‘Ivens Vieira’, Angatuba-SP, na comemoração de 40 anos de formatura: 1984-2024. Para dezembro, ‘Nhô Bosco’, um centenário cheio de histórias e experiências para compartilhar.

Outros títulos, que seriam lançados neste ano, aguardam para 2025: aves-símbolos de escolas; homenagem ao grande cururueiro de Angatuba e região, o Joinha; os 10 anos da homenagem a Iguape no livro ‘A Fonte’ (2014-2024); e outros mais. Se houvesse tempo, lançaria um livro por mês. Aliás, em março do ano que vem teremos um livro em homenagem ao herdeiro de Hélio Rubens, do ROL, nosso querido Sergio Diniz da Costa.  Aos(às) leitores(as), aguardem boas surpresas!

JCR – Palavras finais aos leitores do Jornal Cultural ROL.

EMP – Escrevo porque não saberia viver sem fazê-lo. Se não pudesse, mecanicamente falando, ditaria para alguém. Vivo rodeado pelas letras, que assim como as notas musicais para os artistas da Música, povoam meus pensamentos e sentimentos. Escrevo porque quero compartilhar o que a Natureza, tão generosamente, me oferece! Escrevo para dizer às crianças, jovens e adultos: escrevam também! Toda vida deve ser escrita! Eis nosso legado para as gerações e para o planeta. Pelas letras, cada coração deve bater valorizando a convivência de respeito às diferenças, sem ameaças, manipulações e mentiras, e acima de tudo, na crença de que somos importantes para o Universo! Então, leitor(a), ESCREVA!

Élcio Mário Pinto, 25/05/2024, o ‘Filho da Fortunato!’

Livros com temática de Taperoá

Livros com temática de Taperoá
Livros com temática de Taperoá

Três vezes Taperoá
Capa do livro ‘Três Vezes Taperoá’

Picos de Histórias
Convite de lançamento do livro ‘Picos de História’

Convite de lançamento do livro ‘Três Vezes Taperoá’

Capas, respectivamente, dos livros ‘Mestre Sapateiro’ e ‘Alma de Gato: Protegendo os vVvos’

Convite do livro ‘Aves Fabulosas do Brasil’

Capa do livro ‘Porque não fui Padre’

Prêmio Sorocaba de Literatura 2015

O autor, com algumas de suas obras

Sergio Diniz, Élcio Mário Pinto, Adriana Rocha e Míriam Rangel

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Fé, devoção e afecto a Nossa Senhora de Fátima

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo:
‘Fé, devoção e afecto a Nossa Senhora de Fátima’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
Fé, devoção e afeto
Fé, devoção e afeto
Microsoft Bing. Imagem criada pelo Designer

Entre as várias e muitas características do povo português, ainda e por enquanto, maioritariamente católico, é a sua Fé na Virgem de Fátima, a cujo Santuário acorrem, diariamente, em número relativamente significativo, aumentando aos fins-de-semana, tendo o seu expoente máximo nos meses de Maio, Outubro e Agosto, porque se celebram as aparições e no verão é quando se regista o maior número de emigrantes portugueses e peregrinos de outras nacionalidades, respetivamente, com destaque para os brasileiros. 

Os portugueses, na verdade, são um povo crente e o apego a Deus e aos Santos verifica-se a cada momento, nas mais diversas e complexas circunstâncias, de tal forma que, mesmo algumas daquelas pessoas que se autointitulam de não-crentes, agnósticas, ateias e outras posições, algumas das quais de duvidosa consistência religiosa, na verdade e quando em situações de grande desespero pessoal, familiar ou outra, no limite, sempre acabam por pronunciar, pelo menos, o nome de Deus: “Vala-me Deus”; “Deus me acuda”, ou de uma figura santificada: “Nossa Senhora me defenda, proferindo, portanto, o nome da/o santa/o a quem podem ajuda em troco, muitas vezes, do cumprimento de uma promessa.

Escusado será referir que toda e qualquer pessoa bem-formada, acatadora das ideias, convicções e comportamentos do seu semelhante, a atitude mais adequada é a de total respeito pela religião professada, concordando, ou não, partindo, sempre, do princípio que não existe radicalismo, fundamentalismo e ações violentas, por parte de quem se diz praticante de uma dada confissão religiosa.

Numa sociedade democrática, na qual a liberdade de expressão e de religião são direitos consagrados constitucionalmente, na respetiva Lei Fundamental, eles, os direitos, devem ser escrupulosamente exercidos, com equilíbrio, moderação e igual respeito pelas posições daquelas pessoas que, não sendo crentes, nem professando nenhuma religião, acatam, contudo, o comportamento dos crentes católicos, neste caso e em geral, mas também de outras confissões religiosas.

Em Portugal, o Mês de Maio está consagrado como sendo um período “Mariano”, dedicado a Nossa Senhora de Fátima, porque foi em treze de Maio de mil novecentos e dezassete que teria ocorrido a primeira aparição da Virgem aos três pastorinhos: Lúcia, Jacinta e Francisco, na Cova da Iria, em Fátima, para, em Outubro do mesmo ano, nova aparição se ter repetido.

De então para cá, a Fé, a devoção e o apego à Senhora de Fátima evoluíram exponencialmente, de tal forma que: quer as instalações anexas à Capelinha das Aparições, como o imponente Santuário Mariano, quer as infraestruturas instaladas para acolher os peregrinos, quer as vias de comunicação e acesso, quer, ainda, a indústria hoteleira e de restauração, bem como o turismo religioso, beneficiaram de um incremento jamais equiparável noutras localidades portuguesas, em tão pouco tempo, o que não retira as convicções de quem recorre a Nossa Senhora de Fátima, em situações de maior aflição na vida e/ou para agradecer alguma “Graça” recebida, e isso tem de se respeitar.

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente Honorário do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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As estruturas mentais

Maze Oliver: ‘As estruturas mentais’

Maze Oliver
Maze Oliver
estruturas mentais
Estruturas mentais
Microsoft Bing – Imagem criada pelo Designer

Existem muitas pessoas que percebem muito bem os defeitos dos outros. Temos que nos policiar porque não existem pessoas perfeitas. Existem as que SE ACHAM perfeitas, mas é só uma ilusão. Trata-se de um EU que só você vê. Os outros veem a verdade. Nós temos VÁRIOS EUS.

Os que recalcam suas sombras, percebem suas faltas, sofrem muito. A essa forma, chamamos de NEUROSE. O neurótico vai para a análise para se queixar do que lhe falta.

Aqueles que só CULPAM os outros, apontam defeitos que muitas vezes só eles mesmos veem, ou criam delírios, inverdades, a isso chamamos PSICOSE . Esses têm outros tipos de sofrimento, acham que são injustiçados, vítimas, não sofrem culpa, porque acreditam que o mundo é o culpado, a mãe, a família, o estado, o governo, os extraterrestres etc. Vivem alienados por uma realidade criada pela própria mente. O psicótico nega: “Me perseguem! Isso está fora de mim”.

E existem os que se apegam a um FETICHE, que pode ser qualquer símbolo. Faz isso para não sofrer, esses negam o sofrimento e gozam pelos mesmos motivos do sofrimento dos neuróticos. Esses são os PERVERSOS, alguns têm um pé no prazer, outro na perversidade.

Mas, o grande psicanalista JACQUES LACAM revolucionou a Psicanálise, introduzindo novos conceitos que contribuíram para reduzir o preconceito quanto às estruturas mentais. Ele afirmou:

“Não existe uma estrutura melhor, nem pior do que outra”.

Existem níveis e formas de aliviar o sofrimento. Esforços ou tentativas de buscar a cura por si mesmo. Ou seja, sentimentos relativos, onde a genética e o ambiente consolidam. Cada um lida com SUAS FALTAS do jeito que pode, com aquilo que sente falta ou aquilo que lhe faltou, à sua maneira, de forma a ter uma melhor aceitação de si mesmo. No fundo mesmo, é só uma maneira de se defender!

Tente descobrir: o que lhe falta? Qual é o seu desejo? (Não confunda com vontade).

Como está sua terapia???

Maze Oliver

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Freedom Big Band

SescTV apresenta o episódio com Freedom Big Band no Instrumental Sesc Brasil dia 26 de maio 

Freedom Big Band
Freedom Big Band.

Frames de tela

O programa traz os bastidores do show da Freedom Big Band no show que aconteceu no Sesc Consolação e acompanha os músicos em uma visita na Pinacoteca de São Paulo, onde falam de sua trajetória

No dia 26 de maio, às 20h, entra no ar pelo SescTV a participação da Freedom Big Band no projeto Instrumental Sesc Brasil. O show levou os 18 músicos ao palco para apresentar “Semana de Arte Moderna” (2018), primeiro álbum da banda. Em cena, os artistas musicaram quadros, esculturas, monumentos e poemas da Semana de 22, início do modernismo no Brasil.

Para além da apresentação, o programa mostra a visita dos integrantes Evandro Bezerra, Daniel Alcantara, Rubinho Antunes e Wesley Gonzaga à Pinacoteca de São Paulo, onde apreciaram algumas obras dos modernistas participantes da Semana de Arte de 22. Os músicos falam sobre seu entrosamento musical, trajetória e histórico da formação do grupo.

Em busca de uma identidade musical própria, a banda  pesquisou diversos gêneros musicais brasileiros, curiosidades, compositores e outras vertentes artísticas para criar seu primeiro álbum, que leva o mesmo título. Formada em 2013, a Freedom Big Band é composta por 16 músicos paulistanos. Mantendo a tradicional formação são 5 saxofones, 4 trombones, 4 trompetes e seção rítmica formada por guitarra, baixo, piano e bateria.


Ficha Técnica – Freedom Big Band 

Daniel Alcantara: trompetista

Wesley Pimbo: trompetes e flugehorn

Claudemir Alves: trompetes e flugehorn

Anízio Neto: trompetes e flugehorn

Caio Milan: bateria

Fabio Martinez: contrabaixo

Andre Repizo: piano

Caetano Ribeiro: guitarra

Henrique Messias: trompetes e flugehorn

Walter Pinheiro: saxofones e flauta

Daniel Filho: saxofone e flauta

Anderson Quevedo: saxofone e flauta

Pedro Vithor Almeida: saxofone

Evandro Bezerra: trombone

Samuel Marques: trombone

Gabriel Bispo: trombone

Repertório do show

O Abaporú (Rubinho Antunes)

Rabada com polenta (Rubinho Antunes)

Os sapos (Rubinho Antunes)

Pro Villa (Diego Garbin)

Quarta-feira (Anderson Quevedo)

Escultura (João Lenhari)

O homem amarelo (Rubinho Antunes)

Sobre o SescTV

O SescTV é o canal cultural do Sesc São Paulo que tem como missão ampliar a ação do Sesc para todo o país. Distribuído gratuitamente para mais de 60 operadoras de TV por assinatura e plataformas de streaming em todo o Brasil, sua grade é composta por espetáculos, documentários, filmes, curtas e entrevistas que tratam de temas como arquitetura, literatura, filosofia, teatro, política, sociedade, ética e cotidiano. 

No acervo do canal, que passa dos 10.000 títulos, estão produções próprias e licenciamentos que são distribuídos ao longo da programação para criar uma experiência enriquecedora para o telespectador em todos os horários.
Além da programação ao vivo, o site do SescTV oferece uma seleção de produções originais brasileiras e estrangeiras que podem ser assistidas na íntegra, gratuitamente e sem necessidade de cadastro em sesctv.org.br.

SERVIÇO 

Instrumental Sesc Brasil + Passagem de Som

Freedom Big Band

26 de maio, às 20h pelo SescTV

Classificação Indicativa: Livre

Duração: 24:51 minutos

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O MARINHEIRO

Encenação de Elias Andreato transforma obra vanguardista em uma experiência intensa

Cena do espetáculo 'O Marinheiro
Cena do espetáculo ‘O Marinheiro’

Fotos de Rafa Américo

 Peça minimalista e vanguardista foi escrita pelo poeta lusitano em dois dias, na mesma época em que ele criou seus três principais heterônimos. 
Estreia no dia 18 de junho no Espaço Ateliê Cênico

Escrita em 1913, a peça O Marinheiro, do poeta e escritor português Fernando Pessoa (1888-1935), é considerada o marco inicial do movimento modernista em Portugal. E essa obra provocadora será dirigida por Elias Andreato e estrelada por Cristina Mutarelli, Michele Matalon e Muriel Matalon. O espetáculo tem curta temporada no Espaço Ateliê Cênico, entre 18 de junho e 18 de julho, com apresentações às quartas e quintas, sempre às 20h. 

Escrita quando ele tinha apenas 23 anos, a obra pré-anuncia o que viria a ser a vida de Fernando Pessoa, seus tormentos e sofrimentos. A trama traz três personagens, que velam uma morta durante toda a madrugada. Seus corpos semi-estáticos nesse ambiente funesto levam seus mais profundos pensamentos a um ambiente onírico no curso dos diálogos. E são nestas conversações que surgem as angústias que as atormentam; conflitos que nascem e se instalam na mente e nos pensamentos das três. 

O Marinheiro nos mostra um Pessoa influenciado pelos simbolistas e pelo movimento saudosista português, inspirado pelo dramaturgo, poeta e ensaísta belga Maurice Maeterlinck (1862-1949). No entanto, a partir dessas influências, Pessoa desenvolveu o que ele chamou de “sensacionismo integral”, culminando na criação de seus três heterônimos mais conhecidos. 

A presença das três “veladoras” ao lado da morta não é mera coincidência. Elas também representam uma só entidade, embora se apresentem como distintas em alma. Unidas, compartilham a vida e o ofício.

Com uma abordagem concisa e meticulosa, Andreato coloca a palavra como protagonista, preservando a pulsação das atrizes e mantendo uma suspensão que intensifica a emoção ao longo de toda a representação. Cada palavra, gesto e o ambiente cênico são cuidadosamente elaborados para proporcionar uma imersão profunda na narrativa. 

O elenco dá vida às personagens com uma entrega visceral, capturando a essência dos conflitos internos e das angústias presentes na obra.

Presas na trama de suas próprias existências, as personagens se encontram diante de um cenário composto por mais de 12 mil metros de corda, no qual surgem imagens projetadas, delineando a jornada em busca de seus sonhos e do encontro com O Marinheiro. A luz, recortada em um jogo de luz e sombras, complementa a atmosfera. 

O drama se desenvolve gradualmente até atingir um momento de terror e dúvida, onde, petrificadas, as três almas que falam anseiam pelo novo dia que está prestes a nascer. Esses elementos combinados criam um ambiente teatral singular, permitindo que o público mergulhe nas profundezas das emoções retratadas por Fernando Pessoa. 

Sobre Fernando Pessoa

Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de junho de 1888 – Lisboa, 30 de novembro de 1935) foi um poeta, filósofo, dramaturgo, ensaísta, tradutor, publicitário, astrólogo, inventor, empresário, correspondente comercial, crítico literário e comentarista político português. Ele é o mais universal poeta português. Por ter sido educado na África do Sul, numa escola católica irlandesa, chegou a ter maior familiaridade com o idioma inglês do que com o português, ao ponto de escrever os seus primeiros poemas nesse idioma. 

O crítico literário Harold Bloom considerou Pessoa como “Whitman renascido” e o incluiu no seu cânone entre os 26 melhores escritores da civilização ocidental, não apenas da literatura portuguesa, mas também da inglesa. Das quatro obras que publicou em vida, três são na língua inglesa, além disso traduziu várias obras em inglês (e.g., de Shakespeare e Edgar Allan Poe) para o português, e obras portuguesas (nomeadamente de António Botto e Almada Negreiros) para o inglês. 

Fernando Pessoa criou várias personalidades literárias conhecidas como heterônimos, sendo os mais estudados Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro. Entre suas principais obras estão MensagemLivro do DesassossegoPoemas de Alberto CaeiroOdes de Ricardo Reis Poemas de Álvaro de Campos. Robert Hass, poeta americano, diz: “outros modernistas como Yeats, Pound, Eliot inventaram máscaras pelas quais falavam ocasionalmente… Pessoa inventava poetas inteiros”.

Sinopse 

Sem a exata noção das horas no arrastar da noite negra, três figuras velam uma morta, seus corpos quase imóveis neste ambiente funesto. No entanto, suas mentes, libertas das amarras do real, vagam por um reino onírico conduzidas pelo fluxo dos diálogos. Da palavra surgem as angústias que as atormentam; conflitos que nascem e se instalam nas mentes e pensamentos das três. 

Durante a vigília, a segunda irmã narra um sonho sobre um marinheiro perdido em uma ilha deserta, que cria uma vida ilusória para si mesmo, imaginando um mundo inteiro para escapar da solidão e do desespero. Essa metáfora da condição humana reflete sobre o isolamento, a necessidade de criar significados e a fragilidade das percepções. 

À medida que a noite avança, as reflexões sobre a efemeridade da vida, a natureza dos sonhos e a busca por sentido dominam a conversa.

Ficha Técnica 

Direção: Elias Andreato 

Atrizes: Cristina Mutarelli, Michele Matalon e Muriel Matalon 

Assistência de direção: Roberto Alencar 

Cenário e Figurino: Simone Mina 

Assistente de Cenografia: Annick Matalon 

Música Original: Jhonatan Harold 

Direção Vocal Interpretativa: Lucia Gayotto 

Direção de movimento: Roberto Alencar 

Iluminador: Wagner Freire 

Projeto Gráfico: Ciro Girard

Social Mídia: Rafa Américo 

Produção: “Muriel Matalon ” e “4 ever produções artísticas”

Direção de produção: Zé Guilherme Bueno

SERVIÇO

O Marinheiro, de Fernando Pessoa, com direção de Elias Andreato

Temporada: 18 de junho a 18 de julho, às quartas e quintas-feiras, às 21h

Espaço Ateliê Cênico – Rua Fortunato, 241, Vila Buarque

Ingressos: R$50,00 (inteira) e R$25,00 (meia-entrada)

Classificação: 12 anos

Duração: 50 minutos 

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